A Seção Brasilidades do Portal Bonifácio celebra, neste 27 de junho, o aniversário de 113 anos do nascimento do escritor, médico e diplomata João Guimarães Rosa (Cordisburgo-MG, 1908 – Rio de Janeiro-RJ, 1967).
Guimarães Rosa retratou em sua monumental obra o sertão e os sertanejos como construtores da identidade nacional na sua linguagem, psicologia e cultura. Grande Sertão, Veredas, seu principal romance, e seus contos, como A Hora e a Vez de Augusto Matraga se situam no cume da literatura brasileira.
Sua arte descreve a vivência com os sertanejos que frequentavam o comércio de seu pai na pequena Cordisburgo, nos sertões de Minas, por ele homenageada em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras. Os patriotas devem, além de conhecer, difundir e exaltar o grande gênio da cultura de nosso País, João Guimarães Rosa.
Governo vai subsidiar internet e compra de eletrônicos para servidores da Educação
Projeto de Lei aprovado na ALE garante repasse de R$ 5 mil para aquisição de equipamentos de informática, inovação e tecnologia e contratação de planos de acesso à internet
↑ Programa Conecta Professor (Foto: Ascom Seduc/AL)
AAssembleia Legislativa de Alagoas (ALE) aprovou nesta quinta-feira (30) o projeto de lei 580/2021, do Governo de Alagoas, por meio da Secretaria da Educação (Seduc), referente ao programa Conecta Professor. O programa garante uma ajuda de custo no valor de R$ 5 mil para aquisição de equipamentos de informática, inovação e tecnologia e contratação de planos de acesso à internet.
Beneficiando mais de 10 mil professores efetivos e contratados, secretários escolares e agentes administrativos em efetivo exercício nas unidades escolares, o Conecta Professor atende a necessidade de assegurar aos professores da rede estadual equipamentos e internet de qualidade e, com isso, melhorar as condições de trabalho, via ensino híbrido e remoto, fomentando a inclusão digital e a utilização da inovação e tecnologias educacionais nos processos de ensino e aprendizagem.
“A aprovação do projeto de lei do programa Conecta Professor acontece em um momento muito decisivo, em que o Estado se prepara para o retorno às aulas híbridas presenciais. O governador Renan Filho está garantindo um benefício de R$ 5 mil para mais de 10 mil servidores da Educação, que poderão usar esse recurso para compra de computadores, celulares e também para aquisição de contrato de internet, permitindo, assim, condições de trabalho mais adequadas para todos”, avalia o secretário da Educação, Rafael Brito.
A aquisição de equipamentos novos será comprovada mediante apresentação de nota fiscal em formato digital emitida em nome próprio do servidor beneficiado. Já o custeio de plano de internet será comprovado mediante apresentação do contrato em formato digital, emitido em nome do próprio servidor beneficiado.
Após a aprovação na ALE, o projeto segue agora para sanção governamental e publicação no Diário Oficial do Estado (DOE).
Darcy Ribeiro (Montes Claros-MG, 1922 – Brasília-DF, 1997) foi um dos mais importantes e prestigiados antropólogos, romancistas e políticos do Brasil.
Além da sua vasta e abrangente contribuição para o pensamento social brasileiro, foi responsável, enquanto funcionário do Serviço de Proteção ao Índio, presidido pelo Marechal Cândido Rondon, pela criação do Museu do Índio (1953) e pela elaboração do projeto de criação do Parque Indígena do Xingu, efetivada em 1961. Como ministro da Educação do governo João Goulart, criou a Universidade de Brasília (UnB), sendo, inclusive, seu primeiro reitor. Como secretário de Educação do governo Leonel Brizola, no Rio de Janeiro, esteve à frente da criação dos CIEPs, um dos mais arrojados projetos de educação pública no Brasil. Também estruturou a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), durante o segundo governo Brizola (1991-1994). Enquanto Senador pelo estado do Rio de Janeiro (1991-1997), foi relator da criação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96), também conhecida como Lei Darcy Ribeiro.
A sua teoria de Brasil insere-se no quadro maior da sua teoria do processo civilizatório, isto é, da evolução sociocultural-tecnológica, caracterizada pela sucessão progressista, entremeada de períodos regressistas, de etapas históricas dos modos coletivos de existência.
O Brasil surge, então, da expansão atlântica da etapa evolutiva que Darcy chama de Império Mercantil-Salvacionista, mais especificamente em sua versão ibérica. Oriunda da aliança entre a Coroa e o Papado nos albores da modernidade, essa formação era voltada para o atendimento tanto dos desígnios comerciais dos Estados ibéricos no contexto histórico do mercantilismo, quanto dos de conversão de nativos e ampliação da base de fiéis por parte da Igreja, reforçados após o rompimento da unidade espiritual na Europa ocidental pela Reforma Protestante.
O Brasil nasce, pois, do ponto de vista das relações materiais, como um empreendimento agromercantil-escravista heterônomo, comandado de além-mar, e, do ponto de vista espiritual, como um dos principais núcleos de irradiação da fé cristã e do poderio da Igreja Católica Apostólica Romana.
O Brasil desponta no panorama histórico, então, como filho ibero-americano da civilização ocidental-mediterrânea, herdeira da romanidade salvaguardada pela Igreja e berço do capitalismo mercantil, cujo prolongamento mundial por meio das Grandes Navegações resultou na incorporação histórica do continente americano à modernidade. O pioneirismo mercantil-salvacionista ibérico deu, assim, início a circuitos comerciais, militares e religiosos interoceânicos que criariam um verdadeiro sistema-mundo do qual o Brasil seria uma das mais ricas e disputadas províncias de exploração mercantilista.
O Brasil não seria, contudo, uma transplantação da Península Ibérica ou uma simples empresa comercial no interesse português. Na tipologia, elaborada por Darcy, de configurações histórico-sociais advindas da expansão marítima moderna, o Brasil foi incluído na categoria dos “povos novos”, originados da fusão de diferentes matrizes étnico-culturais atualizadas em novas sínteses, derivadas de forte e generalizado processo de miscigenação.
O Povo Brasileiro é a obra síntese da visão épica e otimista de Darcy Ribeiro sobre a civilização brasileira.
Nos termos de Darcy, o Brasil, então, não seria apenas um “moedor de gente” para a realização de atividades interessantes aos comandos ultramarinos, mas, também, um “criatório de gente”, capaz de abrigar a gênese de um povo original no sangue e na alma.
O Brasil diferiria, desse modo, dos povos transplantados (Estados Unidos, Austrália, Argentina e Uruguai, por exemplo), meros enxertos imigratórios de povos e nações já constituídos, dos povos testemunho (México, Peru e Bolívia), remanescentes de civilizações pré-colombianas derrotadas pelo expansionismo mercantil-salvacionista espanhol, e dos povos emergentes, surgidos na África e na Ásia com o processo de descolonização.
