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Polícia Civil alerta sobre golpe do falso sequestro; veja dicas de delegado

Foto: Ascom PCRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=truedelegado José Carlos André, coordenador da Seção Antissequestro, da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic),

O delegado José Carlos André, coordenador da Seção Antissequestro, da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), faz um alerto em relação ao um golpe já praticado em Alagoas e que reapareceu durante a pandemia do Covid-19: o do falso sequestro. A Deic já registrou e está investigando, pelo menos, quatro casos ocorridos no estado desde o mês maio.

O delegado José Carlos revela que as vítimas, geralmente idosos, recebem a informação de que um parente foi sequestrado e é necessário que seja feito um pagamento para que essa pessoa seja liberada.

Conforme já foi apurado, os criminosos ligam geralmente no final da madrugada, início da manhã, quando as pessoas normalmente estão dormindo, e dizem que estão com um parente, na maioria filho ou neto, que está em cativeiro e que querem dinheiro. “No desespero e sem conseguir contato com os parentes, as pessoas acreditam e ficam desesperadas, não prestam atenção nas informações que são passadas, e infelizmente caindo em um golpe desses", explica o delegado.

Segundo José Carlos, o golpe voltou com outra etapa, que é a participação de um suposto taxista para recolher o dinheiro. "Agora, há também a participação de um suposto taxista, que passa na casa da vítima para recolher o dinheiro do pagamento para a 'liberação' do parente que estaria sequestrado", diz o delegado.

A polícia orienta que os parentes conversem com os idosos que moram sozinhos para que eles não atendam a ligações de números desconhecidos ou não identificados durante a madrugada e tentar contato com os parentes por qualquer outro meio.

"A gente pede que filhos e netos orientem os idosos, em especial aqueles que moram sozinhos a não atenderem essas ligações durante a madrugada, e se atender e o assunto for sequestro, que a pessoa esteja atenta, tente desligar para checar se o parente está bem", diz o delegado.

A Polícia Civil pede que, se alguém tiver alguma informação sobre esse tipo de golpe, que informe através do disque denúncia, no número 181, ou procure a Deic.

*com Ascom PC

“Abertura do varejo não causará pico da Covid-19”

Vice-presidente da ACM ressalta que não é aceitável descumprimentos de protocolo

↑ Marcos Tavares diz que houve frustração ao não reabrir a economia (Foto: Arquivo pessoal)

Alagoas segue – ao menos formalmente – em isolamento social até dia 30 de junho, como forma de combater a pandemia de covid-19. A prorrogação da medida, anunciada pelo governador Renan Filho (MDB) frustrou empresários, cuja expectativa era de começar a reabertura econômica a partir de terça-feira (23), À Tribuna, Marcos Tavares, vice-presidente da Associação Comercial de Maceió (ACM), afirma que a prioridade deve ser salvar vidas, mas ressalta que a reabertura do varejo não causará pico de contágio por coronavírus.

Num tom diferente à última nota da ACM sobre os decretos de isolamento social do Governo do Estado, à qual a entidade afirmou que “não pode aceitar qualquer ato que tenda ao descumprimento do programa estabelecido”, Marcos Tavares garante haver as condições para a proteção das pessoas nos estabelecimentos comerciais e que a reabertura não será fator para aumento do contágio de covid-19.

“Acreditamos que o setor está muito bem aparelhado, bem pronto, na verdade, para obedecer todas as regras sanitárias que o decreto impôs e a gente possa receber nossos clientes com segurança e tudo o que é necessário, dentro do que as autoridades sanitárias preconizaram”, diz. “Acreditamos, por isso, que não será com a abertura do varejo que existirá pico de contágio. Com essa nossa organização, acreditamos que isso possa até diminuir porque vai dissipar [aglomeração], pois muitos estão trabalhando de maneira informal e sem obedecer qualquer regra ou determinação sanitária”, completa o vice-presidente da ACM.

Ele ressalta à reportagem que a vida deve ser prioridade e que as perdas financeiras não se comparam às mortes em decorrência da covid-19, mas pondera a necessidade de reabertura da economia.

