Em mais uma iniciativa para a possível reabertura da cadeia hoteleira durante a pandemia e especialmente no pós-pandemia, o Movimento Hospitalidade Segura, formado por oito entidades de hospedagem no Brasil, acabou de lançar o manual Protocolos de Higiene e Segurança, que é um documento destinado a hóspedes e colaboradores desenvolvido em atenção à pandemia do novo coronavírus.
O documento foi elaborado com a participação da ABIH, Resorts Brasil, Associação Mundial Turismo de Saúde e Bem-Estar, BLTA, FBHA, Fohb e Unedestinos e validado tanto pelo Ministério do Turismo bem como pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O manual, que será distribuído para toda a rede hoteleira, afirma que cada empreendimento deve, de acordo com seu porte e características, elaborar e/ou adotar um plano interno de ação de enfrentamento à Covid-19, descrevendo sua política interna, atuação e responsabilidades por setores sobre os protocolos que visam à retomada das operações, com segurança.
Desenvolvimento do material foi feito de forma coletiva
O trabalho teve início por meio de pesquisa em documentos de benchmarking e boas práticas tanto de âmbito nacional como internacional.
Foi elaborado coletivamente, contemplando os diversos tipos e tamanhos de empreendimentos hoteleiros, bem como as premissas básicas para garantir a prevenção em saúde e a não transmissão do novo coronavírus, a exemplo do distanciamento social, a higiene pessoal, a sanitização de ambientes, a comunicação e o monitoramento dos protocolos e recomendações.
De acordo com o presidente da ABIH-AL, André Santos, os procedimentos detalham as especificidades das adequações em cada serviço prestado pelos hotéis, a fim de assegurar o distanciamento social, higiene, sanitização dos ambientes, comunicação contínua entre colaboradores e hóspedes, atendimento emergencial e monitoramento das medidas adotadas.
MTur
Diante dos grandes impactos que a crise do coronavírus deixa no setor, o MTur também desenvolveu o “Plano de Retomada do Turismo Brasileiro”. Preocupada em minimizar as consequências e aos poucos, organizar o retorno das atividades, a pasta resolveu criar um selo.
Profissionais de saúde de Alagoas realizam ato simbólico em Maceió
Movimento Médicas e Médicos pela Democracia levará 50 cruzes pretas à praia da Avenida e denuncia negligência do governo federal frente à pandemia de Covid-19
Profissionais de saúde de Alagoas, do movimento Médicas e Médicos pela Democracia, participam de um ato simbólico na manhã deste domingo (21), a partir das 9h, na Praia da Avenida (Jaraguá), em frente à Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), em Maceió. O grupo quer chamar a atenção da população e das instituições para as mortes evitáveis e para a negligência do governo federal frente à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2). Além disso, o ato ocorre em defesa do SUS e em solidariedade às famílias, amigos e colegas profissionais de saúde que morreram por Covid-19.
As médicas e médicos levarão 50 cruzes pretas às areias da praia, onde serão fixadas, simbolizando os quase 50 mil mortos por Covid-19 no Brasil. O protesto ocorre simultaneamente em diversas capitais brasileiras.
O Brasil é o segundo em número de casos e de mortes por coronavírus no mundo, além de ser o país com o maior número de mortes de médicas e médicos (139) e de enfermeiros e enfermeiras (190), de acordo com os dados do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).
O grupo reitera que não promoverá aglomeração com a manifestação pacífica e que os profissionais que participarão do ato foram orientados sobre a utilização de equipamentos de proteção, distanciamento e atenção ao próprio estado de saúde.
O ato é organizado pela Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares (RNMP), a Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia (ABMMD), a Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), a Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi), a Federação Nacional dos Nutricionistas (FNN), a União Nacional dos Auditores do SUS (Unasus) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS).
Em um manifesto, as organizações declararam as motivações para o ato. Leia na íntegra:
“Além da homenagem a essas milhares de vítimas também nos manifestamos:
1 – Em solidariedade às famílias, amigos e colegas de profissionais de saúde que morreram por Covid-19;
2- Para alertar que a maior parte das mortes por Covid-19 em nosso país são evitáveis, caso o Governo Federal não tivesse uma posição genocida frente à pandemia;
3- Contra a intervenção militar do Ministério da Saúde, que vem comprometendo sobremaneira o trabalho técnico frente à pandemia;
4 – Contra as declarações do presidente da República, hostis aos profissionais de saúde, incentivando agressões a trabalhadores de saúde em seu ambiente de trabalho;
5 – Contra o silêncio e cumplicidade das entidades médicas, especialmente o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Federação Nacional dos Médicos (FENAM), frente às posições do Governo Federal. Além disto, nem mesmo nos sítios eletrônicos dessas entidades conseguimos saber quantos e quais os colegas médicos perderam a vida;
6- Por segurança no ambiente de trabalho dos profissionais de saúde. Demandamos mais Equipamentos de Proteção individual (EPI), e a reorganização de processos de trabalho, por gestores na saúde pública e empresas de saúde, que possibilitem menores impactos da exposição à doença ou ao stress produzido pela pandemia;
7- Pelo apoio a Campanha Leitos Únicos – Vidas Únicas, que garanta para toda a população fila única de acesso às UTI a partir do SUS, tanto nos serviços públicos como na saúde suplementar;
8- Pelo aporte adequado de financiamento do Sistema Único de Saúde. Pela supressão da Emenda Constitucional 95 (EC- 95), que congela gastos em saúde pública por 20 anos. O SUS salva vidas!!!
