Detran: exames práticos são cancelados em cidades do Sertão
Cada Minuto/ Assessoria
10/03/2021 18:29
Cidades
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Os exames práticos que seriam realizados nesta quarta-feira (11) e quinta-feira (12), nos municípios de Santana do Ipanema e Delmiro Golveia, Sertão de Alagoas, estão cancelados. De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran/AL), as provas serão reagendadas automaticamente para os dias 15 e 16 de abril, respectivamente.
Em Arapiraca, as provas práticas de categoria "B" (carro) também serão canceladas a partir da próxima segunda-feira (15). A medida precisou ser tomada, em caráter excepcional, devido ao aumento no número de casos da Covid-19 e as restrições sanitárias adotadas nos municípios pelo decreto estadual n° 73.518, fatores que tornaram inviável a logística para a realização dos testes.
O Detran/AL preza pela segurança dos candidatos, servidores e de toda a população neste período de pandemia. Qualquer mudança posterior no cronograma de realização dos exames práticos de direção veicular em todo o estado será previamente divulgada pelos canais oficiais do órgão.
Dia da Mulher: profissionais da saúde relatam como é atuar em meio à pandemia da Covid-19
Foto: Arquivo pessoal / Cortesia ao Cada MinutoMédica Paulette Farias Eckert durante atendimento hospitalar
A campanha do Dia Internacional da Mulher, lançada pela Organização das Nações Unidas (ONU), reforça o papel que as mulheres também possuem na linha de frente do combate à pandemia da Covid-19.
Com o tema “Mulheres na liderança: Alcançando um futuro igual em um mundo de COVID-19″, o dia oito de março deste ano celebra "os enormes esforços de mulheres e meninas em todo o mundo na construção de um futuro mais igualitário e na recuperação da pandemia”.
“A vacina foi o renascimento”
Vera Moreira, 60 anos, é a responsável pelo setor de processamento de roupa do Hospital da Mulher, em Maceió. Ela foi a primeira servidora do HM a ser vacinada nas dependências da unidade e conta que a sensação de receber o imunizante foi como renascer. “É uma sensação indiscutível. Foi como um turbilhão de emoções, que não dá para descrever”, descreve.
Vera conta que, por ser portadora de uma patologia autoimune, não pôde atuar diretamente na linha de frente durante os primeiros meses da pandemia e voltou ao trabalho presencial apenas em setembro. Ela chegou, enquanto estava em casa, a trabalhar em três lugares diferentes.
“Não tinha hora para entrar ou sair e, por causa disso, comecei a desencadear crises de pânico e precisei recuar na carga horária, até o momento em que voltei ao HM, em setembro”, relatou, acrescentando que ouve diariamente relatos dos profissionais que têm contato direto com os pacientes com Covid-19, já que seu setor não requer que ela vá diretamente aos leitos.
Vera Moreira. Foto: Ascom Sesau
Para Vera, o fato de ser uma mulher atuando na linha de frente contra a Covid-19 é motivo de orgulho, mas acredita que, por ser mulher, naturalmente já possui uma carga maior em relação aos seus colegas homens.
“Principalmente para mulheres trabalhadoras e mães solo, como eu sou, há uma carga emocional muito grande”, ela se emociona ao dizer.
“Depois de tantas coisas que vivemos e vimos, é uma sensação gratificante, mesmo com todos os riscos que nosso papel traz, de trabalhar num hospital que é referência no combate à Covid-19”, finalizou.
Gratidão
Para a Cabo Karina, 43 anos, a pandemia é um momento difícil desde o início. “A cada acionamento, colocávamos os equipamentos de proteção e íamos para as ocorrências pensando, principalmente, nos nossos familiares”.
Ela conta que, a todo o momento, ficava insegura em relação à própria segurança – e, consequentemente, a da família. “Quando nós entrávamos em algum hospital, a gente se perguntava se seríamos infectados, se poderíamos contaminar alguém da família”.
Karina relata que muitos bombeiros ficaram abalados psicologicamente a princípio, mas que, com o passar dos dias, foram se acostumando à nova rotina.
“O momento mais marcante em meio a tudo isso foi quando uma companheira nossa, a Cabo Suzan, que estava grávida, apresentou os sintomas da Covid-19 de maneira que evoluiu e veio a falecer... Acompanhamos cada dia da sua angústia desde sua chegada ao hospital até o momento que foi para a UTI e não voltou mais”, lamentou.
Cabo Karina. Foto: Arquivo pessoal / Cortesia ao Cada Minuto
Cuidar do lar é uma missão a mais para as mulheres, destaca, “mas tivemos que redobrar nosso cuidado com nossos filhos, nossos pais e nossa casa... Muitas dispensaram suas funcionárias e assumiram mais esse papel para poder preservar ainda mais seus entes queridos”.
“Não desmerecemos a importância dos nossos companheiros, mas muitas de nós precisaram assumir também a responsabilidade e o compromisso com os horários das aulas online mesmo cumprindo uma escala de serviço”, falou.
Em relação ao papel de sua profissão durante a pandemia, ela diz que se sente “um instrumento de Deus para ser usada nessa batalha e muito grata a Ele por nos manter de pé”.
Dupla jornada
Carla Cristiane Melo é enfermeira e socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Alagoas há 16 anos. Desde o início da pandemia do novo coronavírus, atuou incansavelmente na linha de frente, fazendo atendimentos em domicílios e transferências intra-hospitalares diariamente.
“Minha rotina de trabalho mudou, fui pega de surpresa. Tive que me adaptar a um novo desafio. Nossos EPIs tão desconfortáveis, geram dor, exaustão, calor, desidratação. Mas com a esperança que podemos dar conta, de prestar assistência a esses pacientes tão fragilizados”, afirmou.