Nas palavras de Darcy:
“Surgimos da confluência, do entrechoque e do caldeamento do invasor português com índios silvícolas e campineiros e com negros africanos, uns e outros aliciados como escravos. Nessa confluência, que se dá sob a regência dos portugueses, matrizes raciais díspares, tradições culturais distintas, formações sociais defasadas se enfrentam e se fundem para dar lugar a um povo novo, num novo modelo de estruturação societária” (Ribeiro, 2006 [1995], p. 17).
A mestiçagem e o sincretismo possibilitaram a organização histórica dos brasileiros em uma única etnia nacional em todo o território, uma façanha não apenas pelo ineditismo social, mas, também, pela coesão em toda a vastidão geográfica entremeada de variadas condições climato-botânicas.
A unidade étnico-cultural brasileira não significaria, todavia, homogeneidade. Diferentes tipos sócio-regionais brasileiros, originados de condições formativas diversas, coexistiriam na mesma nacionalidade. Na classificação de Darcy, haveria o Brasil crioulo, desenvolvido a partir da cultura escravista-açucareira da zona da mata do Nordeste; o Brasil sertanejo, organizado em torno do pastoreio desde o interior árido do Nordeste até o Centro-Oeste; o Brasil caboclo, formado por esparsos contingentes demográficos amazônicos, mormente ocupados em atividades extrativistas; o Brasil caipira, de matriz bandeirante-mameluca, espraiado pelo oeste brasileiro inicialmente em busca de ouro e diamantes e, posteriormente, engajado na cultura do café e na industrialização subsequente; o Brasil gaúcho, tanto o matuto-açoriano quanto o gringo-caipira das áreas colonizadas por imigrantes italianos e alemães, modelado pelo pastoreio nas campinas sulistas.
Se Darcy celebra a diversidade sócio-regional na unidade nacional brasileira, por outro lado, deplora que essa unidade ainda não tivesse ensejado uma relação menos hierárquica e desigual entre as minorias oligárquicas e as maiorias populares. Na estratificação social definida pelo autor, as primeiras, compostas pelo patronato tradicional (latifundiários) e moderno (grandes empresários) e pelo patriciado estatal (político, militar e tecnoburocrático) e civil (eminências e celebridades), associados de maneira auxiliar ao capital estrangeiro, arrematariam, frequentemente de forma violenta e com a conivência dos setores intermediários, a parte do leão das riquezas produzidas pelo suor das classes subalternas (campesinato e operariado) e da vasta massa marginal alheia às relações formais de trabalho características do moderno industrialismo (Ribeiro, 2006 [1995], p. 193).
Darcy Ribeiro considerava o Brasil uma espécie de nova Roma, tropical e mestiça, por ele denominada a mais bela e luminosa província da Terra.
Darcy, entretanto, não escamoteia o fato de, em momentos de crise das estruturas tradicionais de poder, despontar, do âmago das oligarquias, segmentos não alinhados a elas, verdadeiras “antielites” capazes de aliar-se às camadas populares, elevando-as ao primeiro plano político pela remodelação das instituições num sentido nacionalista e progressista. Tais regimes, alcunhados por Darcy de nacionalistas-modernizadores, seriam representados no Brasil, segundo ele, pelos governos de Getúlio Vargas e João Goulart. Apesar disso, o nacionalismo modernizador encontraria estreitos limites para a sua ação reformista, dificilmente abolindo as persistentes desigualdades sócio-político-econômicas, particularmente graves no caso brasileiro.
Essas desigualdades, ao sustentarem a permanência, em nosso País, dos aspectos mais espoliativos herdados da ordem mercantil-escravista, obstavam o fortalecimento de laços genuínos de solidariedade social, degradavam o sentimento de pertencimento comum à Nação, mantinham os vínculos (neo)coloniais de subordinação aos centros metropolitanos exteriores e impediam a formação de um projeto nacional de soberania e desenvolvimento autônomo para erguer o Brasil e fazê-lo andar sobre os próprios pés.
A análise lúgubre das assimetrias de poder no Brasil não transige, todavia, com o pessimismo paralisante. Darcy vê o Brasil como problema, como um País imerso em contradições que obstaculizam o prosseguimento de sua construção inacabada. Mas, sobretudo, e justamente em razão dessas dificuldades, entende nosso País como solução, como portador de uma elevada e generosa missão no plano da humanidade.
Sendo o Brasil a maior nação neolatina do mundo e o principal herdeiro de Roma, dotado de uma capacidade inigualável de assimilação dos mais variados povos e culturas sem perda da sua identidade, bem como de encontrar a alegria e a vitalidade em meio às agruras do subdesenvolvimento, estaria destinado a ser a Nova Roma, um Império mestiço, tropical e verdadeiramente universal, ainda melhor que a antiga Roma por incorporar as humanidades negras e ameríndias.
Mais ainda, caberia ao Brasil liderar a integração ibero-americana contra o antagonista comum, a América anglo-saxônica, de modo a fazer prevalecer o humanismo ocidental, originado na latinidade romano-católica mediterrânea da qual seríamos os principais rebentos, em detrimento do imperialismo anglo-saxão, baseado nos valores individualistas da Reforma Protestante e do Iluminismo, estranhos e até mesmo opostos à nossa matriz histórica romana.
O Brasil, reconciliado consigo próprio, seria, dessa forma, não apenas mais um País no concerto mundial de nações, mas o expoente da civilização ocidental, capaz de orientar o mundo em valores nobres e generosos de convivência pacífica e miscível com todas as raças e culturas. Representaria, assim, a antítese a todo imperialismo, racismo e desrespeito à autodeterminação dos povos e das civilizações. O Brasil, a “mais bela e luminosa província da Terra” (Ribeiro, 2006 [1995], p. 411), seria a solução não só para os nossos compatriotas, mas para toda a humanidade, erigindo-se em farol de toda a raça humana. A brasilidade, por conseguinte, erigir-se-ia no cume do processo civilizatório mundial, como fator de integração, harmonia e compartilhamento de técnicas e saberes entre todos os povos e culturas.
Como afirmou Darcy: “Faz falta ao mundo um Brasil realizado em suas potencialidades de civilização tropical, mestiça e solidária, que não pede nada a ninguém, mas muito pode dar. Temos tudo para isso” (Ribeiro, 1995, p. 14).
Referências:
RIBEIRO, Darcy. Propuestas acerca del Subdesarrollo – Brasil como Problema. Montevidéu: Libros de la Pupila, 1969.
_________________. O Processo Civilizatório. 2ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.
_________________. O Dilema da América Latina – Estruturas de Poder e Forças Insurgentes. Petrópolis: Vozes, 1978.
_________________. O Brasil como problema. 2ª ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995.
_________________. O Povo Brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2006[1995].
SOBRE AUTOESTIMA E SABER IR EMBORA 🚪💕 Autoestima é sobre a imagem que você faz de você, é sobre amar a si, é sobre respeitar sua história, é se colocar no mundo sem precisar se encolher ou se esticar para caber em algum lugar, é sobre dignidade.
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Aceitar situações que te fazem mal é desistir de si mesmo. Autoestima tem haver com a ideia de se despedir, se despedir de situações, relações, amizades e lugares que fazem você se sentir sem valor, que te desrespeita. .
