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Programa de pós-graduação da Uneal abre inscrições para mais de 500 vagas

Para efetuar a inscrição, o candidato deve atender aos requisitos determinados pelo edital, disponível no site da universidade

↑ Uneal (Foto: Assessoria)

AUniversidade Estadual de Alagoas informa que estão abertas, de 25 de novembro a 13 de dezembro, as inscrições para a seleção  dos cursos de pós-graduação do Programa Institucional de Cursos de Pós-Graduação (Lato Sensu) Uneal Especializa.

Estão sendo disponibilizadas mais de 500 vagas distribuídas para os cursos de Controle, Gestão, Transparência e Elaboração de Projetos Sociais; Metodologia do Ensino de Ciências; Biotecnologia da Saúde; Vigilância de Doenças Infecciosas e Parasitárias; Ecologia e Conservação da Natureza; Educação do Campo e Sustentabilidade, Ensino de História; Linguagem e Ensino; Linguagem e Ensino; Gestão e Planejamento Estratégico Empresarial; e Gestão Pública.

Para efetuar a inscrição, o candidato deve atender aos requisitos determinados pelo edital, disponível no site www.uneal.edu.br, e enviar e-mail com a documentação exigida para o endereço eletrônico do curso escolhido pelo candidato, conforme relacionado no Anexo I do edital. A cópia do comprovante de pagamento da taxa de inscrição (R$ 100) através de DAR-CB ou o protocolo de entrega do Formulário de Isenção Provisória de Inscrição também deve ser enviado via on-line.

Isenção de taxa de inscrição

Residentes em Alagoas há mais de dois anos que estejam desempregados, sejam carentes, doadores voluntários de sangue ou trabalhadores que ganham até um salário mínimo por mês poderão solicitar isenção de taxa de inscrição até o dia a 8 de dezembro. Para tanto, é necessário preencher o Formulário de Isenção Provisória de Inscrição (Anexo IV do edital) e enviar para o endereço eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., com o assunto “ISENÇÃO DE TAXA DE INSCRIÇÃO”, junto com os demais documentos indicados no edital.

O resultado da análise está prevista para ser divulgada no dia 09 de dezembro,  para dar tempo de o candidato se inscrever, caso tenha o pedido indeferido.

Dúvidas sobre as inscrições poderão ser esclarecidas através do endereço eletrônico especializa @uneal.edu.br.

Processo seletivo

Cada curso possui processos próprios de seleção, embora existam critérios gerais definidos no próprio edital. O candidato deverá atentar para os critérios de cada curso expostos no Anexo VI do edital nº 33/2020 (Propep)

O resultado final de todo o processo, inclusive de seleção, será divulgado até o dia 30 de dezembro. As matrículas ocorrerão entre 1º e 5 de fevereiro de 2021, e as aulas estão com previsão para início em 8 de fevereiro.

Aulas presenciais, apenas quando as condições sanitárias permitirem e o Conselho Superior autorizar. Por isso que a ampla maioria dos cursos optou por aulas remotas, para começar imediatamente o curso nas condições possíveis para o momento.

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Fonte: Assessoria Uneal

 
 

Comentários

Hospital Universitário da Ufal adere a Programa de Gestão da Qualidade

Excelência na gestão, educação, pesquisa e extensão em saúde estão entre os itens promovidos pelo programa

↑ Professor Anderson Barros, gerente Administrativo, Marcelo Nogueira, da Unidade de Planejamento, Celina de Azevedo e Inêz Carneiro, do Setor de Regulação e Avaliação em Saúde (Foto: Assessoria)

Criados para promover a gestão da qualidade, a excelência na gestão, na educação, na pesquisa e na extensão em saúde no âmbito dos Hospitais Universitários Federais (HUF) que compõem a rede Ebserh, o Programa Ebserh de Gestão da Qualidade e o Selo Ebserh de Qualidade (Sequali) formam um sistema de avaliação periódica que possibilita a promoção de melhoria contínua nos serviços prestados pelos hospitais da rede. O Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HU) da Universidade Federal de Alagoas  (Ufal) faz parte desta rede e é reconhecido formalmente como um hospital que realiza atividades de ensino, pesquisa e extensão dentro dos padrões de qualidade estabelecidos.