Carla Cristiane Melo. Foto: Arquivo pessoal / Cortesia ao Cada Minuto
De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), somente no primeiro bimestre deste ano, o Samu já realizou 1.405 atendimentos de pacientes suspeitos ou contaminados pelo novo coronavírus. Em janeiro, foram registradas 650 ocorrências, e, em fevereiro, o número subiu para 755 chamados.
Com um fluxo intenso de trabalho, com alto risco de contaminação e transmissão, Carla relata que sua maior preocupação é que seus familiares não sejam infectados. Ela afirma que, junto a isso, vem uma carga secundária de responsabilidades domésticas para administrar.
“Nós, mulheres, temos dupla jornada de trabalho, na qual damos conta das tarefas do trabalho e de casa”, destacou.
Segundo a socorrista, todos os profissionais que compõem a linha de frente da pandemia estão esgotados. No entanto, os sentimentos de orgulho e gratidão por poder contribuir para o salvamento de vidas dão força para continuar lutando.
“Meu dever é cuidar daquele que precisa dos meus cuidados. À população, peço que fiquem em casa e usem máscaras. Vamos vencer essa batalha!”, concluiu.
Situações inesperadas
Para a médica e diretora do Hospital José Augusto (de São Luis do Quitunde), Paulette Farias Eckert, a sua experiência atuando na linha de frente da pandemia, na primeira e nessa segunda onda, pode ser definida como “assustadora”.
Por trabalhar no atendimento a pacientes com síndrome gripal, se viu diante de situações inesperadas. De acordo com o seu relato, pessoas chegam com sintomas leves e rapidamente pioram e perdem a capacidade respiratória.
“Uns dizem não sentir nada, mesmo testando positivo; outros testam negativo, mas relatam sentir todos os sintomas”, relatou.
Paulette Farias Eckert. Foto: Arquivo pessoal / Cortesia ao Cada Minuto
Durante a intensa rotina de atendimentos, a médica acabou contraindo a Covid-19. “Eu tive muito medo de precisar ir para a UTI e desenvolver sequelas. Tive medo de ficar impossibilitada de exercer minhas atividades laborais”, afirmou.
Passado o período de recuperação, ela logo retomou os atendimentos hospitalares. “Como profissional da área da saúde, fico muito feliz em poder atuar no combate dessa pandemia e contribuir salvando vidas”.
*Estagiários sob supervisão da editoria
Foto: Arquivo pessoal / Cortesia ao Cada MinutoMédica Paulette Farias Eckert durante atendimento hospitalar
A campanha do Dia Internacional da Mulher, lançada pela Organização das Nações Unidas (ONU), reforça o papel que as mulheres também possuem na linha de frente do combate à pandemia da Covid-19.
Com o tema “Mulheres na liderança: Alcançando um futuro igual em um mundo de COVID-19″, o dia oito de março deste ano celebra "os enormes esforços de mulheres e meninas em todo o mundo na construção de um futuro mais igualitário e na recuperação da pandemia”.
“A vacina foi o renascimento”
Vera Moreira, 60 anos, é a responsável pelo setor de processamento de roupa do Hospital da Mulher, em Maceió. Ela foi a primeira servidora do HM a ser vacinada nas dependências da unidade e conta que a sensação de receber o imunizante foi como renascer. “É uma sensação indiscutível. Foi como um turbilhão de emoções, que não dá para descrever”, descreve.
Vera conta que, por ser portadora de uma patologia autoimune, não pôde atuar diretamente na linha de frente durante os primeiros meses da pandemia e voltou ao trabalho presencial apenas em setembro. Ela chegou, enquanto estava em casa, a trabalhar em três lugares diferentes.
“Não tinha hora para entrar ou sair e, por causa disso, comecei a desencadear crises de pânico e precisei recuar na carga horária, até o momento em que voltei ao HM, em setembro”, relatou, acrescentando que ouve diariamente relatos dos profissionais que têm contato direto com os pacientes com Covid-19, já que seu setor não requer que ela vá diretamente aos leitos.
Vera Moreira. Foto: Ascom Sesau
Para Vera, o fato de ser uma mulher atuando na linha de frente contra a Covid-19 é motivo de orgulho, mas acredita que, por ser mulher, naturalmente já possui uma carga maior em relação aos seus colegas homens.
“Principalmente para mulheres trabalhadoras e mães solo, como eu sou, há uma carga emocional muito grande”, ela se emociona ao dizer.
“Depois de tantas coisas que vivemos e vimos, é uma sensação gratificante, mesmo com todos os riscos que nosso papel traz, de trabalhar num hospital que é referência no combate à Covid-19”, finalizou.
Gratidão
Para a Cabo Karina, 43 anos, a pandemia é um momento difícil desde o início. “A cada acionamento, colocávamos os equipamentos de proteção e íamos para as ocorrências pensando, principalmente, nos nossos familiares”.
Ela conta que, a todo o momento, ficava insegura em relação à própria segurança – e, consequentemente, a da família. “Quando nós entrávamos em algum hospital, a gente se perguntava se seríamos infectados, se poderíamos contaminar alguém da família”.
Karina relata que muitos bombeiros ficaram abalados psicologicamente a princípio, mas que, com o passar dos dias, foram se acostumando à nova rotina.
“O momento mais marcante em meio a tudo isso foi quando uma companheira nossa, a Cabo Suzan, que estava grávida, apresentou os sintomas da Covid-19 de maneira que evoluiu e veio a falecer... Acompanhamos cada dia da sua angústia desde sua chegada ao hospital até o momento que foi para a UTI e não voltou mais”, lamentou.