9-Vidas Negras Importam – total solidariedade à população negra de nosso país, maioria do povo brasileiro, minoria nos espaços de representação institucional e que vem sofrendo especialmente junto às áreas de maior vulnerabilidade social os impactos da pandemia em curso;
10- Contra a Portaria MEC nº 544, de 17 de junho de 2020, que estabelece a possibilidade da realização de estágios curriculares dos cursos da área de saúde em caráter on line e de forma remota. Além do descaso com as medidas de saúde pública, o Governo Federal vem reforçando seu descaso também com a educação de qualidade e com a formação dos profissionais da área da saúde com mais um ataque;
11- Contra a perseguição de quadros técnicos do Ministério da Saúde, frente às denúncias que vem sendo vigiados nas redes sociais e na vida privada após a intervenção militar em curso do Ministério da Saúde, remontando práticas dos tempos de arbítrio que o país viveu em períodos ditatoriais.”
Oex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, chamou de “decepcionante” a militarização da pasta em meio ao avanço do novo coronavírus. “Os médicos não sabem fazer guerra, os generais não sabem fazer saúde”, declarou em entrevista à AFP.
Mandetta (DEM), de 55 anos, que ganhou capital político na pasta, não descarta candidatar-se à presidência em 2022, junto a Sergio Moro, ex-ministro da Justiça.
Demitido pelo presidente Jair Bolsonaro em abril, Mandetta lamentou o fato de o ministério ter “perdido a credibilidade” em plena pandemia, que já deixou quase 50 mil mortos e um milhão de casos no país.
O ex-ministro continua assessorando voluntariamente autoridades regionais, mas disse nunca ter sido contatado por seus sucessores no ministério. O general Eduardo Pazuello, que tutela a pasta de forma interina, já nomeou mais de vinte militares para funções importantes no ministério no seu primeiro mês no cargo.
Esses são os principais pontos da entrevista, realizada ontem em um hotel de São Paulo.
P: O ministério modificou a divulgação dos números da covid-19. Podemos ter confiança nos números que são divulgados?
R: Toda vez que você muda a metodologia de número, aquilo quebra a confiança da população. A única coisa que não deveriam ter feito era perder a credibilidade do ministério da Saúde porque em epidemia, credibilidade é o que dá autoridade. Não temos como afirmar (se são confiáveis), temos que, junto a entidades e à sociedade civil fazer alguma avaliação e ver se se aproxima. É lastimável eles terem perdido a credibilidade que foi construída com base em números, transparência e divulgação plena à sociedade.
P: O pior já passou no Brasil?
R: Depende da cidade, o pior já passou para Manaus, para Belém do Pará. Agora São Paulo provavelmente está num platô, deve estar caminhando agora para uma tendência de queda, vamos ver como essas medidas de flexibilização vão repercutir nas próximas semanas. A mesma coisa no Rio de Janeiro. Minas Gerais parece que ainda está na fase de crescimento (de casos), nessa semana Curitiba teve um crescimento desordenado. Os próximos 15 dias serão cruciais. No Sul ainda não começou (o aumento dos casos), no Centro Oeste está começando. Se você fala do Brasil como um todo, a epidemia só poderá ser analisada com a estabilização da curva em todas as regiões, o que deve ocorrer no final de agosto ou no início de setembro.
P: Brasil poderia ter evitado mais mortes?
R: Se olhamos na relação de óbitos por milhão, o Brasil guarda uma posição mediana. O SUS se revelou um sistema que conseguiu, não tivemos mortes por desassistência.
P: Como avalia a mudança no protocolo da hidroxicloroquina feita pelo general Pazuello?