Segundo Celina de Azevedo Dias, chefe do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente, a primeira avaliação interna (autoavaliação) da Qualidade no Hospital Universitário foi realizada pela Comissão Permanente dos Auditores Internos do HU, entre dezembro de 2019 a janeiro de 2020. Foi analisada conforme modelo padrão de relatório da avaliação interna disponibilizado pelo Serviço de Gestão da Qualidade (SGQ) da Ebserh. “Estamos na etapa da elaboração da matriz de priorização dos requisitos verificados como não conformes, a fim de planejar, executar e monitorar ações que visem à adequação aos padrões estabelecidos, deflagrando ciclos de melhoria da qualidade e, assim, buscar a concessão do Selo Ebserh de Qualidade”, explicou.

Ainda segundo Dias, a participação do HU no Sequali tem o intuito de estimular os hospitais que realizam atividades de ensino a investirem em processos de melhoria contínua para alcançarem os padrões de excelência nos serviços prestados, buscando promover o cuidado seguro e efetivo, a eficiência na gestão, além de contribuir para a formação de excelência dos estudantes. “O HU terá a oportunidade de verificar periodicamente o nível de maturidade dos serviços prestados, baseado nos critérios estabelecidos no Manual de Diretrizes e Requisitos do Programa e Selo Ebserh de Qualidade e, assim, promover a gestão da qualidade, a excelência na gestão, na educação, na pesquisa e na extensão em saúde. De acordo com a pontuação obtida na avaliação, poderá ser concedido o selo”, afirmou.

SELO

A participação no Sequali é possível apenas para os Hospitais Universitários Federais que compõem a rede Ebserh. O processo de avaliação e qualificação do hospital é baseado no Manual de Diretrizes e Requisitos do Programa e Selo Ebserh de Qualidade, que possibilita realizar um diagnóstico da situação do hospital em relação a requisitos padronizados, previamente definidos, que visam, antes de tudo, garantir a segurança do paciente. Assim, inicia-se este processo pela atuação da equipe de avaliadores internos (autoavaliação) e a concessão do Selo se concretiza quando atingir os requisitos mínimos, verificados por uma equipe de avaliadores externos.

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Fonte: Assessoria

Ex-alunos do Bom Conselho se despedem do prédio histórico

Edifício do antigo orfanato e convento foi fechado em definitivo após 143 anos

↑ Prédio da Sociedade Nossa Senhora do Bom Conselho será entregue à Braskem após acordo de desocupação (Foto: Edilson Omena)

Ex-alunos da Sociedade Nossa Senhora do Bom Conselho se despediram do prédio histórico fundado há 143 anos. O último adeus ocorreu no sábado (24) antes que fosse fechado em definitivo. O prédio é uma das edificações que compõem o patrimônio arquitetônico do bairro de Bebedouro e vem sofrendo a ação das rachaduras e afundamento de solo.

Segundo informações de ex-alunos, o prédio do antigo orfanato e convento será entregue à Braskem após acordo de desocupação. Não há informações sobre valores tampouco a diretoria da instituição foi localizada para comentar o assunto.

A ex-aluna Mônica Costa detalha que a iniciativa de realizar a despedida da edificação partiu dos próprios ex-alunos.

“Ficamos sabendo de maneira informal que o prédio seria entregue à Braskem e então alguns foram chamando outros e resolvemos fazer essa despedida. Nós fomos no último sábado, porque ali é um local muito importante, representa parte da vidas de muitos. Eu mesma, morei em frente durante toda minha infância, minha irmãs estudaram lá, eu estudei do pré-primário até a 8° série, são muitos momentos compartilhados, muitas lembranças”.

Todos os anos a Sociedade costumava reunir os ex-alunos e realizar uma caminhadas pelas ruas do bairro histórico para marcar o aniversário da instituição, no entanto as comemorações foram suspensas por conta da pandemia.