Autoestima tem tudo haver com jogar a toalha, encerrar a conversa, bater à porta quando alguém insiste em te diminuir, em te jogar para baixo e fazer com que você se sinta inferior, inadequado.
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Autoestima é saber ir embora, ir embora das ideias de amor que te fizeram adoecer, das ideias que dizem que vc deve se contentar com o que tem para hoje, das ideias que seu corpo está errado, que seu cabelo não é o adequado, que seu jeito não é o suficiente, e que você precisa se desfazer de você para ter uma relação, ou se desfazer de você para ser aceito em um grupo, se desfazer de você para caber em uma função ou se desfazer de você para permanecer em lugar. .
Com 95% dos servidores vacinados, governo sinaliza volta às aulas em agosto
Redação
08/06/2021 12:10
Educação
Cada MinutoRafael Brito
O Secretário de Estado da Educação, Rafael Brito, declarou, na manhã desta terça-feira (08), que o planejamento em Alagoas é que o retorno presencial das aulas seja iniciado em agosto deste ano. O anúncio foi feito durante a posse dos gerentes regionais de Educação de 2021/23, no Palácio República dos Palmares, em Maceió.
De acordo com o secretário, a pandemia não permite certezas com relação à retornos em qualquer setor, mas diante do avanço da vacinação já é possível iniciar o planejamento para agosto.
“A ideia é voltar em agosto. 95% dos servidores da educação básica de Alagoas já foram vacinados pelo menos com a primeira dose e isso é muito positivo. Diferente de outros estados, Alagoas praticamente já concluiu”, afirmou.
Rafael Brito também destacou que as doses já foram disponibilizadas a todos servidores e “quem não tomou foi ou porque não quis ou não teve condições”. Mas com o grande percentual de imunizados já existem condições de preparar o retorno para agosto.
Na ocasião, foram anunciados novos programas e investimentos para a educação pública de Alagoas, com ações abrangentes direcionadas desde a merenda até a infraestrutura das escolas, que irão auxiliar na volta às aulas.
A resenha de Francisco Affonso Pereira Torres para o Portal Bonifácio sobre o livro A Rebelião das Massas de Ortega y Gasset.
Em tempos de pós-verdades, resgatar as ideias e o pensamento de Ortega y Gasset impõe-se como imperativo. Nos dias de hoje, como nos dias que antecederam o surgimento do fascismo e do totalitarismo na Europa, os fatos objetivos parecem ter menos influência que os apelos às emoções e às crenças pessoais. O fascismo e o totalitarismo europeu utilizaram-se amplamente dos novos meios de comunicação em massa de sua época (sobretudo o rádio) para difundir as suas ideias e pós-verdades. Hitler e Mussolini provavelmente não teriam chegado ao poder não fosse a potência e o alcance inédito que o rádio e as transmissões por radiodifusão haviam atingido, durante aquela época. Nos dias de hoje, são as novas mídias da internet (WhatsApp, Facebook, Instagram, YouTube, etc.) os principais canais difusores de ideologias e pós-verdades. Compreender o impacto dessa nova e inexorável realidade em nossas vidas, em nossa democracia e nas sociedades em que vivemos constitui tarefa primordial dos tempos atuais. Em 1929, o filósofo espanhol Ortega y Gasset descreveu em seu livro “Rebelião das Massas”, com exatidão ímpar, o impacto que os novos meios de comunicação viriam a ter em nossas sociedades. Alertou-nos para seus efeitos deletérios. Ortega y Gasset previu o cataclismo que se abalaria sobre a Europa e sobre o mundo. Suas palavras e, sobretudo, seu alerta são mais atuais hoje do que nunca.
O filósofo espanhol Ortega y Gasset antecipou o risco da manipulação das massas.
Em 1936, dezenas de milhares de cartazes apareceram, em praticamente todas as cidades alemãs. Em seu texto, publicado sobre uma foto de um gigantesco aparelho de rádio no meio de uma multidão, lia-se: “Ganz Deutschland hört den Führer” (“Toda a Alemanha escuta o Líder”). O cartaz anunciava uma invenção que iria transformar a Europa, o WhatsApp de outrora. O chamado “Rádio do Povo”, ou “Volksempfänger”, era um aparelho de rádio, desenvolvido pelo engenheiro Otto Griessing, a pedido de Joseph Goebbels, o ministro de Propaganda do regime nazista. Apresentado ao público alemão pela primeira vez em 1933, durante a 10º Grande Feira Internacional do Rádio de Berlin (“10º Große Deutsche Funkausstellung”), o novo equipamento permitia, a um custo extremamente acessível, de 35 marcos (o equivalente a um quarto do salário mínimo da época), pagos em suaves prestações, a recepção de estações de rádio selecionadas, todas alemãs. O objetivo estratégico da produção e distribuição em massa do “Rádio do Povo” era evidente: permitir ao regime nazista controlar, com punhos de ferro, a máquina mais poderosa, e mortal, de comunicação em massas já criada até então.
Estima-se que, ao final da Segunda Guerra Mundial, 80 milhões de pessoas escutassem diariamente transmissões de rádios nazistas, por meio de equipamentos do tipo “Rádio do Povo”.
Para efeitos de comparação, a população total da Alemanha atualmente é de 83 milhões de pessoas.
As “lives” do nazismo, realizadas em tom dramático pelo ”Führer”, chegavam às salas de praticamente todos os cidadãos, além de serem escutadas, ao vivo, em alto-falantes instalados, de modo estratégico, em ruas, estações de trem e de metro, rodoviárias, terminais portuários, escolas, hospitais, ginásios, e demais prédios públicos. Joseph Goebbels considerava, não sem razão, o sucesso do programa industrial de fabricação e distribuição de aparelhos de rádio essencial para seu infame programa de “propaganda”.
Durante o julgamento dos crimes nazistas, nos famosos Processos de Guerra de Nuremberg, Albert Speer, o então ministro de Armas e arquiteto do Reich, declarou, com sinceridade espantadora: “a ditadura de Hitler diferia em um aspecto fundamental de todas as suas precursoras na história. Foi a primeira ditadura durante o período moderno de desenvolvimento tecnológico, uma ditadura que se utilizou plenamente de todos os meios de dominação em seu país. Por intermédio de aparelhos tecnológicos, como o rádio e os alto-falantes, 80 milhões de pessoas foram privadas de qualquer pensamento independente. Era, assim, possível subjugá-las aos desígnios de um só homem (Hitler).”
Hitler construiu o nazismo manipulando as frustrações do povo alemão.
