Libertas quae sera tamen

Topo

M Municípios

Alagoas

Alagoas (306)

Após participar de vídeo da banda alagoana Conde do Forró, andarilho recusa ajuda: Veja vídeos

  • Igor Ribeiro
  • 18/08/2020 23:17
  • É Manchete
Reprodução

 

A banda alagoana Conde do Forró divulgou no dia 12, um vídeo da nova música: "Romance desapegado", no vídeo, a nova cantora Lorrayne Oliveira “Japinha” aparece tomando a bebida Corote sentada em um banco a beira da praia e ao seu lado um jovem morador de rua, identificado como: “Franklin”. A cantora durante o vídeo dar um  pouco da bebida ao jovem.  

Após a gravação do vídeo, a banda Conde do Forró que teve origem em Maceió e atualmente estar em Fortaleza, registrou um vídeo divulgado nesta terça-feira, 18, onde mostra o jovem que estar nas ruas de Fortaleza há dois anos recusando ajuda oferecida pela banda. Veja abaixo os vídeos:

 

Com avanço de fases, Governo alerta os alagoanos que a pandemia não acabou

SAÚDE

Por Agência Alagoas  0

Mapa: Agência Alagoas Criado com Datawrapper

Maceió e maioria das cidades passam às bandeiras azul e amarela, mas distanciamento, uso de máscaras e protocolo sanitário devem ser mantidos

“Se a gente relaxar na proteção individual, da família, do bairro e da cidade, as coisas em Alagoas podem voltar a piorar”, alertou o governador Renan Filho, durante coletiva de imprensa nessa terça-feira (11) para anunciar mais uma mudança de fase do Plano de Distanciamento Social Controlado: a partir desta quarta (12), Maceió já pode avançar para a fase azul e os demais municípios para a amarela – com exceção dos situados na 9ª e 10ª Região Sanitária (Médio e Alto Sertão alagoano), que seguem com bandeira laranja. Clique aqui para ver o decreto nº 70.725.

A notícia é boa, mas na troca das cores, há uma que não muda: os cuidados no enfrentamento à pandemia continuam no vermelho. A evolução positiva dos números permite dar sequência à reabertura econômica na maior parte do estado, contudo, o sinal de alerta deve permanecer ligado. A guerra contra a Covid-19 não acabou.

“Devemos respeitar o distanciamento social, cumprir o protocolo sanitário, manter os cuidados com a higiene das mãos e usar máscaras sem qualquer exceção se precisar sair de casa. Mas, se puder, fique em casa porque isso também colabora nesse momento”, apelou Renan Filho, ao lado de secretários e do chefe do Gabinete Civil.

O secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, reiterou a necessidade de todos os alagoanos continuarem comprometidos na luta contra o vírus. “Para a gente poder retomar a economia de maneira gradual e as pessoas voltarem a realizar atividades que estavam anteriormente suspensas, é preciso contar com o apoio deliberado dos cidadãos”, frisou.


“A população deve manter as medidas de higiene pessoal, atender às orientações educativas para utilização de máscara e, o principal: que continue evitando aglomerações desnecessárias para que não tenhamos a necessidade futura de retroceder nas fases agora ampliadas”, advertiu Alexandre Ayres.

Esforço coletivo

Governo e gestores municipais seguem a cumprir o seu papel. Ao apresentar números e dados comparativos da evolução histórica dos principais indicadores, o secretário de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio, Fabrício Marques, confirmou que o esforço governamental para atender, conscientizar à população e salvar vidas surtiu efeito.

Na avaliação da chamada Matriz de Risco, as cores das bandeiras de classificação apresentam agora cinco indicadores na cor verde (a mais positiva): óbitos por semana epidemiológica, taxa de letalidade, taxa geral de ocupação de leitos, taxa de ocupação de leitos com respiradores e razão de casos ativos por casos recuperados.

Apenas um indicador segue na cor azul, o número de leitos por 100 mil habitantes que, de acordo com o governador, deverá chegar à bandeira verde com os cinco leitos de UTI que serão abertos até o final da semana na cidade de Santana do Ipanema.

Após enaltecer a atuação da imprensa e dos profissionais de saúde, Renan Filho ressaltou que o resultado é fruto de um esforço coletivo entre governo e cidadão. “O somatório dos dois esforços é o que vai nos fazer vencer o novo coronavírus em Alagoas”, pontuou. “A mensagem de hoje é: ‘há avanços, mas há também a necessidade de seguirmos vigilantes e cumprindo o nosso papel para avançarmos’”, finalizou o governador.
Terça, 11 Agosto 2020 16:42

Secult e Grupo Banese lançam Edital de Cultura

Escrito por

Secult e Grupo Banese lançam Edital de Cultura

  • Assessoria
  • 10/08/2020 09:09
  • Cultura
Foto: Léo Vilanova
Secult e Grupo Banese lançam Edital de Cultura

Com o objetivo de manter e divulgar a rica tradição cultural alagoana, incentivar a produção e premiar artistas loca. O grupo Banese, através do Instituto Banese, com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult/AL), lançou nesta segunda-feira, 10, o “Edital de Cultura Banese”. O edital faz parte de um conjunto de ações de valorização cultural desenvolvidas pelo Banco do Estado de Sergipe.