Cabo Karina. Foto: Arquivo pessoal / Cortesia ao Cada Minuto
Cuidar do lar é uma missão a mais para as mulheres, destaca, “mas tivemos que redobrar nosso cuidado com nossos filhos, nossos pais e nossa casa... Muitas dispensaram suas funcionárias e assumiram mais esse papel para poder preservar ainda mais seus entes queridos”.
“Não desmerecemos a importância dos nossos companheiros, mas muitas de nós precisaram assumir também a responsabilidade e o compromisso com os horários das aulas online mesmo cumprindo uma escala de serviço”, falou.
Em relação ao papel de sua profissão durante a pandemia, ela diz que se sente “um instrumento de Deus para ser usada nessa batalha e muito grata a Ele por nos manter de pé”.
Dupla jornada
Carla Cristiane Melo é enfermeira e socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Alagoas há 16 anos. Desde o início da pandemia do novo coronavírus, atuou incansavelmente na linha de frente, fazendo atendimentos em domicílios e transferências intra-hospitalares diariamente.
“Minha rotina de trabalho mudou, fui pega de surpresa. Tive que me adaptar a um novo desafio. Nossos EPIs tão desconfortáveis, geram dor, exaustão, calor, desidratação. Mas com a esperança que podemos dar conta, de prestar assistência a esses pacientes tão fragilizados”, afirmou.
Carla Cristiane Melo. Foto: Arquivo pessoal / Cortesia ao Cada Minuto
De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), somente no primeiro bimestre deste ano, o Samu já realizou 1.405 atendimentos de pacientes suspeitos ou contaminados pelo novo coronavírus. Em janeiro, foram registradas 650 ocorrências, e, em fevereiro, o número subiu para 755 chamados.
Com um fluxo intenso de trabalho, com alto risco de contaminação e transmissão, Carla relata que sua maior preocupação é que seus familiares não sejam infectados. Ela afirma que, junto a isso, vem uma carga secundária de responsabilidades domésticas para administrar.
“Nós, mulheres, temos dupla jornada de trabalho, na qual damos conta das tarefas do trabalho e de casa”, destacou.
Segundo a socorrista, todos os profissionais que compõem a linha de frente da pandemia estão esgotados. No entanto, os sentimentos de orgulho e gratidão por poder contribuir para o salvamento de vidas dão força para continuar lutando.
“Meu dever é cuidar daquele que precisa dos meus cuidados. À população, peço que fiquem em casa e usem máscaras. Vamos vencer essa batalha!”, concluiu.
Situações inesperadas
Para a médica e diretora do Hospital José Augusto (de São Luis do Quitunde), Paulette Farias Eckert, a sua experiência atuando na linha de frente da pandemia, na primeira e nessa segunda onda, pode ser definida como “assustadora”.
Por trabalhar no atendimento a pacientes com síndrome gripal, se viu diante de situações inesperadas. De acordo com o seu relato, pessoas chegam com sintomas leves e rapidamente pioram e perdem a capacidade respiratória.
“Uns dizem não sentir nada, mesmo testando positivo; outros testam negativo, mas relatam sentir todos os sintomas”, relatou.
Paulette Farias Eckert. Foto: Arquivo pessoal / Cortesia ao Cada Minuto
Durante a intensa rotina de atendimentos, a médica acabou contraindo a Covid-19. “Eu tive muito medo de precisar ir para a UTI e desenvolver sequelas. Tive medo de ficar impossibilitada de exercer minhas atividades laborais”, afirmou.
Passado o período de recuperação, ela logo retomou os atendimentos hospitalares. “Como profissional da área da saúde, fico muito feliz em poder atuar no combate dessa pandemia e contribuir salvando vidas”.
Com o avanço da Covid-19, o enfrentamento da doença necessita de recursos. Dessa forma, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) pediu a governadores, em reunião realizada segunda-feira (2), que os gestores estaduais atuem junto aos deputados federais para que as emendas parlamentares sejam aplicadas, exclusivamente este ano, no combate à pandemia de coronavírus.
Diante dessa situação, a reportagem da Tribuna Independente buscou os parlamentares federais para saber se estão dispostos a liberar suas emendas somente para enfrentar a pandemia.
A assessoria da coordenadora da bancada federal alagoana, deputada Tereza Nelma (PSDB), disse que os deputados tinham até semana passada para fazerem suas indicações de emendas e assim o fizeram.
À Tribuna, o deputado Paulão (PT), explicou que as emendas impositivas têm uma definição que independe do parlamentar. No entanto, ele afirmou que acha a ideia importante e está aberto para o diálogo.
“Metade dos recursos é impositiva para várias políticas públicas e metade é destinada à saúde. Eu já vinha fazendo essa destinação há muito tempo. Antes da própria pandemia eu aloquei recursos para a Uncisal. Eu já tinha alocado recursos para o Hospital Santa Rita em Palmeira dos Índios e para o Hospital Regional de Arapiraca. Que são hospitais estratégicos. Eu estou aberto para dialogar com o governador que é um parceiro e a gente verificar a estratégia”.
Já o deputado Pedro Vilela (PSDB), pontuou que em parceria com o senador Rodrigo Cunha, conseguiu viabilizar R$ 100 milhões de reais em emendas. Ele ressaltou que a destinação das emendas foi feita, com alocação de 35 milhões de reais para a saúde, e que a depender do cenário, é possível redirecionar esses recursos para o combate à Covid-19.
“Porém, é importante focar na qualidade do gasto público, já que, até este momento, não foi apresentada à bancada uma situação de restrição de recursos. Se a necessidade de dilatação da rede de atendimento intensivo sofrer com a necessidade de um volume maior de dinheiro, com certeza a Bancada irá atender essa demanda”.