Como todo visionário e grande intelectual, Ortega y Gasset havia previsto o que poderia ocorrer e acabou ocorrendo. Para ele, não existem verdades eternas nem absolutas. O que há, sempre, são perspectivas, visões sobre a realidade. Segundo Ortega y Gasset, a vida humana e suas circunstâncias inexoráveis são a fonte do conhecimento e da verdade. ”Yo soy yo y mi circunstancia y si no la salvo a ella no me salvo yo”, afirmava. O perspectivismo do pensador espanhol nos leva à conclusão de que a verdade é produto de uma soma de perspectivas. Produto, portanto, de uma subjetividade. Há a verdade científica, a verdade acadêmica, a verdade da mídia, a verdade do sertanejo, a verdade de João, a verdade de Maria, a verdade do libertador, a verdade do revolucionário. E há a verdade do fascista, a verdade do opressor, a verdade do tirano, a verdade do déspota. Ou seja: as ideologias, sejam elas libertárias ou opressoras, criam suas próprias verdades. É o que chamamos de guerras de narrativas.
Para Ortega y Gasset a tarefa primordial é compor uma narrativa que corresponda aos anseios moralmente mais nobres da humanidade, uma narrativa que nos liberte ao invés de uma narrativa que nos destrua. O filósofo espanhol havia presenciado os horrores da primeira guerra mundial, a barbárie que se abatera sobre a Europa. E presenciaria também, estupefato, o surgimento do fascismo, que levaria a Europa novamente à destruição completa.
Sendo a verdade um produto humano, derivado da inexorabilidade de nossas circunstâncias, como teria sido possível que as massas da Europa, milhões e milhões de “cidadãos de bem”, tivessem permitido e viabilizado a ascensão do fascismo e toda a destruição que representava, questionava Ortega y Gasset. Se a humanidade tem a prerrogativa de escolher entre a vida e a morte, entre a liberdade e a destruição, entre o amor e o ódio, como teria sido possível que a morte, a destruição e o ódio tivessem prevalecido?
O nazismo fez do rádio o grande instrumento de manipulação e propaganda de sua era.
A resposta visionária de Ortega y Gasset: foi o “Rádio do Povo”, foi o WhatsApp da época, foram os novos meios de comunicação em massa. Os fascistas souberam utilizar esses novos meios para criar sua narrativa, para difundir suas pós-verdades. Os humanistas, os libertários, por outro lado, não souberam se utilizar de todo o seu potencial, com o mesmo sucesso. Permaneceram presos ao passado, escrevendo livros e panfletos que ninguém mais lia, em tempos do rádio e das comunicações em massa, muito mais atraentes e dinâmicas. Desse modo, a narrativa fascista tornou-se preponderante em alguns importantes países como a Alemanha, a Itália, e a Espanha. Conquistou, nesses países, os corações e as mentes de grande parte dos cidadãos, o “homem-massa”, aquela multidão de idiotas-úteis que levaram o fascismo ao poder, por omissão ou por conveniência.
A lição de Ortega y Gasset parece clara: não basta que alguém considere suas ideias superiores. É necessário convencer as pessoas sobre tal superioridade. É imperativo vencer a guerra de narrativas, conquistar as mentes e os corações do “homem-massa”. Somente dessa maneira uma ideia pode triunfar. Somente desse modo os ideais de liberdade, justiça social, soberania, tolerância e democracia podem prevalecer. Caso contrário, prevalecerão os ideais de submissão, privilégios, exclusão social, intolerância e ditadura. Como, de fato, prevaleceram, na Europa que Ortega y Gasset viu desmoronar, pela segunda vez.
No Brasil, as eleições presidenciais de 2018 devem servir como lição e como alerta. As “fake news”, os disparos em massa de mensagens em grupos de WhatsApp e páginas de facebook (pagos por quem?), as narrativas de ódio, os discursos negacionistas, as teorias conspiratórias, o fanatismo religioso, as doutrinas autoritárias acabaram tendo alcance muito maior que outros discursos, de teor humanista, moderado, secular, democrático, libertário. Em 2018, o ódio venceu a esperança. O ódio logrou propagar-se, com muito mais vigor, pelas searas ainda pouco compreendidas dos novos meios de comunicação em massa do século XXI.
Para que a esperança possa triunfar novamente sobre o ódio, será necessário aprender a lição de Ortega y Gasset. Não basta ter uma verdade moralmente superior. Faz-se imperativo ganhar a guerra de narrativas e convencer o “homem-massa” da superioridade moral da visão humanista e democrática. Pois os novos meios de comunicação em massa de hoje vieram para ficar, como o rádio, na década de 1930. Hoje, como outrora, os fatos objetivos parecem ter menos influência que os apelos às emoções e às crenças pessoais.
O fascismo acabou sendo derrotado. Em parte pelo enorme sucesso de um outro meio de comunicação em massa que viria a se revelar ainda mais poderoso que o rádio: o cinema. Assim como o nazismo havia criado a “Rádio do Povo”, Hollywood foi além: criou o cinema para as massas, as megaproduções cinematográficas, glamorosas e atraentes, que combatiam o nazismo e o totalitarismo fascista.
Distribuindo fake news pelo WhatsApp, os manipuladores contemporâneos constroem suas pós-verdades.
Ortega y Gasset nos ensinou que a verdade é, sempre, produto de perspectivas, de visões sobre a realidade, das nossas circunstâncias. Nos ensinou, ademais, que o “homem-massa”, em sua soberba simplória e totalitária, é suscetível a qualquer discurso, inclusive o discurso de ódio, o discurso fascista. Cabe aos humanistas, aos democratas e aos patriotas de hoje aprender a lição eterna do grande mestre espanhol: a guerra pela democracia, a guerra pela justiça social, a guerra pela tolerância e pela soberania nacional somente será ganha se ganharmos também a guerra das narrativas, utilizando, para tal finalidade, todo o potencial dos novos meios de comunicação em massa. Hoje, mais do que nunca, o alerta de Ortega y Gasset é essencial: “El pasado no nos dirá lo que debemos hacer, pero sí lo que deberíamos evitar”.
Mais de 1.500 estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) foram contemplados no Programa Alunos Conectados, do Ministério da Educação (MEC), e já podem pegar o chip de internet para assistir às aulas online até o mês de dezembro deste ano. A maioria dos interessados pelo serviço tem sido do interior do estado e da zona rural, e estão tendo dificuldades de acesso. A procura pelo serviço de forma geral ainda é baixa.
O pró-reitor Alexandre Lima explicou que este cenário já era esperado, em decorrência da limitação natural da cobertura de internet em vários municípios e localidades do Estado de Alagoas.
“O Programa Alunos Conectados possui a cobertura de duas operadoras. Em alguns municípios do interior existe dificuldade de acesso à internet em certas localidades, principalmente as mais afastadas (zona rural). Neste caso, existe o provimento de um auxílio-financeiro para que o estudante possa contratar um plano de internet”, avisou.
Estudantes da Graduação, Escola Técnica de Artes e da Pós-Graduação em perfil de vulnerabilidade socioeconômica, ou seja, estudantes com renda per capita de até um salário mínimo e meio têm direito ao pacote de internet.
De acordo com o pró-reitor, considerando que desde outubro de 2020, as atividades de ensino da graduação estão sendo desenvolvidas de forma remota e, considerando que a Ufal poderia distribuir até 11.313 chips, “a procura pelo chip de acesso à internet poderia ser melhor”, frisou.