O ‘Edital de Cultura Banese’ é uma iniciativa que contribui para que os profissionais da cadeia cultural continuem a expressar e desenvolver suas atividades nesse momento em que os espaços de cultura permanecem fechados como medida de combate à disseminação da Covid-19. O edital é também um meio de divulgar e oferecer ao público conteúdos de qualidade artística voltados para o conhecimento e entretenimento.

Poderão participar da chamada pública pessoas físicas nascidas e residentes em Alagoas e/ou demais artistas não alagoanos residentes no estado há pelo menos um ano, através da inscrição de projetos de música, teatro, circo, dança, artes visuais, literatura (leitura, contação de história, recitação), audiovisual, artes integradas e expressões culturais populares, contemplando, dessa forma, as mais diversas linguagens artísticas.

Serão premiados 70 projetos, dentre estes, 20 inscritos por artistas de grupos de cultura popular e 50 das demais manifestações. Cada artista selecionado receberá o valor de R$1.000,00 (mil reais) e terá seu vídeo veiculado no youtube do Instituto Banese e da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas.

“Esta é mais uma ação conjunta que a Secult vem lançando para minorar os efeitos da pandemia do covid-19 na classe artística. Ficamos muito felizes com a parceria e temos certeza a cultura alagoana brilhará ainda mais”, disse a secretaria de cultura, Mellina Freitas.

As inscrições seguem até 29 de agosto e devem ser efetuadas através do endereço www.institutobanese.org.br, onde está disponível o edital com todas as informações referentes a critérios de participação e seleção, documentação necessária, cronograma com as etapas da seleção, especificações técnicas dos produtos digitais, premiação, além do passo a passo para envio dos arquivos referentes aos documentos e projetos. O resultado será divulgado no dia 21 de setembro através das redes sociais do Instituto Banese. Para mais informações, entrar em contato exclusivamente através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Secult e Grupo Banese lançam Edital de Cultura

  • Assessoria
  • 10/08/2020 09:09
  • Cultura
Foto: Léo Vilanova
Secult e Grupo Banese lançam Edital de Cultura

Com o objetivo de manter e divulgar a rica tradição cultural alagoana, incentivar a produção e premiar artistas loca. O grupo Banese, através do Instituto Banese, com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult/AL), lançou nesta segunda-feira, 10, o “Edital de Cultura Banese”. O edital faz parte de um conjunto de ações de valorização cultural desenvolvidas pelo Banco do Estado de Sergipe.

O ‘Edital de Cultura Banese’ é uma iniciativa que contribui para que os profissionais da cadeia cultural continuem a expressar e desenvolver suas atividades nesse momento em que os espaços de cultura permanecem fechados como medida de combate à disseminação da Covid-19. O edital é também um meio de divulgar e oferecer ao público conteúdos de qualidade artística voltados para o conhecimento e entretenimento.

Poderão participar da chamada pública pessoas físicas nascidas e residentes em Alagoas e/ou demais artistas não alagoanos residentes no estado há pelo menos um ano, através da inscrição de projetos de música, teatro, circo, dança, artes visuais, literatura (leitura, contação de história, recitação), audiovisual, artes integradas e expressões culturais populares, contemplando, dessa forma, as mais diversas linguagens artísticas.

Serão premiados 70 projetos, dentre estes, 20 inscritos por artistas de grupos de cultura popular e 50 das demais manifestações. Cada artista selecionado receberá o valor de R$1.000,00 (mil reais) e terá seu vídeo veiculado no youtube do Instituto Banese e da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas.

“Esta é mais uma ação conjunta que a Secult vem lançando para minorar os efeitos da pandemia do covid-19 na classe artística. Ficamos muito felizes com a parceria e temos certeza a cultura alagoana brilhará ainda mais”, disse a secretaria de cultura, Mellina Freitas.

As inscrições seguem até 29 de agosto e devem ser efetuadas através do endereço www.institutobanese.org.br, onde está disponível o edital com todas as informações referentes a critérios de participação e seleção, documentação necessária, cronograma com as etapas da seleção, especificações técnicas dos produtos digitais, premiação, além do passo a passo para envio dos arquivos referentes aos documentos e projetos. O resultado será divulgado no dia 21 de setembro através das redes sociais do Instituto Banese. Para mais informações, entrar em contato exclusivamente através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Cruzamento de folhas: ALE diz que não recebeu pedido, mas já exonerou servidores que receberam auxílio emergencial

  • Vanessa Alencar*
  • 11/08/2020 15:03
  • Política
Vinícius Firmino/Ascom ALE/Arquivo
Deputados Paulo Dantas e Marcelo Victor, da Mesa Diretora

Por meio de nota encaminhada à imprensa na tarde desta terça-feira (11), o Poder Legislativo de Alagoas informou que não recebeu nenhum pedido da Controladoria Geral da União (CGU) em Alagoas para o envio dos dados para o cruzamento das folhas de pagamento com o cadastro do auxílio emergencial pago pelo governo federal.

Nesta manhã, o Ministério Público de Contas de Alagoas (MPC-AL) e a Controladoria Geral da União em Alagoas apresentaram o relatório final do cruzamento, no qual foram identificados quase 30 mil servidores públicos que receberam irregularmente o auxílio. 