Com o fechamento do prédio, uma nova homenagem está prevista para ocorrer no próximo dia 7 de novembro. Os ex-alunos também irão organizar, desta vez o ato será realizado na frente do prédio com a reprodução do hino da instituição, discursos de ex-alunos e fogos de artifício para marcar mais uma despedida.

INTERDIÇÃO

Desde o ano passado o prédio anexo onde funcionava a Escola Estadual foi realocado devido ao agravamento das rachaduras. No casarão histórico, o funcionamento estava limitado apenas a serviços administrativos.

O sentimento agora é de tristeza, segundo Mônica. “São memórias, falo pelos ex-alunos que passaram em diferentes momentos do colégio e é um sentimento muito grande de perda, de muita tristeza porque é uma história que está ficando para trás”, comenta.

O Complexo Arquitetônico Sociedade Nossa Senhora do Bom Conselho tem tombamento estadual desde 1999.

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Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

Terça, 27 Outubro 2020 10:38

Faculdades não retomam aulas presenciais

Escrito por

Faculdades não retomam aulas presenciais

Mesmo autorizadas, públicas só devem voltar em 2021, enquanto instituições privadas ainda não se posicionaram sobre data

↑ (Foto: Ilustração)

Com o decreto nº 71.749, anunciado pelo Governador Renan Filho (MDB) na última semana, estão autorizadas as aulas presenciais para alunos adultos em Alagoas desde esta segunda-feira (26). Mas o retorno das faculdades não aconteceu e nem tem data prevista. Instituições públicas já se posicionaram e provavelmente não haverá volta em 2020. Já as privadas, estão se organizando e não divulgaram posicionamento oficial sobre o assunto até agora.

Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) já se posicionaram e as aulas presenciais seguem suspensas, mesmo com o decreto. O Instituto Federal de Alagoas (Ifal), também não tem previsão de retorno, apesar de já ter um plano de contingência para ser adotado quando acontecer a retomada das aulas presenciais caso a pandemia persista.

Entre as particulares, ainda não há posicionamento oficial. De acordo com Alberto Vasconcelos, do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de Alagoas, eles estavam aguardando a portaria da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), para definir o posicionamento da instituição. Mas o dirigente ressaltou que cada instituição está se organizando com o seu protocolo.

Universidades particulares, como Cesmac, Maurício de Nassau, Centro Universitário Mario Pontes Jucá (UMJ) e Universidade Tiradentes (Unit) não anunciaram posicionamento sobre quando voltam. O protocolo sanitário foi divulgado nesta segunda-feira (26).

A estudante Janaina André, do 6º período de farmácia no Cesmac, defende que as aulas teóricas não devem voltar agora, mas acredita que as práticas precisam acontecer. Ela admite que o posicionamento dos alunos ainda está dividido, e na sua percepção pelo menos a metade é contra a volta até das práticas. “A maioria não concorda com a volta das aulas, visto que tem que pegar ônibus, se locomover pra chegar à faculdade. Porém na minha opinião eu acho que deve voltar a parte dos adultos nas aulas práticas. Ficar com o ensino híbrido, porque as práticas já estão atrasadas”.

Parte de uma turma de mais de 30 alunos, ela espera que a faculdade organize uma retomada intercalada, com os cuidados redobrados. “A gente sabe que está diminuindo o número de mortes, mas ainda não acabou. Não seria interessante voltar com as aulas teóricas agora, no momento que estamos”.

Na avaliação da aluna, a modalidade de ensino online foi uma forma de as faculdades oportunizarem os alunos de continuarem. “Foi de grande proveito, porque nós não perdemos o semestre. Nós perderíamos um ano se não pudéssemos ter aula online. E a gente pode ter aula em casa, seguro”.

Enem: cursinhos já começam maratona com aulas presenciais

 

Os cursinhos preparatórios estão mais determinados a retomar. Faltando três meses para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), muitos se organizaram para sensibilizar o governo a autorizar o funcionamento. O Clube do Fera retomou as aulas no primeiro dia da vigência do decreto.