Marcos Tavares ressalta a frustração com a prorrogação do isolamento social, mesmo a decisão do governador não ter sido bem uma surpresa para o setor.

“Na verdade, a gente imaginava a flexibilização a partir de hoje [terça, 23], mas já na última reunião – com várias entidades e segmentos –, a gente passou a achar ser mais difícil. Estamos num momento muito difícil, especialmente o segmento que a ACM representa, que é o varejo, e alguma parte de serviços. No varejo, estamos quase há 100 dias sem operar efetivamente. A gente fica muito triste com essa prorrogação porque estamos no sufoco. Nos frustrou”, relata.

AMA defende reabertura no interior

Segundo as informações oficiais do Governo do Estado, os casos de covid-19 têm diminuído na região metropolitana de Maceió, mas aumentado no interior. Mesmo assim, a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) defende a reabertura da economia nas demais cidades do estado.

De acordo com sua assessoria de comunicação, Pauline Pereira, presidente da AMA, argumenta ser possível reabrir a economia no interior desde que sejam utilizados todos os protocolos sanitários para a prevenção à covid-19. Ela também reconhece a importância da curva epidemiológica como parâmetro, apesar de ponderar a necessidade de a população aderir ao isolamento social.

“São atitudes que não dependem apenas de gestores e, sim, da conscientização da população, como o uso de máscaras”, afirma através da assessoria de comunicação da AMA. “Cada município possui uma característica. Com a ampliação da proteção básica no interior, como a abertura de leitos clínicos e vagas em UTI, temos a possibilidade de retomar para não haver mais prejuízos econômicos, mais do que já possuímos. Precisa ser gradual e, no momento que acontecer, tenha uma estabilidade em todo Estado na curva, não apenas na capital”, completa.

Pauline Pereira também defende a prorrogação do Auxílio Emergencial pago pela União. Segundo ela, essa ajuda financeira representa 3% do PIB alagoano.

“Se for mantido, o auxílio irá ajudar na recuperação econômica. As contas públicas estão abaladas”.

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Fonte: Carlos Amaral / Tribuna Independente

Retorno das aulas presenciais será a última etapa da retomada das atividades em Alagoas

Escolas e demais instituições de ensino só reabrirão na fase verde, que ainda não tem data definida

↑ Atividades pedagógicas da rede estadual acontecem remotamente (Foto: Cortesia)

Aretomada das aulas presenciais nas redes pública e privada de ensino de Alagoas só acontecerá na última etapa do Plano de Distanciamento Social Controlado – documento construído pelo Governo de Alagoas que estabelece as fases para o retorno às atividades após o isolamento social provocado pela pandemia da Covid-19. De acordo com o plano, divulgado em edição suplementar do Diário Oficial do Estado (DOE) desta segunda-feira (22), a reabertura dos estabelecimentos educacionais só ocorrerá na Fase Verde – quando todas as demais já tiverem sido cumpridas – e não tem data definida.

O documento, que pode ser conferido na íntegra aqui, diz no artigo 6º que “ficam suspensas todas as aulas presenciais nas escolas, universidades e faculdades das Redes de Ensino Pública e Privada no Estado de Alagoas, sem prejuízo do cumprimento do calendário letivo, observando-se o Decreto Estadual nº 69.527, de 2020, apenas retornando as aulas presenciais quando o Estado de Alagoas estiver na Fase Verde”.

A Fase Verde, que não tem data para iniciar, só será aplicada após a conclusão das fases Vermelha (onde estamos atualmente), Laranja, Amarela e Azul. Na Fase Verde, também será autorizada a retomada do serviço público presencial, eventos sociais e a reabertura de cinemas, teatros e museus.

Segurança

A secretária da Educação, Laura Souza, afirmou que a volta às aulas só ocorrerá quando houver segurança e obedecerá protocolo validado pelas autoridades sanitárias, como também a realidade de cada região, município e escola.

“A decisão de voltar será quando a rede tiver segurança nas escolas. O retorno precisa ser planejado e, para decidir quem volta primeiro, é preciso discutir coletivamente, um trabalho regionalizado e escalonado, pois cada caso é um caso. Teremos um protocolo que será validado pelas autoridades de saúde, onde consideraremos vários aspectos e a escolas só reabrirão se sentirem que têm condições de cumprir este protocolo”, destaca, recordando que, para isso, estão sendo formados comitês operacionais com a presença de órgãos de controle, de regulamentação e secretarias como Saúde e Assistência Social.

