Por unanimidade, os deputados aprovaram, na sessão desta quinta-feira (13), o Projeto de Lei Ordinária (PLO), de autoria da deputada estadual Cibele Moura (PSDB), que veda a nomeação, para cargos comissionados, de condenados (em decisão transitada em julgado) com base na Lei Maria da Penha, em todas as esferas da administração pública direta e indireta e de todos os poderes constituídos de Alagoas.
Aprovada hoje já em segunda votação, a matéria segue agora para sanção ou veto do governador Renan Filho (MDB).
Na justificativa da proposta, a parlamentar destacou que, embora muitos avanços tenham sido alcançados com a Lei Maria da Penha, os números da violência doméstica contra as mulheres e dos feminicídios seguem alarmantes em Alagoas e no país, demonstrando a necessidade urgente de ampliar as medidas de combate a esses crimes.
A Polícia Federal em Alagoas deflagrou na última sexta feira (31/5), a segunda fase da Operação Download 2. A operação tem como objetivo investigar crimes cibernéticos, relacionados à conteúdo pornográfico infanto-juvenil.
As investigações tiveram início em outubro de 2017, com a instauração de inquérito policial, destinado a investigar o armazenamento e compartilhamento pela internet de arquivos contendo pornografia infanto-juvenil por usuários localizados no Brasil, incluindo o estado de Alagoas.
Nessa segunda fase da operação, a PF deu cumprimento a dois mandados de busca e apreensão, sendo um realizado em uma residência utilizada pelo investigado, no município de Coqueiro Seco, e outro, em Maceió, no Centro de Monitoramento Eletrônico de Presos de Alagoas-CMEP.
Em ambos os locais foram apreendidos um computador, um notebook, além de smartphones, mídias CDs e DVDs, todos com suspeita de armazenarem arquivos contendo material de pornografia infanto-juvenil. Os materiais apreendidos foram encaminhados para perícia técnica e serão juntados ao inquérito policial que apura o crime.
A Polícia Federal esclarece que contou com todo o apoio da direção do CMEP para o sucesso da investigação e para identificação e apreensão dos equipamentos. O suspeito não é servidor do Centro de Monitoramento Eletrônico de Presos de Alagoas-CMEP, apenas presta serviços de manutenção em equipamentos do órgão. O mesmo foi ouvido pela autoridade policial.
Breve histórico
Em 2017, a Operação Download cumpriu um mandado de busca e apreensão; sendo apreendido mídias digitais contendo o material ilícito. Um dos investigados não foi identificado à época, tendo continuada a investigação até que, em 2019, foi comprovado que o mesmo voltou à atividade ilícita, sendo finalmente identificado.
As apreensões decorrentes desta Operação serão devidamente formuladas e juntadas ao Inquérito Policial que está em andamento, na Polícia Federal em Alagoas.
Foram entregues nesta quinta-feira, 16, as obras de requalificação urbana do Largo da Matriz e de conservação da antiga Casa de Câmara e Cadeia, importantes espaços do Centro Histórico de Marechal Deodoro, berço da república e primeira capital de Alagoas.
O ministro da Cidadania, Osmar Terra; a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, e o prefeito de Marechal Claudio Ayres fizeram a entrega oficial perante a população de Marechal Deodoro e visitantes. Juntas, as intervenções somam recursos de quase R$ 5,1 milhões do Iphan, investidos no Patrimônio Cultural da cidade.
Osmar Terra salientou que Marechal e municípios próximos são cidades que estão recebendo grandes investimentos do governo federal na questão do patrimônio histórico, porque têm importantes histórias a revelar para o Brasil e mundo. “Permite que haja uma exploração do turismo no sentido de que mais gente passe a conhecer essa história bonita que além da terra de Marechal Deodoro, tem séculos atrás na história”, frisou.
Osmar Terra, Ministro da Cidadania, veio a Alagoas participar da entrega das obras (Foto: Edilson Omena)
“Vim para a entrega, mas também para acompanhar largos e espaços que estão recebendo investimento do governo, não podemos abandonar a nossa história, e esta é a razão da requalificação, para que os brasileiros tenham orgulho da sua história”, ressaltou.
Para o prefeito Claudio Ayres o momento é importante de resgate histórico, em que a terra do proclamador da república ganha destaque com entrega de obras de requalificação como o Largo da Matriz e a Casa de Câmara e Cadeia.
“Visitamos também o Lago Taperaguá, onde começou a cidade de Marechal, fomos no Museu onde as obras estão bem avançadas. É um conjunto de obras e equipamentos entregues e visitados para que a gente possa fortalecer o turismo cultural, religioso e histórico para que Alagoas, o Brasil e o mundo conheçam o berço da república. Marechal Deodoro agora se torna um destino completo com gastronomia, belezas naturais e o patrimônio histórico gerando emprego e renda”, frisou.
Prefeito de Marechal Deodoro, Cláudio Ayres ressalta a importância do resgate histórico (Foto: Edilson Omena)
A presidente do Iphan, Kátia Bogéa, relembrou que a cidade Marechal Deodoro é patrimônio cultural brasileiro, reconhecida e tombada pelo Instituto, e com isso tem a responsabilidade junto com o município e a população cuidar dela. “O prefeito Claudio vem fazendo a parte dele junto com todo o seu secretariado e equipe técnica, o que é muito importante, porque o Iphan faz o seu trabalho em parceria com o município. Temos aqui um tesouro importante que o poder federal, estadual e o município como governo façam a sua parte”, disse.
Ela acrescentou que a população tem o papel importante quanto à conservação do patrimônio histórico. “Se a população como guardiã deste tesouro não preservar de nada vai falar o esforço. Estamos fazendo a nossa parte, qualificando e organizando a cidade para receber os turistas, porém a população tem que defender e acarinhar a cidade, e, sobretudo, ter amor por ela”, concluiu.
Largo da Matriz
Área que se estende a partir da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição até a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, o Largo da Matriz agora terá nova configuração urbana, que permite a valorização do percurso no qual se encontram relevantes edifícios do centro histórico da cidade, como o da Orquestra Filarmônica Santa Cecília. A obra contou com investimentos de R$ 4,7 milhões, advindos do PAC Cidades Históricas.
Foram 11 mil metros quadrados requalificados, em obra que durou cerca de um ano e meio, além das entradas da Rua São Raimundo e do Beco da Caixa d’Água. A intenção era tornar mais bonito e agradável o espaço de convivência, lazer e circulação, valorizando a arquitetura colonial da cidade. Assim, foram realizados a execução das redes de drenagem de águas pluviais, implantação de novo mobiliário urbano e de projeto paisagístico, ordenamento do trânsito local e o importante embutimento da fiação de iluminação e telefonia, eliminando a poluição visual e destacando a beleza do casario. Além disso, a padronização das calçadas e vias, por meio de serviços e materiais, permite uma uniformidade com o Largo do Carmo, também recentemente requalificado pelo Iphan.
Casa de Câmara e Cadeia
Entre os edifícios em destaque no Largo da Matriz está a antiga Casa de Câmara e Cadeia de Marechal Deodoro, que também passou por obra emergencial de conservação e agora abrigará a Secretaria Municipal de Cultura. Alguns espaços terão uso compartilhado com o Iphan, para atendimento aos cidadãos e outras atividades culturais.
Antes da intervenção, a estrutura do sobrado estava bastante comprometida, com infiltrações e instalações elétricas danificadas, além de acervo em situação de risco. Em nove meses de obras, o Iphan investiu mais de R$ 385 mil no edifício, que tem tipologia arquitetônica típica do período colonial, e agora, em plenas condições de uso, funcionará como referência de gestão compartilhada e diálogo entre a União e o Município.
Presidente do Iphan lembrou que Marechal Deodoro é Patrimônio Cultural Brasileiro (Foto: Edilson Omena)
Investimentos no Patrimônio Cultural
O evento em Marechal Deodoro é parte de uma extensa agenda dos representantes do Ministério da Cidadania em Alagoas. Na ocasião, eles ainda visitarão a obra de requalificação do Largo da Igreja do Bonfim, conhecido como Largo de Taperaguá, iniciada no último mês de março. Também incluída no PAC Cidades Históricas, a ação tem previsão de investimentos de R$ 7,9 milhões para a melhoria da praça e seu entorno, aprimorando as condições de uso da população, já que o local é bastante utilizado em diversos eventos populares. Essa é a terceira obra do Programa na cidade, que já concluiu também a requalificação do Largo do Carmo. Em Alagoas, Marechal Deodoro e Penedo vêm recebendo, nos últimos anos, diversas ações de preservação de seu Patrimônio Cultural custeadas pelo PAC Cidades Históricas, que já investiu quase R$ 30 milhões em obras nas duas cidades.
Além disso, também em Alagoas, a equipe do Iphan participará da entrega da obra de restauração do Fortim Bass, monumento encontrado durante pesquisa arqueológica na cidade de Porto Calvo e que trouxe à tona vestígios importantes da ocupação holandesa no norte alagoano. Já na capital Maceió, a comitiva irá entregar a segunda etapa da obra do conjunto do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL), edifício que abriga o mais importante acervo da história sociocultural do estado.
Desde que foi criada, em outubro do ano passado, a Rede de Atenção às Vítimas de Violência Sexual (RAVVS) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) já conseguiu assistir e proteger 413 pessoas em situação de vulnerabilidade. Deste total, 379 são do sexo feminino, sendo 320 casos entre o grupo de crianças e adolescentes de 0 a 17 anos. A maior parte das agressões ocorre na residência dos menores, em sua maioria por pais e outros familiares, ou alguém do convívio muito próximo da criança e do adolescente, como amigos e vizinhos.
De acordo com Camile Wanderley, coordenadora estadual da RAVVS, o número é muito significativo, pois quanto mais cedo for descoberto o abuso, mais fácil será evitar que o agressor continue com o ciclo vicioso. Para ela, abordar a educação sexual e, sobretudo, os casos de violência na escola, é importante para que, diante das ocorrências de abuso em sala de aula, os professores estejam preparados para identificá-los e saber quais procedimentos tomar. “Muitos educadores ainda não sabem o que fazer diante dessas situações, mas muitas vezes eles são os únicos que podem interromper o ciclo da violência”, afirma.
A coordenadora destacou que qualquer pessoa, vítima de violência, pode ser atendida pela RAVVS. Todavia, como a maioria dos casos acontece com o público infanto-juvenil, é preciso preservar as crianças e os adolescentes, já que o impacto que a violência sexual causa na estrutura deste grupo demanda tempo para ser reparado. Como os casos de abuso sexual são de difícil prevenção, e em muitas vezes, praticados dentro da própria família, uma relação aberta com as crianças e os adolescentes é necessária.
