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Projeto leva educação ambiental online para crianças durante pandemia

Realizado desde 2018 de forma presencial, edição do projeto Agreste Itinerante ocorrerá em formato de live

↑ Projeto Agreste Itinerante é realizado pela Agreste Saneamento desde 2018 de forma presencial com estudantes da rede pública e privada dos 10 municípios que atende (Foto: Assessoria)

Um projeto desenvolvido em parceria com escolas de Arapiraca, região agreste de Alagoas, vai levar educação ambiental para crianças de 6 a 11 anos por meio de uma live. O evento online ocorrerá na próxima quarta-feira (30) a partir das 15:30 horas por meio do link https://youtu.be/aziQvLPbTPs . O projeto Agreste Itinerante é realizado pela Agreste Saneamento desde 2018 de forma presencial com estudantes da rede pública e privada dos 10 municípios que atende, mas por conta da pandemia, o formato desta edição precisou passar por ajustes.

A gestora de comunicação e pessoas da Agreste Saneamento Neyla Queiroz detalha que a live servirá como conteúdo programático para 10 escolas da região. Além disso, por ser aberta e voltada ao público infantil, crianças de qualquer parte do estado com acesso à internet poderão acompanhar a transmissão e conhecer um pouco mais sobre os cuidados com a água, tema tão importante para a saúde do planeta.

“O Agreste Itinerante é um projeto consolidado que leva educação ambiental de forma lúdica para crianças da nossa região. Em todas as edições são realizadas apresentações teatrais sobre a importância da água, consumo consciente, preservação ambiental e o percurso da água desde o rio São Francisco até a torneira de casa. Mas devido às medidas de segurança e distanciamento social em razão da pandemia, adaptamos o modelo presencial e vamos realizar uma live que será aberta, gratuita e transmitida pelo Youtube. Nessa parceria entre empresa e escolas todos ganham”, reforça.

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Live acontece na próxima quarta-feira (30) a partir das 15h30 (Imagem: Divulgação)

A diversão ficará por conta da dupla de palhaços Petequinha e Florzinha que desde o início do projeto realizam as apresentações. Para essa versão online, eles prepararam muita interação com a criançada. Josy Amorim, a Florzinha, explica que a dupla de palhaços irá, de forma lúdica, abordar os temas utilizando como ferramentas a contação de história, músicas, técnicas circenses e brincadeiras educativas.

“O objetivo central da live será promover o sentimento de responsabilidade socioambiental e o incentivo a práticas sustentáveis, tornando as crianças agentes multiplicadores da educação ambiental. A nossa expectativa é grande, já que este ano vamos usar a tecnologia para nos aproximar do público. Sabemos da grande responsabilidade que temos, pois, além de levar um tema tão importante, vamos também levar muita alegria e diversão para dentro dos lares”, destaca Josy Amorim.

Educação ambiental desde cedo

O projeto Agreste Itinerante surgiu em 2018 com o objetivo de conscientizar as crianças menores de 11 anos sobre a importância do cuidado com o meio ambiente. Por medidas de segurança, as visitas técnicas às Estações de Tratamento de Água (ETA’s) só são permitidas a estudantes maiores de 12 anos em grupos de escolas, universidades e outros segmentos.

“Nós entendemos que educação ambiental é fundamental desde o início do processo escolar das crianças. Daí, surgiu a ideia do Agreste Itinerante, que leva os mesmos conhecimentos passados nas visitas técnicas, só que de forma lúdica, de maneira que as crianças mais novas consigam absorver. Desde o início a parceria com as escolas da região tem dado super certo e o projeto tem sido um sucesso”, enfatiza Neyla.

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Fonte: Assessoria

 
 
 

Desembargador Tutmés Airan assume interinamente Governo de Alagoas nesta quarta (30)

Presidente do Poder Judiciário estadual responde pelo comando de Alagoas até segunda-feira, quando o governador Renan Filho reassume o cargo

↑ Desembargador Tutmés Airan fica à frente do Executivo de Alagoas até segunda (5) (Foto: Caio Loureiro / Dicom TJ-AL)

Odesembargador Tutmés Airan de Albuquerque Melo, presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), assume interinamente o Governo de Alagoas, nesta quarta-feira (30), às 18h, em solenidade no Salão de Despachos do Palácio República dos Palmares. Tutmés fica no comando do Executivo estadual até segunda-feira (5), quando o governador Renan Filho reassume. O vice-presidente Sebastião Costa Filho assume o comando do Judiciário estadual.