Aulas remotas

A Seduc publicou, no último dia 19, a Portaria 7651/2020, que regulamenta a substituição das aulas presenciais pelas atividades pedagógicas desenvolvidas remotamente via Regime Especial de Atividades Escolares Não-Presenciais (REAENP). Segundo a portaria, as atividades não presenciais serão consideradas como efetivo trabalho escolar – ou seja, contarão como dias letivos – e a carga horária trabalhada “será utilizada para a substituição de carga horária presencial”.

Ainda de acordo com o texto, “apenas serão consideradas como carga horária letiva aquelas atividades que alcançarem, no mínimo, 80% (oitenta por cento) do total de alunos matriculados na respectiva turma”.

As aulas presenciais na rede estadual de ensino estão suspensas desde o dia 23 de março – na ocasião houve a antecipação do recesso escolar do meio do ano – e, no dia 07 de abril, a Seduc estabeleceu o REAENP nas unidades de ensino da rede estadual de Alagoas.

O documento orienta como as atividades escolares devem ser realizadas nesse período de quarentena e, a partir dele, houve a implantação de laboratórios de aprendizagem para as turmas de 1º ano do ensino fundamental à 2ª série do ensino médio e do Projeto Foca no Enem para os estudantes da 3ª série do ensino médio.

Para ambos os casos, as atividades acontecem de forma remota, seja pelo uso de ferramentas virtuais como também pela impressão e entrega de material impresso para alunos sem acesso a internet.

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Fonte: Agência Alagoas / Texto: Ana Paula Lins e José Arnaldo

MPC tem dificuldade para notificar gestores municipais devido aos contatos estarem desatualizados

Ascom/MPCRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueProcurador Gustavo Santos

O Ministério Público de Contas de Alagoas (MPC) tem encontrado dificuldades em dar seguimento ao trabalho por não conseguir notificar os gestores públicos municipais. O fato é que os telefones de contatos e e-mails da maioria das prefeituras municipais de Alagoas, disponibilizados nos próprios sites oficiais dos municípios e no portal da entidade que os representa (AMA – Associação dos Municípios de Alagoas), estão desatualizados e isso impossibilita a comunicação entre o Órgão Ministerial e os Executivos Municipais.

Segundo o MPC, a dificuldade de comunicação com os municípios já existia antes, mas tomou uma proporção ainda maior nesse período de pandemia.

São várias ações que já estão paralisadas no MP de Contas devido a dificuldade de contato com os gestores municipais para notificá-los, a exemplo do cruzamento dos dados para identificar os servidores públicos que receberam indevidamente o auxilio emergencial (ação em parceria com a CGU/AL); do projeto A educação não pode esperar, que visa saber quais ações os municípios de Alagoas estão realizando para minimizar os prejuízos à educação pública nesse período de pandemia; o controle dos gastos emergenciais contratados pelos gestores; correções nos portais da transparência; dentre tantos outros pedidos de informações, requisição de documentos e etc, fundamentais às ações de controle externo.

O prazo para os gestores responderem às instituições só começa a contar após o recebimento da notificação e quanto mais tarde isso ocorrer, maior será a demora na conclusão dos processos e maior poderá ser o prejuízo aos cofres públicos. Segundo o Procurador-geral do MPC/AL, Gustavo Santos, antes da pandemia as notificações eram feitas por correspondência física enviada aos gestores do interior do Estado pelos Correios com Aviso de Recebimento (AR) que, ao retornarem ao Ministério Público de Contas possibilitava a contagem do prazo para o cumprimento das diligências. Com o isolamento social, essas notificações ficaram prejudicadas porque, em vários casos, os Correios não consegue localizar os servidores nas repartições públicas para assinar o recebimento das correspondências. Diante disso, as notificações passaram a ser enviadas também por e-mail, mas com os endereços incorretos ou desatualizados, as correspondências eletrônicas sequer foram enviadas e/ou não tiveram seus recebimentos confirmados. A comunicação por telefone também tem sido bastante complicada.