Via de regra, segundo Camile, não tem como perceber o abuso fisicamente, contudo, o comportamento da criança é alterado. O abuso atinge de tal maneira que ela não consegue fugir. A criança passa a somatizar todo o problema, e isso revela mudanças em seu comportamento. A vítima se torna mais agressiva ou, ao contrário, mais introspectiva, depressiva, calada. Qualquer tipo de alteração comportamental é um sinal de alerta.
“A escola também é porta de entrada para a violência sexual, porque quando detectado nesse ambiente os professores, coordenadores, diretores ou até mesmo os amigos podem entrar em contato com a RAVVS ou com o Conselho Tutelar para que seja dado o procedimento e o encaminhamento do caso. Não podemos nos deter apenas aos equipamentos da saúde”, destacou Camile Wanderley.
Segundo ela, entre os casos exitosos que a RAVVS conseguiu resolver está a de uma menina de 10 anos que, em meados do final de outubro e início de novembro do ano passado, ao visualizar uma reportagem da Rede na tevê, anotou o número num bloquinho para denunciar que era abusada sexualmente pelo padrasto. Contudo, quando o agressor viu a enteada escrever o número no papel, bateu nela com tanta violência que a criança, com medo, fugiu para a casa de uma tia.
“Quando a tia entrou em contato com a RAVVS, imediatamente fizemos uma articulação com o Conselho Tutelar. A criança foi atendida no HGE [Hospital Geral do Estado] e, ao chegar lá, foi feito todo o procedimento junto ao Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente e o IML [Instituto Médico Legal]. Abrimos um BO [Boletim de Ocorrência] para que fossem tomadas as providências legais em relação ao agressor. A vítima começou a ser segmentada pela Rede e esse foi um dos casos que impactou muito pelo fato de que, quantas crianças e adolescentes ainda sofrem caladas, às vezes por falta de conhecimento, de vergonha e, principalmente, com medo”, destacou.
Segundo Camile Wanderley, atualmente a criança permanece com a guarda da tia. No entanto, a coordenadora estadual da RAVVS foi enfática ao dizer que a menina vai precisar de tempo para voltar a sua rotina. “Uma criança de 10 anos está começando a entrar precocemente na puberdade, pois o corpo não está nem formado. Além da violência psicológica, existe o dano da estrutura do próprio organismo que não está nem concebido, formado. Por muitas vezes, as vítimas desenvolvem o transtorno de estresse pós-traumático e aí precisamos trabalhar de forma assertiva para que isso possa ser equacionado a fim de que ela possa voltar à vida e não desenvolva nenhum tipo de comportamento agressivo, psicótico e até depressivo”, garantiu a coordenadora.
Camile Wanderley explicou que, segundo a literatura, o agressor, geralmente, foi agredido em algum momento da vida. Por isso, é importante o cuidado com essas vítimas para que elas não desenvolvam determinadas patologias, tampouco repliquem um tipo de comportamento abrupto, a fim de que não seja um futuro agressor. “Ela verbalizava bem e chorava muito enquanto relatava o caso. Esse tipo de violência é crônico. Nos momentos de contato com essa vítima recordo-me que ela queria, no desespero, dar vazão, expulsar tudo aquilo que estava angustiando, maltratando e adoecendo. O psicológico fica adoecido, o trauma fica recorrente. Consequentemente a criança vai ficar com aquela imagem repassando várias vezes em sua cabeça, com pensamentos automáticos o tempo todo”, salientou Camile.
Inocência Perdida – Outro caso que teve um desfecho positivo foi o de uma adolescente de 13 anos. Conforme a coordenadora estadual da RAVVS, a Rede foi acionada por um conselheiro tutelar, após os professores identificarem que a menina estava retraída dentro e fora da sala de aula. Logo, a mãe foi chamada para conversar e, de pronto, sua filha encaminhada para a Delegacia da Criança e do Adolescente.
No local, ela contou que era abusada sexualmente pelo pai desde os seis anos de idade. De acordo com Camile, o genitor ameaçava a menina, dizendo que, se ela falasse alguma coisa para alguém, mataria sua mãe e sua irmã mais velha, que também tinha sido abusada sexualmente por ele. Em depoimento, a mãe relatou que nunca percebeu um comportamento estranho do companheiro para com as filhas e que só teve coragem de ir à delegacia quando soube, de forma inesperada, o que tinha acontecido com as meninas. Ele encontra-se foragido desde a denúncia, enquanto as irmãs estão protegidas e bem-cuidadas num abrigo da capital.
Mãe e filhas abusadas – Outro caso que chamou a atenção da RAVVS e que teve o atendimento célere e humanizado foi o de uma de mãe que procurou a Delegacia da Criança e do Adolescente quando descobriu que seu companheiro estava abusando das três filhas. A mulher disse ainda que foi abusada pelo mesmo indivíduo na adolescência, mas que, por vergonha e medo, nunca contou para ninguém. O homem está preso desde a denúncia.
Resultados surpreendem – Após seis meses de implantação, Camile Wanderley disse que a RAVVS ainda precisa crescer em vários aspectos. Contudo, diante de tão pouco tempo apresenta resultados surpreendentes. “Já conseguimos entrar nas unidades de saúde e fazer com que os profissionais tenham um entendimento sobre a Rede e como devem proceder para assistir a essa vítima da melhor maneira possível. Como profissionais de saúde, estamos discutindo mais sobre a situação da violência sexual no Estado, e isso é um saldo bastante significativo para toda a nossa equipe”, avaliou.
Para ela, criar espaços de discussão faz com que a Rede se fortaleça no atendimento a essas vítimas, visto que, aos poucos, barreiras vão sendo desmitificadas. No olhar de Camile Wanderley, existem ainda muito medo e preconceito da sociedade em relação ao tema e, por isso, é preciso que as pessoas comecem a entender que o falar proporciona, sim, maiores esclarecimentos.
Parceiros – Na tentativa de ajudar a identificar as vítimas e encaminhá-las o mais rápido possível para os cuidados necessários, em seis meses a RAVVS já conseguiu estabelecer um canal de comunicação com as secretarias da Educação, de Segurança Pública, da Mulher e dos Direitos Humanos, da Assistência e Desenvolvimento Social, da Prevenção à Violência, bem como a Defensoria Pública, o Ministério Público, Poder Judiciário e o Departamento de Psicologia da Universidade Tiradentes (Unit).
A parceria tem possibilitado mostrar a população alagoana que existe um serviço preparado para garantir o atendimento médico de forma humanizada e integral, a fim de que a vítima de exploração sexual possa voltar a ser reinserida novamente na sociedade.
Atendimento – O serviço oferece assistência multidisciplinar em saúde, com transporte entre os pontos de atenção 24 horas por dia, de domingo a domingo. A Rede pode ser acessada através dos telefones 0800 284 5415, 3315-2059 e 9 8882-9765, e atua de forma integrada com os órgãos de segurança pública, a exemplo do Instituto Médico Legal (IML) e delegacias.
Polícia Civil esclarece 76% dos casos de feminicídio em AL
Dos 117 casos entre 2015 e 2019, 89 foram esclarecidos, segundo estatísticas
↑ Delegado-geral Paulo Cerqueira afirma que Polícia Civil vêm aprimorando os métodos de investigação e oferecendo toda a atenção devida aos crimes contra as mulheres (Foto: PC/AL)
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) alcançou, nos últimos quatro anos, altos índices de esclarecimento de homicídios contra mulheres e vem adotando medidas que visam a punição rigorosa dos autores desses crimes.
De acordo com dados levantados pela Gerência de Estatísticas e Informática (Geinfo) da instituição, por meio da Assessoria Técnica de Estatística e Análise Criminal, no período de 1º de janeiro de 2015 a 30 de abril de 2019, a média de elucidação de casos investigados chegou ao significativo índice de 76%. Dos 117 casos registrados, 89 foram esclarecidos.
O levantamento aponta que na 1ª Região Integrada de Segurança Pública (1ª RISP), que abrange’ Maceió e a região metropolitana (Rio Largo, Satuba, Coqueiro Seco, Messias, Pilar, Santa Luzia do Norte, Marechal Deodoro, Barra de São Miguel, Paripueira e Barra de Santo Antônio), foram registrados no período 40 assassinatos de mulheres, sendo 31 esclarecidos, o que representa 78% de elucidação.
A 2ª RISP, que inclui municípios da região Norte (União dos Palmares, Branquinha, Ibateguara, Murici, Santana do Mundaú, São José da Lage, Atalaia, Cajueiro, Capela, Chã Preta, Maribondo, Mar Vermelho, Pindoba, Viçosa, Joaquim Gomes, Flexeiras, Campestre, Colônia Leopoldina, Jacuípe, Jundiá, Novo Lino, Maragogi, Japaratinga, Matriz de Camaragibe, Passo de Camaragibe, Porto Calvo, Porto de Pedras, São Luiz do Quitunde e São Miguel dos Milagres) registrou, desde 2015, 26 homicídios contra mulheres, sendo 16 elucidados, índice de 62% de elucidação.
Os dados indicam que na 3ª RISP, que abrange cidades do Agreste e Baixo São Francisco (Arapiraca, Craíbas, Coité do Nóia, Limoeiro de Anadia, Taquarana, Palmeira dos Índios, Belém, Estrela de Alagoas, Igaci, Minador do Negrão, Paulo Jacinto, Quebrangulo, Tanque d’Arca, Penedo, Igreja Nova, Piaçabuçu, Porto Real do Colégio, São Brás, São Sebastião, São Miguel dos Campos, Anadia, Boca da Mata, Campo Alegre, Roteiro, Traipu, Campo Grande, Feira Grande, Girau do Ponciano, Lagoa da Canoa, Olho d’Água Grande, Coruripe, Feliz Deserto, Jequiá da Praia, Junqueiro e Teotônio Vilela) os assassinatos de mulheres esclarecidos alcançou o índice de 82%. Foram 33 casos, sendo 27 elucidados.
A 4ª RISP apresentou o maior índice de elucidação: 83%. Dos 18 casos registrados, 15 foram esclarecidos. A Região engloba os municípios dos Sertão (Santana do Ipanema, Cacimbinhas, Dois Riachos, Major Izidoro, Maravilha, Ouro Branco, Poço das Trincheiras, Delmiro Gouveia, Água Branca, Canapi, Inhapi, Mata Grande, Olho d’Água do Casado, Pariconha, Piranhas, Batalha, Belo Monte, Carneiros, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Monteirópolis, Olho d’Agua das Flores, Olivença, Palestina, Pão de Açúcar, São José da Tapera e Senador Rui Palmeira).