Alexandre Lima informou que cerca de 1,5 mil estudantes foram selecionados nos quatro editais abertos pelo projeto. O edital 03/2021 se encontra em processo de análise documental e o resultado final ainda não foi publicado. “Importante destacar que vários estudantes selecionados nestes primeiros editais ainda não retiraram os chips. Foi apresentado um cronograma limite de retirada destes chips. Caso os mesmos não sejam retirados, os chips serão devolvidos ao MEC”, avisou.
De acordo com Lima, o semestre letivo 2020.1, que foi iniciado em fevereiro de 2021, está sendo realizado de forma remota. Ele mencionou que, no entanto, existem as atividades de estágio obrigatório dos cursos da área de saúde e algumas disciplinas práticas que estão sendo desenvolvidas de forma presencial, com observância e atendimento dos respectivos protocolos de biossegurança que foram aprovados nas unidades acadêmicas.
ADESÃO
A universidade recebeu mais de 11 mil chips, mas a participação dos alunos aptos a participar do programa não tem sido expressiva. De acordo com o pró-reitor Alexandre Lima, há possibilidade de abrir novo edital ainda no primeiro semestre. Mesmo com a baixa procura dos estudantes, o quantitativo está mantido.
Em função desta baixa procura, a Pró-Reitoria Estudantil já lançou cinco editais deste Programa. “A prorrogação do projeto até o final do ano de 2021 é fundamental, uma vez que possibilita prover aos estudantes em perfil de vulnerabilidade socioeconômica, internet gratuita durante o ensino remoto”, comentou Alexandre, lembrando também que os chips dos editais 04 e 05/2020 estão disponíveis desde dezembro do ano passado para quem ainda não foi retirar.
O MEC explicou que a validade estendida do benefício é justificada, entre outros aspectos, considerando os vários calendários acadêmicos das Instituições Federais de Ensino (Ifes); o potencial aumento do quantitativo de alunos em condições de vulnerabilidade socioeconômica; e o crescimento de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) como meios didáticos.
A Ufal tem 24 mil alunos com 11.284 chips disponibilizados para atender discentes que estão em vulnerabilidade social.
DCE reconhece problemática de alunos do interior
Gabriel Cunha, Coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes – DCE/Ufal, destacou acerca do recebimento e utilização dos chips, que o Diretório reconhece uma problemática, sobretudo referente aos estudantes que vivem nos interiores, principalmente os das zonas rurais, onde o sinal das operadoras são ruins ou simplesmente não funcionam.
“Sabemos da pluralidade regional que a Universidade contempla, e é indispensável dar acesso a essas pessoas, inclusive levando em consideração que o ensino remoto tem caráter obrigatório, ainda que grande parcela da comunidade discente tenha se oposto a isso”, disse.
“Vários estudantes que chegam até nós avaliam que a gestão visa somente os estudantes das zonas urbanas, uma vez que não há meios para que vários alunos dos interiores façam a retirada, ainda mais em tempos de pandemia, quando esses estudantes sequer têm condições de pagar pelo transporte intermunicipal”, ressaltou Gabriel Cunha.
Para ele, forçar a obrigatoriedade de um ensino remoto, sem as garantias de acessibilidade, equivale a reprovar os estudantes, sem lhes dar a chance de tentar aprovação. “Um projeto de ensino que não é inclusivo, já nasce morto”, observou.
ORÇAMENTO
Indagado sobre se o orçamento da Ufal poderia afetar o programa, Alexandre lima foi enfático ao afirmar que este programa que objetiva distribuir chips para promover o acesso à internet aos estudantes em perfil de vulnerabilidade socioeconômica é uma ação do MEC/RNP e não tem relação direta com o orçamento da Ufal, que neste ano de 2021 sofreu um corte extremamente significativo do Governo Federal, prejudicando e limitando diversas ações direcionadas à sua comunidade acadêmica.
No caso da Ufal, quem vai atender à demanda é a operadora Claro, e a Oi fará a cobertura complementar.
De acordo com Reinaldo Cabral, diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), já foi desenvolvido um sistema próprio para os alunos fazerem adesão.
“Os alunos aderem ao sistema que desenvolvemos no NTI, que trata da gestão do pacote de dados da Ufal. Esse sistema se integra ao sistema da RNP, que também ajudamos ativamente no desenvolvimento, com testagem, requisitos, sugerindo correções e validando o sistema como um todo”, detalhou.
Por José Malta Fontes Neto - Jornalista MTB/AL 1740 31/05/2021 - 17h 31min Reprodução Instagram @glaudysom1
Artista publicou em seu perfil do Instagram o passo a passo para a conclusão da obra
Atendendo a solicitação do diretor de Cultura de Santana do Ipanema professor Robson França, o artesão e escultor santanense Sensei Glaudysom Rodrigues produziu um busto em miniatura do escritor santanense Breno Accioly.
A peça é comemorativa ao centenário do contista santanense, considerado um dos maiores contistas do Brasil, que nasceu em 22 de março de 1921.
No seu perfil do Instagram o escultor publicou vídeos apresentando o passo a passo para a conclusão da belíssima peça.
Confira no vídeo a seguir a compilação da publicação.
As inscrições para o concurso de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL) já estão abertas. E todo o processo de candidatura deve ser realizado até o dia 21 de junho. Serão ofertadas 170 vagas, sendo 150 para soldado e 20 para oficial, segundo consta no edital. Mas a abertura do concurso traz uma reclamação para os aprovados que ficaram na reserva de 2017.
À época, a oferta foi de 280 vagas para os cargos de oficial combatente e de soldado. Deste total foram convocados 140 soldados e 24 oficias e os demais seguiram com a promessa do governador Renan Filho (MDB) em serem chamados posteriormente.
De acordo com a vendedora Mayara Marques Rodrigues, todos os aprovados fizeram todas as etapas dos testes e os exames, faltando apenas o curso de formação.
“Entregamos a documentação, fizemos todos os testes e tínhamos a promessa do próprio governador que seríamos chamados posteriormente. No entanto, fomos deixados de lado, e ele [governador] disse que não daria para chamar naquele momento por falta de recursos financeiros para o Estado, além de não ter a necessidade no momento – o que não condiz com a realidade já que sabemos da necessidade de um efetivo maior para a corporação. E com esse edital aberto só mostra que de fato existe a necessidade. É praticamente o mesmo número de pessoas que estão aptas a serem chamadas já que fizemos todas as etapas e só precisa o curso de formação, que seria um custo muito menor’’, ressalta a concurseira.
Mayara fala que a turma se sente enganada – já que havia a promessa de ser chamada. Passaram-se quase cinco anos e nada. “Já fizemos vários atos de lá para cá para tentar chamar a atenção do governador e da sociedade em geral. Tivemos reuniões com alguns deputados, fizemos várias ações e nada”, lembra lamentando os gastos e o tempo perdido. “Nós gastamos com exames, com valor de inscrições, documentação e não foi nada barato, eu mesma tive um gasto de R$ 7 mil. O concurso foi em 2017, em 2018 já tínhamos concluído todas as etapas e estávamos esperançosos porque o gestor tinha nos dado essa esperança”.