R: Dizíamos que só adotaríamos como uma recomendação no ministério quando houvesse a comprovação científica (da sua eficácia). Não é uma questão de torcer a favor ou contra. Vemos aqui uma estratégia militar nesse tipo de publicação, quando um presidente capitão propõe e um ministro general publica esse protocolo. Me parece o mais próximo de um estudo às cegas. Eles são duas pessoas que não têm nenhum compromisso com a área da saúde, eles têm compromisso com a área política e da lógica militar. Infelizmente o ministério da Saúde hoje não exerce hoje uma função de gestão da saúde, é um ministério sob ocupação militar e de números militares.
P: A militarização do ministério o surpreendeu?
R: Foi decepcionante, foi chato. Os médicos não sabem fazer guerra e os generais não sabem fazer saúde. A história vai dizer, os números vão dizer, desde que se tenha clareza e que não haja censura a eles.
P: A reabertura econômica de alguns estados é precipitada?
R: Com essa ausência do ministério da Saúde, o que a gente está vendo é essa decisão ficar com os governadores e prefeitos. Os prefeitos têm eleições em quatro meses, e estavam tomando decisões pressionados pelo calendário eleitoral. Se permanecerem fechados por mais tempo, os empresários, cultos e comércios reclamariam que o fechamento os prejudicava. Se liberassem muito precocemente superlotariam seus hospitais. Logo, essa decisão é tomada de maneira assimétrica. Alguns estados estão melhor assessorados e tem sistemas de saúde melhores que outros. É um país de muito contraste. Vamos ver com o tempo como as coisas vão se dar.
P: Tem falado com o ex-ministro Moro?
R: Sim, me dou bem com ele.
P: Há futuro político? Uma eventual chapa para as eleições presidenciais?
R: Política é destino. Não adianta você querer fazer acontecer as coisas porque você querer. Acho que a gente tem dever como cidadão, tanto eu quanto Moro, de dialogar com a sociedade brasileira e participar ativamente das eleições de 2022, seja como candidatos, chapa junto ou campos opostos, mas de fortalecer a democracia brasileira, ou como cidadão com certeza eu vou participar nas eleições de 2022.
Por Severino Carvalho - Agência Alagoas 19/06/2020 - 09h 45min Marcio Ferreira e Jean Souza0
O governador Renan Filhou acompanhou, do Palácio República dos Palmares, a transmissão ao vivo da entrega do Centro de Atendimento à Covid-19 instalado no Hospital Regional Dr. Clodolfo Rodrigues de Melo (HRCRM), em Santana do Ipanema
Unidade entra em funcionamento nesta sexta-feira (19) no Hospital Regional Dr. Clodolfo Rodrigues com vinte leitos clínicos e cinco de UTI
OGoverno do Estado fez, na tarde dessa quinta-feira(18), a entrega do Centro de Atendimento à Covid-19 Josefa Maria da Silva, instalado no Hospital Regional Dr. Clodolfo Rodrigues de Melo (HRCRM), em Santana do Ipanema, Sertão alagoano. São 25 leitos exclusivos para tratar pacientes que testaram positivo para o novo coronavírus e necessitam de internamento.
Os leitos - vinte clínicos e cinco de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) - vão estar disponíveis a partir desta sexta-feira (19) para o atendimento à população de Santana do Ipanema, pertencente à 10ª Região de Saúde, localizado na 2ª Macrorregião, que antes enviava seus pacientes com coronavírus para Arapiraca, município de referência.
“Pela primeira vez levamos leitos exclusivos para Covid-19 ao Sertão alagoano para atender o cidadão mais próximo da sua casa e evitar que o sertanejo precise se deslocar até Arapiraca ou mesmo a Maceió, em busca de atendimento”, disse o governador.
A entrega do Centro de Atendimento à Covid-19 Josefa Maria da Silva foi transmitida ao vivo por meio de uma live e acompanhada do Palácio República dos Palmares pelo governador Renan Filho e o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres.
“Esses leitos vão desafogar a rede hospitalar de Arapiraca e se somam, neste momento, aos leitos já em funcionamento na cidade de Palmeira dos Índios. Então, as regiões do Agreste e Sertão estão sendo ainda mais fortalecidas no enfrentamento à Covid. Conseguimos avançar bastante nos últimos meses com mais de mil leitos abertos em Alagoas e agora chegou a vez de Santana do Ipanema”, destacou Alexandre Ayres.
De Santana do Ipanema, o deputado federal Isnaldo Bulhões e a prefeita em exercício do município, Christiane Bulhões, apresentaram, por meio da transmissão ao vivo, as instalações do Centro de Atendimento e descerraram a placa de entrega. Eles agradeceram os investimentos feitos pelo Estado em Santana do Ipanema no enfrentamento à pandemia.
“Esse Centro integra a rede de atendimento e de combate à Covid-19 aqui em Santana do Ipanema e no Sertão de Alagoas, desde a prevenção, com as barreiras sanitárias, ao diagnóstico feito pela Central de Triagem” citou o deputado federal, acrescentando que a estrutura montada tem capacidade para receber mais cinco leitos de UTI, o que deve ocorrer em breve.