O delegado-geral Paulo Cerqueira afirma que esses significativos índices são fruto dos esforços dos integrantes da Polícia Civil (delegados, agentes e escrivães) que vêm aprimorando os métodos de investigação e oferecendo toda a atenção devida aos crimes contra as mulheres, especialmente os casos de homicídio.
Ele lembrou ainda o apoio que vem recebendo do secretário Lima Júnior e do governador Renan Filho que mostram muita preocupação com a violência praticada contra o sexo feminino, tanto homicídios, como violência sexual e outras modalidades de crime.
Força-tarefa
Para reforçar o combate à violência contra as mulheres e a prevenção de feminicídios em Alagoas, seguindo a orientação do governador, a Polícia Civil criou uma força-tarefa para agilizar a apuração de crimes desta natureza. O objetivo é que os autores sejam presos nas primeiras 24 horas após as ocorrências. Para isso, a integração entre as forças policiais será intensificada e passa a ser monitorada diária e diretamente pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP).
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, os delegados responsáveis por essas investigações, em qualquer cidade alagoana, poderão solicitar apoio de grupos operacionais especiais da PC, como a Asfixia e o Tigre (Tático Integrado de Grupos de Resgates Especiais).
A Polícia Civil também utiliza, desde 2017, uma iniciativa de sucesso para oferecer mais um serviço eficiente em defesa das mulheres: o Núcleo de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiares (NUDEM), que funciona na Delegacia do 12º Distrito Policial, na cidade de Rio Largo.
As ações do Núcleo se somam ao trabalho desenvolvido pelas Delegacias Especializadas de Defesa dos Direitos da Mulher (DDM’s), sendo duas em Maceió e uma no município de Arapiraca.
Somente em 2018, essas três delegacias da defesa da mulher, juntas, registraram 2.357 atendimentos, sendo os de maior demanda: ameaça (1.170), lesão corporal (830) e injúria (243). Também houve denúncias de dano, calúnia e difamação, conforme dados da Assessoria Técnica de Estatística da Polícia Civil.
Nos municípios onde não existem ainda as delegacias especializadas, as mulheres devem buscar atendimento nas delegacias distritais.
Arquivo PessoalOs bombeiros Cap. Oliveira, Cb. Medeiros e o Cb F. Cardozo realizaram o resgate dos filhotes em Santana do Ipanema
Uma cadela acompanhou aflita e “ajudou” os bombeiros no resgate de seus filhotes que ficaram presos após um buraco ceder no pátio da Delegacia de Santana do Ipanema, no Sertão de Alagoas. Dos seis cachorrinhos, três foram resgatados com vida.
A ocorrência foi registrada na quarta-feira (25).A cachorra já é velha conhecida dos agentes da delegacia, pois já havia dado cria lá antes. Desde então, ela recebe água e alimento dos policiais.
Há 10 dias ela deu cria novamente e colocou os filhotes em um buraco aberto no pátio da delegacia onde são guardados os carros e motos apreendidas em operações.
Na última segunda (22), os agentes sentiram a falta da cadela e dos filhotes. Até que na quarta, um choro alto chamou a atenção. Seguindo o som, os policiais acharam a cadela agoniada e os filhotes soterrados. A suspeita é que o buraco tenha cedido após as chuvas que caíram no município.
Os bombeiros foram chamados para realizar o socorro. Ansiosa, a cadela acompanhou de perto o resgate, e até ajudou a abrir buracos para tentar localizar seus filhotes.
Após cerca de uma hora e meia, os bombeiros conseguiram retirar todos os filhotes do buraco. Três deles foram encontrados com vida. Aliviada, a mãe deu de mamar a eles.
Participaram da ocorrência o capitão Oliveira e os cabos Medeiros e F. Cardozo, o 9º Grupamento de Bombeiro Militar de Santana do Ipanema.
Governador recebe lideranças de seis movimentos sociais sem-terra
Renan Filho propôs realização de amplo seminário para montar Projeto de Lei destinado ao fortalecimento da agricultura familiar em Alagoas
↑ Governador propôs que a Seagri e o Iteral promovam, em parceria com os movimentos sociais, um amplo seminário para extrair ideias que serão condensadas em um Projeto de Lei destinado ao fortalecimento da agricultura familiar em Alagoas (Foto: Márcio Ferreira / Agência Alagoas)
Lideranças de seis movimentos sociais que lutam pela reforma agrária em Alagoas foram recebidas, na manhã desta terça-feira (16), pelo governador Renan Filho no Salão de Despachos do Palácio República dos Palmares. Eles entregaram ao chefe do Executivo estadual uma pauta de reivindicações contendo 13 pontos.
O governador propôs que a Secretaria de Estado da Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seagri) e o Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) promovam, em parceria com os movimentos sociais, a realização de um amplo seminário para extrair ideias que serão condensadas em um Projeto de Lei destinado ao fortalecimento da agricultura familiar em Alagoas.
“O fundamental é transformar essa pauta numa agenda, preparar um Projeto de Lei e enviá-lo à Assembleia Legislativa, estabelecendo uma política de fortalecimento da agricultura familiar”, sugeriu o governador.
Para o coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Carlos Lima, a reunião foi produtiva. De acordo com ele, os pontos da pauta tiveram encaminhamentos concretos. “Foi uma reunião que andou, não ficou nas promessas. Os pontos tiveram encaminhamentos concretos e saímos daqui com uma boa expectativa”, afirmou Carlos Lima.
Segundo ele, um dos pontos principais da reunião foi a discussão acerca da disponibilização, para reforma agrária, das terras da Usina Laginha como pagamento da dívida da massa falida. “Trata-se de uma área com 11 mil hectares de terra em disputa e cerca de 4 mil famílias acampadas. O governador deixou bem claro que a sua posição política é de assentar essas famílias, resolver essa questão agrária comprando as terras a partir de um encontro de contas”, disse o coordenador da CPT.
Além da criação de uma política estadual de fomento e fortalecimento da agricultura familiar e da reforma agrária em Alagoas, a pauta discutiu pontos como a destinação de um assento no Conselho Deliberativo do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep), utilização da água do Canal do Sertão para consumo e irrigação de assentamentos localizados naquele perímetro, construção de escolas de ensino médio nos núcleos rurais e a recuperação de estradas vicinais, de nascentes e rios.
“Estou completamente afinado com todos os pontos da pauta. São itens que estão sendo tocados aqui, mas que a gente precisa dar passos novos. Vou criar as condições para materializar mais coisas do que fizemos nos últimos quatro anos”, garantiu Renan Filho.
Abril Vermelho
Desde o domingo (14), os movimentos sem-terra estão mobilizados em Alagoas. Eles participam das atividades relacionadas ao “Abril Vermelho”, ação de abrangência nacional realizada em memória dos trabalhadores rurais do MST assassinados no massacre de Eldorado dos Carajás (PA), em 17 de abril de 1996.
Além do governador Renan Filho, participaram da reunião no Palácio República dos Palmares o secretário de Estado da Agricultura, Pesca e Aquicultura, Ronaldo Lessa; o diretor-presidente do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), Jaime Silva; o superintendente de Aquicultura da Seagri, Reinaldo Falcão; o secretário-chefe do Gabinete Civil, Felipe Cordeiro; e o capitão PM Diogo Perdigão, do Centro de Gerenciamento de Crises, Direitos Humanos e Polícia Comunitária (CGCDHPC). Estiveram presentes as lideranças dos movimentos sociais sem-terra do MST, CPT, MLST, MTL, MVT e MLT.
As lideranças fizeram questão de parabenizar Renan Filho pela escolha do ex-governador Ronaldo Lessa para a pasta da Agricultura e pela manutenção de Jaime Silva no Iteral. “Foi acertado demais o nome de Ronaldo Lessa para a Agricultura. Ele pode transformar a pasta”, afirmou Josival Oliveira, do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MSLT).
“Ronaldo Lessa conhece muito bem as demandas dos movimentos sociais. Isso facilita o diálogo. A pasta terá papel preponderante para estabelecer uma política pública que defenda o fomento, a capacitação do agricultor, as feiras agrárias e para que as águas do Canal do Sertão sejam voltadas à agricultura familiar”, acrescentou o coordenador da CPT.
Ronaldo Lessa afirmou que a agricultura familiar está na base da economia alagoana. Ele falou da importância desta atividade, cuja produção gera distribuição de renda e inclusão social. “Nosso estado é eminentemente agrícola e a Seagri pode responder aos desafios colocados aqui porque estamos imbuídos de fazer o máximo para incentivar a produção da agricultura familiar, sobretudo no momento em que estamos vivendo, onde o Governo Federal fechou muitas portas e a gente precisa responder aqui no Estado”, avaliou Lessa.
A Polícia Federal, em ação conjunta com o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar de Alagoas – BOPE, e com apoio do Grupamento Aéreo da Secretaria de Estado da Segurança Pública, prendeu, no início da tarde desta terça-feira (19), na Zona Rural da cidade de Quebrangulo, duas pessoas que transportavam uma quantidade de substância entorpecente para ser comercializada em Maceió.
Após recebimento de uma denúncia anônima em que um morador quebrangulense estaria remetendo maconha para Maceió, bem como que estaria contando com a participação de um taxista da capital alagoana para realizar a ação ilícita de tráfico de entorpecentes, a Polícia Federal e o Bope montaram um bloqueio policial em estradas vicinais da Zona Rural de Quebrangulo por volta do meio-dia.
Durante a fiscalização, um veículo suspeito, ocupado por um homem e uma mulher, furou a barreira policial e empreendeu fuga, debandando pela rodovia vicinal daquele município. Os policiais iniciaram perseguição ao veículo até que seu condutor abandonou sua direção, passando a evadir-se a pé pelas estradas rurais, ocasião em que foi alcançado e detido pelos policiais.
No interior do veículo, um Fiat Uno branco, foi localizado um pouco mais de 25 quilos de maconha, uma pistola .380 (com numeração raspada), bem como algumas munições de arma de fogo.
O casal, após receber voz de prisão em flagrante delito, foi encaminhado à Sede da Polícia Federal em Alagoas, bem como todo o material apreendido para as providências processuais a serem adotadas pela autoridade policial, estando os presos sujeitos a penas de até 21 anos de reclusão. O taxista ainda não foi localizado, e as investigações continuam.
As apreensões decorrentes desta ação policial serão devidamente formuladas e juntadas ao Inquérito Policial que está em andamento na Polícia Federal em Alagoas.
Não são nem 7 da manhã e a equipe do jornal Tribuna Independente chega a um ponto de espera de ônibus que leva os cortadores de cana-de-açúcar aos canaviais da cidade de São Miguel dos Campos, no interior de Alagoas, onde iniciam mais um dia de labuta. Lá estão dezenas de trabalhadores com suas foices e rostos cansados, maltratados pelo serviço exaustivo realizado debaixo de um calor escaldante. Carregam a obrigação de chegar ao limite do seu esforço físico para conseguir atingir a meta de cortar pelo menos 7 toneladas de cana nas 8 horas de trabalho diário.