Em outros estados do Nordeste como Pernambuco, por exemplo, os aprovados da reserva do concurso de Bombeiros foram chamados no início do ano. O anúncio do concurso para Bombeiro Militar em Alagoas trouxe esperanças para muitos dos aprovados em 2017, mas também incertezas negativas.
“É uma situação complicada. Estávamos reivindicando nossos direitos e queremos ser convocados porque fomos aprovados. Não estamos pedindo que ele deixe de realizar o concurso, estamos pedindo que ele convoque os aprovados de 2017, mesmo que seja junto com os que serão agora como outros estados fizeram. Nós estamos prontos e preparados”, expõe Mayara. Ainda segundo os reservas, foi preciso entrar com um processo conjunto junto à Defensoria Pública, mas que não teve um andamento até então positivo e, por isso, o grupo conta com a sensibilidade e a capacidade do governador de entender as justas reivindicações.
EM 2021
Os candidatos serão avaliados através de até sete etapas. As primeiras são compostas pelas provas objetivas e discursivas (estas apenas para oficial), de caráter eliminatório e classificatório. Sua aplicação é prevista para o dia 8 de agosto.
Os interessados devem realizar as inscrições através do site da banca organizadora, Cebraspe, ao custo de R$ 95. Para 2021, os cargos de soldado e oficial exigem formação de nível médio, com salários de R$ 1.649.35 e R$ 2.713.89, respectivamente, durante o curso de formação.
“Certame não previa cadastro reserva e prazo de validade expirou”
A reportagem entrou em contato com o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), responsável pelos editais e convocações do certame. Em nota, a Seplag explica que o concurso em questão não previa cadastro reserva e que o prazo de validade do certame encontra-se expirado.
“Com vistas ao provimento de cargos no órgão e ao atendimento das necessidades deste, a pasta abriu um novo concurso, que está ofertando 170 vagas, sendo 150 para soldado e 20 para aspirante a oficial”, diz trecho da nota.
A informação não condiz com a matéria publicada em 14 de maio de 2018, no site oficial do Governo (Agência Alagoas), onde Renan Filho disse que os mil policiais militares e os 150 bombeiros aprovados no concurso de 2017 seriam chamados para o Curso de Formação até a primeira semana de junho daquele ano e os demais posteriormente. Veja a fala: “A ideia do Estado é iniciar o Curso de Formação com uma única turma, chamando os mil policiais militares e os 140 soldados e 10 oficiais do Corpo de Bombeiros. Na verdade, serão 1.150 membros já iniciando o curso na primeira semana do mês de junho”, disse.
O governador afirmou ainda que o Governo de Alagoas também deseja convocar os aptos do último concurso, mas que, para isso, seria necessário criar as condições financeiras e realizar novo estudo de impacto financeiro. “O Governo do Estado quer, sim, convocar os aptos, mas nós fizemos um estudo de impacto financeiro na folha para os mil concursados, que foi exatamente o tamanho que o edital disponibilizou em vagas. Porém, estamos fazendo um novo estudo e eu espero que Alagoas responda positivamente para que a gente possa convocar todo mundo”, disse Renan Filho.
PROCESSOS
Em 26 de julho de 2019 o Ministério Público Estadual de Alagoas (MPAL) recomendou nulidade de cláusula que eliminou 496 candidatos de concurso da Polícia Militar. A manifestação foi oriunda de ação civil pública ajuizada pela Defensoria Pública sobre certame de 2017. O certame previa preenchimento de vagas para o cargo de soldado combatente e 496 candidatos foram eliminados em razão deste item do edital, mesmo com a necessidade de efetivo.
No entanto, na contestação, o Governo do Estado alegou que a cláusula foi estabelecida no edital de abertura do concurso, sendo, portanto, um ato estritamente legal. Diferente da alegação do governo, o promotor Coaracy Fonseca, titular da 17ª Promotoria de Justiça da Capital – Fazenda Pública Estadual, ressaltou que a “cláusula de barreira” foi estipulada ao final do concurso e, antes do curso de formação, ou seja, os candidatos já tinham passado por todas as etapas do certame.
Ele também acrescentou que a cláusula de barreira aplica-se em situações de normalidade. “No caso, a carência de efetivo na Segurança Pública em Alagoas salta aos olhos, impondo-se o seu afastamento. Assim, a referida ‘cláusula’ não pode limitar o número de candidatos para o curso de formação, eliminando os candidatos que excederem a milésima posição”, avaliou.
No edital, o Estado de Alagoas informava que, “na homologação do certame, somente constarão os candidatos classificados dentro do número de vagas previstas no edital, sendo os demais candidatos considerados eliminados e sem classificação alguma no certame, inexistindo, portanto, cadastro reserva”.
EFETIVO
Segundo dados da Associação Dos Bombeiros Militares de Alagoas (ABMAL), atualmente, o efetivo conta com 1.144 militares. “No entanto, o ideal seriam 3.120 militares para atuação no Estado de Alagoas – ou seja, possuímos aproximadamente 37% do efetivo ideal, o que impede a ocupação do solo alagoano.”
Oministro da Educação, Milton Ribeiro, anunciou as datas das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2021. Pelo Twitter, ele informou que as provas serão aplicadas nos dias 21 e 28 de novembro, para as versões impressa e digital.
“Conforme eu já havia anunciado dias atrás, o Enem 2021 acontecerá e será aplicado neste ano. As provas serão aplicadas nos dias 21 e 28 de novembro, para as versões impressa e digital. É isso mesmo! A mesma prova, nas mesmas datas, para as duas modalidades”, postou o ministro na rede social.
Realizado anualmente, o Enem é o maior exame para ingresso no ensino superior do país, contando com milhões de inscrições em todo o território nacional. As notas do Enem podem ser usadas para participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Por José Malta Fontes Neto - Jornalista MTB/AL 1740 29/05/2021 - 20h 42min Reprodução Youtube canal da escritora0
Aparecida Santos é associada da Academia Santanense de Letras, Ciências e Artes – ASLCA
Aescritora Maria Aparecida Silva dos Santos (Aparecida Santos) publicou neste sábado no seu canal do YouTube Castelinho da Leitura o primeiro episódio da série: Quer ser um bom contador de histórias?
Segunda a escritora a série é composta por 10 episódios. O primeiro vídeo da série traz alguns passos de como contar uma história com o livro na mão. Apresenta o conto: Diante do Amor, da obra "Contos que te conto", de Aparecida Santos, editora: SWA Instituto, 2ª edição, 2021.
Confira o vídeo: Acesse o canal, inscreva-se compartilhe.