Conforme divulgado pela assessoria de Comunicação do MPC, “apesar de solicitado”, Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça e os municípios de Branquinha, Delmiro Gouveia, Jacuípe, Murici, Olho D’Água do Casado, Pariconha, Passo do Camaragibe, Penedo e União dos Palmares não enviaram suas respectivas folhas de pagamento.

Na nota, a ALE lembra ainda que o MPC “não tem legitimidade para falar, em nome do Tribunal de Contas, com os demais Poderes. A Procuradoria de Contas é circunscrita à atividade interna daquela Corte, que, por sua vez, é Órgão Auxiliar do Legislativo. A competência de representação é do Presidente do Tribunal”.

A Mesa Diretora prossegue informando que os servidores do Poder Legislativo que solicitaram o auxílio - tendo ou não recebido -  “sumariamente exonerados”. 

Diz a nota que os servidores que eventualmente lograram êxito em receber o auxílio, além de exonerados, tiveram valores retidos e imediatamente depositados em favor da União, por meio de guia de recolhimento próprio.

“A Mesa destaca o fato de prezar pela transparência. Todas as informações estão à disposição da CGU e serão a ela disponibilizadas, assim que solicitadas. Sobre transparência, destaca, por fim, que o quadro de servidores da Casa é de conhecimento público, pois a lista completa encontra-se há tempo disponibilizada no site oficial do Parlamento alagoano”, finaliza a nota.

A reportagem do CadaMinuto buscou também a assessoria de Comunicação do Poder Judiciário de Alagoas para informações sobre o não envio da lista e aguarda resposta. 

Confira a nota na íntegra:

NOTA DO PODER LEGISLATIVO

O Poder Legislativo de Alagoas comunica que não recebeu nenhum pedido da CGU, e lembra que o MP/TC não tem legitimidade para falar, em nome do Tribunal de Contas, com os demais Poderes. Procuradoria de Contas é circunscrita à atividade interna daquela Corte, que, por sua vez, é Órgão Auxiliar do Legislativo. 

A competência de representação é do Presidente do Tribunal. Por outro lado, a Mesa Diretora informa que o Controle Interno da Assembleia está atuante e os casos detectados, até mesmo pedido de auxílio sem concessão, foram sumariamente exonerados. 

Os servidores que eventualmente lograram êxito em receber o auxílio, além de exonerados, tiveram valores retidos e imediatamente depositados em favor da União, através de guia de recolhimento próprio. 

A Mesa destaca o fato de prezar pela transparência. Todas as informações estão à disposição da CGU e serão a ela disponibilizadas, assim que solicitadas. Sobre transparência, destaca, por fim, que o quadro de servidores da Casa é de conhecimento público, pois a lista completa encontra-se há tempo disponibilizada no site oficial do Parlamento alagoano.

*Com Ascom ALE

Saiba quem são os 12 pré-candidatos à Prefeitura de Maceió

  • Mara Santos
  • 04/08/2020 09:00
  • Política
Foto: Reprodução / Cada Minuto
Os 12 pré-candidatos à Prefeitura de Maceió

A disputa pela prefeitura de Maceió promete ser acirrada em 2020. O número de pré-candidatos tem crescido e as convenções partidárias definirão os nomes oficiais que enfrentarão o pleito.

Até o momento 12 pré-candidatos já manifestaram a intenção de ser prefeito da capital alagoana. No entanto, especialistas afirmam que o número de candidatos deve diminuir com a aproximação das eleições e apontam que a disputa deve ter 8 ou 10 concorrentes prováveis.

Conheça os 12 pré-candidatos já anunciados:

Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB)

Ex-procurador-geral de Justiça do Estado, Gaspar iniciou sua carreira no Ministério Público em 1996, na promotoria de Justiça de Maravilha. Atuou como promotor em Palmeira dos Índios. Compôs o Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) e o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos. Comandou a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP/AL) e coordenou, por duas vezes, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPAL.

Em 2018, foi escolhido para presidir o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), colegiado que reúne os Gaecos de todos os Ministérios Públicos do Brasil.

Em março deste ano, Gaspar entregou o cargo de procurador-geral de Justiça, mas não admitiu publicamente o motivo da saída. Recém filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), seu nome é um dos mais cotados pelo eleitorado, segundo pesquisas, para assumir a Prefeitura de Maceió.

Basile Christopoulos (PSOL)

Basile Georges Campus Chistopoulos é Doutor em Direito e professor universitário há 13 anos. É formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e foi professor adjunto do Departamento de Direito Público do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal da Paraíba (UFBP). Tem Mestrado pela Ufal e Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP).

Em 2018, disputou o cargo de governador de Alagoas, onde recebeu 56.169 votos (4,34% dos válidos), o quarto candidato mais votado. No pleito, Renan Filho foi reeleito com 1,001,053 votos (77,30% dos válidos). Ele concorre à prefeitura de Maceió pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)

Cícero Almeida (PSDC)

Natural de Maribondo, José Cicero Soares de Almeida, tentará voltar ao cargo de Prefeito de Maceió, lugar onde esteve de 2005 a 2012. Iniciou a carreira política como vereador da capital alagoana, de 2001 a 2003, Em seguida, assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE/AL), entre de 2003 a 2004. Após deixar o cargo de prefeito, foi eleito deputado federal com mandato de 2015 a 2019.

Radialista e cantor, Almeida atuou como repórter policial em diversas rádios e TV do estado.