‘Para mim, é uma honra. Alagoas é meu bem querer. Sento na cadeira de um democrata. Ainda que efemeramente, vou dar continuidade a uma obra da democracia, que caracteriza o governo Renan Filho. Ser democrata, num momento como este por que passa o país, é coisa absolutamente virtuosa e até decisiva. Muito me satisfaz compartilhar um pouco mais de perto deste projeto. É uma passagem simbólica, mas muito importante’, afirmou o desembargador Tutmés Airan.

A solenidade de posse terá transmissão ao vivo (live) pelas redes sociais do Governo de Alagoas e do Tribunal de Justiça de Alagoas.

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Fonte: Dicom TJ/AL

Sindicatos contestam retorno às aulas em Alagoas

Para Sinpro e Sinteal, volta de funcionamento das escolas, sejam elas públicas ou privadas, ainda gera insegurança

↑ Fernando Cedrim e Consuelo Correia ponderam sobre retorno iminente das aulas presenciais (Foto: Assessoria e Sandro Lima / Arquivo)

Apossibilidade de retorno das aulas a partir de outubro em no estado não foi bem recebida por sindicatos de trabalhadores da educação. Em entrevista coletiva realizada na quarta-feira (23), o governador Renan Filho disse que até o final deste mês, o governo irá apresentar um plano de retomada de alguns segmentos da educação.

Para o presidente em exercício do Sindicato dos Professores do Estado de Alagoas (Sinpro), Fernando Cedrim, o governador não deixou claro que esse retorno está próximo. Ele ressalta ainda que a questão não é observar se está na hora de retornar as aulas, mas sim analisar o que vem acontecendo em outros países e em alguns estados do Brasil, onde as aulas retornaram e depois tiveram que ser interrompidas novamente.

“Nós temos dois casos a citar, um fora do Brasil, em Paris e aqui no Nordeste, no Maranhão. Houve a abertura e agora as escolas estão tendo que retroceder. Acho que se houver um retorno e acontecer o que aconteceu nesses locais que citei para gente será muito ruim, porque você gera ainda mais medo, insegurança e o impacto pode ser ainda pior do que esperar um momento mais oportuno. A gente está trabalhando, avaliando fatos. A gente observa dessa forma. Não é a gente achar que está na hora de voltar ou não”.

Fernando salienta ainda que o Sinpro não foi convidado e nem comunicado para participar da discussão que resultou na construção de um protocolo sanitário formulado pelo Sistema de Educação de Maceió, formado pelas escolas e públicas da capital.

Já a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), Consuelo Correia, avalia com preocupação o retorno das aulas neste momento.

“Nós precisamos saber se o governo vai fazer a testagem de todos estudantes para saber se eles estão indo para a escola sem nada. É uma preocupação porque as crianças e os jovens estão em casa com seus familiares que saem para trabalhar. Os trabalhadores também serão testados? Nesse percurso de casa para escola e da escola para casa nos transportes coletivos há uma preocupação que é a contaminação. Nós estamos vendo que a população está relaxando porque em Maceió está na fase azul e nós estamos sabendo que os casos de contaminação estão aumentando. A pessoas acham que a pandemia acabou”.

Ela ressalta ainda que na Europa a segunda onda do coronavírus foi bem pior que a primeira e isso acaba também gerando uma preocupação.

Representantes dos sindicatos dos Estabelecimentos de Ensino Básico de Maceió (Sinepe) e dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado de Alagoas (Sintep) foram procurados pela reportagem, mas até o fechamento desta edição não retornaram as mensagens.

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Fonte: Tribuna Independente / Carlos Victor Costa

Quarta, 23 Setembro 2020 11:39

Busca por testamento cresce 167% em Alagoas

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Busca por testamento cresce 167% em Alagoas

Aumento da demanda ocorre durante a pandemia nos cartórios do estado, também com jovens e profissionais da saúde

↑ Requerentes de testamento têm preocupação com risco gerado após o surgimento da Covid-19 (Foto: Edilson Omena)

Abusca por testamentos em cartórios alagoanos aumentou 167% durante a pandemia. O que mostra uma preocupação dos requerentes que fazem parte do grupo de risco da Covid-19 em assegurar a vontade pós-morte. Os dados são de um levantamento feito pelo Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB-CF), por meio da Central Notarial de Serviços Eletrônicos Compartilhados (Censec), que analisou o número de pessoas em busca do serviço entre abril e julho de 2020.