Dia de trabalho começa cedo para os cortadores de cana de São Miguel dos Campos (Foto: Sandro Lima)
A rotina desses homens foi o tema da pesquisa de doutorado do professor de Sociologia Lúcio Verçoza, que lançou o livro “Os homens-cangurus dos canaviais de Alagoas” em outubro de 2018. Muito comum entre os trabalhadores do campo, o termo ainda é desconhecido pela maioria da população das áreas urbanas.
“Se eu já tive canguru? Oxe! Direto. Difícil encontrar um cortador de cana que não teve ou que não tenha visto um companheiro nessa situação. Trava tudo, as pernas, os braços. Sorte que minha língua não enrolou, porque nesse caso eu poderia até morrer, não é? Engasgado. Eu já vi companheiro desmaiar no meio das canas e até morrer. Já vi morrer, moça. É muito calor. A gente precisa cortar sete toneladas de cana para não sair no jacaré”, contou José Augusto, de 40 anos.
O termo “jacaré” é usado quando a pessoa não atinge a meta do corte de cana durante um mês, e é dispensado do trabalho.
“Às vezes a gente passa mal, mas continua insistindo e corta mais cana. Corta até o corpo não aguentar mais e acaba dando canguru. Quando eu tive, a ambulância foi me buscar e fui para o hospital tomar soro. Depois de descansar, voltei para o trabalho. Não tenho outra opção. O trabalho que tem é esse e preciso levar comida para casa”, continuou o cortador de cana.
A equipe segue para dentro de um canavial na zona rural da cidade, onde se ouve apenas o barulho das foices cortando a cana verde. O silêncio e as feições apáticas demonstram a insatisfação dos cortadores de cana com o trabalho pesado.
O que é o canguru?
De acordo com Lúcio Verçoza, o canguru é um “distúrbio hidroeletrolítico”, que nos canaviais paulistas é chamado de “birôla”, fenômeno extremo de perda de controle sobre os movimentos do corpo. “Trava braço, barriga e perna. Alguns chegam a ter cãibra até na língua. A pessoa fica imobilizada, com o braço colado junto ao corpo. Daí o nome canguru”, explica o sociólogo, que ressalta: “nos canaviais de Alagoas, a exploração é levada ao extremo, anulando até o futuro do trabalhador. Muitos ficam incapacitados ainda em idade produtiva. O canguru é resultado de fatores sociais que escrevem a história de Alagoas. Essas pessoas vivem, infelizmente, a vida inteira sob a ponta do facão”, opina o professor.
Lúcio Verçoza escreveu seu doutorado baseado na síndrome do “canguru” que assola os cortadores de cana (Foto: Sandro Lima)
O cardiologista Roberto de Gusmão explica que as cãibras causadas pelo canguru podem engatilhar a morte em trabalhadores que possuem problemas cardiovasculares. Esses homens morrem em meio à palha da cana-de-açúcar e a indiferença dos donos da terra e usineiros, que afirmam desconhecer o mal que aflige os subordinados.
“O esforço extremo desses trabalhadores faz com que eles esgotem as fontes de oxigênio e glicose e passem a produzir ácido lático, que causa as cãibras. Essa perda de líquidos e eletrólitos leva ao distúrbio, o chamado canguru, e pode levar o trabalhador à morte”, afirma o médico.
Roberto de Gusmão explica que geralmente as mortes são causadas por arritmia cardíaca. “Esses cortadores de cana podem ter problemas cardíacos não conhecidos e, nessa situação de grande esforço, eles podem ter uma parada cardíaca, assim como acontece com atletas. O desgaste de um trabalhador desses equivale ao de um atleta que corre acima de cinco mil metros”, afirma.
O cardiologista participou da pesquisa de Verçoza e realizou testes cardiorrespiratórios em 22 safristas da cidade de Teotônio Vilela, no Agreste de Alagoas. Os trabalhadores foram para os canaviais equipados com um monitor de frequência cardíaca, além do podão, das botas e de outros equipamentos que utilizam no corte da cana-de-açúcar em uma usina do município. Foram realizadas avaliações físicas, testes ergométricos e o monitoramento da frequência cardíaca. Para avaliação dos distúrbios musculoesqueléticos foi utilizada a versão brasileira do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares.
Os testes mostraram que na primeira hora de uma jornada que somaria 10, sob sol escaldante, o coração de um dos trabalhadores atingiu picos de 200 batimentos por minuto (bpm). “O coração sai pela boca”, descreveu o cortador de cana que participou da pesquisa.
No dia do teste, o cortador de cana em questão cortou 7 toneladas de cana, ingeriu 10 litros de água, caminhou aproximadamente 6 quilômetros e gastou 4.395 calorias. “Ao final da jornada, a sua carga cardiovascular (CCV) foi calculada em 39,58%, bem acima dos 33% considerados aceitáveis ao final de um dia de trabalho”, explicou Lúcio Verçoza. A média da CCV do grupo monitorado pelo pesquisador foi de 36,62% para uma produção média de 7,3 toneladas e jornada média de 11 horas de trabalho.
“Nos canaviais trabalha-se até a exaustão, num grau de desgaste equiparável ao de um corredor fundista”, compara Verçoza. A cada safra, os cortadores de cana perdem peso. Um dos trabalhadores que participou da pesquisa perdeu 8,3 kg – e sais minerais, o que provoca distúrbios hidroeletrolíticos, cãibras e dores musculares. “É o canguru pegando”, explica o professor.
As informações obtidas na pesquisa permitiram a Verçoza descrever e analisar – numa perspectiva marxiana, como ele diz – as condições de trabalho e de saúde nos canaviais alagoanos e identificar o que qualifica como “superexploração”.
“Dado o salário por peça, é naturalmente do interesse pessoal do trabalhador aplicar sua força de trabalho o mais intensamente possível, o que facilita ao capitalista elevar o grau normal de intensidade. Do mesmo modo, é interesse pessoal do trabalhador prolongar a jornada de trabalho, pois, com isso, sobe seu salário diário ou semanal”. (MARX, 1985, p.141)
Na época da pesquisa de Verçoza, os trabalhadores precisavam aguardar até o final do dia para receber atendimento. “Quando o canguru pegava, a vítima tinha que aguardar até o final do dia, sob a lona onde os trabalhadores faziam a refeição – ao lado da carroçaria do caminhão que os transporta desde a cidade até o canavial –, antes de receber atendimento. Nos canaviais de Alagoas, a exploração é levada ao extremo, anulando, inclusive, o futuro do trabalhador: muitos ficam incapacitados ainda em idade produtiva”, afirma o professor.
Para o pesquisador Lúcio Verçoza, é abominável que em pleno século 21 exista um trabalho onde a exaustão leve a pessoa a perder o controle sobre o próprio corpo.
“O canguru me fez parar”
O rosto enrugado de José Cícero Lemos da Silva, o Cição, de 52 anos, é a marca de uma vida inteira de trabalho nos canaviais do interior de Alagoas. Em idade produtiva, aos 46 anos, o canguru fez o cortador de cana parar de trabalhar e se aposentar, impossibilitado de atuar em qualquer outro serviço. “Eu trabalho no corte de cana desde os 14 anos e não tive tempo de estudar. Somente aos 22 anos tive a carteira de trabalho assinada e trabalhei até que as dores nas costas me impediram de continuar. Eu sinto muita dor nos ossos. Eu cortava até dezoito toneladas de cana por dia e muitas vezes peguei o canguru. Vomitava, ficava branco, verde com dores nas pernas. Sentia muita falta de ar”, relata.
José Cícero parou de trabalhar no corte de cana por problemas relacionados à síndrome do canguru; sua esposa, Maria Cícera, cortou cana desde criança até casar (Foto: Sandro Lima)
Cição lembra que depois dos 40 anos, os ataques de canguru foram debilitando cada vez mais a sua saúde. “A gente faz tanto esforço físico que fica sem gordura no corpo. Bebe tanta água por causa do calor, que perde a fome. Não come quando chega em casa de noite, só quer descansar. Hoje vivo de benefício, com problemas de varizes, esôfago, fígado, baço. Tudo com problema. Foi tudo acumulando durante os anos que trabalhei no corte de cana”, lamenta.
Para o aposentado, o Poder Público deveria desenvolver outra fonte de renda para que o corte de cana não fosse mais realizado de forma manual. “Precisamos da ajuda do governo para ter outra fonte de renda. Se o trabalhador não cortar sete toneladas de cana no dia, ele não é bem vindo no campo, então ele leva o corpo ao limite para alcançar a meta. Eu sou muito novo para parar de trabalhar, mas eu não aguento mais. Eu sinto cãibra até andando de moto”, relatou.
Quando começou no corte de cana, José Cícero conta que saía de casa às 3h da madrugada e chegava por volta das 10h da noite. “Sem ser fichado. Eles falam que hoje está tudo legalizado, mas foram 30 anos de trabalho sem carteira assinada. Nós temos que cobrar por isso, por todos esses anos. Hoje eu sofro as consequências. O canguru dá de noite e não consigo dormir. Se você conversar com qualquer trabalhador com mais de 50 anos, ele não tem coisa boa para contar, não. A gente trabalha nisso porque não tem outra fonte de renda”, relata.
O aposentado lembra que muitas vezes deixou de ir ao médico, mesmo sentindo fortes dores pelo corpo, para não levar falta no trabalho. Ele relata que as usinas não pagam pelo dia não trabalhado e que na próxima safra, quem faltou para tratar da saúde, não é mais chamado para o corte de cana. “A gente trabalha debaixo de sol, de chuva, trovoada e eu lembro de um colega que morreu atingido por um raio. Eu choro à noite, acordo agitado e minha mulher se assusta. São muitas lembranças. Já senti medo de morrer trabalhando. Já senti meu coração bater acelerado muitas vezes”, relata.
“O resultado do corte de cana é parar de trabalhar novo”, concluiu.
A esposa de Cição, Maria Cícera de Lima, de 52 anos, também trabalhou no corte de cana, mas parou quando casou para se dedicar aos filhos. “Eu comecei a cortar cana com dez anos de idade e só parei em 95, quando casei, com 28 anos. No canavial a gente não trabalha só cortando cana, a gente faz o preparo do solo, tem que arrancar a cana pela cepa, com a enxada. Tem que limpar a terra sem deixar nenhuma raiz. É muito cansativo e causa muitas dores nas costas”, lembra a dona de casa.
Orgulhoso, o casal fala dos dois filhos que tiveram e que não precisaram ir para o corte de cana. Cição e Maria Cícera são pais de um homem que trabalha como soldador e de uma mulher que se formou em enfermagem.