Ao longo de sua carreira política, Cícero Almeida teve o nome envolvido em diversos esquemas como a Operação Taturana, na qual foi condenado por empréstimos irregulares contraídos junto ao Banco Rural, mas recorreu da sentença. Ele também é réu na Ação penal nº 956/2015, que investiga a chamada Máfia do Lixo, um esquema de favorecimento a empresas de coleta do lixo na época em que ele era prefeito de Maceió.

Almeida também foi condenado por improbidade administrativa devido a irregularidade constatada no convênio celebrado para realização do Carnaval de 2008 em Maceió. Na época, a Justiça determinou perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por cinco anos e proibição de contratar com o poder público. Ele também recorreu da sentença.

O ex-prefeito de Maceió também é alvo de processo no Tribunal Superior Eleitoral por infidelidade partidária, por ter trocado o PRTB pelo PSD fora da janela permitida pela legislação eleitoral. A relatora do processo é a Ministra Luciana Lóssio. Almeida alega ter sido destituído abruptamente da direção partidária municipal e estadual, e por isso teria mudado de legenda, o que é negado pelo PRTB.

Almeida vai disputar eleição pelo Partido Social Democracia Cristã (PSDC).

Cícero Filho (PCdoB)

Oficial de Justiça, músico, jornalista e apresentador de um programa de TV, Cícero Filho é formado em Direito, com especialização em Ciências Criminais.  É presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça de Alagoas (Sindojus/AL) e diretor da Federação Nacional dos Oficiais de Justiça (FojebraA).

Cícero Filho teve o nome escolhido pelos comunistas- Partido Comunista do Brasil (PCdoB) - para disputar a Prefeitura de Maceió, em conferência realizada em novembro de 2019.

Corintho Campelo (PMN)

Ex-prefeito de Maceió, entre 1982 e 1983, Corintho Campelo também é mais um candidato que deseja retornar à chefia do Executivo da capital.

Engenheiro e com 36 anos de militância pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), Campelo anunciou recentemente sua desfiliação, após uma disputada dentro do partido com o presidente da legenda, em Alagoas, Ronaldo Lessa, quanto ao nome para a disputa eleitoral.

Em abril, Campelo anunciou sua pré-candidatura à Prefeitura de Maceió pelo Partido da Mobilização Nacional (PMN).

Davi Davino Filho (PP)

O então deputado estadual Davi Davino Filho, foi eleito em 2014, aos 27 anos, como o mais jovem parlamentar da região. Em 2018, foi eleito para um segundo mandato, com 39.342 votos. Davi é filho do vereador Davi Davino.

Criador da Frente Parlamentar da Juventude, Davino Filho também tem o nome apontado em pesquisas, entre os que possuem mais intenção de votos para a Prefeitura de Maceió. Sua pré-candidatura pelo Partido Progressista (PP) tem o apoio de partidos da base aliada do presidente Bolsonaro, como o Partido Social Liberal (PSL).

JHC

Em seu segundo mandato como deputado federal, João Henrique Caldas foi eleito pela primeira vez, em 2014, e para o segundo mandato em 2018. Em ambos os pleitos, foi o deputado mais votado no estado com 135.929 e 178.645 votos respectivamente. Na eleição de 2018, também foi o deputado federal mais votado do país, em termos proporcionais e foi terceiro secretário da Câmara.

Advogado, natural de Maceió, JHC é filho do ex-deputado João Caldas da Silva, que também disputou a prefeitura de Maceió, em 2000, mas não passou para o segundo turno. Na ocasião, Katia Born venceu a eleição.

JHC iniciou sua carreira política aos 23 anos, como deputado estadual, em 2010. Durante seu mandato, ele denunciou um esquema de corrupção na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), envolvendo mais de R$ 500 milhões de danos aos cofres públicos. Conforme a denúncia, o valor correspondia a Gratificações por Dedicação Exclusiva (GDE). O caso teve repercussão nacional.

Nas eleições de 2016, JHC disputou a Prefeitura de Maceió e ficou em terceiro lugar como candidato pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), 21,78% dos votos válidos (menos de 3% de diferença para o segundo colocado, Cícero Almeida na disputa contra Rui Palmeira, que venceu a eleição com mais de 46% dos votos válidos.

Desta vez, pelo mesmo partido JHC também tem nome citado entre os que possuem maior intenção de votos para a Prefeitura de Maceió.

Josan Leite (Patriota)

Josan Leite Pereira Barros é o candidato do Patriota para disputar a Prefeitura de Maceió. Natural de Recife, ele é engenheiro com especialização em Administração de Empresas. Foi líder estudantil, líder do movimento jovem empreendedor e de combate à corrupção. Foi diretor do Clube de Engenharia, Conselheiro do CREA e é perito de engenharia.

Em 2016, Josan concorreu a uma vaga na Câmara de Vereadores de Maceió, pelo Partido Social Liberal (PSL), mas não foi eleito e ficou como suplente.  Já em 2018, ele disputou o cargo de governador de Alagoas, pelo mesmo partido, obteve 43, 208 votos (11,06% dos válidos), foi o segundo candidato mais votado, atrás apenas de Renan Filho, que venceu e foi reeleito com 1.001.053 votos.