Após visitas a bairros da capital, coordenador do Gabinete para Enfrentamento à Covid-19 diz que cenário é preocupante
Redação*
24/02/2021 15:09
Maceió
Apesar do crescimento do número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, o coordenador do Gabinete de Gestão Integrada para o Enfrentamento à Covid-19, Claydson Moura, em visita a diversos bairros da capital constatou, nesta quarta-feira, dia 24, um cenário preocupante de descumprimento do distanciamento e uso de máscaras, principalmente na periferia.
Segundo a assessoria de Comunicação Moura reforçou que a população precisa fazer a sua parte para que não sejam necessárias ações mais restritivas, como o fechamento do comércio. Por isso, as pessoas precisam cumprir as medidas necessárias, como distanciamento social, higienização das mãos e uso de máscara.
“A prefeitura chama atenção ao que a mídia nacional tem mostrado. Muitas cidades e muitos estados já estão fazendo lockdown. Pernambuco tem 63 cidades fechando o comércio entre 20h e 5h, e sabemos que isso é muito prejudicial para o desenvolvimento econômico, para a economia e, sobretudo, para os pequenos comerciantes”, declarou.
Feiras e mercados
A situação mais grave de descumprimento das medidas de prevenção ao coronavírus, segundo Moura, foi observada nas feiras livres e mercados públicos. Os locais têm grande concentração de pessoas e, ao mesmo tempo, a maioria nem sequer usa mais a máscara.
Aos demais estabelecimentos comerciais – incluindo bares -, o coordenador também orienta que reforcem o distanciamento, mantenham clientes sentados, usem máscara e façam a medição de temperatura de clientes e funcionários.
“Agora não é hora de faturar a todo o custo, é hora de manter o setor funcionando, mas com responsabilidade”, destacou.
A última atualização do Monitor de Secas aponta que em Alagoas, em janeiro, houve uma piora da seca no Sertão, marcada pelo agravamento do fenômeno, que passou da categoria moderada para grave, severidade que não era registrada desde fevereiro de 2020 e que foi identificada em 6,71% do território alagoano. Também aconteceu a expansão da área com seca moderada no estado, que passou de 14,12% para 16,99% entre dezembro e janeiro. A piora das condições se deve às chuvas abaixo da média observadas e ao aumento nas temperaturas em janeiro. Desde outubro de 2020, há seca em 100% do território. Os impactos permanecem de curto prazo no Litoral e no Agreste e de curto e longo prazo no Sertão.
Em janeiro deste ano, as áreas com seca tiveram aumento em nove das 20 unidades da Federação acompanhadas pelo Monitor de Secas em comparação a dezembro de 2020: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco e Rio de Janeiro. Já em 13 unidades da Federação, 100% de seus territórios registraram seca no último mês: Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. O Piauí se manteve com cerca de 92% de sua área com seca em relação ao mês anterior. A redução de áreas com o fenômeno aconteceu somente no Maranhão.
Foto: Divulgação/Assessoria
Em termos de severidade do fenômeno, 12 estados tiveram o agravamento da seca entre dezembro e janeiro: Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Em outras quatro unidades da Federação, o grau de severidade da seca se manteve: Bahia, Distrito Federal, Maranhão e Rio de Janeiro. Por outro lado, em quatro estados aconteceu uma atenuação da seca: Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
No Nordeste, devido às chuvas abaixo da média e ao aumento das temperaturas em janeiro, houve leve piora na condição de seca, marcada pelo aumento das áreas com seca fraca e/ou moderada em parte do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Bahia. A porção de seca grave no norte de Sergipe também se expandiu, passando a influenciar parte do território alagoano. Por outro lado, houve uma pequena redução da área com seca moderada no Maranhão, devido à ocorrência de chuvas acima da normalidade.
Já no Sudeste houve piora do cenário, com o agravamento da seca em áreas de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. O Monitor também identificou o aumento de áreas com seca fraca em Minas Gerais e Rio de Janeiro. Tanto as precipitações abaixo da normalidade quanto as temperaturas acima da média contribuíram para esse cenário. Apenas no sudoeste de São Paulo ocorreu melhora, com suavização da seca, devido às precipitações acima da média.
No Sul a atenuação da severidade da seca aconteceu nos três estados, devido às chuvas acima da normalidade nos últimos meses. Pelo mesmo motivo, houve mudança na linha de impactos, deixando grande parte do Paraná e Santa Catarina sob impactos somente de longo prazo.
Nas demais áreas cobertas pelo Monitor, em decorrência das precipitações abaixo da média, a seca grave avançou em Tocantins assim como a seca fraca passou a existir em 100% do Distrito Federal. Em contrapartida, ocorreu abrandamento do fenômeno em boa parte de Mato Grosso do Sul, devidos aos acumulados de chuvas acima da média.
O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo sitemonitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.
Com uma presença cada vez mais nacional, o Monitor agora abrange as cinco regiões do Brasil, o que inclui os nove estados do Nordeste, os três do Sul, os quatro do Sudeste, Tocantins, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. O processo de expansão continuará em 2021 até alcançar todas as 27 unidades da Federação. O projeto tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras que atuam em sua elaboração.
O Monitor de Secas é coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas. Em Alagoas, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH) é o órgão que atua no Monitor de Secas. Por meio da ferramenta é possível comparar a evolução das secas nos 19 estados e no Distrito Federal a cada mês vencido.
Em operação desde 2014, o Monitor de Secas iniciou suas atividades pelo Nordeste, historicamente a região mais afetada por esse tipo de fenômeno climático. No fim de 2018, com a metodologia já consolidada e entendendo que todas as regiões do País são afetadas em maior ou menor grau por secas, foi iniciada a expansão da ferramenta para incluir outras regiões.