Mulheres excluídas do corte de cana
Por cortarem menor quantidade de cana-de-açúcar, é cada vez mais difícil encontrar uma mulher trabalhando nos canaviais de Alagoas. Em São Miguel dos Campos e Teotônio Vilela, nenhuma mulher foi contratada para atuar na safra deste ano. “As mulheres começaram a deixar o corte de cana quando começaram a exigir uma média de cinco toneladas por dia. Não é um trabalho humano. Imagina para uma mulher depois de parir, que dá de mamar, trabalhar no canavial. Tudo afasta a mulher desse serviço”, afirmou Josefa Soares França, de 61 anos, secretária de finanças e organização do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Miguel dos Campos.
Ela conta que era moradora da zona rural e desde criança começou no corte de cana. Em 1999 ela parou de trabalhar nos canaviais porque, segundo afirmou, os donos das terras começaram a excluir as mulheres pelo fato de produzirem menos que os homens.
Josefa Soares foi cortadora de cana e hoje luta pelos direitos desses trabalhadores (Foto: Sandro Lima)
“Saí da fazenda para vender pão. Meu marido e meu filho adoeceram e tive que dar conta de pagar nossa moradia e alimentação. Naquele mesmo ano entrei no sindicato e desde então temos mudado a vida dos trabalhadores que antes iam trabalhar em caminhões abertos, correndo riscos, e hoje vão de ônibus, têm alojamento para almoçar e descansar. Hoje o trabalho de corte de cana é fiscalizado. Também conseguimos o direito aos equipamentos de proteção individual (EPIs), 13º salário e FGTS”, conta a secretária.
Josefa Soares lembra que até conquistar os direitos trabalhistas para os cortadores de cana, houve muita negociação com os usineiros de Alagoas. Quando os proprietários das usinas sucroalcooleiras não queriam negociar, o Ministério Público do Trabalho (MPT) era acionado. “Passamos madrugadas com fiscais de trabalho dentro dos canaviais, fiscalizando. Viramos referência para outros sindicatos, principalmente por sermos mulheres. Muitos homens não tinham a coragem que a gente tinha. Eles diziam que era perigoso”, relata.
Êxodo rural, tráfico e prostituição
No final dos anos 1990 as famílias que moravam nas propriedades rurais, onde tinham habitação, água, energia elétrica e alimento sem custos, foram expulsos pelos donos das terras. Praticamente todos os moradores das zonas rurais dos municípios que possuem usinas sucroalcooleiras em Alagoas tiveram que deixar as fazendas e começaram a “encharcar” as periferias das cidades. Estavam despreparados para aquela realidade e então os meninos começaram a ser recrutados para o tráfico e as meninas começaram a se prostituir muito novas. As casas onde viviam no campo foram demolidas para dar lugar a mais cana-de-açúcar e os trabalhadores tentavam sobreviver de “bicos” quando acabava a safra.
A afirmação é do presidente da Federação dos Trabalhadores Assalariados Rurais de Alagoas (Fetar-AL), Cícero de Oliveira, ex-cortador de cana. “Na fazenda a barriga estava cheia. Morando na cidade, o cortador de cana sai de casa às cinco da manhã e volta às cinco da tarde. Esse trabalhador chega aos 40 anos esgotado. Virou escravo e não ganha o suficiente para viver bem. Eu me lembro que meu pai tinha uma roça que ele cultivava depois do corte de cana. Não nos faltava nada”, lembra.
Cícero comentou ainda o quanto é comum encontrar pessoas nas cidades que já foram cortadores de cana. “Esse trabalhador está empregado apenas durante a safra, e nos outros seis ou oito meses do ano está desempregado e sem seguro-desemprego. Eles são contratados safristas e quando acaba o corte de cana, são dispensados. Então você vê muita gente indo para a construção civil ou até mesmo na praia vendendo coco, que era cortador de cana e teve que encontrar outra fonte de renda”, disse.
Cícero de Oliveira é ex-cortador de cana e atual presidente da Fetar-AL (Foto: Sandro Lima)
Na década de 1980 a Fetar-AL contabilizava 37 usinas sucroalcooleiras no estado e 250 mil trabalhadores atuando nos meses de safra. Agora, com as máquinas agrícolas substituindo a mão de obra, são cerca de 50 mil trabalhadores cortando cana durante a safra para 15 usinas que continuam. “E durante a entressafra, 30 mil ficam desempregados e sem nenhum benefício para sobreviver até que chegue a nova safra”, lamentou o presidente.
Mais de 10 mil vítimas na fabricação do açúcar
Dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT) mostram que entre os anos de 2012 e 2017 foram registrados 10.537 acidentes de trabalhadores que atuam na fabricação de açúcar bruto em Alagoas.
A vítima mais recente foi o trabalhador identificado como Jhonatan da Silva, de 31 anos, que no dia 13 de fevereiro de 2019 caiu dentro de uma caldeira em uma usina na cidade de São Miguel dos Campos. Ele teve quase 100% do corpo queimado e foi levado em estado grave para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. Na manhã do dia seguinte, o homem morreu.
No mesmo dia o procurador do MPT em Alagoas, Rafael Gazzaneo, afirmou que o inquérito buscará apontar o responsável pela morte. “Segundo notícias iniciais, esse trabalhador laborava para uma empresa terceirizada na Usina Caeté. O inquérito civil deve checar se a terceirização era lícita, se está de acordo com a lei. Mas independentemente disso, será apurada a responsabilidade da empresa que estava se beneficiando do serviço do trabalhador, que é a usina”, afirmou.
“O corte manual de cana deve ser extinto”
Na opinião de outro procurador do MPT em Alagoas, Victor Hugo Carvalho, coordenador em exercício da Coordenadoria de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho em Alagoas, o trabalho no corte manual de cana é degradante, mesmo quando os direitos trabalhistas são respeitados pelas usinas sucroalcooleiras. “A atividade manual é extenuante, penosa, e pode desencadear alguns malefícios para a saúde do trabalhador, o afastamento do trabalho e alguns falecem por conta do esforço físico. Nós não sabemos estimar quantos trabalhadores morrem nos canaviais, porque os casos permanecem ocultos, mas temos muitos relatos com relação a isso”, afirma.
Cortadores de cana de Alagoas relatam que são obrigados a cortar toneladas de cana para bater metas pelas indústrias e sofrem com a exaustão do corpo, que os adoecem ainda jovens (Foto: Sandro Lima)
O procurador explica que a forma de remuneração estimula o trabalho extenuante dos cortadores de cana dos canaviais de Alagoas. “Em Alagoas não tem horas extras excessivas. O pagamento por produção é que estimula o trabalho excessivo. Essa modalidade de salário leva o trabalhador ao limite. A nossa preocupação é garantir o salário fixo, porque pagando por produção leva o cortador de cana a trabalhar mais e isso intensifica a ocorrência de doenças e até o falecimento em virtude do excesso de trabalho”, disse.
De acordo com Victor Hugo Carvalho, em Alagoas as indústrias cumprem a Norma Regulamentadora (NR) 31, criada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. “Pela norma, o trabalhador cumpre oito horas de trabalho diárias. Mas como explicar os casos recorrentes de canguru? O próprio cumprimento das oito horas por si só já é penoso. O trabalho de corte manual de cana-de-açúcar é extremamente pesado. Não precisa ocorrer o cumprimento de hora extra para que isso ocorra. Por mais que as indústrias zelem pelo cumprimento da NR 31, com alojamentos, área de vivência e salários fixos, a síndrome irá se desenvolver. O canguru e outras doenças”, opina o procurador.
Outro ponto destacado pelo procurador, é a baixa expectativa de vida do alagoano. Os danos causados pelo corte manual de cana-de-açúcar levam os trabalhadores a se afastarem mais cedo do trabalho, motivados por doenças, além de terem um aspecto físico desgastado pela exposição ao sol e excesso de esforço físico. “Temos que enfrentar um questionamento: vamos coibir o corte manual? Sim ou não? Porque na medida em que essa atividade é mantida, vamos continuar enfrentando essa problemática, síndromes, doenças, lesões com facões, o contato com animais peçonhentos. Tudo isso vai continuar ocorrendo”, afirma.
Para Victor Hugo Carvalho, é preciso iniciar um novo patamar do desenvolvimento na produção de açúcar e álcool, no sentido que não seja mais permitido o corte manual de cana-de-açúcar. “É preciso mecanizar integralmente o corte de cana, assim como ocorre em outros países. Uma mera exigência do capitalismo é a incessante produtividade e, consequentemente, a mecanização. Aqui em Alagoas não observamos essa ocorrência, porque as empresas estão endividadas e não têm condições de mecanizar 100% do corte”, opina o procurador.
Para o procurador Victor Hugo Carvalho o corte manual de cana deve ser extinto e políticas públicas devem ser criadas para atender esses trabalhadores (Foto: Sandro Lima)
Mas, e o desemprego? Para o procurador, é preciso erradicar o corte manual da cana e, em contrapartida, criar uma política pública de trabalho e renda em outros setores, migrando esses trabalhadores para outras atividades, como a agricultura. “Seria a solução ideal. A criação de uma ação conjunta entre a União, estado e municípios onde há atividade canavieira. Infelizmente não temos nada nesse sentido aqui no Brasil, porque se você falar em erradicar o corte manual da cana-de-açúcar, as empresas não querem saber. Por outro lado, os trabalhadores têm receio de perder sua colocação. Nós observamos o problema social que é gerado quando uma dessas usinas fecha”, comentou.
“É uma questão delicada. Poderíamos ajuizar uma ação civil pública para coibir o corte manual, mas isso geraria sem dúvidas uma reação desses trabalhadores”, continuou.
Para o procurador, no Brasil não existe uma cultura de prevenção. “As políticas públicas são algo ainda incipiente. Algumas regiões, municípios específicos, já têm essa cultura, mas no Brasil como um todo ainda não se desenvolveu esse olhar para a prevenção, para o futuro. Não se pensa na criação de novos postos de trabalho para os cortadores de cana, porém, muitos se aposentam jovens por invalidez. Adoecem. Pessoas com 35 anos têm a aparência de uma pessoa de 50 e ficam incapacitadas para o trabalho. A maioria é analfabeta, então não conseguem uma colocação em outra atividade que não a agricultura ou o corte manual da cana-de-açúcar. Esse trabalhador acaba recorrendo para a aposentadoria por invalidez. Isso não é gasto para o Estado?”, questiona.
O corte de cana-de-açúcar lidera como a profissão com o maior número de acidentes de trabalho em Alagoas, sendo responsável por 45% dos casos registrados no estado.