“Quero agradecer ao governador Renan Filho por essa grande iniciativa e pelo apoio do Estado aos municípios no combate à pandemia”, frisou a prefeita, que está no exercício do cargo em função do afastamento do titular, Isnaldo Bulhões, que testou positivo para o coronavírus.
“Todos nós estamos na torcida pela mais rápida recuperação do prefeito Isnaldo Bulhões, que é o decano dos prefeitos alagoanos, um homem respeitado por todos, muito experiente e um grande amigo que tenho”, declarou Renan Filho, parabenizando a prefeita pelo trabalho desempenhado à frente do município, em meio à pandemia.
Oteste de sorologia para detectar o novo coronavírus (Covid-19) tem sido objeto de muitos questionamentos pela população alagoana. O exame serve para avaliar se o organismo desenvolveu anticorpos para a doença. Com isso, muitos acabam recorrendo ao teste na ansiedade por alguma resposta.
Mas a infectologista Luciana Pacheco, gerente médica do Hospital Escola Dr. Helvio Auto (HEHA), alerta que o teste não é recomendado para todos, nem pode ser realizado a qualquer momento.
“O anticorpo IgM deve ser feito a partir do 7° dia de sintomas da doença, porque a presença dele significa que o organismo reagiu à presença recente do vírus . Ele pode ser feito até em torno 20° dia. Já o IgG, a partir do 20° dia, significando resposta tardia do sistema imunológico. Não adianta realizar o teste no início do quadro porque pode ser um falso negativo”, explica.
Ela acrescenta que o IgM é um anticorpo que o organismo produz em resposta à fase aguda da doença. Só depois disso que o organismo produz o IgG, anticorpo de imunidade tardia ou duradoura, que indica se a pessoa está temporariamente imunizada para aquele vírus. Ainda não se sabe, porém, quanto tempo dura essa proteção, e nem se todos os infectados atingem o nível suficiente de anticorpos para imunizá-los.
A infectologista aponta que os exames não devem ser feitos como diagnósticos. Estes devem ser realizados a partir de uma avaliação clínica. “As sorologias não devem ser feitas para dar diagnóstico, porque elas representam a resposta do organismo à infecção”.
Desta forma, é preciso ter precisão nos dados clínicos iniciais para a solicitação do exame no tempo correto. “O ideal é que sejam solicitados por médicos no tempo oportuno, que saibam orientar as pessoas adequadamente de acordo com os resultados”, afirma.
Descoberta: luz ultravioleta pode destruir o novo coronavírus
Por iG Saúde|13/06/2020 | 08:18
Foto: Divulgação Xenex Disinfection
Luz ultravioleta pode matar o novo coronavírus (Sars-CoV-2)
Para o processo de desinfecção contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2), máquinas que emitem raios ultravioleta têm sido usadas em hospitais – como o Santa Casa da Misericórdia de São Carlos (SP) –, objetos em supermercados na capital paulista e até em transportes públicos na China. A luz ultravioleta é capaz de destruir o vírus causador da Covid-19 de superfícies.
A eficiência da luz ultravioleta se dá porque essas ondas destroem a capa proteica e o material genético do vírus. Elas atuam no DNA e RNA, gerando mutações internas na genética e consequente morte do novo coronavírus.
O processo de combate é diferente, por exemplo, do que utilizamos no dia a dia, com água e sabão. A combinação usada para lavar as mãos funciona porque destroi a camada de gordura externa do novo coronavírus.
Há três tipos de radiação ultravioleta: UV-A, UV-B e UV-C. Elas têm diferentes capacidades de penetração e comprimento de onda. A maior parte dos raios que recebemos na Terra é do tipo UV-A.
A luz ultravioleta que vem sendo usada no combate à Covid-19 é a UV-C.
Não há garantia científica de que expor objetos à luz do sol possa destruir o novo coronavírus, porque muitos fatores influenciariam essa tentativa, como: a camada de ozônio, o horário de exposição e a umidade presente nos objetos – que poderia, inclusive, aumentar a presença de microorganismos.
Ao analisar dados dos casos da Covid-19 confirmados em Alagoas até a última quarta-feira (10), o professor do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), Francisco Rego Filho, aponta que o isolamento social no estado continua a demandar uma taxa de adesão maior. Segundo ele, a análise do comportamento da curva de contágio do novo coronavírus feita à luz de modelos matemáticos permite identificar o estágio atual da pandemia e quais as perspectivas em curto prazo. “Ou seja, nos dá uma ideia do que está acontecendo e do que vai acontecer nas próximas semanas, considerando a existência ou não de medidas preventivas”, enfatizou o docente, que é doutor em Física e ministra a disciplina no Campus Penedo.