Gustavo Santos explica que está adotando algumas estratégias para tentar notificar os gestores e dar seguimento as ações iniciadas pelo Parquet de Contas, como a comunicação via redes sociais oficiais dos municípios, por meio de assessores de comunicação, vereadores e até mesmo, pelo telefone celular pessoal dos prefeitos. “Essas estratégias vão nos demandar muito tempo e um esforço coletivo grande, o que pode refletir num atraso na fiscalização de outras demandas da nossa instituição. Se os contatos estivessem atualizados, muitos processos já estariam numa fase mais avançada”, pontuou.

Para se ter uma ideia da dificuldade que a instituição pública enfrenta quanto à comunicação, o Ofício Circular do Ministério Público de Contas e da Controladoria Geral da União em Alagoas, direcionado a 100 municípios alagoanos, solicitando aos gestores as folhas de pagamento dos servidores públicos do mês de abril/2020, para o cruzamento com os dados do cadastro de beneficiários do auxílio emergencial, sequer chegou a ser encaminhado a todos os gestores por causa, justamente, da desatualização dos dados de contato. Com isso, apenas 20 gestores atenderam a solicitação das duas instituições e o levantamento da CGU/AL está parado, aguardando as folhas de pagamento que deveriam ser enviadas por endereço eletrônico no último dia 15.  

A Procuradora Stella Mero, Titular da 5ª Procuradoria de Contas, também relatou ter dificuldades de contatar os gestores dos municípios do seu grupo de fiscalização. No dia 13 de maio, a Procuradora enviou ofícios a todos os municípios da 5ª PC, reiterando os prazos do Ato n.01/2020 do TCE/AL e apontando falhas nos portais de cada Prefeitura, para correções. “Os ofícios foram remetidos em meio físico, com muitas dificuldades de entrega por conta do momento de isolamento social e funcionamento extraordinário das repartições públicas, e em meio eletrônico. Dos 23 municípios, apenas oito responderam os ofícios, um apresentou e-mail inválido, e os demais não apresentaram resposta”, destacou a Procuradora de Contas.

Outro exemplo de dificuldade de comunicação foi relatado pela servidora do MPC/AL, Ana Borba. Ela contou que desde o dia 20 de maio, quando iniciou a primeira etapa do projeto A educação não pode esperar, que vem tendo dificuldade de comunicação com os municípios, uma vez que das 13 cidades selecionas para a primeira etapa do projeto, conseguiu contato apenas com três ou quatro secretarias municipais de educação. “Desde o dia 03 de junho, quando iniciamos os trabalhos com 22 municípios da 1ª Procuradoria de Contas, que venho tendo dificuldade de falar com o pessoal. Somente agora, com a ajuda do Cerimonial do TCE/AL, da Escola de Contas e da Assessoria de Imprensa do MPC/AL, que consegui contato com os municípios”, ressaltou Ana Borba. “Também cheguei a enviar email para controladores e contadores municipais para confirmar o recebimento do material, mas o retorno não foi satisfatório”, revelou.

A servidora falou ainda sobre a importância dos gestores públicos municipais, sejam eles prefeitos ou secretários, manterem seus contatos completos e atualizados tanto nos portais oficiais dos municípios, quanto no Cardug, sistema do Tribunal de Contas de Alagoas que tem a relação dos servidores do Executivo Municipal. “Eu percebi que todos os municípios da 1ª Procuradoria de Contas, nesse sistema Cardug, constam apenas os e-mails dos secretários, seria muito importante que também tivesse os contatos telefônicos para facilitar o contato porque essas dificuldades, no geral, estão implicando bastante na comunicação”, destacou Ana Borba.

O Ministério Público de Contas pede que os gestores municipais mantenham seus dados sempre atualizados e que atendam as demandas solicitadas direcionadas a eles. “Todos os canais de comunicação do Ministério Público de Contas estão disponíveis para quaisquer gestores entrarem em contato conosco”, garantiu o Procurador-geral do MPC/AL.