Filarmônica de Alagoas abre temporada de 2019 com Luz, Câmera… Concerto II
Repertório apresenta trilhas sonoras de clássicos do cinema
↑ No repertório, estão trilhas sonoras de filmes como Harry Potter, O Rei Leão, Perfume de Mulher, Rocky Balboa, além da reapresentação de Star Wars e O Senhor dos Anéis (Foto: Assessoria)
A Orquestra Filarmônica de Alagoas vai iniciar a temporada de apresentações de 2019 com um grande espetáculo. Luz, Câmera, Concerto II abre a programação do ano reunindo três paixões: música, cinema e teatro, nesta quarta-feira (13), a partir das 20h, no Teatro Deodoro, Centro de Maceió.
O ingresso custa R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 a meia-entrada e está à venda on-line pelo sitehttps://bit.ly/2No7mf1 ; nas lojas Chilli Beans, Maceió Shopping; Deny Tennis, Shopping Pátio; na Galeria Club Lyon, Jatiúca; e, na bilheteria do Teatro Deodoro, no dia do concerto, a partir das 14h.
“É com grande satisfação que abrimos a temporada de 2019 da Filarmônica de Alagoas. A Diteal abraçou a orquestra desde a sua criação e tem sido uma parceria muito exitosa. O grupo mantém sempre um calendário intenso de apresentações, cumprindo seu papel de difundir a música de concerto e realizando belos espetáculos”, pontuou a diretora presidente da Diteal, Sheila Maluf.
Com direção artística e regência do maestro Luiz Martins, direção executiva de Thiago Amaral, que também assina a produção com Irina Costa, o concerto é uma realização da Cooperativa da Orquestra Filarmônica de Alagoas (Cofia), Irinavegar Produções e a Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (Diteal).
“Abrir a temporada 2019 com a Orquestra Filarmônica de Alagoas é antes de tudo um ato de resiliência. Uma enorme satisfação saber que a nossa orquestra permanece viva trazendo cultura, fantasia, trabalho e esperança para as pessoas que vivem nesse Estado. Momento também de celebração e gratidão a todos que de alguma forma apoiaram e apoiam a filarmônica: público, empresas privadas e a Diteal que desde o começo é nossa grande parceira realizadora. Parceria essa que reafirma o compromisso que o Teatro Deodoro possui com o público alagoano, tornando o seu palco a principal casa da Orquestra Filarmônica de Alagoas”, ressaltou Thiago Amaral, músico e dirigente da cooperativa.
No repertório, os músicos da Filarmônica irão apresentar obras de grandes compositores como Ennio Morricone, John Williams, Carlos Gardel, Hans Zimmer e Elton John. Entre as estrelas da noite, estão as trilhas sonoras de Harry Potter, O Rei Leão, Perfume de Mulher, Rocky Balboa, além da reapresentação de Star Wars e O Senhor dos Anéis.
“A retomada da parceria com a Orquestra Filarmônica de Alagoas, com o início da temporada 2019, vem reiterar toda admiração que a Diteal tem pela iniciativa do grupo, pelo comprometimento com o seu fortalecimento, e a certeza de que, a cada ano, estamos unindo esforços para darmos continuidade a grandes momentos, somando aos que se fizeram realidade”, comentou Alexandre Holanda, gerente artístico e cultural da Diteal.
Sobre a Filarmônica
Formada por uma iniciativa dos músicos, que se reuniram pelo amor à música e com o objetivo de propagar e valorizar o gênero erudito, a Orquestra Filarmônica de Alagoas estreou em 2017, no projeto Teatro Deodoro é o Maior Barato, ao apresentar o espetáculo Orquestra é o Maior Barato com a casa cheia e um belo repertório.
Desde então, o grupo vem realizando apresentações em Maceió e no interior sempre com variedade no repertório e um público cativo. Os músicos estão frequentemente ensaiando no Complexo Cultural Teatro Deodoro e buscando surpreender o público a cada apresentação.
No ano passado, a Filarmônica apresentou as Séries Selma Britto, em homenagem à grande pianista alagoana que, inclusive, tocou com o grupo; Luz, Câmera, Concerto, que reuniu amantes da música e do cinema em sessões sempre lotadas; além de Clássicos do Rock, outro sucesso, e o emocionante Nordeste de Todos os Tons, com participações especiais, como a do patrimônio vivo de Alagoas, Chau do Pife.
Serviço:
Abertura da temporada de concertos da Orquestra Filarmônica de Alagoas em 2019.
Quando – Quarta-feira (13/03), a partir das 20h.
Local – Teatro Deodoro, Centro de Maceió.
Ingresso – R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 a meia-entrada e está à venda online pelo site https://bit.ly/2No7mf1 ; nas lojas Chilli Beans, Maceió Shopping; Deny Tennis, Shopping Pátio; na Galeria Club Lyon, Jatiúca; e, na bilheteria do Teatro Deodoro, no dia do concerto, a partir das 14h.
O Carnaval acabou, os palcos dos shows foram desmontados e os blocos recolheram as suas fantasias. Mas, no Litoral Norte, o palanque e os trios elétricos, de Paripueira a Maragogi, serviram muito mais do que somente para animar os foliões durante quatro dias de momo.
É que a política esteve no centro das discussões até mesmo na folia carnavalesca. Faltando um ano e sete meses, já foi dada a largada para as eleições de outubro de 2020. Como tem muito jogo pela frente, mas ninguém quer ficar de fora, acordos, definições, disputas e parcerias começam a ganhar suas primeiras impressões.
Entre Paripueira e São Luís do Quitunde a disputa promete ser acirrada e as deputadas estaduais eleitas em outubro do ano passado, Flávia Cavalcante (PRTB) e Cibele Moura (PSDB) devem travar uma disputa em 2020 na Prefeitura de São Luís do Quitunde. Apesar de estarem afinadas na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), elas irão para a disputa como fortes cabos eleitorais. A atual prefeita do município, Fernanda Cavalcante, irmã de Flávia, disputa reeleição e deve enfrentar Abrahão Moura, pai de Cibele e que já administrou Paripueira. No meio político, ele é tratado como um exímio articulador.
No tocante às eleições de 2018, apesar dos Cavalcante ter a prefeitura, os Moura saíram na frente. Cibele teve 3.760 votos e Flávia 3.661 votos no município de São Luís do Quitunde. Os nove votos de diferença fizeram acirrar a disputa que teve troca de acusação entre os pais das deputadas em vídeos de comício que circularam durante campanha.
Por outro lado, o pai de Fernanda e de Flávia, o ex-prefeito e ex-deputado Cícero Cavalcante só pensa em voltar a ser prefeito, e de novo, na cidade de Matriz de Camaragibe, onde já esteve à frente do Executivo municipal por dois mandatos. No entanto, ele deve disputar o cargo com o atual prefeito Anderson, que vai tentar a reeleição. Anderson é pupilo do ex-prefeito Marcos Paulo, o “Marquinhos”, que já foi pupilo de Cícero Cavalcante. Ou vai disputar com Marquinhos? Fica aí a incógnita.
Já o avanço do experiente Abrahão Moura (PSDB), ex-prefeito de Paripueira por dois mandatos, vem ganhando cada vez mais força em São Luís do Quitunde, sendo cotado para as eleições do ano que vem. Nos bastidores, Moura já escolheu até o vice, que seria Júnior Pedro, do mesmo partido.
Os aliados dizem que Abrahão Moura não quer perder tempo para a disputa e para isso Júnior Pedro seria fundamental para consolidar seu nome.
Maragogi tem promessa de disputa eleitoral acirrada
Em São Miguel dos Milagres, o atual prefeito Rubens Ataíde, deve concorrer à reeleição, baseado em duas fortes premissas. De todos os municípios da região Norte, São Miguel se destaca por ser o único onde a população só elege candidato da terra e por manter uma tradição de que todo prefeito no mandato consegue sua reeleição. Além disso, o prefeito promete alavancar uma série de projetos nas áreas de saneamento, habitação e turismo para os próximos dois anos.
Diferentemente de Porto de Pedras, que já elegeu muita gente que veio de fora, o atual prefeito Henrique Vilela, muito bem cotado em pesquisas e morador do município há mais de 10 anos, também pretende concorrer à reeleição. Tem se destacado muito na região com obras de pequeno porte, mas constantes.
Maragogi, a principal cidade da região Norte, Fernando Lira, apesar da tranquilidade de estar fazendo uma administração bastante popular, mudando alguns paradigmas da política tradicional, deve concorrer à reeleição com no mínimo dois outros candidatos.
E a oposição começou a se articular visando às eleições de 2020. Estiveram juntos e reunidos o ex-prefeito Marcos Madeira (PRTB), o vereador de oposição Júnior Barra Grande (SD) e a vice-prefeita Isabella Laranjeiras (PTB).
Na conversa, a conjuntura política na sempre esquentada eleições municipais de Maragogi.
O vereador Júnior Barra Grande vem se fortalecendo como o grande nome da oposição e pode ser a terceira via nas eleições 2020. Marcos Madeira vem perdendo espaço sem mandato (ele e a família) e viu o crescimento de Júnior Barra Grande incomodar.
Vale destacar que ex-prefeito Marcos Madeira tentou se eleger deputado estadual na última eleição, porém não conseguiu votos o suficiente para estar na Assembleia Legislativa do Estado.
E a vice-prefeita Isabella Laranjeiras vem se adiantando, e por mais que ambas as partes neguem, o afastamento com Sérgio Lira vai ficando mais evidente com encontros como esses com Madeira e Barra Grande.
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Fonte: Claudio Bulgarelli – Sucursal Região Norte / Tribuna Independente
A Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA) parabeniza o ex-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa, pela chegada na Secretaria de Estado de Agricultura.
Para o presidente da CPLA, Aldemar Monteiro, a pecuária leiteira será beneficiada.
“Estamos todos felizes em receber o ex-governador. Ronaldo Lessa pensa muito no social e foi o criador do programa do leite em Alagoas. Ele sabe da necessidade da agricultura familiar”, afirma Monteiro.
A partir de hoje, dia 02, Sábado de Zé Pereira, a folia é a palavra de ordem para a maioria da população que espera o ano inteiro para brincar o Carnaval. Em Alagoas a programação é vasta e tem opções de lazer para o público de todas as idades. Samba, frevo, afoxé e dezenas de blocos prometem não deixar ninguém parado.
Maceió terá oito polos de Carnaval distribuídos por toda a capital. No interior a maioria das cidades terá também uma programação especial voltada para as festividades de Momo. Se você ainda não decidiu para onde ir, veja abaixo a programação e caia na folia.