A metodologia do Monitor de Secas foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica uma seca relativa – as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região – ou a ausência do fenômeno.
Segurança Pública contará com Comissão de Proteção à Mulher
Equipe será responsável por elaborar políticas de prevenção à violência contra a mulher
↑ Secretário Alfredo Gaspar com o secretário adjunto Coronel Elias e Coronel Camila Paiva discutindo ações da Comissão de Proteção à Mulher (Foto: Ascom SSP/AL)
ASecretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP) deu mais um importante passo no combate à violência com a criação da Comissão de Proteção à Mulher. O grupo será responsável pela implementação e acompanhamento de políticas de segurança pública e controle da violência e criminalidade contra a mulher.
Em ato simbólico, o secretário de Segurança Pública, Alfredo Gaspar, com o secretário Executivo de Políticas de Segurança Pública, coronel Elias Silva de Oliveira, assinou a minuta de criação da Comissão de Proteção à Mulher, que será coordenada pela tenente coronel Camila Paiva, do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL).
“A partir de agora Alagoas inova tendo no âmbito da Segurança Pública uma comissão dando os encaminhamentos devidos a todas às demandas relacionadas a proteção à mulher alagoana, principalmente coordenando ações educativas e preventivas que tanto precisamos para, cada vez mais, Alagoas avançar no combate à violência contra a mulher”, disse o secretário.
De acordo com a coronel Camila, a ideia é fazer um trabalho multidisciplinar envolvendo o Ministério Público, o Tribunal de Justiça, a OAB, Secretarias (de Educação, Saúde, Prevenção à Violência, da Mulher), e conselhos municipais coordenados pela Secretaria de Segurança Pública para promover a prevenção e consequente redução dos números da violência contra a mulher.
“Não existe no Brasil nenhuma secretaria de Segurança Pública que tenha um órgão responsável por coordenar as atividades e políticas voltadas para proteção à mulher. A SSP está inovando com essa comissão, que vai coordenar todas as ações ligadas a violência contra a mulher nas três fases: prevenção, combate e o pós-violência”, disse a coronel.
A Comissão de Proteção à Mulher será lançada oficialmente na semana do Dia Internacional da Mulher.
ASecretaria de Segurança Pública (SSP) realizou mais uma operação integrada de saturação no interior do estado. Desta vez, a ação ocorreu nos municípios de Delmiro Gouveia, Água Branca, Mata Grande, Pariconha, Inhapi e Canapi na noite de quarta-feira (10).
Um veículo roubado foi recuperado durante uma abordagem na estrada que liga Mata Grande e Inhapi. O carro, um Cobalt de cor prata e de placa QXG-7178, de Belo Horizonte, Minas Gerais, estava em posse de um homem que o havia comprado sem a documentação. Também foi apreendida uma pistola calibre 9 milímetros e um quilo de maconha.
A operação contou com a participação das Polícias Civil e Militar e o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A operação visa reprimir a criminalidade e promover mais segurança nos municípios e foi coordenada pessoalmente pelo secretário de Segurança Pública, Alfredo Gaspar de Mendonça.
A ação seguiu os mesmos moldes das anteriores também coordenadas pelo secretário, ocorridas em União dos Palmares, Coruripe, Arapiraca, Penedo e nas cidades da região Norte do estado, onde guarnições da Polícia Militar e da Polícia Civil realizaram abordagens em locais públicos com concentração de pessoas, em veículos e em estabelecimentos comerciais.
“Montamos pontos de bloqueio junto com a PRF e o BPRv e fizemos abordagens nas áreas mais críticas de Delmiro Gouveia. Em seguida, partimos para essas outras cidades”, explicou o coronel Anaximandro, comandante do 9° Batalhão de Polícia Militar.
Participaram da ação, além do secretário Alfredo Gaspar, o delegado geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, o coronel Bittencourt, comandante-geral da PMAL, o Delegado Rodrigo Rocha Cavalcante, da 1° DRP, Delegado Carlos Alberto Reis, da Gerência de Polícia Judiciária – Área 4, o tenente coronel Anaximandro, comandante do 9° Batalhão, e ainda militares do Batalhão de da Radiopatrulha (BPRp), do Batalhão Rodoviário (BPRv), do Pelotão de Operações Especiais (Pelopes), da COPES, da Asfixia, do Tigre e, ainda, equipes da Polícia Rodoviária Federal.
Com risco de aglomeração, fiscalização contra paredões de som será "tolerância zero"
Redação*
10/02/2021 18:30
Maceió
Durante um encontro com a Polícia Militar, nesta quarta-feira (10), o secretário municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social, Thiago Prado, informou ao comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Carlos Alberto, que uma das tarefas do Município, neste carnaval, é coibir os excessos provocados pelos paredões de som.
A medida é para evitar aglomerações provocadas pelos equipamentos de som. “As equipes da Prefeitura vão se dividir e estarão atentas para atuar com a PM, caso seja necessário, para evitar a perturbação do sossego alheio”, diz Prado.
“Reforçamos que a tolerância para os paredões de som será zero”, completa Claydson Moura, coordenador do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) de Prevenção à Covid-19.
A Prefeitura de Maceió apresentou ao Comando de Policiamento da Capital (CPC) detalhes do planejamento a ser executado durante o período. Estão previstas blitz em diversos pontos da cidade, com abordagens sociais, sempre visando à conscientização do povo.
Prado pediu ao coronel Luna suporte do serviço de inteligência da Polícia Militar para compartilhar informações acerca da realização de eventos clandestinos na capital. A Secretaria de Segurança Comunitária recebeu a informação de que festas privadas e blocos de rua estão sendo organizados para acontecer durante o carnaval. O secretário apela pela consciência de todos para evitar um atuação mais enérgica.