Com dados dos boletins epidemiológicos da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) divulgados até 10 de junho, Francisco elaborou um primeiro gráfico em escala linear, considerando no eixo vertical o número de casos confirmados (18.176) e, no eixo horizontal, a quantidade de dias (94), desde a notificação do primeiro caso, o que ocorreu em 8 de março. “O que se verifica é que, até o primeiro mês, o número de confirmações teve um crescimento bem lento e, só a partir de um mês e meio, foi que começou a subir em um outro padrão de velocidade, sendo bem o que os modelos preveem. Trata-se de um crescimento exponencial, no qual a curva vai avançando devagar e, em um determinado momento, ela explode”, explicou o professor.
(Imagem: Divulgação)
A partir dessa explosão de notificações, ele fez uma projeção do que aconteceria se medidas preventivas não tivessem sido tomadas. “Caso o padrão de crescimento tivesse se mantido, teríamos chegado aos 18 mil casos há um mês, por volta do dia 60, e teríamos ultrapassado, e muito, a marca atual”. Ele ressalta que foi por volta do 55º dia que a curva continuou a subir, mas de forma mais lenta, o que provavelmente está relacionado aos efeitos das medidas de isolamento social determinadas pelos decretos governamentais, entre o final de março e abril.
Essa simulação é melhor visualizada no gráfico em escala logarítmica, que mostra a evolução dos casos em potência de 10. Francisco usou esse tipo de gráfico para analisar a curva de contágio a partir da explosão dos casos no 35º dia da pandemia em Alagoas, em meados de abril, confirmando o crescimento exponencial e a mudança que se deu no padrão desse crescimento depois do 55º dia, em 2 de maio. Esses dois períodos distintos, ele identificou como fase 1 e fase 2. “Vê-se claramente que, se não houvesse uma desaceleração da exponencial da fase 1, teríamos chegado aos 100 mil casos no 80º dia, isto é, em 28 de maio”, disse o docente, que projeta para a esta sexta-feira, 12 de junho, a confirmação de 20 mil casos.
(Imagem: Divulgação)
Com base nessas análises, Francisco defende que medidas rígidas sejam tomadas para frear ainda mais a velocidade do contágio. “Estamos na fase 2 que seria um crescimento intermediário. A curto prazo, o que dá para dizer é que vai continuar crescendo nesse mesmo padrão, conforme o modelo matemático prevê, e também porque não estamos vendo mudanças nas medidas de isolamento social. Se não houver endurecimento nas regras, o pico de casos que marca o início do achatamento da curva se tornará cada vez mais longe, o que é bem preocupante”.
Essa preocupação também foi por ele demonstrada com o gráfico que evidencia a evolução dos casos ativos. “Esses casos resultam da subtração entre o número total de confirmados e número dos casos recuperados e dos óbitos. Os ativos são o total de pessoas doentes no momento e se percebe no gráfico que esse dado é crescente. Isso preocupa porque representa o aumento da quantidade de pessoas que demandam acompanhamento, atendimento nas unidades de saúde e, nas situações em que o quadro clínico se agrava, leitos de UTI”.
Taxa de reprodução do vírus
Em um cenário no qual a vacina da Covid-19 ainda não existe, a necessidade de aumentar a adesão ao isolamento social é justificada por modelos teóricos utilizados para entender o avanço da doença. Um desses modelos simula quantas outras pessoas um infectado pelo novo coronavírus consegue contaminar. Trata-se da taxa de reprodutibilidade, denominada R0.
“Sem que nenhuma medida de isolamento seja aplicada, uma pessoa com o vírus é capaz de infectar outras três, ou seja, o R0 nesse caso é próximo de 3. Com as pessoas mantendo-se em casa, essa probabilidade diminui e, para a gente ver o tão sonhado pico ser atingido, essa taxa de reprodução precisa estar abaixo de 1 (um), o que só é possível se a adesão ao isolamento estiver acima dos 70%”, explicou o docente, acrescentando que há pesquisadores trabalhando com esse dado em Alagoas e que estimam atualmente um R0 da ordem de 1,5 a 1,7. Quanto à taxa média de isolamento no estado, em meados de abril, ela já chegou a estar acima dos 50%, mas vem caindo e tem oscilado entre 35% e 40%. Os dados são da plataforma Inloco, que reúne informações com base na localização.