Lenilda Luna

Única mulher pré-candidata à Prefeitura de Maceió, até o momento, Lenilda Luna é jornalista, servidora pública e disputará o pleito pelo partido Unidade Popular (UP), cujo direito para lançar candidaturas foi reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em dezembro de 2019.

Lenilda tem mais de 30 anos de militância em defesa dos direitos trabalhistas. Pernambucana, nascida em Cabo, ela é filha de alagoanos, formada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Santa Cruz, na Bahia, e em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Trabalhou em rádios, TVs no estado e atualmente, atua na Assessoria de Comunicação da Ufal, no Movimento de Mulheres Olga Benario, no Movimento Luta de Classes, na base do Sindicatos dos Trabalhadores da Ufal, com o Coletivo Resistir e Lutar, além de ser da direção do partido em Alagoas e do diretório nacional.

Lenilda Luna foi considerada pelo partido a melhor indicada para unificar o campo da esquerda na disputa eleitoral em Maceió.

Ricardo Barbosa (PT)

O Partido dos Trabalhadores (PT) escolheu o ex-vereador por Maceió, Ricardo Barbosa para a eleição à Prefeitura da capital. Ele também é o atual presidente da legenda em Alagoas.

Barbosa é advogado e exerceu o mandato de vereador, quando foi eleito em 2008, pelo PSOL, com apenas 453 votos, devido a conta do quociente eleitoral. Em 2010, disputou uma vaga como deputado estadual, teve 1.874 votos e não conseguiu se eleger.

Em 2011 foi expulso do PSOL e anunciou seu retorno ao PT, onde no ano seguinte 2012, voltou a disputar uma vaga na Câmara de Vereadores de Maceió e ficou como suplente, com 852 votos.

No ano de 2016, disputou o cargo de vice-prefeito na chapa liderada pelo atual deputado federal Paulão, que ficou em quinto lugar na disputa, com 2,44% dos votos válidos.

A escolha de Barbosa como candidato do partido para disputar a Prefeitura de Maceió gerou insatisfação entre integrantes da legenda, que criticaram na época os critérios da eleição interna do PT, na qual Ricardo venceu a economista Luciana Caetano.

Ricardo Santa Rita (Avante)

Novo na política, Ricardo Santo Rita é pré-candidato a prefeito de Maceió pelo Avante.

Ricardinho Santa Rita, como é conhecido, é administrador e empresário. É filho de Carlos Santa Rita, homem de confiança de Renan Calheiros. Com passagem por Brasília, onde ocupou vários cargos nos governos de Dilma Roussef e Michel Temer. O pré-candidato à Prefeitura de Maceió tem relações com o mundo político alagoano, tendo participado das campanhas de Renan Filho e JHC.

Em 2015, Ricardo foi nomeado como assessor da então ministra da Agricultura, Katia Abreu. Em 2012, disputou a eleição em Jequiá da Praia, como vice na chapa encabeçada por Rosinha Jatobá.

Santa Rita é a posta do Avante que decidiu enfrentar a eleição para a Prefeitura de Maceió com um candidato próprio.

Ronaldo Lessa (PDT)

Ex-prefeito de Maceió, ex-governador de Alagoas, por dois mandatos e ex-deputado federal, Ronaldo Lessa deve disputar a eleição para o Executivo municipal da capital pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Lessa foi deputado estadual de 1983 a 1987; Vereador por Maceió de 1989 a 1992; foi o 64º prefeito de Maceió, com mandato de 1993 a 1996; foi o 60º governador de Alagoas, por dois mandatos consecutivos, de 1999 a 2006; deputado federal pelo estado de 2015 a 2019. Foi secretário de Agricultura do governo Renan Filho, nomeado em janeiro de 2019.

Ronaldo Lessa é engenheiro civil, iniciou a carreira política em 1982 e passou pelos partidos PMDB, PSB e PDT.

Em 2018, foi novamente candidato a deputado federal pelo PDT, mas não conseguiu ser reeleito. Ficou como primeiro suplente de sua coligação, com 55.474 votos.

Ronaldo Lessa foi condenado por calunia eleitoral, à pena de oito meses de reclusão, convertida em prestação de serviços à comunidade e ao pagamento de multa. Segundo os autos, em outubro de 2010 o comitê de campanha do PDT foi arrombado e, na ocasião, dois computadores foram furtados. Na época, Lessa era candidato a governador e teria afirmado que o maior suspeito do crime era o governo, referindo-se ao então candidato à reeleição Teotônio Vilela Filho. O tribunal considerou que houve dolo na intenção de ofender a hora do adversário em disputa eleitoral. O parlamentar recorreu da decisão, que foi mantida pela justiça.

Lessa também foi investigado na Operação Navalha, onde foi condenado por peculato e crimes contra a administração pública, a 13 anos e 4 meses de prisão. Na época, ele era deputado, recorreu da sentença e foi absolvido em instância recursal em 2017, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por falta de provas.

Também por falta de provas, Ronaldo Lessa foi inocentado pelo juiz do caso da Operação Gabiru, que investigava um suposto esquema de desvio de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e outras verbas do Ministério da Educação, destinadas à aquisição de merenda escolar.

Agora, quase três décadas após se eleger prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa parece decidido a tentar um retorno comando da capital de alagoana.

*Sob supervisão da editoria 

Comunidades quilombolas lançam petição e manifesto contra falta de apoio

Documento elenca as prioridades na assistência às famílias

Representantes de 69 comunidades quilombolas de Alagoas lançaram um manifesto e petição para chamar a atenção dos governos municipal, estadual e federal, em plena pandemia da Covid-19.
 