Para Claydson Moura, o plano do Município tem um só objetivo: fazer valer os decretos que proíbem aglomerações na pandemia. Ele comenta que a parceria com a PM e com o Ministério Público Estadual (MPE), também já assegurada para atuação em conjunto, visa a proteção do maceioense e do visitante, que escolheu a cidade para passar o carnaval, mesmo sem as festas previstas. “Teremos equipes fiscalizando todos os dias de festa, os três horários”, afirmou.
O coronel Luna garantiu que a PM estará disponível para ajudar o Município no que for necessário. Para isso, já compartilhou os telefones dos coordenadores de área e do Comando para eventuais contatos feitos ao longo do período. “A missão da Polícia Militar é garantir a segurança da sociedade e a tropa está à disposição da Prefeitura de Maceió para atuar em conjunto”, prometeu o comandante do CPC.
Apesar de a folia ter sido suspensa na capital, órgãos do Poder Executivo Municipal estarão nas ruas, entre os dias 13 e 16 de fevereiro, para fiscalizar o cumprimento de todos os decretos sanitários em vigor, que preveem normas de distanciamento social e condenam as aglomerações.
Por outro lado, quem for flagrado infringindo as diretrizes pode ser responsabilizado. Em caso de pessoa jurídica, há risco, inclusive, de suspensão do alvará de funcionamento por até seis meses. Da mesma forma, os prestadores de serviço da orla marítima já foram orientados quanto à obediência das normas de uso do solo e de distanciamento social aplicado durante a pandemia.
BBB: ‘Para conhecer tragédias cotidianas não precisa sentar à frente da TV’, diz Heloísa Helena
10/02/2021 16:53
Vanessa Alencar
Reprodução/FacebookHeloísa Helena
A ex-senadora Heloísa Helena (Rede) usou suas redes sociais nesta quarta-feira (10) para explicar as razões pelas quais não comenta o “fenômeno” do BBB21, exibido pela Globo, apesar das muitas mensagens que recebe de internautas pedindo para que ela fale sobre o programa.
“Respeito quem assiste, mas dizer que é ‘essencial’ pra conhecer as tragédias, preconceitos e mierdas da humanidade... assistindo e dando dinheiro pra empresas que vivem dessa manipulação humana?! Me poupe, né?! Até compreendo, que para estudiosos do comportamento humano o tal BBB deva ser um experimento importante, mas disponibilizar algum tempo da minha vida para alimentar esses horrores e financiar quem sobrevive dessa manipulação, jamais!!”, escreveu a ex-senador, no Twitter.
Heloísa prosseguiu dizendo que “se queremos realmente conhecer tragédias cotidianas, preconceitos malditos e outras terríveis situações extremas da humanidade, basta vivermos sem nos concentrarmos apenas nas mesquinharias do próprio umbigo. Não precisa sentar à frente da TV”.
Cancelamento
O BBB21 virou febre nacional, mobilizando os telespectadores ainda mais do que ocorria nas edições anteriores, ao trazer à baila um tema recorrente nas redes sociais, o chamado “cancelamento”, quando uma pessoa – famosa ou não – é boicotada em razão de uma atitude ou fala considerada ofensiva ou politicamente incorreta.
Mostrando ao vivo os efeitos, por vezes devastadores, da cultura do cancelamento em “cancelados”, o BBB21 revelou o outro lado da moeda e provocou, aqui fora, o cancelamento dos “canceladores".
Por causa da Covid-19, retiro de Carnaval da Arquidiocese de Maceió será online
Redação*
06/02/2021 16:12
Geral
Cada MinutoDom Antonio Muniz
Devido à pandemia de Covid-19 e seguindo as recomendações dos protocolos sanitários, o tradicional retiro da Arquidiocese de Maceió acontecerá este ano de forma virtual. Como os encontros presenciais estão proibidos, o objetivo é unir toda a Igreja para este momento, onde direto de suas casas, as pessoas poderão iniciar sua preparação para a Quaresma.
De acordo com informações da assessoria de Comunicação, como estamos no Ano de São José, o tema para este retiro não poderia ser outro. Iniciando no dia 12 às 17h com a celebração da missa, encerrando-se no dia 16 às 19h30 com o terço do patrono da Igreja.
Durante os cinco dias, as pessoas poderão participar virtualmente de palestras, adoração ao Santíssimo Sacramento, momentos de oração e louvor.
“Iremos fazer com a participação imensa da Arquidiocese. Será um grande momento de oração e vigília para a Quaresma”, disse o arcebispo metropolitano, Dom Antônio Muniz, OCarm.
A programação conta com três palestras: no dia 13, o Protagonismo sem paralelo, será o tema abordado pelo Padre Elison Silva. No dia 15, o Padre Sérgio Ricardo falará sobre “Exemplo para os homens de hoje”, e no dia 16 a “A dignidade do Trabalho” será a reflexão do Padre Jorge Augusto.
A transmissão do retiro deste ano ocorrerá pelas redes sociais da arquidiocese: @arqdemaceio.
Confira a programação completa:
RETIRO DE CARNAVAL
Tema: Ano de São José
12/02
17h Missa de Abertura
19h30 Terço de São José
13/02
8h30 Laudes
9h “Protagonismo sem paralelo” – Pe. Elison Silva
10h30 Adoração
11h30 Hora Média
17h Missa
19h30 Terço de São José
14/02
10h Santa Missa
15h Adoração
16h II Vésperas
19h30 Terço de São José
15/02
8h30 Laudes
9h “Exemplo para os homens de hoje” – Pe. Sérgio Ricardo
Alagoas já vacinou 62.223 contra a Covid-19; estado recebe neste final de semana mais 34 mil doses
Redação*
06/02/2021 08:48
Saúde
Até esta sexta-feira, dia 05, dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio do Programa Nacional de Imunização em Alagoas (PNI-Alagoas), com apoio técnico do Conselho Municipal de Secretarias de Saúde de Alagoas (Cosems/AL), revelaram que 62.223 alagoanos já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19.