De acordo com a pesquisa, em Alagoas, no mês de abril foram registrados seis testamentos saltando para 16 em julho. “Mesmo durante a quarentena esse número foi crescente de mês a mês”, frisou o Colégio Notarial do Brasil por meio da assessoria de comunicação.

“Além do crescimento, tabeliães também notam uma maior procura de jovens e profissionais da saúde por orientações legais sobre testamentos”, destacou.

Conforme o presidente do CNB/BA, Giovani Gianellini, o aumento na busca pelos testamentos não surpreende. “Diante dos desafios impostos pela Covid-19, as pessoas ficaram preocupadas com a possibilidade de se contaminarem e decidiram procurar os Cartórios de Notas para assegurar a partilha do seu patrimônio em caso de falecimento”, observou.

Giovani Gianellini mencionou ainda que essa preocupação tem alterado a cultura do brasileiro, que começou a enxergar no testamento uma ferramenta adequada para que, na eventualidade do falecimento do testador, seus bens sejam distribuídos conforme a sua vontade.

Ainda de acordo com o Colégio Notarial do Brasil, por motivos de segurança e privacidade não é possível fornecer idades e profissões dos testadores em Alagoas. Durante a análise, os tabeliães também relataram que a maioria das pessoas que buscam informações por testamento diz respeito aos idosos, profissionais de saúde e jovens que fazem parte do grupo de risco da Covid-19.

O testamento é um documento que visa garantir que os bens de uma pessoa sejam distribuídos conforme o desejo dela, em caso de morte. Isso evita disputas entre familiares e brigas judiciais. Para realizar o ato é necessária a presença de duas testemunhas, que não podem ser herdeiras ou beneficiadas pelo testamento, além dos documentos de identidade de todas as partes, requerentes e testemunhas. A presença de um advogado é opcional.

O documento pode ser alterado e revogado a qualquer momento enquanto o testador estiver vivo e lúcido, e terá validade e publicidade somente após a morte do testador.

Outros estados registraram elevação na procura pelo documento

O crescimento da busca por testamentos nos cartórios também foi notado em outros estados: Amazonas (1000%), Ceará (933%), Roraima (400%), Distrito Federal (339%), Maranhão (300%), Mato Grosso (300%), Sergipe (260%), Pernambuco (225%), Espírito Santo (175%), Minas Gerais (170%), Rio Grande do Sul (187%), Alagoas (167%) e Santa Catarina (108%).

Já outras unidades da Federação, como Tocantins (150%), Roraima (100%), Paraíba (45%), Goiás (31%), Espírito Santo (22%), Paraná (17%), Mato Grosso do Sul (7%) e Pernambuco (6%).

Apesar da elevada procura, não é da cultura do brasileiro realizar o chamado planejamento sucessório, que tem o objetivo de evitar confusões na divisão dos bens após a morte.

A mudança veio mesmo com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) muitos brasileiros acordaram para a importância de realizar esse planejamento.

Tipos

Segundo especialistas, existem três tipos de testamento. O testamento público, que é feito perante o tabelião; o testamento particular, que é feito perante testemunhas e não precisa ser entregue ao tabelião; e o testamento cerrado, no qual a pessoa faz o testamento como particular e entrega ao tabelião, para colocar em um envelope, lacrar, e só abrir em caso de falecimento.

Poucos bens

Os advogados descrevem outro instrumento que podem ser utilizado para a partilha quando a pessoa trem poucos bens. O codicilo é um escrito particular de última vontade e que pode ser feito de forma mais simples.

“Se a pessoa tem apenas poucos bens, principalmente pessoais, e quer dispor que quer ser cremada, por exemplo, e dar destinação aos bens, pode fazer o codicilo, que é uma espécie de testamento, declaração de ultima vontade, de coisa mais simples, bens de pequeno valor. Não tem maiores requisitos: a pessoa deve escrever no papel sua manifestação de vontade, quem deve receber os bens, como deve ficar a divisão de joias, de bens pessoais… tem que fazer a declaração e assinar. Pode deixar guardado nas coisas dela, ou nomear uma pessoa para destinar isso”, explica a advogada Dalla Bernardina.

 

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Fonte: Tribuna Independente / Ana Paula Omena

“O combate ao crime trouxe apoio da população, mas incomodou poderosos”, diz delegado

  • Gilca Cinara
  • 19/09/2020 07:58
  • Geral
Foto: Cortesia ao CM
Delegado Fábio Costa

Saindo da segurança pública para política, o delegado Fábio Costa é cotado para assumir uma das 25 vagas na Câmara de Maceió, surfando na onda do eleitorado do presidente do Jair Bolsonaro. 