Situação no interior de Alagoas
Em um outro gráfico, Francisco Rego Filho analisou os dados gerais de Alagoas, dando enfoque aos casos confirmados na capital e no interior. “Considerei como interior todos os municípios alagoanos, exceto Maceió. Neste gráfico, é possível perceber que a curva geral, desde o início, é determinada pela velocidade da curva da capital. Isso porque na fase 1 da pandemia, os casos de Maceió representavam mais de 80% do total. Depois de alguns dias, a curva da capital passou a ter uma inclinação um pouco menor, enquanto que a curva do interior veio subindo numa taxa muito mais rápida, fazendo com que, nos próximos dias, haja uma inversão e os municípios do interior passem a concentrar a maioria das notificações”, projeta o professor.
Segundo ele, dois fatores podem estar influenciando o aumento de casos no interior: o negligenciamento das medidas de prevenção ou o fato de os governos locais terem aumentado a testagem da população. Em Penedo, onde fica localizado o campus do Ifal em que o docente trabalha, a explosão de casos aconteceu no final de maio. O primeiro caso foi confirmado na cidade em 27 de abril e, até 29 de maio, eram 26. Após essa data, as confirmações de Covid-19 já somam 130, ou seja, 104 novos casos em apenas 13 dias. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura de Penedo nessa quinta-feira (11). Porém, diferem do boletim da Sesau, que contabiliza 86 casos no município até a mesma data. No dia 4 de junho, a prefeitura informou que passaria a divulgar os dados locais sem aguardar a oficialização da Saúde do Estado.
“Esse crescimento acelerado é algo que preocupa porque é no interior onde o sistema de saúde é mais vulnerável. Torna-se imprescindível aumentar a fiscalização ao isolamento, ao funcionamento de serviços considerados não essenciais, para frear o aumento exponencial acelerado dessa curva”, finalizou Francisco. Mais explicações sobre como a análise gráfica do avanço da Covid-19 em Alagoas ajuda a entender o comportamento da curva de contágio podem ser conferidas em um bate-papo ao vivo com o docente, ocorrido na terça-feira, 9, no perfil de Instagram do Ifal Penedo. CLIQUE AQUI para conferir.
Oisolamento social durante a pandemia tem afetado a saúde mental de muita gente. Ansiedade e depressão estão entre os transtornos psicológicos mais diagnosticados pelos profissionais que atendem pacientes em meio ao novo coronavírus.
Conforme a psicóloga, Ana Kilvia Cavalcante, do Centro de Amor a Vida (Cavida), em Maceió, o número de pessoas que têm procurado atendimento neste período cresceu se comparado com o antes da pandemia. De acordo com ela, a maioria das pessoas são mulheres com queixas de ansiedade ou com comorbidades relacionadas a outros problemas, como a depressão.
“Muitas ligam porque não estão conseguindo sair de casa com medo de contrair o vírus, outras porque estão confinadas há muito tempo. Um relato comum também é sobre o ambiente familiar não favorável neste momento”, contou.
A psicóloga explica que o atendimento começa por telefone por meio da ligação ou mensagem de WhatsApp pelo número (82) 98879-2710. Sendo iniciado o apoio com a escuta terapêutica que tem duração de 30 minutos; posteriormente dependendo do caso, são realizadas mais três sessões que podem acontecer também por chamada de vídeo.
Vinte seis psicólogos atendem de forma voluntária no Cavida, além de contar com mais seis acolhedores, que são estudantes de psicologia.
PESQUISA
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, de 16 países, indicou que o Brasil é o que mais tem pessoas que sofrem com ansiedade por causa da pandemia, são 41%. O segundo lugar é ocupado pelo México (35%) e o terceiro lugar pela Rússia (32%). As mulheres são as mais afetadas: 49% se declaram ansiosas, enquanto que 33% dos homens estão lidando com o sintoma no momento.
Onze por cento dos brasileiros afirmaram ter sintomas de depressão por causa da pandemia. “As declarações divididas por gênero revelam um impacto predominantemente feminino: 14% são mulheres e 7% são homens”, afirma a pesquisa.
Vinte e seis por cento dos brasileiros têm enfrentado dificuldades para dormir na pandemia. Mais uma vez, o impacto é mais alto entre o sexo feminino: são 33%, contra 19%, mostra o relatório.
Prevenção: servidores da Ufal recebem atendimento
Psicólogos do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (Siass/CQVT/Progep) iniciaram atendimento on-line para tirar dúvidas de servidores em relação a sofrimentos psíquicos ou com dúvidas sobre o atual cenário de pandemia.
A ação é destinada aos servidores públicos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O serviço tem caráter preventivo, informativo e de orientação individual, buscando melhor clarificação e organização da situação de crise. O atendimento é on-line e a interação não acontece em tempo real.
Os servidores que estiverem se sentindo emocionalmente vulneráveis devem preencher o cadastro no link e aguardar atendimento.