No documento é destacada a condição de grupos étnicos, de população negra – urbana ou rural –, dotados de características próprias que se autodefinem por sua relação com o território, ancestralidade, tradições e práticas culturais singulares, as comunidades quilombolas estão amparadas no ordenamento jurídico e demandam políticas públicas específicas.
 
No combate à pandemia de Covid-19, as comunidades que compõem a Coordenação Estadual das Comunidades Remanescentes de Quilombos de Alagoas – Ganga Zumba, através de suas lideranças, vêm a público, por meio da petição, cobrar providências da União, do governo do Estado e das prefeituras das cidades onde tem quilombos acerca dos efeitos da pandemia sobre as famílias e trabalhadores autônomos.
 
“As Comunidades Remanescentes de Quilombos de Alagoas reconhecem a importância das medidas sanitárias e defendem o isolamento como medida profilática para combater a Covid-19, mas, tendo em vista, os impactos socioeconômicos, da pandemia sobre os povos originários bem como, a impossibilidade de geração de renda durante a vigência dos Decretos emitidos pelo governo estadual, as famílias se encontram num quadro bastante delicado: carência de recursos e necessidade de cuidados médicos”, destaca o documento.
 
A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e juntamente com a Anistia Internacional Brasil estão demandando a emissão, por parte do governo, de dados epidemiológicos para que se organize um amplo diagnóstico dos efeitos da pandemia sobre os povos originários, no sentido de orientar ações de respeito e proteção aos quilombos. As comunidades, desse modo, considerando suas necessidades imediatas, que foram elencadas:
 
1. No âmbito da saúde.
• Construção de unidade de atendimento dentro da comunidade;
• Organização de um cronograma de atendimento médico/sanitário permanente às famílias;
• Agente de saúde Quilombola;
• Programa de saúde mental exclusivo para atendimentos dos quilombolas para combater os efeitos psicológicos desse período de isolamento;
• Ambulâncias nas comunidades Quilombolas;
• Atendimento odontológico nas comunidades Quilombolas;
• Ausência de condições sanitárias básicas, como rede de esgoto e saneamento.
 
2. No âmbito da renda.
Os Decretos Estaduais vigentes na Pandemia impuseram o isolamento e impediu o funcionamento regular das cadeias produtivas de geração de renda para as famílias Remanescentes de Quilombos de Alagoas.
 
No manifesto também é cobrada a aprovação, no Senado, do Projeto de Lei 1142/20 que institui o auxílio emergencial de um salário mínimo às famílias indígenas e quilombolas enquanto durar a emergência pelo novo coronavírus, bem como o atendimento imediato dos direitos previstos no PL 1142/20, tais como o acesso universal à água potável; distribuição de materiais de higiene; limpeza e desinfecção de superfícies; acesso a testes rápidos, medicamentos e equipamentos para identificar a doença; profissionais de saúde com equipamentos de proteção individual; tratamento hospitalar e acesso garantido ao Sistema Único de Saúde (SUS).
 
As reivindicações ainda incluem o transporte para os pacientes das comunidades isoladas; medidas protetivas para evitar a propagação da doença, bem como outras medidas emergenciais necessárias, a exemplo do fortalecimento de unidades de saúde da família, campanha de educação sanitária alertando sobre os procedimentos necessários ao controle da contaminação e propagação da pandemia, com orientações sobre como lavar as mãos e cuidar da higiene; orientação aos agentes de saúde sobre a conduta adequada dos profissionais para a superação das práticas discriminatórias no combate ao racismo em postos e hospitais; continuidade do pagamento da bolsa permanência aos estudantes quilombolas; ampliação do pagamento da bolsa permanência aos estudantes quilombolas que ainda não recebem o auxílio; suspensão da cobrança de IPTU, taxas e dívidas contraídas por meio de financiamentos enquanto durar a emergência pelo novo coronavírus.
 
11

Fonte: Sucursal Arapiraca

"Abrir a porta da igreja é fácil, mas precisamos aprender um novo estilo de vida", diz arcebispo e anuncia reabertura das igrejas

  • Gabriela Flores
  • 31/07/2020 17:27
  • Maceió

O Arcebispo Metropolitano de Maceió, Dom Antônio Muniz Fernandes, por meio das redes sociais, divulgou nesta sexta-feira, dia 31, o Decreto de Reabertura das Igrejas. Conforme o documento, as celebrações e atividades religiosas com a presença física de fiéis serão retomadas a partir de 15 de agosto

A flexibilização das regras e retomada das atividades e serviços nos templos católicos foi elaborada com a participação de padres e diáconos, comentou Dom Antônio.

O arcebispo destacou que a pandemia da Covid-19 nos ensinou novas direções para construir um mundo melhor e termos atitudes inclusivas junto aos mais necessitados. No entanto lembrou que “abrir a porta da igreja é fácil, mas precisamos aprender um novo estilo de vida, e para isso estamos considerando as informações da OMS e da OIT.

O arcebispo recomendou que os fiéis sigam as recomendações dos protocolos do Governo do Estado quanto a evitar aglomerações, uso de máscara e os cuidados da saúde que devem ser tomados pelas pessoas que fazem parte do grupo de risco.