Ele alinhou um perfil nas redes sociais com a defesa de valores e tenta trazer a aproximação da população para suas ideias. Em entrevista ao CadaMinuto, Costa comenta sua posição de entrar na política e o embate com a atuação na Polícia Civil.

Seu nome tem sido colocado como uma aposta dentro do PSB. Como interpreta essa avaliação?

Vejo como consequência de um trabalho realizado na segurança pública, cujo início se deu no Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas onde atuei por doze anos.  Em 2014, assumi o cargo de delegado de Polícia Civil e desenvolvi, juntamente com minha equipe, um trabalho firme no combate à criminalidade em Alagoas. Nossas ações geraram um grande impacto no crime organizado, sobretudo evitando novos assaltos as agências bancárias. Esse trabalho trouxe o gratificante apoio que venho recebendo da população, mas por algum motivo passou a incomodar determinados poderosos. O apoio que tenho recebido dos alagoanos aumenta ainda mais minha responsabilidade com cada pessoa deste estado.

Sua projeção política provocou um embate com a atuação na Polícia Civil. Hoje como encara a situação que ocorreu?

Lamento que ainda tenham gestores que tratem a coisa pública desta maneira. Eu sou um homem a serviço da população. Como delegado, sempre dei tudo de mim para combater a criminalidade. A população aprovou isso claramente. Hoje, sei que minha missão é continuar servindo. E esta decisão não está nas mãos de quem acha que tem poder total sobre o destino das pessoas, mas está nas mãos de cada maceioense. Eu estou pronto pra luta, principalmente quando o errado se achar acima da lei

Considerado forte nas redes sociais, você acredita que esse perfil online pode se transformar em voto?

Eu sei que posso contribuir com meu conhecimento em segurança pública, com meu caráter e com minha vontade de fazer o que é certo. As minhas redes sociais refletem isso. Refletem meu espírito de luta e refletem o desejo das pessoas de ter homens de bem como representantes. Tenho uma trajetória independente e me orgulho muito disso. Na política não vai ser diferente. Se o povo achar que eu posso representá-los, só vai reforçar que estamos sendo corretos com todos e servindo bem a Deus e a este Estado que tanto me acolheu.

Você tem um posicionamento de defesa de valores tradicionais na sociedade, acredita que isso possa ser sua marca diante dos eleitores?

Durante toda minha vida profissional me dediquei a defesa das pessoas. Foi assim no Corpo de Bombeiros e agora na Polícia Civil. A segurança pública tem reforçado os valores que defendo. Já atuei em toda Maceió, agindo para o bem, sempre querendo acabar com o errado. Acabar com a insegurança das pessoas nas ruas é a minha principal bandeira de enfrentamento. Mas sei que esse não é o único problema do maceioense. A educação e políticas públicas também precisam ser priorizadas. Digo isso porque venho da pobreza e só estou aqui pelos estudos e a vontade de vencer, com muita superação.

Como o senhor avalia o termo, “bandido bom, é bandido morto”?

Meu trabalho como delegado sempre foi sério e pautado estritamente em obediência à lei. Bandido é bandido, precisa ser preso e pagar pelo que fez. Ou será que vamos preferir a morte de policiais quando forem confrontados? Eu vou cumprir meu dever com respeito às leis e a Constituição. É isso que a sociedade espera, que homens e mulheres de bem deixem de morrer nas mãos de bandidos.

 

Detran deixou de avaliar 5.087 pessoas durante a pandemia em Alagoas

Dados são referentes a candidatos para prova prática no período de isolamento social; demanda será atendida gradualmente

↑ Agendamento para os exames práticos no Detran de Alagoas retornou no final de julho e está aberto para todos (Foto: Ascom Detran/AL)

Por conta da pandemia do novo coronavírus o Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran/AL) deixou de avaliar 5.087 candidatos que realizariam o exame de prova prática para a primeira habilitação no período do isolamento social em Maceió. Celma Marques da Silva estava entre esses candidatos e se diz prejudicada por conta da demora.