“Tem mais ou menos uns 20 dias que a gente tem desenvolvido diversas ações junto ao governo e, finalmente, na última quinta-feira o governo liberou e hoje [ontem, 26] nós já reabrimos. Porque nós já estávamos prontos para essa volta faz muito tempo. Acredito que no 3º ou 4º mês de pandemia nós já estávamos prontos, seguindo os protocolos de outros estados. Principalmente o protocolo de Pernambuco. O modelo está baseado tanto no de Pernambuco quanto de Minas Gerais”, explicou o professor de redação Thalles Barros, fundador do Clube do Fera.

Ele explica como organizaram a volta. “Trabalhamos com três segmentos, preparatório Ifal (não volta agora porque são menores), pré-vestibular e concurso público. O pré-vestibular voltou nesta segunda e as turmas de concurso voltam a partir desta terça [27]. Voltamos com capacidade reduzida, respeitando distanciamento social e todos os protocolos sanitários, além das aulas presenciais vamos oferecer também aulas online para os alunos que não se sentirem seguros para voltar agora, além dos menores de idade”.

O Impacto Cursos também participou da mobilização pela volta. De acordo com o coordenador, Marcos Fireman, os alunos estão pedindo muito. “O Enem está chegando, os alunos precisam estar perto dos professores. Muitas vezes eles sentem vergonha de tirar uma dúvida na aula online. No formato da sala de aula o número de pessoas já reduziu bastante, vamos manter o pessoal com certa distância, mas que os alunos se sintam à vontade”.

Apesar disso, o curso teve mais cautela e decidiu concluir aulas no formato gravado e abrir novas turmas em novembro, com o formato presencial. “Alguns alunos não têm condição de vir, e o protocolo saiu nesta segunda, pra retomar não teria segurança. As aulas tem que ter janela, não teria condições de ter aula dessa forma”.

A dificuldade dos alunos foi uma preocupação de todos. Na percepção de Thalles, o aluno alagoano não estava habituado com esse tipo de estudo. “Embora domine tecnologias e redes sociais, não tinha o hábito de fazer isso com frequência”.

Ele reforça que a volta foi um clamor dos próprios alunos. “Estão nessa maratona para o Enem. Muitos realmente pararam de estudar, não conseguiram se adaptar a essa realidade virtual, não conseguiram cumprir o mesmo ritmo de aulas. Principalmente por conta do ambiente na própria casa que não era tão favorável. Agora estão voltando com mais garra e mais determinação”.

O primeiro dia de aula, segundo ele, ainda teve uma adesão tímida. “A gente sabe que o vírus ainda não acabou, sabemos que estamos vivenciando uma pandemia, e esse contexto, de volta às aulas vai ser gradativo. Mas estamos cumprindo todos os protocolos de segurança. Muito mais que o suporte pedagógico, muito mais que o suporte emocional, a gente precisa passar segurança em relação à estrutura sanitária que foi criada para receber nossos alunos”.

Thalles planeja período de adaptação. “A volta vai ser com ensino híbrido, para que esse aluno construa uma nova rotina. Estamos trabalhando para que a volta seja gradativa e proveitosa e não tenhamos que nos próximos meses fechar tudo novamente”.

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Fonte: Tribuna Independente / Emanuelle Vanderlei

Protocolo para volta às aulas presenciais de adultos é publicado pelo Governo de AL; confira medidas

  • Redação
  • 26/10/2020 10:24
  • Maceió
Assessoria
Aulas

O Diário Oficial do Estado (DOE/AL) desta segunda-feira (26) trouxe o protocolo de orientação para a gestão escolar sobre o retorno às aulas presenciais de adultos em Alagoas. O objetivo é de garantir segurança sanitária para evitar a disseminação da covid-19.

A volta às aulas para os adultos já pode ocorrer a partir de hoje. Conforme consta na publicação, o protocolo de orientação serve como parâmetro a ser adaptado de acordo com a realidade de cada instituição escolar.

O plano é composto por três etapas: contemplando a preparação da equipe para o retorno, definição da nova rotina no ambiente escolar e monitoramento constante das ações de prevenção e combate à covid-19.

Entre as medidas, estão no protocolo:  o distanciamento mínimo de 1,5 m entre as pessoas; o uso de máscara e a aferição de temperatura dos estudantes.