As informações produzidas durante o atendimento psicológico serão mantidas em sigilo, respeitando o que assevera o Código de Ética Profissional do Psicólogo. Da mesma forma, a equipe se propõe a oferecer serviços psicológicos de qualidade, baseados em princípios, técnicas e conhecimentos psicológicos, e respeitando a legislação vigente.
Os servidores podem enviar e-mails durante toda a semana e em qualquer horário. Porém, os profissionais responderão as mensagens às segundas, quartas e sextas-feiras, durante horário comercial, e seguindo a ordem de chegada na caixa de entrada do e-mail da Psicologia.
O psicólogo André Israel Werneck Miranda, do Subsistema Integrado de atenção à Saúde do Servidor, explica que uma das formas de passar por essa pandemia com menos danos é focar onde se pode ter a sensação de controle, mesmo mínima. “Porque é a sensação de controle que traz sensação de segurança. Focar no que pode ser controlado, perceber que está atuando em algo de forma ativa, e não passiva. A luta agora é desigual porque somos ameaçados enquanto sociedade, enquanto fragilidade do corpo e as relações de apoio distantes”, observou.
“Ainda estamos passando pela fase de adoecimento, agravamento de fragilidades emocionais anteriores a pandemia. Caso ocorra agravamento da situação, os adoecidos poderão descambar para formas mais grave de adoecimento mental, como a depressão ou até suicídio”, frisou.
Para completar, o psicólogo ressaltou que a intensidade do sofrimento que alguém pode vir a ter nessa época, depende da personalidade do sujeito, das experiências que ele já teve em situações parecidas, das habilidades que ele tem e principalmente da autoestima.
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Fonte: Tribuna Independente / Texto: Ana Paula Omena
OMinistério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão elaborou um plano para tornar mais rápido o processo até que vacinas contra o novo coronavírus possam ser usadas na prática. A ideia é acelerá-lo ao incentivar, de maneira simultânea, tanto a pesquisa e o desenvolvimento quanto a produção.
O ministério reservou cerca de US$ 455 milhões em subsídios para instituições envolvidas no desenvolvimento de vacinas, como parte de uma segunda proposta de orçamento suplementar para o ano fiscal atual.
A pasta também reservou cerca de US$ 1,3 bilhão em verbas extras para incentivar empresas privadas a investir em unidades de produção de vacinas.
Autoridades de saúde afirmaram a representantes de partidos governistas que esperam poder começar a vacinar a população contra o novo coronavírus na primeira metade do próximo ano. Ao mesmo tempo em que incentivam investimentos na capacidade de produção, eles também querem facilitar o processo de aprovação da vacina.
Com 13.939 pessoas infectadas pelo novo coronavírus e 557 óbitos em decorrência da Covid-19, Alagoas, infectologistas afirmam que a rápida subida de casos se dá por um conjunto de fatores, que inclui o preocupante descumprimento do isolamento social pela população.
De acordo com informações repassadas pela assessoria de Comunicaçõa do Governo do Estado, para a gerente médica do Hospital Escola Dr. Helvio Auto (HEHA), a infectologista Luciana Pacheco, a incidência da Covid-19 em Alagoas cresceu, também, em função da interiorização da doença no estado, que segue avançando em direção aos municípios, localizados além da Região Metropolitana. “Creio que o relaxamento do distanciamento entre as pessoas e a interiorização da doença colaboraram com esse crescimento tão grande”, avaliou a médica.
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Nesse contexto da baixa adesão ao distanciamento, a médica clínica e paliativista Marília Magalhães afirma que o fenômeno precisa ser avaliado sob dois prismas. “Um deles é o das pessoas que não podem ficar em casa porque necessitam trabalhar e sem auxílio financeiro estão passando por dificuldades; o outro é aquele das pessoas bem abastadas, que por questões meramente políticas pedem o fim da quarentena e minimizam os riscos da Covid-19, chegando até a serem negacionistas em relação à doença”, disse.
Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz de Pernambuco (Fiocruz/PE) apontou, essa semana, que a incidência da Covid-19 em Alagoas cresceu mais de 27 vezes no comparativo entre as primeiras quinzenas de abril e maio. Trata-se da segunda maior taxa de variação (27,2) do Nordeste, atrás apenas de Sergipe (47,8); e da terceira do Norte e Nordeste, cujo ranking é encabeçado pelo Tocantins (49,8). A média do crescimento no país foi de sete vezes, número em si já considerado alto pelos estudiosos.
“A curva de contágio da Covid-19 cresce de forma exponencial. E o que isso significa? Que ela cresce rapidamente, sempre multiplicada por um valor constante e que vai se tornando o que os especialistas na área falam como ‘matematicamente incontrolável’”, explicou a médica Marília Magalhães.