Neste final de semana, o estado vai recebem 34 mil novas doses da vacina Coronavac A nova remessa poderá ampliar a faixa etária de imunização entre os idosos, além de dar continuidade à vacinação dos profissionais de saúde.
“Isso vai permitir que nós possamos dar seguimento ao processo de vacinação em Alagoas, que já se destaca como um dos mais ágeis do país”, comunicou Renan Filho. “Com essas 34 mil doses, nós seguiremos vacinando os profissionais de saúde, mas vamos dizer que destinemos 20 mil doses para vacinar idosos. Agora, provavelmente, vacinaremos as pessoas com 84, 83, talvez com 82 anos também. Vamos pegar os anos que dêem exatamente essa quantidade de vacinas”, comentou o governador.
Em relação aos municípios alagoanos, segundo o Cosems, a vacinação já ocorre nos 102 municípios existentes no estado.
Onúmero de assassinatos de pessoas trans triplicou em 2020 no estado de Alagoas, conforme dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra). Foram oito homicídios em 2020 contra dois no mesmo período de 2019. O estado ocupa a sexta posição no ranking nacional de mortes e é o terceiro do Nordeste.
Joana Domingos, de 19 anos, faz parte dessa estatística. A transexual foi assassinada a tiros, no dia 25 de outubro do ano passado, na zona rural do município de Rio Largo. Joana Domingos, nome social de João Paulo Domingos da Silva, foi vítima de disparos de arma de fogo às margens de uma rodovia, na entrada do Conjunto Antônio Lins, no bairro Mata do Rolo.
Para Nildo Correia, presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), a exposição à violência, o abandono e a vulnerabilidade são fatores que têm favorecido o crescimento da violência. “Os números do relatório da Antra são um exemplo negativo da falência das políticas públicas divulgadas pelo Estado. Infelizmente boa parte dos crimes não tem identificação do suspeito, comprometendo a investigação. Em muitos dos casos, não existe nem o suspeito, quanto mais o réu confesso”, declarou.
Para Correia, abandono e vulnerabilidade favorecem crescimento da violência (Foto: Sandro Lima/Arquivo TH)
De acordo com Nildo Correia, a população trans ainda sofre para conseguir emprego, por exemplo, e muitas acabam na prostituição ou no trabalho informal. “Nosso país é onde mais se mata a população LGBTQIA+”, frisou.
Para Bruna Benevides, secretária de articulação política da Antra e uma das autoras do dossiê, a violência contra a população trans está intimamente ligada à falta de direitos básicos como educação e saúde, assim como a exclusão familiar e ausência completa de políticas públicas.
Segundo ela, foram as diversas formas de violências e o descaso estrutural do Estado que impossibilitaram as mulheres trans de realizar o isolamento social durante a proliferação do coronavírus, as deixando mais expostas à contaminação e à violência durante a maior crise sanitária da história.
Ainda de acordo com a secretária de articulação política da Antra, os números representam uma população onde a maioria vive em situação de vulnerabilidade. “Que realmente precisou, durante a pandemia, continuar na rua e tendo que se prostituir”, frisou. “Então elas eram muito mais expostas, visto que tinha menos policiamento, menos pessoas na rua, um cenário que favorece a impunidade”, completou Bruna Benevides.
Outro dado que chamou a atenção do dossiê é que 72% dos assassinatos foram de travestis e mulheres transexuais profissionais do sexo. Segundo a organização apontou, 90% desta população está na prostituição, enquanto somente 6% está no mercado formal e 4% na informalidade.
Mulher trans e militar da marinha, Benevides afirmou que os crimes acontecem com requintes de crueldade, pelo uso excessivo da força e vandalização dos corpos. Para ela, os assassinatos são impulsionados pelo discurso de ódio reverberado em todo o Brasil.
80% dos homicídios são contra transexuais e travestis negras
De acordo com o dossiê, mulheres trans e travestis negras são 80% dos casos de assassinatos contra pessoas trans no Brasil. De acordo com o levantamento, uma pessoa trans apresenta, pelo menos, nove vezes mais chances de ser assassinada do que uma pessoa cisgênera, que é condição da pessoa cuja identidade de gênero corresponde ao gênero que lhe foi atribuído no nascimento.
“Porém, essas mortes acontecem com maior intensidade entre travestis e mulheres transexuais, principalmente contra negras, assim como são as negras as que têm a menor escolaridade, menor acesso ao mercado formal de trabalho e a políticas públicas. Travestis e transexuais negras são maioria na prostituição de rua. Proporcionalmente, são essas as que têm os maiores índices de violência e assassinatos”, diz o documento.
De acordo com a Antra, a maior concentração das mortes foi no Nordeste, que somou 43% dos crimes. A região se mantém nessa posição desde a publicação do primeiro relatório, em 2017.
A região Sudeste aparece em seguida com 34% dos casos. A região Sul está em terceiro com 8%. Tanto a região Norte quanto a Centro-Oeste registraram 7%.
NÚMEROS
Em números absolutos, São Paulo foi o estado que mais matou a população trans em 2020, com 29 assassinatos, contando com aumento de 38% dos casos em relação a 2019 – segundo aumento consecutivo, já que, em 2019, houve aumento de 50% em relação a 2018; seguido do Ceará, com 22 casos, que aumentou em 100% o número de assassinatos em relação a 2019; Bahia, com 19 e aumento de 137,5% em relação a 2019.