Confira alguns pontos do protocolo abaixo:

  • A equipe escolar deve ser orientada sobre a importância do envolvimento de todos nesse processo, de modo que esteja preparada para lidar com o processo de acolhimento dos estudantes e servidores.
  • Os estudantes e servidores devem ser orientados, ainda de forma remota, sobre o cuidado e o manuseio das máscaras de tecido.
  • Espaços de convívio coletivo devem ser sinalizados, bem como as áreas que não poderão ser utilizadas.
  • A temperatura dos estudantes, bem como dos servidores, deve ser aferida diariamente. Os estudantes que fazem o uso do transporte escolar também devem aferir a temperatura antes de ao entrarem nos veículos;
  • Manter o ambiente limpo e arejado, com janelas abertas;
  • Utilizar produtos sanitizantes e desinfetantes de uso geral com ação vírus-cida aprovados pela ANVISA para o combate do novo Coronavírus, como, álcool 70%, hipoclorito de sódio, na concentração 1%, quaternários de amônio, o cloreto de benzalcônio;
  • Os calçados dever sem higienizados ao entrar na escola;
  • Estabelecer horários de entrada e saída dos estudantes de forma que possibilite o respeito ao distanciamento de 1,5m entre as pessoas;
  • Disponibilizar dispenser com álcool em gel em todos os ambientes da escola;
  • Disponibilizar lixeiras com tampas com acionamento por pedal em locais estratégicos;
  • Instalar proteção de acrílico que separe o funcionário do público que está sendo atendido;
  • Utilizar o refeitório apenas para oferta de almoço nas escolas de ensino integral

Inácio consegue a junção de matrículas dos professores estaduais

Profissionais vão poder, em caráter facultativo, unificar duas matrículas totalizando 40, 45, 50 e 55 horas de jornada de trabalho, desde que respeitada regra constitucional de acúmulos de cargos

↑ Deputado Inácio Loiola (Foto: Divulgação)

Élei o projeto que permite a junção de matrículas dos professores estaduais no Estado de Alagoas publicado nesta quarta-feira, no Diário Oficial Eletrônico do Poder Legislativo. A proposição, de autoria do deputado estadual Inácio Loiola (PDT), possibilita unificação aos professores da rede pública detentoras de duas matrículas juntos à Secretaria Estadual de Educação referentes a 20 horas, 25 horas e 30 horas de jornada de trabalho semanal em cada matrícula.

Esses profissionais agora vão poder em caráter facultativo, unificar as duas matrículas totalizando 40, 45, 50 e 55 horas de jornada de trabalho, desde que respeitada a regra constitucional de acúmulos de cargos.

O deputado estadual explica que a matéria assegura as vantagens ou gratificações auferidas até a data de opção da unificação. E, também, contabiliza o tempo de serviço tendo como referência a data da matrícula mais antiga.

A partir da unificação opcional da matrícula, diz Inácio Loiola, todas as vantagens e gratificações terão como base o resultado da soma dos salários bases dos professores. O único impedimento é para o professor em estágio probatório.

A professora da rede estadual Daiana Leite afirma que esse projeto de lei atende uma antiga reivindicação dos profissionais da educação. “É uma ação que vai proporcionar benefícios hoje, e, principalmente, no amanhã, quando se aproximar a fase de requerer a aposentadoria”, explica. E, continua: “o parlamentar está de parabéns em desenvolver um trabalho em favor da classe”.

A ideia do projeto é valorizar os professores e fortalecer o sistema de ensino estadual a partir da maior participação e integração dos profissionais na sala de aula, afirma Inácio. Ele acredita que a unificação das matrículas vai possibilitar maior disponibilidade dos professores, contribuindo para o melhor desempenho do aluno e implicando em avaliações positivas no resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

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Fonte: Assessoria

Renan Filho anuncia retorno das aulas presenciais para adultos a partir de segunda

  • Gabriela Flores e Alícia Flores*
  • 21/10/2020 15:04
  • Geral

O governador Renan Filho anunciou na tarde desta quarta-feira, dia 21, o retorno das aulas presenciais de adultos e apresentou as próximas ações do Plano de Distanciamento Social Controlado com base na Matriz de Riscos. O decreto estadual deve ser publicado na edição do Diário Oficial do Estado desta quinta-feira, dia 22.