“Fiquei muito tempo praticando, mas o isolamento me paralisou, tive prejuízos, depois da flexibilização fui fazer o exame, mas não consegui ser aprovada, e ainda vou ter que pagar para refazer o exame”, reclamou a candidata que tentou tirar sua primeira habilitação para conduzir moto.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Alagoas, João Batista, as autoescolas têm o compromisso com a formação, desta forma, os alunos fazem as aulas práticas de direção, mas os exames são feitos no Detran em veículos do próprio órgão. “Não existe esse acúmulo de alunos para fazer exames no Centro de Formação, porque quando eles concluem as aulas práticas automaticamente já fazem o agendamento do exame prático no Detran”, explicou.

“É óbvio que o aluno que conclui o curso e demora a fazer os movimentos práticos em tempo hábil perde o automatismo de condução, e assim, é necessário que este aluno se submeta a aulas extras ministradas pelas autoescolas, com o objetivo de fazer com que ele relembre tudo que foi passado nas aulas práticas pelo seu instrutor. Só que muitos não têm essa consciência e se arriscam, vão fazer a prova sem essa repassada e quando chegam ao exame prático de direção sentem dificuldade”, alertou.

Segundo o Detran, entre 19 de março e 31 de maio 1.722 candidatos na categoria A e 3.365 na categoria B não foram avaliados. O órgão informou por meio da assessoria de comunicação que nessa época, foi iniciada uma ação para redução da oferta de vagas a fim de que a quantidade de candidatos com exames cancelados não passasse desses números.

Ressaltou também que a avaliação não aconteceu devido à suspensão dos serviços de atendimento ao público (incluindo os exames práticos) conforme decreto do Governo do Estado também como medida preventiva. “Não houve procura durante a pandemia porque os exames foram suspensos”.

De acordo com o departamento, somente em agosto, com o reforço na equipe, foram disponibilizadas 2.591 vagas na categoria A (cobrindo com folga a quantidade de exames cancelados e oportunizando vagas para quem estava fazendo reteste ou o primeiro exame). Na categoria B foram disponibilizadas 3.456 vagas.

Reforço na equipe garantiu mais vagas

Em setembro foram disponibilizadas 1.360 vagas na categoria A e 2.400 na B, em Maceió. Lembrando que o reforço na equipe em agosto foi o que possibilitou uma quantidade maior de vagas no retorno dos exames em Maceió.

AGENDAMENTO

O agendamento para os exames práticos retornou no final de julho. Inicialmente, foram destinados apenas aos candidatos que tiveram o serviço interrompido por conta da pandemia, mas agora todos os candidatos da capital já podem agendar o exame. Para atender ao protocolo sanitário e evitar aglomerações, o número de vagas liberadas para o serviço foi reduzido.

O Detran de Alagoas já está disponibilizando as vagas nos municípios de Arapiraca, Delmiro Gouveia, Santana do Ipanema e Maceió, e observa que a fila está se normalizando com a retomada dos exames no estado.

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Fonte: Tribuna Independente / Ana Paula Omena

Endividamento do consumidor de Maceió recua pela primeira vez em 2020

Com a queda de 2,63% no indicador geral, o número de pessoas com dívidas saiu de 219 mil para 213 mil pessoas

↑ Comércio de Maceió (Foto: Edilson Omena)

Após sete meses seguidos de alta, os níveis de endividamento recuaram pela primeira vez no ano. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) realizada pelo Instituto Fecomércio AL, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), houve queda de 2,63% no endividamento geral, em agosto.

Com isso, na variação mensal, o número de endividados caiu de 219 mil para 213 mil pessoas. Redução também no volume de pessoas com contas em atraso, que ficou 9,48% menor, saindo de 92 mil para 84 mil. Seguindo a tendência, queda de 7% de inadimplentes, saindo de 53 mil para 50 mil pessoas nessa situação.

Embora na variação mensal tenha havido queda, no geral, o consumidor ainda está 11,67% mais endividado do que no mesmo período do ano passado e com mais contas atrasadas (0,64%), mas a inadimplência está 10,51% menor. Comparando a média nacional, os maceioenses estão 3,1 pontos percentuais (p.p.) mais endividados do que em outras capitais; 0,9 p.p. atrasando mais contas; e 4,5 p.p. mais inadimplentes.

O assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Felippe Rocha, diz que para se compreender a redução do endividamento na variação mensal, é preciso analisar a empregabilidade no período. Isso porque nos dois meses anteriores a agosto houve saldo positivo na geração de postos de trabalho em Alagoas, sendo criados 807 empregos em junho. Vale lembrar que o saldo considera a diferença entre o número de admissões e demissões. Os setores que mais empregou em junho foi o sucroalcooleiro, com 647 postos, e a Agropecuária, com 638. Os que mais perderam postos foram Construção (-185) e Serviços (-321). Já em julho foram criados 1.571 empregos, destacando-se novamente a Agropecuária (951) e a recuperação do setor de Construção, que gerou 356 no período. A perda de postos de trabalho ficou restrita apenas ao setor de Serviços, com 110 empregos a menos. Em Maceió, o mesmo não vem ocorrendo, pois nos dois últimos meses anteriores a agosto foram perdidos postos de trabalho: 377, em junho, e 652, em julho.