Decreto estadual é prorrogado até o dia 30 de junho

Anúncio foi feito pelo governador de Alagoas, Renan Filho

↑ Governador Renan Filho durante a coletiva - Imagem: Reprodução

Odecreto governamental de enfrentamento à pandemia foi prorrogado, nesta segunda-feira (22), até o dia 30 de junho. O anúncio foi feito pelo governador de Alagoas, Renan Filho, durante uma live ao lado do secretário de Saúde, Alexandre Ayres.

Confira, abaixo, a nota do Governo de Alagoas sobre o novo decreto:

Os próximos 8 dias serão definitivos para avaliar e consolidar a tendência de queda de demanda por leitos de UTI e na taxa de mortalidade por Covid-19 em Alagoas. ⁣

Sendo assim, se os indicadores confirmarem esta tendência, no começo do mês de julho, iniciaremos a implantação do distanciamento social controlado seguindo as fases do protocolo.⁣

No próximo dia 26 de junho será apresentada uma matriz de risco elaborada para avaliar a possibilidade de avanço de fases.⁣

Faça sua parte. Cuide-se. Colabore. Se precisar sair, use máscara e mantenha o distanciamento necessário.

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Fonte: Tribuna Hoje

"Queria que a morte deles conscientizasse as pessoas", diz jornalista que perdeu pai e irmã para a covid

Foto: Cortesia ao CMRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueIza Castro e Edvaldo Castro, filha e pai morreram de covid-19

A dor do jornalista Igor Castro veio em dobro após perder a irmã Iza Castro, de 37 anos e o pai Edvaldo Silva, 64, para a covid-19 nesse mês, na cidade de Arapiraca. O pai de Igor morreu 13 dias depois da morte da filha. Segundo contou ao Cada Minuto, o jornalista disse que “tem sido duro e cruel lidar com o óbito dos dois" e que queria que a morte deles servisse para conscientizar as pessoas, mas que não é isso que tem acontecido.

Iza era assistente social e trabalhava no Hospital Djacy Barbosa, em Arapiraca. Ela contraiu covid no final de maio. “Ela morava com meus pais e com minha outra irmã, e quando contraiu a doença, ela ficou dentro do quarto. Mas para não contaminar meus pais, ela resolveu ir para o hospital”, disse o irmão dela, Igor Castro.

Até o falecimento dela foram nove dias que a assistente social lutou contra a doença. Segundo contou o irmão, o tratamento foi marcado por altos e baixos. “Ela foi para a UTI e foi para o apartamento. Até que resolvemos transferir ela para um hospital em Palmeira dos Índios já que minha minha tia trabalhava lá”.

Como o quadro dela era mais grave, ela não resistiu a intubação e morreu. Igor disse que para ele e para a família foi uma surpresa a morte dela apesar da gravidade. “Todos os dias ela falava com a gente. A tarde, no dia do falecimento, ela falou conosco dizendo que tava bem. Foi uma dor muito grande”. 

Dois dias depois do falecimento da irmã, o pai de Igor fez o teste e deu positivo. “Optamos por uma tomografia e descobrimos que ele estava com 50% do pulmão comprometido”. A família ficou preocupada já que Edvaldo era cardiopata, e diabético.

“Ele foi para o hospital no mesmo dia que testou positivo. Ele ficou na enfermaria e todos os profissionais diziam que ele estava bem. O psicológico afetou demais ele, a perda da filha e sem ver a família, e sem ter alguém presente com ele”, afirmou Igor.

Com a ansiedade, Edvaldo teve a saturação baixa e foi entubado. “Depois de uns dias o quadro dele agravou, o quadro pulmonar também. Pelo que os profissionais estavam falando, a família já estava preparada para o que poderia acontecer. E assim, o pai de Igor, 13 dias depois da morte da filha, também faleceu.

Para Igor, a doença tem um fator primordial: o psicológico. “É preciso que os governos e hospitais, e os profissionais, que eles trabalhem o psicológico dos pacientes. Não é fácil. É difícil lidar com a situação. Meu pai tinha perdido uma filha e depois dias depois ele estava internado. Isso foi uma das causas que contribuiu para a piora dele”.