De acordo com o novo decreto, a retomada das aulas presenciais do público adulto inclui instituições como faculdades, cursos profissionalizantes e preparatórios para concursos e pré-vestibulares a partir de segunda-feira (26). 

Apesar do governo estadual liberar as aulas presenciais, cada município terá autonomia para decidir se retornará ou não ao ensino presencial de adultos e terá a liberdade para falar com o secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, caso deseje continuar com a educação à distância. 

O governador descartou a testagem em massa na comunidade escolar e disse que que alunos e professores que estejam em grupos de risco estão liberados das aulas presenciais.

“Os municípios poderão definir como será o retorno das aulas de acordo com a realidade de cada local”, destacou Renan Filho. Ainda segundo o governador, a retomada do público adulto às aulas servirá de termômetro para a normalização dos demais segmentos da educação no estado.

Sobre a vacina, o governador falou que, independente do local onde seja produzida, caso funcione, o cidadão deve tomar. “Esperamos, tendo vacina, que o país possa ofertar a quem desejar e que encontremos o caminho mais curto para imunizar a população”, disse.

 

Atividades esportivas e visitas a reeducandos

Renan Filho comentou que o novo decreto que será publicado nesta quinta-feira, dia 22, também libera as atividades esportivas em pequenos grupos em academias e que, a partir do dia 30 de outubro, serão retomadas as visitas aos reeducandos no sistema prisional.

 

Coronavírus em Alagoas

Renan Filho apresentou a evolução histórica dos indicadores e destacou que, hoje, a taxa de leitos com respiradores está em torno de 20% de ocupação. Quanto aos leitos gerais, que são com respirador e clínicos, a ocupação está em 15%.

“O estado está há oito semanas com queda no número de óbitos e ocupação de leitos, por isso estamos caminhando para uma fase que denotará uma estabilização ainda maior”, afirmou o chefe do Executivo alagoano.

No interior do estado, na última semana epidemiológica, foram registradas nove mortes, sendo o período com menor número de óbitos durante a pandemia, representando, também, controle.

O secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, explicou os pontos positivos conquistados que diminuem a taxa de contágio e destacou a “estabilidade positiva” em que Alagoas se encontra. “As decisões sempre foram tomadas ouvindo especialistas. para que não houvesse a necessidade de retroceder, como aconteceu em outros estados, por isso agora podemos dar mais um passo”, afirmou.

Sobre a vacinação, o secretário comentou que, até que não haja um medicamento eficaz, a população precisa colaborar com as medidas sanitárias e continuar usando máscaras, evitar aglomerações e impedir um crescimento exponencial da contaminação no estado.

O secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, esclareceu que as medidas do governo do estado foram tomadas ouvindo, por um longo período, o segmento da educação pública e privada e, junto com a opinião dos técnicos da área da saúde, foi tomada a decisão para o avanço na área educacional.

 

*Estagiária sob a supervisão da editoria

Mais de três mil Municípios não devem retomar aulas presenciais e investem no ensino remoto para garantir ano letivo

10082020 aulas Covid Seed ParanaDiante das dificuldades para adoção dos protocolos sanitários necessários para reabertura de escolas e da complexidade do cenário decorrente da pandemia da Covid-19, 82,1% das prefeituras (3.275) consultadas em pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) acreditam não ser possível retomar as aulas presenciais em 2020. Em pelo menos 3.742 Municípios do país não há data definida para retorno presencial na rede municipal de ensino. Participaram da pesquisa 3.988 gestores locais – o equivalente a 71,6% do total.

Enquanto não abrem os espaços físicos das escolas, 3.887 redes de ensino, portanto 97,5% do total de Municípios pesquisados, garantem o ano letivo por meio de atividades pedagógicas não presenciais aos estudantes, tanto da educação infantil quanto do ensino fundamental. A distribuição de material pedagógico impresso tem sido combinada com o envio de atividades por aplicativos de mensagens instantâneas e por aulas e atividades em meios digitais.