MACEIÓ
POLO PRAIA (PAJUÇARA)
Sábado (02)
14h – Bloco do Zé Pereira
16h30 – Desfile do bloco Beijoca na Biloca
19h – Desfile da comitiva do Rei Momo e da Rainha do Carnaval
20h – Desfile das escolas de samba
Domingo (03)
14h – Bloco do Zé Pereira
16h – Desfile da comitiva do Rei Momo e da Rainha do Carnaval
16h00 – Desfile do bloco Sonho Encantado
16h15 – Desfile do bloco Nêga Fulõ
16h30 – Desfile do bloco Mamãe Eu Quero
17h – Desfile do bloco Tô na Paz
20h – Desfile do bloco Poço na Folia
21h – Desfile do bloco Daqui Não Saio
Segunda-feira (04)
14h – Bloco do Zé Pereira
16h – Desfile da Comitiva do Rei Momo e Rainha do Carnaval
16h10 – Desfile do bloco Siri Mole
16h30 – Desfile do bloco Ninho do Pinto
20h – Apresentações de Bumba Meu Boi
Terça-feira (05)
14h – Bloco do Zé Pereira
16h – Desfile da Comitiva do Rei Momo e Rainha do Carnaval
16h30 – Desfile do bloco Bonecos da Cidade
17h30 – Desfile dos Forrozeiros da Folia
19h – Desfile de blocos afro
POLO PONTAL
Sábado(02)
21h30 – Mauro Pancadão
0h – A Máquina
Domingo(03)
21h30 – Bonde
0h – Mister Shake
Segunda-feira(04)
21h30 – Ivana Pink
0h – Moleques do Samba
Terça-feira(05)
22h – A Máquina
0h – Mauro Pancadão
POLO BEBEDOURO
Sábado(02)
14h – Banda Mister Shake
Domingo(03)
14h – Axé da Mister
Segunda-feira(04)
14h – Banda Mister Shake
Terça-feira(05)
14h – Axé da Mister
POLO BENEDITO BENTES
Sábado(02)
20h – Abertura do Polo de Carnaval do Benedito Bentes
21h10 – Banda de Frevo Força Jovem
22h – Banda H+
0h – Encerramento
Domingo(03)
15h – Desfile de Blocos percorrendo as avenidas Garça Torta, Cachoeira do Meirim e Pratagy até a Quadra de Esportes do Benedito Bentes 1
17h30 – Banda No Lance
19h30 – Harry e Banda
21h – Encerramento
Segunda-feira(04)
21h10 – Banda de Frevo Força Jovem
22h – Banda H+
0h – Encerramento
Terça-feira (05)
20h – Banda No Lance
22h – Harry e Banda
0h – Encerramento
PILAR
Sábado (02)
Banda JP e Marcafé
Domingo (03)
Banda Seeway e Diogo Cachorrão
Segunda-feira (04)
Trio da Huanna e Playboyzada
Terça-feira (05)
Kuarto de empregada e Alcemir Freitas
PORTO CALVO
No sábado de Zé Pereira (2), às 20h, o bloco Rei Momo desfila pelas ruas e ladeiras históricas e às 22h no Centro Comunitário Calabar os shows serão comandados por: Trem Bala e Sabaki; No domingo (3), às 15h, terá matinê com Philipe Oliver e à noite terá o Arrastão do Povão nas ruas a partir das 20h, com trio elétrico saindo da Rua Boa Vista com as bandas Barababaz e Adriano Brother e encerra no clube municipal com Julinho Porradão; na segunda-feira (4), às 22h, os shows serão comandados por Bathida Black e Bora Bora; na terça-feira (13), às 15h, tem matinê com a banda Muleks.Com, às 22h, os shows ficam por conta de Kuarto de Empregada e La Trupe Caliente.
24 de fevereiro
10h Galera do Danone
10h Guaraná na Folia
10h Os Peixinhos na Folia
14h Churrasquinho da Elza
26 de fevereiro
16h Arrasta a Veia
27 de fevereiro
15h Os Cu de Cana
17h Bloco das Secretarias
28 de fevereiro
16h Bebê Abordo
21h Os Caça Cachaça – Turma da 51
2 de março
15h Taix Querendo
16h Vai Corinthians
17h A terra deu a terra o come
17h As cachorronas
20h Rei Momo
3 de março
10h Peleja Mais Sai
10h Fundo de Quintal
13h Os Tabajaras
13h Os Rodados na Folia
13h São Paulo
16h Fla-Porto
4 de março
10h RDM
10h Chupa essa manga
10h Pintado
16h Las Paquitas
21h Os Dominados
5 de março
8h Manhã de Sol – com carro Pipa
11h Tô Nem Aí
16h O Barricão
6 de março
17h Bacalhau na Vara
MARECHAL DEODORO
Baile Municipal, blocos de ruas, bonecos gigantes, shows artísticos, muito frevo e animação. Com uma programação extensa, o município de Marechal Deodoro já está preparado para a festividade de momo. A programação vai até quarta-feira de cinzas (06).
Além dos mais de 100 blocos privados que desfilam pelos quatros cantos da cidade, serão realizados shows artísticos todas as noites, das 22h às 4h, do sábado (02) até a terça-feira (05).
O Sábado de Zé Pereira (02), dá início a programação popular. Durante a noite, deodorenses e visitantes poderão se divertir ao som da banda deodorense “Os Penetras”, seguido pelo som da banda “SeeWay”. O domingo (03) será marcado pela alegria da cantora Fabi Canuto e a reverência da banda Cavaleiros do Forró em uma versão “elétrica”.
Na segunda-feira (04), será a vez do “Axezão do Impacto” e banda “O Rodo da Bahia”. Já a terça-feira (05), a banda Cannibal e o cantor Julinho Porradão encerrarão a programação oficial das noites de shows populares.
Os shows acontecem no palco oficial, localizado no Cais da Lancha, a partir das 21h. Todos os dias, das 8h às 17h, com algumas exceções, diversos blocos carnavalescos desfilam pelos quatro cantos da cidade.
Os principais blocos desfilam pelas ruas da cidade da até a quarta-feira de cinzas (06).
MATINÊ - PRAIA DO FRANCÊS
Na Praia do Francês, os visitantes e deodorenses que estiverem no local poderão também contar com uma matinê. Das 15h às 22h, Orquestras de Frevo animarão foliões do sábado (02) a terça-feira (05), no Espaço Gourmet, Orla Marítima.
SÃO JOSÉ DA LAJE
A partir de hoje até a noite da quarta-feira, 06, após o tradicional arrastão do Bacalhau na Vara o município terá diversas atrações musicais no corredor da folia. Diariamente diversos desfiles de blocos acompanhados com trio elétrico animarão as ruas da cidade.
Nas tardes de mela-mela e nas noites de paquera não vai faltar animação e muita música, o Carnalaje 2019 terá as seguintes atrações: Polentinha do Arrocha, De Boa, Julinho Porradão, Jony Barababaz, Mô Fio, Geleia, Diogo Cachorrão, Idem Elétrico, Os Feras do Frevo, Berg Gonzaga, Pv Mello, Bora Bora, Affarra, Fabi Canuto, Harry, Dj Gele, Canibal, Playboyzada, O Reino. E na quarta-feira mais esperada do ano finalizando o Carnalaje 2019 a festa ficará por conta das bandas: Nana Martins, Trio da Huanna e É o Tchan, serão ao todo 22 atrações. Sem dúvida a melhor programação de Alagoas, ninguém vai querer ficar de fora.
JEQUIÁ DA PRAIA
De 2 a 5 de março vai ter muita irreverência nos polos carnavalescos Centro, Orla Lagunar, Lagoa Azeda e Usina.
A grande atração é o tradicional arrastão do bloco Tamo Junto e Misturado, com Trio da Huanna, no domingo (03). “ A cada ano nosso carnaval cresce, a cidade triplica o número de pessoas, movimentação econômica para cidade vários empregos diretos e indiretos são gerados. Contamos com apoio dos policiais civil e militar, seguranças e toda equipe da prefeitura para manter tranquilidade e atendimento nos dias de folia”, disse a prefeita Jeannyne Beltrão.
Nos demais dias a animação fica por conta das bandas: Kuarto de Barão, Sambatuque, Patrícia, Axé Cunde, Raí Ramalho, Luciano Calazans, Glaucio Cedro, João Trinta, Pkenno Porradão, Batida de Luxo - Oh Bonde -Explosão -Harry- Mollekes do Samba.
PENEDO
Sábado (02) concentração: av. Cândido toledo
Bloco psiu (saída 19h)
Bloco junto e misturado (saída 19h15min)
Bloco o molinho (saída 19h30min
Bloco o roleta (saída 19h45min)
Bloco tô a toa (saída 20h)
Bloco os estourados (saída 20h15min)
Bloco uz frenéticos (saída 20h30min)
Bloco bota pra gerar (saída 20h45min)
Bloco bora bora (saída 21h)
Bloco mister cat (saída 21h15min)
Bloco os anjinhos (saída 21h30min)
Bloco molecada do bv (saída do bairro santo antônio, 15h) blocos de orquestras
Dia 02/03 (sábado)
Filho do cacique (saída 16h do kamartelo)
Bloco o furacão (saída 18h, do bairro danto antônio)
Blocos alternativos – dia 03/03 (domingo)
Bloco castro alves folia (saída 18h30min)
Bloco intrometendo (saída 20h30min)
Bloco as luluzinhas (saída 15h) blocos de orquestras
Dia 03/03 (domingo)
Bloco da saudade – (saída 19h, da praça Jácome Calheiros)
Bloco pergunte a ela (saída 16h, do bairro Santo Antônio)
Bloco legião de amigos (saída 15h, da santa cruz)
Bloco sulamita (saída 15h, da feirinha)
Blocos alternativos
Dia 04/03 (segunda)
Concentração: av. Cândido Toledo
Bloco como teu amor (saída 20h)
Bloco molecada do bv (saída 15h)
Bloco os dominados (saída 17h)
Blocos de orquestras dia 05/03 (terça)
Bloco da saudade (saída 19h, da praça Jácome Calheiros)
Bloco pergunte a ela (saída 19h, do bairro Santo Antônio)
Bloco legião de amigos (saída 15h, da praça da Santa Cruz)
Bloco é muita melodia
Bloco sulamita (saída 15h, da feirinha)
PARIPUEIRA
Sábado (02)
Tony Canabrava
DNA do Pagode
Mary e Jr.