“Como não houve melhora na renda do trabalho, a explicação para redução do endividamento geral, das contas em atraso e da inadimplência reside na manutenção do Auxílio Emergencial e a opção pelo saque emergencial do FGTS, que criou mais uma renda adicional extraordinária para o período, além da contenção de gastos dos consumidores, o que é comum em momentos em que não há perspectiva de renda maior”, avalia Felippe. De acordo com o economista, somente em Maceió, de abril a julho, 326 mil pessoas foram beneficiadas com o Auxílio Emergencial e R$ 638 milhões circularam na economia da capital, facilitando a redução do endividamento e da inadimplência na região. “O saque emergencial começou a ser disponibilizado no final de junho e teve permissão inicial para saque em espécie, para nascidos em janeiro e fevereiro, no final de julho. Essa modalidade também ajudou os maceioenses com renda adicional para reduzir seus níveis de endividamento”, complementa.

De acordo com o levantamento, entre os endividados, 95,1% usaram o cartão de crédito; 18,3% adquiriram bens parcelados no carnê de loja; e 6,7% contraíram empréstimo pessoal. É sempre bom reafirmar que um mesmo consumidor pode escolher mais de um motivo para estar endividado e, por isso, a somatória estatística não fecha em 100%.

Dentre os 84 mil que estão em situação de atraso de contas, mas estão fazendo o possível para ainda pagá-las, 39,4% informaram que existe mais um membro em sua família, que reside em sua casa, passando pela mesma situação. Já para 60,6%, esse problema só está sendo vivido por ele/a. Em média, os consumidores demoram 74,4 dias para pagarem suas contas atrasadas.

Entre os 50 mil inadimplentes, apenas 10,6% terão condições de sair integralmente dessa situação; 16,4% sairão parcialmente, renegociando a dívida; e 59,6% não têm condições de pagar mesmo que uma parte da dívida, permanecendo nessa situação desconfortável. No geral, os cidadãos endividados estão passando, em média, 6,3 meses com uma dívida e comprometendo 27,9% de sua renda.

O relatório completo encontra-se disponibilizado no site do Instituto Fecomércio AL.

Justiça de Alagoas terá atendimento e 30% de trabalho presencial a partir do dia 14

Ato Normativo regulamenta o início da Etapa Amarela no Poder Judiciário de Alagoas, com retomada de atividades na Capital e interior

↑ Servidores da Justiça de Alagoas se revezarão no trabalho presencial (Imagem: Dicom TJ/AL)

OJudiciário de Alagoas passa a ter 30% de seus servidores atuando nas unidades, e a atender o público presencialmente, a partir do dia 14 de setembro. Essas são as principais mudanças que ocorrem com o início da Etapa Amarela da Justiça estadual, definido pelo Ato Normativo Conjunto nº 22, da Presidência e da Corregedoria-Geral de Justiça.

Publicado no Diário da Justiça Eletrônico desta quinta-feira (3), o documento estabelece que o atendimento presencial ao público só ocorrerá de forma agendada, e quando não for possível fazê-lo virtualmente. Todas as unidades do Poder Judiciário, Capital e interior, estarão funcionando 5 horas por dia. Também voltam a correr os prazos processuais dos processos físicos.

O Fórum da Capital estará aberto das 13h00 às 18h00, de segunda à quinta-feira; e às sextas-feiras, das 8h00 às 13h00. A sede do Tribunal de Justiça, Corregedoria, juizados especiais e demais fóruns da capital e interior estarão abertos das 08h00 às 13h00, nos dias úteis.

De acordo com o presidente do Tribunal de Justiça, Tutmés Airan, a fase amarela vai servir de teste para Judiciário formatar o seu funcionamento normal após o fim das medidas de segurança sanitária impostas pela pandemia.

“A expectativa da gestão é que esse modo de atuar seja o modo pós-pandemia, com 70% dos trabalhadores em casa e 30% presencialmente e atendendo ao público. A expectativa é que a gente continue bastante produtivo – o nosso Tribunal hoje é destaque nacional – e a gente continue economizando”.