A dor de Igor permanece, mas ele diz que tirou uma lição: que as pessoas precisam ter mais consciência. “O isolamento social é primordial para o combate ao vírus. É o único. E infelizmente as pessoas não têm consciência. Elas continuam saindo de máscara e procurando locais que não eram para estar abertos”.

Para o jornalista, em Arapiraca, não existe fiscalização adequada e a população tem feito o que quer. “Temos visto muitas pessoas perdendo entes queridos. O vírus está passando e as pessoas não estão preocupadas em combatê-lo”.

Igor Castro voltou a reforçar que o vírus está matando pessoas queridas e amadas. “Tem sido duro e cruel passar por isso”, disse. Ele também enfatizou que queria que a morte da irmã e do pai dele servisse como consciência para as pessoas. “Mas não é isso que tenho visto, infelizmente”, finalizou.

Número de denúncias de violência contra a pessoa idosa aumenta 27% em Alagoas

Foto: ReproduçãoRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueCovid-19: Prefeitura executa ações de cuidados para idosos em abrigos

Dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, apontam que o estado de Alagoas registrou no ano passado um aumento de 27% no número de denúncias sobre violência contra a pessoa idosa, comparando com dados de 2018. 

Os dados mostram que em 2018, 345 denúncias foram registradas no estado e em 2019, 439 foram registradas durante todo o período, o que constata o preocupante aumento e fazem com que autoridades alagoanas cobrem providências e medidas mais enérgicas. 

Ainda segundo os dados, as denúncias de violações de direitos humanos contra o grupo Pessoas Idosas ocuparam a segunda maior demanda do Disque Direitos Humanos - Disque 100, e elas podem se caracterizarem de diversas formas.

“Além da negligência, observa-se que as principais violações sofridas por pessoas idosas são as seguintes: Violência Psicológica (24%); Abuso Financeiro (20%); Violência Física (12%); e Violência Institucional (2%)”, diz um trecho do relatório. 

Buscando entender onde essas violações de direitos acontecem e por qual motivo ela tem se perpetuado em meio a sociedade, o presidente da Comissão Especial do Idoso, da Ordem de Advogados do Brasil (OAB/AL), explicou ao CadaMinuto, que muitos desses crimes são silenciosos e acabam ocorrendo no seio familiar. 

“Essa violência acaba sendo praticada pelos próprios familiares, filhos, netos, genros, noras e cuidadores despreparados. Essas pessoas não têm paciência nem preparo para lidar com idosos. Em muitos casos são os próprios idosos que mantém essas famílias, com os proventos de aposentadoria e pensões”, disse Gilberto. 

O presidente da comissão frisou também que uma pratica bastante comum é a violência financeira, onde familiares recolhem o cartão da vítima e faz uso indevido dos proventos financeiros daquela pessoa. “A pessoa idosa já está em estado de vulnerabilidade, e por essa condição não pode se defender, muitas vezes, não consegue se movimentar”.

Questionado sobre quais medidas deveriam serem adotadas para que esse tipo de situação possa reduzir em nosso estado e também no Brasil, Irineu pontuou que é preciso uma maior atenção de maneira social para está parcela da sociedade, mas que apesar dessa medida, também é necessário investir em meio especializados para que possa haver punição. 

“Falta um abrigo público para atender toda essa população de pessoas idosas, especialmente, os mais necessitados, abandonados e dependentes. Há ausência de um centro de saúde específico para cuidar dessa população e também é preciso de uma delegacia especializada, com uma equipe multidisciplinar, onde possa recepcionar às denúncias de violências praticadas contra a pessoa idosa”, sugeriu. 

O membro da OAB-AL disse também que é preciso que a sociedade saiba que eles estão amparados por mecanismos jurídicos. “O artigo 3° do Estatuto do Idoso disciplina que é obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público, assegurar com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e a convivência comunitária”. 

Em caso de denúncias, elas podem serem realizadas de maneira sigilosa, através do disque 100 do Governo Federal.