Domingo (03)
Trio da Huanna
Koko Loko
João Trinta
Segunda (04)
Trem Bala
Marcafé
Doró
Terça (05)
Furacão Love
Kuarto de Empregada
Banda MW
Blocos:
Dia 02/03
09h – Galinha da Madrugada
14h – Bloco Bate o Pé
15h – Família na Folia
15h30 – As Kengas de Bervely Hills
16h – Maluquinho do Alto
Dia 03/03
13h – Família Folia
14h – Amigos de Paris
15h – Miss Paripueira
15h – Alto Folia
16h – Tome no Caneco
Dia -04/03
14h – Pé de Cana
15h – Oz Pretos Sem Preconceito
15h – Tome no Caneco
15h – Turma do Saco Amarrado
15h – Bloco do Seu Boga
16h – Segura o Cú
Dia 05/03
13h – Só Vai Quem Chupa
14h – Amigos de Paris
15h – Bloco Zona Norte
15h – Frevo Topado
16h – Tome no Caneco
Dia 06/03
15h – Paripueira é 1000
ÁGUA BRANCA
As festas na cidade acontecem de 03 a 05 de março a partir das 17h na Praça da Matriz.
BOCA DA MATA
A programação musical será realizada com shows no trio elétrico. A concentração será em frente à Praça Manoel da Marinheira com Destino a Praça 11 de Novembro.
22:00 – Campo Alegre – Rua Nova – Banda BAKÊTÁ e Jeito de Ser;
Domingo (03)
Luziápolis – 15:00 – Bloco das torcidas – Denis Show;
Chã da Imbira – Bloco Os Pegadores de Galinha;
15:00 – Orquestra de Frevo;
17:00 – Arrastão com Galã do Brega Elétrico;
20:00 – Jackson Mel
Segunda (04)
Campo Alegre – 15:00 – Bloco “As Pecinhas’’ – BAKÊTÁ;
Distrito Luziápolis
15:00 – Orquestra de Frevo;
16:00 – Arrastão com Dodô Pressão;
20:00 – Vips do Brasil
Terça(05)
Campo Alegre:
15:00 – Orquestra de Frevo;
16:00 – Denis Show;
16:00 – Arrastão com Katê;
20:00 – Bakêtá.
MARAGOGI
Sábado(02)
– Apresentação do Rei Momo e Rainha do Carnaval na Praça Padre Cícero, às 21h
– Atrações: Galã Elétrico e Banda Som de Trio
Domingo(03)
Bloco das Kengas
– Concentração na entrada da cidade, às 14h
– Atrações: Barababaz e Dedé Alagoas
Segunda(04)
Bloco do Caixão
– Concentração na Praça Padre Cícero, às 12h
– Atrações: Bora Bora e Swing Pankadão
Terça, (05)
Bloco Tudo Azul
– Concentração na Praça Padre Cícero, às 12h
– Atrações: Julinho Porradão e LR na Farra
PALMEIRA DOS ÍNDIOS
De 2 a 5 de Março venha curtir o melhor carnaval da região, no QG da Folia, que será montado na Antiga Estação Ferroviária, em Palmeira dos Índios. No dia 2, a partir das 21h, haverá a abertura do Carnaval com as presenças do Rei Momo, da Rainha do Carnaval e do Zé Pereira. E logo após, shows da Orquestra de Frevo HD Folia e cantor Danielzinho e Aprovados.
Domingo (03)
16h30, matinê para a garotada com Mixuruca e Banda de Palhaço.
20h Orquestra de frevo HD Folia, Banda Supapo Elétrico, e O Reino.
Segunda (04)
20h, a Orquestra HD Folia, o grupo Swing Brasil e A Farra agitarão a galera com muito frevo e alegria.
Terça(05)
16h30, com uma matinê infantil com a Turma da Tia Lu.
20h, a Orquestra de Frevo HD Folia, e NJeitos fazem a galera dançar com muito frevo.
E para encerrar o Carnaval do Povo 2019, o público curtirá o swing de Johny Barababaz, que promete não deixar ninguém parado.
RIO LARGO
Neste sábado, dia 2, o Trio da Huanna faz a festa a partir das 22 horas no palco principal que será instalado no Centro da cidade; dia 3 é a vez de Edson Razek; dia 4 Dodô Pressão e dia 5 Trem Bala. Mais de 20 blocos percorrem as principais ruas da cidade diariamente, das 9 às 22 horas, até a terça-feira de carnaval, passando pelo grande corredor da folia.
Verificar a cor, o odor e a textura, assim como a procedência, a data de validade, temperatura de armazenamento e integridade da embalagem são as recomendações básicas da Vigilância Sanitária Estadual para o consumidor que vai comprar carnes, seja em supermercados, feiras ou em mercados públicos. Uma das maiores dúvidas é sobre como identificar se as carnes colocadas à venda nos mercados estão em condições de serem consumidas, principalmente aqueles produtos que foram fracionados e reembalados pelo próprio estabelecimento.
De acordo com Paulo Bezerra, gerente da Vigilância Sanitária Estadual, a carne imprópria para consumo, seja bovina, suína ou de frango, apresenta normalmente a cor e o odor alterados. Por essa razão, os produtos de origem animal e seus derivados precisam ter registro no órgão competente, seja a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri), seja o Ministério da Agricultura.
Para ele, a partir da compra de carnes frescas, o consumidor é capaz de identificar se o produto está adequado para o consumo ou não, considerando as seguintes características: coloração vermelho púrpura/cereja e o vermelho brilhante, textura não pegajosa e lisa e a ausência de mau cheiro. No caso das vísceras, se o consumidor for comprar fígado, coração ou rim, se não tiver cortes, é porque não foram inspecionadas. “Porque o coração, por exemplo, tem determinados cortes que o veterinário faz para ver se há algum tipo de patologia ali”, explicou.
Ele ainda acrescentou que outra maneira de saber se a carne veio de um frigorífico ou não, é “como o marchante divide o boi em duas partes, uma vez que ele serra a espinha dorsal”. “Então, quando eles cortam com o machado, não tem como a linha dorsal ficar reta, como é feita na serra. Desse jeito, você vê que ele foi abatido num local de maneira clandestina. Muita gente acha que, ao comprar a carne abatida na hora, é a melhor forma. No entanto, não é”, destacou.
O gerente da Vigilância Sanitária Estadual ainda ressaltou que a eficiência da utilização das câmaras frias é de extrema importância para toda a cadeia da carne, em especial para os frigoríficos, devido à grande necessidade de acelerar todo o processamento, além de reduzir as contaminações de microrganismos, que interferem na qualidade da carne. Dessa forma, as temperaturas às quais as carcaças são submetidas, tornaram-se essencialmente importantes para a qualidade da carne.
Entre o supermercado ou as feiras livres, o gerente de Vigilância Sanitária Estadual recomenda a primeira opção, uma ez que as carnes devem ter o carimbo da Seagri ou do Ministério da Agricultura, que atestam a qualidade do produto. “É melhor comprar no supermercado porque você nota a vestimenta dos funcionários, o uso dos equipamentos de proteção individual e a maneira correta como está sendo feito o corte das carnes. No caso do mercado público, as bancas, na maioria das vezes, não estão higienizadas, o balcão não é de aço inoxidável e o trabalhador que realiza os cortes é o mesmo que recebe o dinheiro, contaminando, assim, a carne”, alertou.
Estrutura para comercialização
Segundo Paulo Bezerra, nos tetos e paredes de locais onde se pretende comercializar carne, é preferível utilizar material impermeável e resistente, que permita ser lavado. Nas paredes, utilizar azulejo, de preferência até o teto. A cor tem de ser clara, e os rejuntes muito bem acabados, com o uso de massa branca. A iluminação, em todas as salas, deve ser feita com lâmpadas frias, com instalação embutida. A exceção fica, de novo, para a sala de atendimento, onde as lâmpadas incandescentes têm papel importante, por realçar a cor natural dos produtos, o que torna as carnes mais atrativas.
“Nunca compre uma carne que esteja em um ambiente com azulejo vermelho, porque, se não tiver uma lâmpada clara, a junção dá um falso colorido ao produto. Como se não bastasse, é muito difícil saber se o local está totalmente limpo, pelo fato de que, durante o processo de corte, o local fica muito sujo de sangue”, disse o gerente da Vigilância Sanitária Estadual.
Quanto aos funcionários, eles devem usar luvas descartáveis, que têm de ser trocadas todas as vezes que o procedimento for interrompido ou houver contato com outros produtos e locais não higienizados. Durante a manipulação dos alimentos, não podem falar, cantar, assobiar, tossir, cuspir, mascar goma, chupar bala, tocar qualquer parte do corpo e objetos alheios à atividade, como maçanetas e dinheiro. Cartazes sobre a higienização das mãos dos funcionários devem ser colocados em pias exclusivas para eles.
Carnes a granel devem estar em recipientes adequados e identificadas com o rótulo original contendo o fornecedor, prazo de validade e data em que a embalagem foi aberta. Já as embaladas, devem ter as datas de fabricação e validade, informações nutricionais, além do nome, endereço e Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da indústria produtora e os selos de inspeção (Municipal, Estadual ou Federal) precisam estar legíveis. Produtos crus têm que estar em espaços diferentes dos processados.
Carne moída
O gerente da Vigilância Sanitária Estadual chama a atenção para o cuidado que deve ser tomado ao comprar o produto. A carne moída previamente pode ser a mistura de várias categorias de carne, sobretudo as mais baratas, que são vendidas com rótulos de carnes mais nobres, enganando o consumidor. Além disso, pode ser adicionado sulfito à carne, um aditivo de aspecto semelhante ao sal, que deixa a carne mais avermelhada e com aparência de mais fresca. Além de lesar o consumidor, tal prática pode trazer riscos à saúde.
Segundo ele, é tolerável que os supermercados moam a carne, embalem, coloquem o preço juntamente com o prazo de validade e ponham nas gôndolas para venda. Contudo, o consumidor pode escolher o corte e pedir para moer na hora. Dessa maneira, o estabelecimento e o consumidor sabem exatamente de onde aquela carne veio.
Outro problema desse tipo de carne é que ela pode ser moída junto com miúdos sem a devida higienização, que podem conter bactérias que trazem danos à saúde do consumidor. “Por isso, é importante atentar para o aspecto do produto e sempre exigir carne moída na hora”, orientou.
Denúncias
Os consumidores que encontrarem irregularidades sanitárias como falta de higiene e produtos vencidos e estragados podem denunciar à Vigilância Sanitária Municipal ou Estadual. Se caso as inconformidades forem encontradas, os estabelecimentos podem ser multados e os responsáveis responderem por crime contra a saúde pública e de relação de consumo.
Entre as doenças mais comuns ao ingerir uma carne de má procedência, de acordo com Paulo Bezerra, estão a infecção por tuberculose, brucelose, também conhecida como febre de Malta, e cisticercose. “Às vezes o animal tem uma tuberculose, você não sabe e compra. Leva-se em consideração também que o bacilo da tuberculose bovina é mais resistente que o bacilo humano. É como aquela expressão popular ‘o barato sai caro’”, alertou.