O expediente dos servidores não será reduzido. Permanece 6 horas diárias, no entanto poderá ser composto pelas horas presenciais e de teletrabalho, conforme ajustado com os gestores das unidades administrativas e judiciárias. Os servidores se revezarão no trabalho presencial.

A Etapa Amarela faz parte do retorno gradual do funcionamento do Poder Judiciário, já previsto pela Resolução nº 22 do TJ/AL, de 1º de junho de 2020. A mudança leva em conta a regressão da situação epidemiológica em Alagoas, “tendo em vista a significativa diminuição do quantitativo de leitos exclusivos para o enfrentamento do novo coronavírus e a curva descendente no número de óbitos há 13 semanas consecutivas”.

As sessões de julgamento e outros atos processuais continuarão ocorrendo preferencialmente de forma virtual. A entrada do público nas dependências das unidades só será permitida para quem possuir um atendimento ou audiência agendada.

As salas do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil e demais entidades, existentes dentro das unidades do Judiciário, poderão voltar a funcionar, para utilização pelos profissionais que tenham audiências ou reuniões agendadas.

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Fonte: Dicom TJ/AL

 
 
 

Surgimento de manchas de óleo completa um ano sem causa determinada

Força-tarefa em Alagoas tem se debruçado para avaliar os impactos na natureza

↑ Novas frentes de estudo vêm sendo desenvolvidas para minimizar os efeitos do óleo no litoral de Alagoas (Foto: Divulgação)

Um ano se passou desde que as primeiras manchas de óleo cru chegaram ao litoral nordestino. Mas até agora não há origem oficialmente comprovada para o derrame que atingiu mais de mil pontos de praias no Nordeste e causou impactos nos animais, no turismo e nos ecossistemas. Em Alagoas, o monitoramento segue até 2021 com uma força-tarefa formada por 40 pesquisadores que vêm avaliando os prejuízos e possíveis soluções.

Apenas em Alagoas, mais de 2,5 toneladas de fragmentos de óleo, areia e sargaço contaminados foram retirados das praias de Alagoas, sendo 1,2 tonelada apenas de óleo. Desde o ano passado, o professor, pesquisador e doutor em Ciências Aquáticas, Emerson Soares, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) coordena a força-tarefa. Emerson afirma que mesmo durante a pandemia, os pesquisadores seguem se debruçando nas análises e têm investido em novas frentes de trabalho.

No mês de julho, novos fragmentos foram observados em algumas praias do Nordeste, no entanto, segundo o pesquisador, as manchas são “óleo velho”, ou seja, se desprenderam do fundo do mar e chegaram à costa.

“A gente continua fazendo as análises inclusive do óleo que apareceu no mês de julho, nós identificamos que era o mesmo óleo, com os mesmos componentes do ano passado, então não era óleo novo, era óleo antigo. Continuamos analisando a água, houve diminuição devido ao Covid-19, mas as análises persistem, mais lento, mas já fizemos pós Covid duas análises. A gente continua fazendo o monitoramento da qualidade da água, dos fragmentos que chegam e levamos para laboratório, temos um compromisso com o governo do Estado de fazer o monitoramento até 2021”, detalha o pesquisador.

Os impactos nos ecossistemas ainda precisam ser mensurados e entendidos, garante Emerson.

“É necessário continuar monitorando porque os efeitos desse óleo persistem no meio ambiente, de menor proporção, mas persistem. Em julho, por exemplo, quase um ano depois, o óleo tinha muito produto volatilizado, foi degradado, e o impacto desse óleo diminui, mas se ele está no oceano, como ele está ainda, e na areia ele tem o efeito, o potencial de dano nos organismos e é essa nova etapa que a gente vai trabalhar ”, diz

Agora o grupo de 40 pesquisadores tem atuado para destinar de forma menos agressiva os resíduos coletados no ano passado na costa alagoana.

“Apresentamos um novo projeto ao CNPq, onde vamos pegar o óleo recolhido ao aterro em Pilar e vamos fazer a biorremediação, para dar uma destinação, para esse óleo ser tratado com micro-organismos e com reações eletroquímicas para diminuir o potencial poluidor dele, para ser utilizado em outras vias em benefício da população. Além da biorremediação nós vamos fazer experimentos em laboratório onde vamos testar vários níveis de petróleo e seus efeitos nos organismos para a gente tentar propor um modelo de proteção dessas espécies, é uma questão preventiva, para que se tivermos outro derramamento a gente estar preparado, saber como agir. Temos 40 pesquisadores nesse edital”, pontua Soares.