Entre as medidas adotadas está o distanciamento das pessoas nos assentos deve ter 1,5 metro ou mais, disponibilização de álcool em gel 70%, janelas e portas abertas além da limpeza dos objetos litúrgicos.

As igrejas devem colocar, na parta, em local visível, a capacidade máxima de fiéis por celebração e todas as medidas do protocolo de higienização.

As aulas e atividades da catequese de crianças e adultos ainda seguem suspensas.

Fase amarela: veja regras sanitárias que devem ser adotadas por bares e restaurantes

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueIlustração

Com a expectativa de Maceió para avançar para fase amarela do distanciamento social controlado, o CadaMinuto preparou um guia do que os bares, restaurantes e lanchonetes devem cumprir para manter o protocolo sanitário necessário visando o contágio do novo coronavírus entre os clientes.

Muitos empresários já iniciaram a adequação nos ambientes para atender à população e para garantir o distanciamento entre as mesas, o decreto estadual prevê que a prefeitura de Maceió libere o uso da calçada para disposição das mesas.

 
PUBLICIDADE

Os estabelecimentos não devem permitir que haja consumação de cliente em pé e higienizar frequente, cadeiras e mesas deverão ser higienizadas a cada utilização dos clientes. Também poderá trabalhar com agendamentos (se possível), considerar um modelo de negócio baseado em reservas de mesas/assentos para evitar aglomerações no local.

Na organização estrutural dos estabelecimentos, os empresários devem ter uma área específica para recebimento de mercadoria, as cozinhas devem ter área de doca e recebimento de mercadorias separadas das áreas de preparação e manipulação dos alimentos; EPI Alternativo, é recomendado o uso de protetor facial em poliuretano, como alternativa para proteção do colaborador e dos alimentos, durante a manipulação.

Outra mudança que deve ocorrer também é na apresentação dos cardápios, no qual o protocolo diz que é necessário adotar cardápios que não exijam manuseio ou cardápios que possam ser higienizados, tais como, menu board, digital com QR Code, plástico de reutilização ou papel descartável.

Buffet e Self-service

Esse tipo de estabelecimento também deve adotar algumas medidas especificas, além das gerais já recomendadas, como dispor do tempero em sachês individuais, distanciamento de 1,5m (um metro e meio) entre pessoas nas filas na entrada ou para o pagamento, com marcações no chão estabelecendo a distância; disponibilizar luvas de plástico descartáveis no começo da fila do buffet, antes de pegar os pratos para que os clientes possam se servir, e/ou possibilidade de colocar colaboradores para servir os clientes, equipados com luvas e máscara. (em caso do buffet, não ser central e nem de canto de parede); os alimentos expostos no bufê devem ser cobertos com protetores salivares com fechamento frontal e lateral; as comandas individuais em cartão devem ser higienizadas a cada uso; e também devem oferecer talheres higienizados em embalagens individuais ou talheres descartáveis, além de manter os demais pratos, copos e utensílios protegidos.

 

Durante visita a Alagoas, ministro do Desenvolvimento garante mais R$ 70 milhões para obras do Canal do Sertão

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueCanal do Sertão

Durante sua visita às obras hídricas em andamento em Alagoas, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, garantiu a liberação de mais R$ 70 milhões para a conclusão do trecho 4 do Canal do Sertão. O ministro esteve realizando uma visita técnica junto com o governador Renan Filho nas obras do canal, na manhã desta segunda-feira (13).

As obras do trecho 4, entre Senador Rui Palmeira e São José da Tapera, estão com 88% dos serviços executados. De acordo com o governador Renan Filho, o acesso à água tem permitido ao sertanejo uma mudança de vida, principalmente nos municípios onde o governo tem construído novas adutoras.

 
PUBLICIDADE

“Assim conseguimos trazer o desenvolvimento de forma definitiva para os sertanejo. Até dezembro deste ano pretendemos estar com 100% das obras do trecho 4 concluídas e iniciar o processo de construção do trecho 5”, disse Renan.

Para esse trecho 5, o ministro Rogério Marinho afirmou que se reunirá com a bancada alagoana, ainda nesta segunda, para iniciar as tratativas para liberação dos recursos e o planejamento das obras. Ele lembrou que o governo federal já liberou mais de R$ 180 milhões para as obras do canal e a proposta tem sido ampliar as obras hídricas em todo o estado.

Canal do Sertão

Considerada a maior obra de infraestrutura hídrica de Alagoas e uma das maiores do país, o Canal do Sertão contará, até sua conclusão, com 250 km de água e tem como objetivo beneficiar 1 milhão de pessoas em 42 municípios alagoanos. Atualmente, a obra já beneficia 200 mil moradores, entre Delmiro Gouveia e São José da Tapera.

Mais de 10 mil servidores públicos receberam indevidamente auxílio emergencial em AL

MPC e CGU divulgaram os números parciais envolvendo 37 municípios alagoanos

↑ (Foto: Edilson Omena)

Oauxílio emergencial é um benefício financeiro concedido pelo Governo Federal aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e tem por objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do novo coronavírus – COVID 19, não fazendo parte desse rol de beneficiários, servidores públicos. Mas em Alagoas, 10.489 servidores públicos municipais receberam indevidamente o auxílio emergencial, de acordo com levantamento parcial realizado pela Controladoria Geral da União em Alagoas (CGU/AL) em parceria com o Ministério Público de Contas de Alagoas (MPC/AL). Os dados correspondem apenas a 37 municípios que tiveram suas informações cruzadas.