Para retomada presencial das aulas é necessário um plano de contingência, que deve ser articulado entre as áreas de educação e saúde. Nesse quesito, 2.811 gestores municipais afirmaram que têm os planos de retorno prontos ou em elaboração. Entre esses, a maioria respondeu que planeja adotar medidas para um modelo híbrido de ensino (78,2%), além de um retorno gradual das aulas presenciais (74,7%) e um sistema de rodízio (70,5%) para facilitar o distanciamento social.

O presidente da CNM, Glademir Aroldi, destaca o complexo cenário para tomada de decisão. “Não se pode esquecer que há, até este momento, mais incertezas do que respostas ou soluções e a realidade tem exigido planejamento sério e articulado e uma forte capacidade de adaptação dos gestores, que estão pautando suas decisões de forma responsável para garantir a continuidade do processo educacional com segurança e qualidade.”

Somente em relação à aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os estudantes, estima-se que o custo total - incluindo rede municipal e estadual de ensino de todo país - seria de cerca de R$ 3,2 bilhões, sendo R$ 1,8 bilhão desse valor referente apenas às instituições municipais. Além dos EPIs para o restante da comunidade escolar, há ainda outros diversos investimentos necessários para reabertura das escolas, como adaptação da estrutura física (salas de aula, cantinas, bebedouros), aquisição de materiais de limpeza e higiene (álcool, medidor de temperatura), campanhas de prevenção, capacitação e contratação de profissionais para substituir os que estão no grupo de risco.

Acesse aqui o estudo completo.

 
 
 

Instituto Biota registra 687 encalhes de animais marinhos neste ano, em Alagoas

  • Rebecca Moura 
  • 09/10/2020 06:23
  • Maceió
Foto: Cortesia / Instituto Biota
Duas tartarugas são encontradas mortas em praias no litoral sul de Alagoas

De acordo com os dados do Instituto Biota, neste ano de janeiro a setembro foram registrados 687 encalhes de animais marinhos e 15 mamíferos, sendo 1 vivo: golfinhos, baleias e peixe-boi; e 672 tartaruga. O registro mais recente de encalhe, ocorreu com um boto cinza, registrado em Jequiá da Praia, em Alagoas. 

Segundo informações do Biota, o golfinho da espécie Sotalia guianensis (Boto cinza) era adulto e media 1,67 metros de comprimento. O animal que foi encontrado em uma área isolada da praia estava encalhado e com ferimentos no corpo e morreu por afogamento.

Ao CadaMinuto o presidente do Instituto Biota, o biólogo Bruno Stefanis, explica que o monitoramento de animais marinhos no estado ocorre uma vez por dia, durante a maré baixa. 

“O monitor percorre determinados trechos, decidimos  que são nove no litoral. Hoje em dia, estamos fazendo de forma escalonada, ou seja, algumas vezes por semana monitoramos alguns trechos. Não funciona de forma sistemática, ou seja não estamos cobrindo todo o estado todos os dias e com isso o número tende a diminuir”, explica.

Segundo o Biota, os anos que mais ocorreram encalhes foram 2018 e 2019. No entanto, para o biólogo, não é possível determinar através dos registros se houve um crescimento no número de encalhes ao longo dos anos. 

“Precisaríamos fazer essa procura constante todos os anos para daí ir comparando ano a ano o número de encalhes”, enfatiza.

Para Bruno, a ajuda da população é essencial para o registro de acompanhamentos do Instituto Biota nos casos de encalhe de animais. 

“A população pode nos ajudar de diversas formas, primeiramente entrando em contato com o Biota ao avistar o animal, passando informações. A população também pode fazer doação de materiais e de produtos. Nosso trabalho é cem por cento voluntario, qualquer ajuda nesse sentido é bem-vinda, porque cada vez que temos doações investimos em mais áreas monitoradas, em mais tempo possível”, finaliza.