ORIGEM

“A maior probabilidade e eu acredito nisso é que o óleo veio da Venezuela, já foi comprovado, participei de uma reunião com o comando naval, e comprova-se que o óleo é venezuelano, numa operação ship-to-ship, ou seja de embarcação para embarcação, embarcação sem transponder, houve alguma fuga nessa processo, alguma operação desastrada, esse óleo caiu na corrente sul-equatorial que gira no sentido anti-horário e vem bater na costa do Brasil, chegando no Brasil bateu nas correntes das Guianas e foi levado até o Maranhão e nas correntes brasileiras e atingiu o restante do litoral e foi descendo até a Bahia, contaminando mais de mil localidades, essa é a teoria com mais confiança sobre o que pode ter ocorrido.”

“Preparados”

O pesquisador não descarta uma nova ocorrência, tendo em vista que nem a origem nem a forma do derrame foi comprovadamente identificada. Soares defende uma “preparação” para acontecimentos como este. “Estamos atentos a isso porque não sabemos ainda a quantidade de fragmento que possa vir a chegar, a gente sabe que diminuiu que está diminuindo, mas a gente tem que se precaver, estamos numa etapa agora de se proteger, no Brasil todo para que façamos a detecção antes de ocorrer se for o caso. Minha avaliação é que a gente não está imune. Isso pode voltar ocorrer, há uma probabilidade e a gente precisa se preparar, fazer monitoramento para ser capaz de identificar”, diz.

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Fonte: Tribuna Independente / Texto: Evellyn Pimentel

Terça, 01 Setembro 2020 09:32

Ensino híbrido é cogitado para alunos de Alagoas

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Ensino híbrido é cogitado para alunos de Alagoas

Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente da OAB/AL, realizou pesquisa virtual para saber opinião de pais, alunos e professores

↑ Advogado Paulo Paraizo foi entrevistado pela TV Web da Tribuna nesta semana (Foto: Arthur Melo)

Omodelo de ensino que mescla aulas presenciais e a distância deve ganhar força na rede de ensino no pós-pandemia, chamado de sistema híbrido, essa nova forma está sendo cogitada no estado de Alagoas.

“O sistema híbrido pode ser adotado na rede de ensino em Alagoas”, está é a informação do advogado Paulo Paraizo, presidente da Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas (OAB-AL), passada aos internautas durante a entrevista ao canal da TV Tribuna do portal Tribuna Hoje, no YouTube.

Durante oito dias a comissão realizou um questionário virtual com diversas perguntas direcionadas aos pais, professores, responsáveis e os próprios estudantes sobre a possível retomada das atividades presenciais em escolas do estado. O resultado da pesquisa ainda não saiu, já que a mesma foi encerrada zero hora de ontem (31).

“Foi justamente pensando no receio dos pais, professores e responsáveis para o possível retorno das aulas presenciais que a OAB/AL através de sua comissão realizando essa enquete, justamente para saber o que a sociedade pensa sobre essa retomada, se concordam ou não”, disse o advogado Paulo Paraizo.

“Até então ainda não se tem uma data definida para esse retorno das atividades presenciais, mas já estamos bastante preocupados. Nossa ideia é que, com a pesquisa, a gente possa mostrar aos gestores o resultado. Além disso, temos também o intuito de realizar uma audiência pública para que a situação seja debatida”, afirmou.

O presidente da Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente da OAB/AL também explicou que a pesquisa foi divulgada entre Conselheiros Tutelares do estado, para que fosse possível contar com a participação de outros municípios e comunidades.

Sobre o sistema híbrido, Paulo Paraizo colocou que esta é uma das possibilidades para o retorno das atividades escolares, ou seja, as aulas poderão ocorrer de forma remota e presencial. “Esta foi uma das perguntas que mais focamos no questionário virtual”, frisou.

De acordo com o advogado, a intenção da OAB é que após o resultado da pesquisa haja ações em cima da enquete, uma delas é a audiência pública para que se tenha ainda mais informações ouvindo especialistas, bem com a emissão da própria opinião acerca do retorno às aulas. “Acompanhamos a realização do questionário e podemos dizer que as pessoas aderiram e até repassaram, como forma de ajudar ainda mais a comissão no sentido de ampliar a comunicação e se ter um melhor resultado da pesquisa”, observou Paulo Paraizo.

 

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Fonte: Tribuna Independente / Ana Paula Omena

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