*Sob supervisão da editoria

 
 

Em 9 dias, Hospital de Emergência do Agreste atende 480 pacientes com Covid-19

Homens representam 60% das pessoas internadas com a doença

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Dos pacientes atendidos, 103 ficaram em leitos de UTIDos pacientes atendidos, 103 ficaram em leitos de UTIDavi Salsa
 
Texto de Davi Salsa
 

O Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, atendeu 480 pacientes infectados pelo novo coronavírus entre os dias 1º e 9 de junho. O balanço foi apresentado nesta sexta-feira (12) pela Coordenação de Planejamento Hospitalar, por meio de boletim epidemiológico da Covid-19.

 

O levantamento mostra que, do total de pacientes atendidos, 345 ficaram em leitos clínicos e 103 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ainda de acordo com o boletim epidemiológico, 57% dos leitos da UTI são ocupados por homens, enquanto as mulheres representam 43% dos internamentos.

 

O levantamento também mostra que, por faixa etária, a maioria dos pacientes com Covid-19 é formada por pessoas com idade entre 61 a 70 anos. Na sequência aparecem os pacientes com mais de 71 anos.

 

*Recuperados* - Nos leitos clínicos de retaguarda para tratamento da doença, o perfil é semelhante. Os homens com idade entre 51 e 71 anos representam 60% dos internamentos, enquanto as mulheres ocupam 40% dos leitos.

 

Segundo revela o coordenador de Planejamento Hospitalar do HE do Agreste, enfermeiro Evânio Silva, 70% dos pacientes já receberam alta médica. O boletim revela que 17% das pessoas internadas foram transferidas para outras unidades de saúde e 13% evoluíram para óbito devido a complicações mais graves da Covid-19.

 

Isso porque, os óbitos ocorreram porque a maior parte dos pacientes já possuía comorbidades associadas à Covid-19. Uma situação que revela um panorama preocupante, uma vez que as doenças pré-existentes deram entrada no hospital com o quadro de saúde muito grave.

Depois de vários dias na UTI, padre Nilton Marques morre vítima do Coronavírus

O quadro de saúde dele havia se agravado há alguns dias e não resistiu, falecendo nesta quinta-feira

↑ Padre Nilton Marques tinha 52 anos e era da Paróquia Nossa Senhora das Graças – Levada (Foto: reprodução)

Faleceu na noite desta quinta-feira (11/06) o padre Nilton Marques, 52 anos, da Paróquia Nossa Senhora das Graças – Levada, estava internado ao a Covid-19  e seu quadro de saúde era considerado gravíssimo. Seu sepultamento deve acontecer na capital alagoana, obedecendo às restrições em virtude da pandemia do Coronavírus.

Ele foi diagnosticado para Covid-19 dia 25 de maio, depois de ser submetido a exame e o resultado ter dado positivo. Estava hospitalizado na UTI do hospital da Unimed desde o dia 11 de maio.

Recentemente a equipe médica havia comunicado à família que os medicamentos administrados no sacerdote não estavam progredindo como esperado e que a infecção inflamatória nos pulmões persistia. A equipe médica continuou intensamente seu trabalho para combater a pneumonia que comprometeu os dois pulmões do padre, infelizmente acabou falecendo.

Segue, abaixo, nota da Arquidiocese de Maceió:

Nota de Pesar: Falecimento do nosso querido Padre Nilton Marques
Da Redação

A Arquidiocese de Maceió comunica, com enorme pesar, mas confiante na ressurreição, o falecimento, na noite desta quinta-feira, 11 de junho, de padre Nilton Marques e se solidariza com os familiares e os fiéis da Paróquia de Nossa Senhora das Graças, no bairro da Levada, em Maceió.
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Padre Nilton Marques, 52 anos, acometido pela Covid-19, estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Unimed, em Maceió, desde o dia 11 de maio, com um grave quadro de infecção pulmonar.
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Devido à pandemia do novo coronavírus, as orientações médicas sanitárias só permitem a presença da família no velório e sepultamento.
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A família comunicou ao Arcebispo, dom Antônio Muniz Fernandes, durante a Trezena de Santo Antônio online. Ao final da Trezena o Arcebispo comunicou o falecimento do sacerdote e rezou um Pai Nosso e uma Ave Maria. O metropolita enviou uma mensagem de solidariedade à família, que há 15 dias perdeu a mãe do padre, e aos paroquianos da Paróquia Nossa Senhora das Graças, na Levada; e lamentou a partida do sacerdote dizendo que ele fará muita falta a Arquidiocese, familiares e amigos.
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Padre Nilton foi ordenado no dia 16 de abril de 2008. Enviado à Paróquia Senhora Sant’Ana, em Santana do Mundaú, de 2008 a 2013 exerceu seu ministério sacerdotal, foi capelão do Colégio Marista de Maceió, Colégio São José e Colégio Santa Madalena Sofia. Atualmente era administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora das Graças, no bairro da Levada.
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A Arquidiocese de Maceió roga ao Bom Deus o fim da pandemia e o descanso eterno para o querido Pe. Nilton Marques, que Nossa Senhora dos Prazeres o acolhe na morada eterna.
Pascom Arquidiocesana comunicando com Fé e Esperança.