Minas Gerais, que saiu de cinco casos para 17; e o Rio de Janeiro se manteve na 5ª posição, indo de sete casos para em 2020 – aumento de 43%; Alagoas, com oito assassinatos; Pernambuco e Rio Grande do Norte com e RN com sete casos cada; Paraíba, Paraná e Rio Grande do Sul com cinco; Goiás, Mato Grosso, Pará e Santa Catarina com quatro; Amazonas, Espírito Santo, Maranhão e Rondônia, com três; Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Piauí e Sergipe com 2 casos cada; e Acre, Roraima e Tocantins com um assassinato cada.
Não foram encontrados casos reportados na mídia no Amapá. São Paulo, Ceará, Bahia e Rio de Janeiro aparecem entre os cinco primeiros estados com mais assassinatos de pessoas trans desde 2017. Durante o ano de 2020, o Ceará chamou a atenção da mídia pelos recorrentes casos entre julho e agosto, somando nove assassinatos somente nesses dois meses.
“Sabemos que todo mundo tem os seus ‘corres’, mas é muito importante que vocês deem atenção para as nossas existências. Nós somos negras, mulheres, somos pessoas com deficiência, evangélicas e também de matriz africana, somos pessoas do campo, somos diversas. Estamos em todas as lutas, mas seguimos preteridas quando se trata de nossas pautas. Queremos que vocês apareçam, fortaleçam, participem e ajudem a construir as atividades que serão organizadas nas suas cidades. Precisamos que vocês ouçam nossos gritos”, disseram Bruna Benevides e Sayonara Nogueira, autoras do estudo Dossiê – Assassinatos e Violência Contra Travestis e Transexuais Brasileiras em 2020.
“Procurem as instituições e se coloquem pra ajudar. A revolução que a gente tanto sonha só vai acontecer quando estivermos fortalecendo um pensamento democrático, laico, feminista, anticapacitista, antirracistas e anticissexista, e contra todas as formas de opressão. Desejamos um futuro onde estudos como esses não sejam mais necessários, mas enquanto nada for feito continuaremos gritando a plenos pulmões e esperando que o mundo inteiro ouça e aja: parem de nos matar!”, finalizaram.
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Fonte: Tribuna Independente / Texto: Ana Paula Omena
Filho confessa que pagou a criminosos para simular assalto e assassinar pai no interior
Redação*
03/02/2021 07:34
Maceió
Após a prisão, o filho de um comerciante confessou que encomendou a morte do pai, que ocorreu na noite desta segunda-feira (01), na zona rural de Joaquim Gomes, e fez a simulação de assalto para tentar despistar sua participação no crime.
No momento em que o comerciante, José Nildo Bonifácio, conhecido como ‘Gordo’, foi morto com três tiros na cabeça, o filho Leandro Bonifácio, de 24 anos, estava ao lado. Como testemunha, o filho contou aos policiais José Nildo teria sido abordado por um grupo de criminosos e após descer do veículo, ele teria voltado para pegar as muletas que estava usando, quando nesse momento, os criminosos confundiram o equipamento com uma arma e reagiram, efetuando vários disparos de arma de fogo.
Mas depois de uma investigação detalhada, os policiais desconfiaram da participação de Leandro. O documento de habilitação dele foi encontrado dentro do veículo usado pelos criminosos, que foi abandonado em m uma estrada vicinal, na região da Aldeia Wassu Cocal, perto da Fazenda “Buraco”.
Na delegacia, Leandro confessou o crime e contou que alugou o carro usado no crime, além de ter pago R$ 3 mil para que os criminosos tirassem a vida do seu pai, simulando um assalto.
Ele teria, inclusive, passado aos criminosos todas as coordenadas de onde estariam, e em que momento deveria acontecer a abordagem.
Apesar dele ter confessado, a motivação do crime ainda está sendo investigada pela polícia. As primeiras informações apontam que Leandro tinha dívidas de agiotagem, e que planejava ficar com o carro do pai para vender e quitar essas dívidas. Essa informação ainda está sendo investigada pela polícia.
APolícia Federal em Alagoas cumpriu nesta terça-feira (02), um mandado de busca e apreensão em um bairro da parte alta da cidade de Maceió durante a execução da fase ostensiva da Operação “Inocência Compartilhada 2” que investiga o compartilhamento de fotos e vídeos com cenas de pornografia infanto juvenil em grupos de aplicativos de mensagens, dos quais também participavam pessoas residentes em outros países.
A investigação é resultado da operação policial desenvolvida pela Interpol na Argentina denominada “Operacion Terra” que identificou a existência de grupos do aplicativo de mensagens Whatsapp por onde os investigados trocavam fotos e vídeos contendo imagens de abuso sexual de crianças e adolescentes com participantes de vários países. A polícia argentina identificou que um dos participantes do grupo utilizava um terminal móvel com DDD do Estado de Alagoas, o qual compartilhou imagens de crianças em situação de nudez. Diante dos fatos, a Polícia Federal representou à Justiça Federal pela expedição de mandado de busca e apreensão para aprofundar as investigações.
Embora o usuário da linha telefônica investigada não estivesse no imóvel no momento do cumprimento do mandado de busca, os policiais federais colheram informações importantes para a sua identificação e responsabilização.
O responsável responderá pelos crimes previstos nos artigos 241-A e 241-B da Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente) que punem a posse e o compartilhamento de imagens pornográficas e de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes. As penas máximas para esses crimes, se somadas, podem chegar a até 10 (dez) anos de prisão.
As investigações continuarão até a localização do responsável.