Maria Aparecida Silva dos Santos
É natural de Olho D’Água das Flores/AL, mas reside em Santana do Ipanema desde a sua infância. Filha de Edivaldo Monteiro da Silva e Maria José de Souza Silva. Casada com Adeval Ferreira dos Santos; mãe de Alexsandro, Alexandre Ricard e Aline. Formada em Pedagogia, pela UNEAL; em Letras/Português, pelo IFAL; especialista em Docência, pelo SESMAC. Tem experiência profissional como docente do ensino fundamental, médio e superior. Atuou em funções, como: coordenadora pedagógica geral, da rede municipal de educação; professora, articuladora de ensino e diretora de escola da rede estadual de educação; foi secretária municipal de educação e cultura, de Santana do Ipanema. É contadora de histórias; atua com palestras e oficinas. Hodiernamente, exerce a função de formadora regional, da 6ª Gerência Regional de Educação de Alagoas.
OBRAS PUBLICADAS:
CONTOS QUE TE CONTO – 2ª Edição Editora SWA Instituto, 2021
ENCANTOS DE NATAL (Org.) Editora SWA Instituto, 2020.
Leitura, um salto além das fronteiras. IN: ALAGOAS, TERRA DOS MARECHAIS. Editora Grafmarques, 2019, p. 119 a 123.
Janelas da Alma. IN: A dor que deveras sente. Volume 2; Editora Versejar, 2020, p. 32 e 33.
Comentários literários IN: I Antologia dos Novíssimos Poetas e Prosadores da Escola Municipal Maria Nepomuceno Barros, SWA Instituto, 2019, p. 53 e 54.
CONTOS QUE TE CONTO. Editora Viseu, 2019;
CONFABULANDO. 2ª edição; Editora SWA, 2015;
CONFABULANDO. 1ª edição; Editora SWA, 2014;
Dois Quadros e Uma Ponte. IN: À Sombra da Quixabeira. Portal Malta Net. Presidente Epitácio - SP: Epitaciana, 2012, p. 125 e 126 (Crônica publicada numa coletânea).
Os alunos da 4ª série têm a competência leitora e escritora das crianças da 1ª série. De quem é a culpa?. EDUCAÇÃO - O JORNAL, Maceió- Al, p. 1 - 12, 01 jun. 2007.
Proposta Pedagógica para Formação de Leitores Proficientes. Maceió/AL: Imprensa Oficial e Gráfica Graciliano Ramos, 2008 (Autoria de Proposta de Formação de Leitores).
Os Desafios da Leitura da Escrita e do Ato de Avaliar. Maceió - AL: Imprensa Oficial e Gráfica Graciliano Ramos, 2005 (Coautoria para melhoria da prática docente na área de alfabetização e avaliação).
Alfabetização numa Perspectiva de Aprendizagem através da Reflexão, Diversão e Diversidade. Maceió/AL: Imprensa Oficial e Gráfica Graciliano Ramos, 2003 (Coautoria para melhoria da prática docente na área de alfabetização).
Competência leitora e escritora. In: I Encontro Estadual de Formação de Professores, 2002, Maceió - AL. (Produção em dupla sobre a competência leitora e escritora). Brasília - DF: Ministério da Educação, 2002. v. 1. p. 49-50.
Ocupa a cadeira nº 9, da Academia Santanense de Letras, Ciências e Artes
Os dois verbetes à cima, estiveram em evidência na última semana. Para nossa surpresa, e do mundo, em referência a acontecimentos entre nós brasileiros. O primeiro na descontraída citação do papa Francisco, ao abençoar um padre brasileiro. A outra, na famigerada CPI do Covid-19, numa pretenciosa, e descabida, fala da secretária de saúde amazonense, Mayra Pinheiro. O porquê da frase-título, você entenderá, é só continuar lendo.
O paraibano padre João Paulo Victor, esteve, por um ano e meio em Roma, para fazer um mestrado sobre: a influência das redes sociais na formação da consciência cristã. Jamais imaginou que sua despedida da terra santa, protagonizasse uma cena tão inusitada. O religioso da diocese de Campina Grande-PB, ao final da audiência geral no Vaticano, encontrou o papa Francisco. Enquanto seu colega padre Carlos filmava. Em fluente italiano, pediu ao sumo pontífice: “Santo padre reze pelos brasileiros.” Usando o mesmo idioma, o papa respondeu: “Vocês não tem salvação.” Balançando a cabeça negativamente, completou com um sorriso: “É muita cachaça e pouca oração.” Fez o sinal da cruz na fronte do padre brasileiro, e disse: “Rezo sempre pelo Brasil” Fonte: compilado de correiobraziliense.com.br/nsctotal.com.br
Durante seu depoimento, Mayra disse que colocaram um “pênis na porta da Fiocruz”. A afirmação foi feita após um questionamento na CPI devido a um áudio que circulou na internet. O pênis em questão era o “logo” de aniversário de 120 anos da Fiocruz. Fonte: revistaistoe.com.br
A Fiocruz, um dos maiores institutos soroterápicos da América Latina, com sede na capital paulista, completou na última segunda-feira [25.05] 120 anos de fundação. A data chega no momento em que o Brasil e o mundo enfrentam o maior desafio sanitário, econômico, social, humanitário e político do século 21, a pandemia do Covid-19. Para marcar a data lançou o selo comemorativo dos 120 anos da instituição. A figura do selo, faz menção a uma das cúpulas do castelo Mourisco, a sede da instituição. Fonte: compilação do portal.fiocruz.com.br/Google.com/search? Com complementos do cronista.
COMENTÁRIOS DO CRONISTA A respeito do descabido episódio da CPI DOS VEXAMES [título atribuído pelo próprio cronista], faz-se necessário pedir a secretária de saúde, que dê uma olhada, no telhado da mais bela construção arquitetônica da capital amazonense, o teatro Amazonas. E diga ela, o que vê? Um enorme pênis saindo de lá dentro? Quero crer que, se um dia esta senhora, viajar a Moscou, ao ver o Kremilin a sede do governo russo, vai exclamar: Oh! Uma floresta de pênis!
Já faz algum tempo, abordei aqui, numa crônica o vocábulo “aguardente”. Uma fonte que não recordo, dizia que o termo teria surgido de forma ocasional: Os negros escravos, durante o fabrico de açúcar, a partir da cana, teriam parado pra descansar do exaustivo serviço, acabariam deixando um tacho fermentar. Com medo de perderem o produto e sofrerem as consequências, puseram pra coser novamente. Proveniente desse novo cozimento vapores do álcool se formaram no teto, que pingava nas costas dos negros e ardia, nos seus ferimentos e na boca. O que fizeram perceber a “aguardente”, que também chamariam de “pinga”.