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Fonte: Da redação

Próximos dias serão decisivos para iniciar flexibilização em AL, alerta governador

Segundo Renan Filho, engajamento da população no isolamento até dia 22 é essencial para tendência de queda se consolidar e permitir reabertura

↑ Renan Filho informa que plano para retomada das atividades econômicas está em fase final de elaboração (Foto: Márcio Ferreira)

Os próximos dias de isolamento social – até 22 de junho – serão fundamentais para que o Governo do Estado possa confirmar a tendência de queda dos números relacionados à pandemia do novo coronavírus, com vistas à retomada das atividades econômicas em Alagoas. A avaliação foi feita pelo governador Renan Filho, em entrevista à TV Gazeta, nessa quarta-feira (10).

Segundo Renan Filho, a sensação dos gestores e corpo técnico do Estado é de que a curva da Covid-19 em Maceió e na região metropolitana começa a apresentar um declínio no tocante à utilização de leitos, à demanda pela rede de Atenção Básica de saúde e às mortes provocadas pela doença. Ele alertou, entretanto, que para a retomada das atividades acontecer de forma segura será necessário que a população mantenha rigorosamente as medidas de distanciamento social estabelecidas pelo novo decreto, em vigor até 22 de junho, quando se pretende iniciar a flexibilização gradual.

“Esse é um período fundamental para que a gente dê clareza a essa queda, por isso nós não estamos abrindo (a economia) agora. Estamos sentindo que a doença está caindo, especialmente em Maceió e na região Metropolitana, mas esses dados precisam ter clareza e, para isso, a colaboração do cidadão é fundamental. As pessoas não podem imaginar que os números estão caindo e pensar: ‘agora estou livre, liberado’. Não. Todos precisam colaborar. A saída dessa doença será uma saída coletiva”, alertou o governador.

“Por um lado, o Estado vai seguir aumentando o número de leitos, tanto na capital, quanto no interior, e por outro lado, as pessoas seguem colaborando com as medidas de higiene pessoal, com o distanciamento social e com o uso de máscaras para que a gente veja a doença cair e assim (possamos) entrar em um novo momento”, acrescentou.

Renan Filho afirmou que o plano para retomada das atividades econômicas em Alagoas está em fase final de elaboração. O documento deve ser apresentado à sociedade no dia 15 de junho, por meio de portaria conjunta entre as secretarias do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) e da Fazenda (Sefaz) e o Gabinete Civil.

O plano prevê a instituição do protocolo sanitário e de distanciamento social e está fundamentado em cinco fases de reabertura: vermelha, laranja, amarela, verde e branca, sendo a primeira delas aquela em que o Estado já se encontra, com a determinação, por meio do novo decreto, do distanciamento social e do funcionamento apenas de setores que forneçam serviços considerados essenciais à sociedade.

“Se der tudo certo até o dia 22, as pessoas colaborarem e a curva continuar a cair, a gente vai iniciar a fase laranja até chegar ao ‘novo normal’. Tudo o que nós alagoanos não queremos, mesmo aqueles do setor produtivo, é que depois tenhamos um novo pico, uma segunda onda da doença, e tenhamos de voltar à estaca anterior ou à estaca zero, de maneira que é muito importante que a gente verifique as condições necessárias”, ponderou o governador.

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Fonte: Redação: Severino Carvalho/Agência Alagoas

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