 

 

Quino se foi, mas deixou Mafalda: mais atual e necessária que nunca

Natural da província de Mendonza, na Argentina, Quino foi um dos maiores cartunistas do mundo, e sua obra máxima, Mafalda, é a história em quadrinhos mais traduzida da língua espanhola. A pequena e seus amigos denunciam as injustiças do capitalismo para uma legião de fãs, há várias gerações, em 30 idiomas. Na última quarta-feira, aos 88 anos, Joaquim Salvador Lavado Tejón morreu em sua cidade natal, em decorrência de um acidente vascular cerebral. Mesmo num cenário tão doloroso como que estamos enfrentando, a perda do desenhista causou uma profunda comoção e rendeu homenagens de personalidades, autoridades políticas, intelectuais e artistas de todo o mundo.

Mariana Serafini*

Mafalda nasceu em 1964 e estampou os principais jornais argentinos até 1973, mesmo ano em que se encerra a primeira ditadura militar no país. Ao longo desta década, as tirinhas publicadas diariamente denunciaram – às vezes com acidez, às vezes com leveza – a repressão da ditadura, os ataques aos direitos humanos, as políticas de austeridade, a violência de Estado e a instabilidade do mercado. Tudo isso sem sair no universo infantil habitado pela Mafalda e seus amigos Felipe, Manolito, Guille e Susanita, além de sua tartaruga de estimação, a Burocracia, e a Liberdade, uma criança que aparece só de vez em quando e chama atenção por ser tão pequeninha.

A família de Mafalda poderia ser qualquer família da classe média argentina. A mãe é uma dona de casa resignada e o pai dá um duro no trabalho para garantir uma vida estável aos filhos e férias no fim do ano em algum litoral – provavelmente o catarinense, tão povoado pelos argentinos no verão dos trópicos. Parece até uma ironia, mas o projeto inicial da tirinha era para uma campanha de publicidade de eletrodomésticos. Por isso esse cenário tão comum. A ideia era mesmo ilustrar o cotidiano do argentino médio, com um carro padrão e uma casa modesta, mas equipada. Porém o cliente não gostou da ideia da criança meio malcriada e Mafalda ficou na gaveta quase dois anos, até ganhar vida como tirinha de jornal.

O sucesso absoluto chegou rápido e nos anos 70 a tirinha começou a se espalhar pela Europa, depois de já ter ganhado os países de língua hispânica na América Latina. No começo dos 80, especificamente em 1981, a turminha chegou ao Brasil, falando em português. O que todos esses países tinham em comum eram as marcas das ditaduras, a instabilidade política e uma crise econômica. Logo, as angústias de Mafalda, por mais particulares que fossem, eram universais.

E hoje, passados quase 50 de sua última publicação, é impressionante abrir a edição com a obra completa editada no Brasil pela Martins Fontes em 1991, “Toda Mafalda”, e encontrar tantas tirinhas que expressam exatamente a angústia de agora. Não enfrentamos uma ditadura, mas um desmonte sistemático do Estado e ameaças graves à democracia. A liberdade – das mulheres, dos negros e dos pobres principalmente – segue pequena e cerceada. O mundo, que muitas vezes aparece acamado ou de cabeça pra baixo, está profundamente doente. A pandemia do coronavírus deixou um milhão de mortos em seis meses. A crise do capitalismo que se aprofundou com a crise sanitária vai causar ainda mais vítimas. E não vemos uma melhora deste cenário num horizonte próximo. A esquerda está atordoada e nada contra a maré para manter sua sobrevivência, mas não consegue apresentar uma proposta para virar o jogo.

Ao recorrer ao Toda Mafalda para tentar encerrar a matéria sobre a morte de Quino com um pouquinho de esperança, me deparei com a Mafalda dizendo o seguinte: “Hoje nada de ler jornal, nem de ouvir noticiário para não se amargar com a situação mundial. Decidi que vou só brincar”. Depois de um esforço para juntar uns brinquedos e conseguir se distrair, ela dá um olhadinha de canto de olho pro globo terrestre que vira e mexe está de cama e pergunta: “o que você estará aprontando?”. A resposta, sabemos, não é das melhores. Mas a pequena indignada segue sendo um alento pro coração dos que mesmo com tudo isso não perderam a capacidade de se indignar com as injustiças do mundo.

 
Mariana Serafini, jornalista e especialista em América Latina pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
 
 
(PL)
 

 

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