Encontrei num site[ciberduvidas.da.lingua.portuguesa.pt] estudiosos dizem que essa história está longe de ser verdade. E que: “o etimólogo Antenor Nascente observa que em Portugal, cachaça significou “vinho de borras” e, por extensão, no Brasil, aplicou-se o nome à “aguardente feita de borra de melaço”. O que afastaria qualquer étimo africano. E dificultaria interpretá-lo como feminino de cachaço; ‘parte gorda e grossa do pescoço do porco’; há quem vincule o vocábulo à cognição do verbo Latino: “coquere”: cozer, cozinhar, amadurecer, digerir, madurar (sentido físico e moral). Registros do século XIII indicam cachaça como: ‘parte do pescoço dos animais; 1635 grafava-se: ‘caxasa’: aguardente de cana; 1652; cachaça ‘idiomático’, 1743 cachassa ‘id.’ Fonte: ciberduvidas.iscte.iul.pt [consultado em:29.05.2021]
DE ONDE VEM O TERMO “CACHAÇA DE CABEÇA”? “Toda cachaça passa por três frações no processo de destilação: Cabeça, coração e cauda. A cabeça, é o primeiro líquido que surge na destilação da cana-de-açúcar fermentada. Corresponde entre 1,0% a 2,0% do volume total do fermentado. Este fluído possui alta concentração de metanol, um tipo de álcool extremamente tóxico para o corpo. Pode levar a cegueira e até a morte o consumo dessa bebida. A Legislação brasileira permite no máximo 0,25ml/100ml de metanol nos destilados. O coração da cachaça possui volume correspondente a 16% ou aproximadamente a 80% do total do destilado. É a parte central, e mais importante do processo de destilação. A cauda possui 3,0% do volume, deve ser retirada por possuir odor forte e sabor amargo do vinho. Fonte: cachacagestor.com.br”
QUAL É A DIFERENÇA ENTRE: LOGO, LOGOTIPO E LOGOMARCA? Ali em cima, falei em “logo” do selo da Fiocruz. E o que é um “logo”? “Logotipo é uma palavra de origem grega composta de dois termos: ‘Logos’ = significado; ‘Typos’ = símbolo ou figura. Logotipo é portanto um conceito transmitido através de um símbolo. A expressão ‘logo’ é apenas uma abreviação desse mesmo termo. Logomarca, seria um termo menos técnico, evitada no meio publicitário, uma junção entre ‘Logo’ e ‘marca’ do grego “marka”. Por exemplo são marcas de empresas: Apple, Twitter, McDonald’s. Já os Logotipos ou Logos dessas empresas seriam, respectivamente: Uma maçã mordida, um passarinho azul, a letra “M” amarela. Fonte:printi.com.br”
A respeito da frase-título, coloquei as duas palavras, isoladamente, no Google tradutor para vários idiomas: Italiano espanhol, Inglês. E praticamente não alteram muito quanto a grafia. Pênis muda, para “Coles” em Latim; cachaça muda em “Liquor” e “Liquore” pro latim, inglês e italiano respectivamente.
UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR
VERBALIZAR SUBSTANTIVOS, SUBSTANTIVAR VERBOS: TÁ VIRANDO MODA
SEXTOU! SE CHEGOU A SEXTA-FEIRA. BUGOU SE DEU UM BUG NO SEU SISTEMA!
“GENTE ESTÚPIDA MISTURADA COM GENTE ESTÚPIDA. QUE SE ESTUPIDIFIQUEM ENTRE. BOAS ESTUPIDEZES!!! SIMONE CAMPOS”
AS PESSOAS DIZEM QUE NÃO VIVEM SEM AMOR. EU ACHO OXIGÊNIO MAIS IMPORTANTE!
PROBLEMA DU ZÔTO É DOZOUTO, NADA DE MISTURÁ O QUÉ DUZÔTO CUM QUE NÉ SEU.
TÁ TUDO TÃO ANORMAL, QUE OS SUPERMERCADOS AGORA ESTÃO ASSALTANDO OS MASCARADOS!
AO LONGO DA VIDA PERDEMOS: COLÁGENO, NEURÔNIOS, CABELOS VERGONHA...A GORDURA NÃO, ESTA É FIEL, FICA ATÉ O FINAL!
QUEM INVENTOU O MELHOR XAROPE? MEU PAI! AINDA PEQUENO, OUVI MUITO MINHA MÃE DIZER: DEIXA TEU PAI CHEGAR QUE TU VAI VER O QUE É BOM PRA TOSSE!
ADVOGADO É TÃO BOM, TÃO BOM QUE O SANGUE É OAB!
ESTÁ FALTANDO PESSOAS FLUENTE EM SILÊNCIO.
“COISAR” É O VERBO UNIVERSAL, USADO SEMPRE QUE ESQUECER OUTRO VERBO.
NAMORO NO WATSAPP
-Oi
-Vc faz o que mesmo?
-Odontologia.
-E vc?
-Residência
-Medicina?
-Não.Sou pedreiro.
Saindo de uma visita literária ao Departamento de Cultura de Santana do Ipanema, a convite do diretor Robson França, uma leitora nos pede que falemos das migrações da Biblioteca Municipal. Após a visita altamente proveitosa, prometemos a amiga leitora fazer um trabalho a respeito do seu pedido.
Após a criação da Biblioteca, esta iniciou seus trabalhos no prédio da Prefeitura, ocasião em que a intelectual Nilza Marques fora fazer um curso no Rio de Janeiro para dirigi-la. Após mudar-se da Prefeitura, a biblioteca passou a funcionar no primeiro andar do Casarão do deus mercúrio, no primeiro andar da Loja Esperança do Senhor Benedito V. Nepomuceno. Casarão este construído pelo Coronel Manoel Rodrigues da Rocha.
Anos ou décadas depois migrou para o primeiro andar da Cooperativa Agrícola de Santana do Ipanema – CARSIL. Após a CARSIL, a Biblioteca Pública funcionou no primeiro andar do “casarão de esquina”, vizinho à Matriz de Senhora Santana, também construído pelo Coronel Manoel Rodrigues da Rocha e onde fora o “Hotel Central” de Maria Sabão.
Daí do primeiro andar, a biblioteca desceu os degraus de madeira e foi parar no outro lado da rua e praça. Ficou abrigada no casarão em que fora o Banco do Brasil, Banco da Produção e Coletoria Estadual. Casarão este, construído pelo comerciante Tertuliano Nepomuceno.
Sua última migração foi para a Casa da Cultura, defronte o Colégio Divino Mestre, à Rua Coronel Lucena e bem pertinho da Prefeitura. É nesse local onde hoje funciona e parece ter encerrado a sua peregrinação.
Pode até ser que haja um erro acima, na sequência, porém, o importante mesmo é funcionar e levar conhecimento à toda a população, notadamente aos estudantes de todos os níveis.
Importante também seria a distribuição de bibliotecas em todos os bairros de Santana, mesmo tendo uma estrutura mais simples, à disposição tanto de alunos quanto de cada uma dessas comunidades. Abrir bibliotecas é fechar pontos de ociosidade. Louvemos, então, a Biblioteca Adercina Limeira, no Bairro São Pedro, ao lado da igreja. Reza e Cultura, Cultura e reza nunca fizeram mal a ninguém.
Que venha a casa de livros para o Bairro São José, tremendamente precisado. O terreno ao lado do Posto de Saúde à espera.
BIBLIOTECA DO BAIRRO SÃO PEDRO. (FOTO: B. CHAGAS/LIVRO 230)