O valor total dos benefícios pagos irregularmente é de R$R$6.293.400,00, considerando o pagamento de apenas uma parcela de R$600,00, porém, caso os 16.032 servidores públicos identificados nesse levantamento parcial tiverem recebido as três primeiras parcelas do auxílio emergencial, o prejuízo aos cofres públicos foi de R$18.880.200,00. Esse valor pode ser ainda maior, se algum beneficiário tiver recebido o auxílio no valor de R$1.200,00 em cada parcela.

Os 16.032 servidores públicos que se cadastraram para receber o auxílio emergencial são de Água Branca (85), Campestre (67), Campo Alegre (1.086), Capela (411), Coqueiro Seco (39), Igreja Nova (94), Inhapi (275), Jacaré dos Homens (422), Jequiá da Praia (248), Jundiá (48), Junqueiro (507), Maravilha (197), Marechal Deodoro (305), Marimbondo (99), Mata Grande (830), Messias (22), Minador do Negrão (130), Olho D’Água das Flores (194), Pão de Açúcar (268), Paulo Jacinto (53), Piaçabuçu (325), Pindoba (29), Piranhas (201), Poço das Trincheiras (108), Porto de Pedras (184), Porto Real do Colégio (313), Quebrangulo (42), Rio Largo (355), Santa Luzia do Norte (74), São Jose da Laje (77), São José da Tapera (162), São Luís do Quitunde (366), São Miguel dos Campos (982), Tanque D’Arca (125), Teotônio Vilela (1014), Traipu (379) e Viçosa (373).

Os valores correspondem apenas a uma parcela do benefício de R$600,00.

Diante desse resultado, as instituições irão encaminhar aos prefeitos dos 37 municípios a lista com o nome dos servidores públicos que receberam irregularmente o auxílio emergencial, para que cada gestor provoque seus servidores a adotarem às medidas necessárias para a devolução do dinheiro recebido indevidamente.

De acordo com o Superintendente da CGU em Alagoas, Moacir Oliveira, essas devoluções deverão ser realizadas diretamente no site do cadastro do auxílio emergencial, onde os servidores devem emitir uma guia de recolhimento dos valores indevidos a serem devolvidos a União.

“Nós vamos encaminhar ao Ministério da Cidadania a relação com os nomes dos servidores que receberam o benefício de forma irregular e certamente, eles devem suspender o pagamento das próximas parcelas”, informou Moacir Oliveira.

Para o Procurador-geral do MPC/AL, Gustavo Santos, esse número de 16.032 servidores, distribuídos em 37 municípios, é bastante considerável e lembrou que se refere apenas a pouco mais de 36% dos municípios alagoanos. “É inadmissível que servidores públicos tenham se cadastrado para receber um benefício ao qual eles não têm direito, tirando de quem realmente precisa, a possibilidade de receber esse socorro financeiro num período tão difícil em que todos nós estamos vivenciando com essa pandemia”, ressaltou.

Gustavo Santos informou que no início de junho, MPC/AL e CGU/AL emitiram ofício circular a todos os municípios alagoanos, exceto Maceió e Palmeira dos Índios, solicitando dos gestores, suas respectivas folhas de pagamento referentes ao mês de abril/2020, para efetuarem o cruzamento dos dados como cadastro do auxílio emergencial. Porém, apenas os 37 municípios citados atenderam a solicitação.

As duas instituições estão fazendo uma última solicitação aos gestores municipais para que eles disponibilizem as folhas de pagamento para o cruzamento dos dados. Caso não sejam atendidas serão adotadas medidas mais severas, uma vez que, além de descumprirem a Lei da Transparência, os gestores estão impossibilitando o trabalho do Ministério Público de Contas de Alagoas e da Controladoria Geral da União em Alagoas.

Na época do ofício circular, um levantamento preliminar realizado nas folhas de pagamento dos municípios de Maceió e Palmeira dos Índios, e também do Estado de Alagoas já apontava que 2.126 servidores haviam sido contemplados, indevidamente, com o auxílio emergencial, totalizando o valor de R$ 1.542.000,00.

Posteriormente, verificou-se que os dados disponíveis pelos três entes acima, como o CPF, não estavam completos, o que poderia não refletir a realidade das informações. Por isso, recentemente, os gestores foram oficiados a apresentarem as folhas de pagamento dos seus servidores.

O cruzamento dos dados também será ampliado para outros Poderes e farão parte da fiscalização os servidores públicos da Câmara Municipal de Maceió, Assembleia Legislativa do Estado, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas (incluindo o próprio MPC/AL), e Ministério Público Estadual. Esses têm até 10 de julho para enviarem os documentos solicitados. As listas devem conter o CPF completo e a data de nascimento de todos os servidores efetivos, comissionados, temporários, função de confiança, e titulares de mandato eletivo.

84

Fonte: Assessoria

Santana Oxente:: O MAIOR PORTAL DE NOTÍCIAS DO SERTÃO ALAGOANO

oxente_santana69@hotmail.com
www.santanaoxente.net

Newsletter

Receba noticias em primeira mão. Assine nossa Newsletter