“Em Alagoas, o distanciamento social nunca conseguiu ser próximo do nível proposto pelas autoridades sanitárias mundiais de saúde e a OMS (Organização Mundial da Saúde), que é de 70%. No estado, a média fica próxima de 50% ou abaixo dela”, observou o médico oncologista Marcos Davi Melo, acrescentando que o aumento da realização de testes para a detecção da doença também contribuiu para a elevação da incidência.
Mais 843 casos de Covid-19 foram conformados em Alagoas. Dessa forma, segundo o Boletim Epidemiológico divulgado nesta sexta-feira, dia 05, o estado tem um total de 13.939 casos confirmados do novo coronavírus até o momento, dos quais 4.535 estão em isolamento domiciliar e 384 internados em leitos públicos e privados. Outros 8.461 pacientes já finalizaram o período de isolamento, não apresentam mais sintomas e, portanto, estão recuperados da doença. Há 1.412 casos em investigação laboratorial.
A assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Saúde informou que foram registradas mais 26 mortes em território alagoano. Com isso, Alagoas tem 557 óbitos por Covid-19.
Das 26 mortes confirmadas, laboratorialmente, por conta da Covid-19, 19 vítimas residiam em Maceió, 14 eram homens e tinham idades de 90, 80, 72, 71, 61, 57, 88, 46, 72, 55, 77, 47, 65 e 64 anos. As cinco vítimas do sexo feminino que residiam na capital tinham 76, 77, 64, 90 e 62 anos.
A vítima de 90 anos tinha trombose bilateral e faleceu na Santa Casa de Maceió; o homem de 80 anos era hipertenso e faleceu na Medradius; o homem de 72 anos tinha hipocausia, oligofrenia e sarcopenia e faleceu na Santa Casa de Maceió; a vítima de 71 anos tinha diabetes e faleceu no Hospital Geral do Estado (HGE); o homem de 61 anos era hipertenso e cardiopata e faleceu na Santa Casa de Maceió; o homem de 57 anos era obeso e faleceu no Hospital Arthur Ramos; o homem de 88 anos não tinha registro de comorbidades e faleceu na UPA Tabuleiro; a vítima de 46 anos tinha diabetes e faleceu no Hospital Veredas; o homem de 72 anos tinha doença cardíaca crônica e faleceu em sua residência; o homem de 55 anos era diabético e faleceu na Unimed; o homem de 77 anos era diabético e faleceu em sua casa; a vítima de 47 anos era diabética, hipertensa e ex-tabagista e faleceu na UPA Benedito Bentes; o homem de 65 anos era diabético e faleceu na UPA Tabuleiro; e o homem de 64 anos era portador de linfoma e faleceu no Hospital Universitário.
A mulher de 76 anos não tinha registros de comorbidades e faleceu no Hospital da Mulher; a vítima de 77 anos era diabética e faleceu no Hospital Veredas; a mulher de 64 anos era hipertensa e tinha doença renal crônica, e faleceu no Hospital Vida; a vítima de 90 anos não tinha registros de comorbidades e faleceu no Hospital da Mulher; e a mulher de 62 anos era diabética e faleceu no Hospital Humanité.
Mais sete óbitos foram registrados em pessoas que moravam no interior do estado, sendo quatro homens e três mulheres. Residente em Junqueiro, o homem de 59 anos era obeso, diabético e hipertenso, e faleceu no Hospital Municipal Teófilo Pereira; o homem de 72 anos, que morava em Rio Largo, era cardiopata e faleceu no Hospital Universitário; o homem de 56 anos, residente em Pindoba, não tinha registros de comorbidades e faleceu no Hospital Sanatório; e o homem de 69 anos, de Arapiraca, não tinha registros de comorbidades e faleceu no Hospital Regional.
A mulher de 54 anos, que residia em Arapiraca, não tinha registros de comorbidades e faleceu no Hospital Chama; a vítima de 73 anos, de Jacuípe, tinha doença cardíaca crônica e faleceu no Hospital Vida; e a mulher de 56 anos, morava em Paulo Jacinto, tinha diabetes e doença cardíaca crônica e faleceu na UPA Viçosa.
Os casos confirmados estão distribuídos em 101 cidades: Maceió (7.513), Arapiraca (516), Marechal Deodoro (491), São Miguel dos Campos (305), Teôtonio Vilela (276), Rio Largo (241), Atalaia (226), Coruripe (221), São Sebastião (206), Porto Calvo (198), União dos Palmares (187), Pilar (185), Palmeira dos Índios (181), São José da Laje (164), Satuba (161), Junqueiro (160), Maragogi (148), Capela (135), Jequiá da Praia (124), Murici (111), Santana do Ipanema (95), Boca da Mata (91), Craíbas (88), São Luís do Quitunde (88), Santa Luzia do Norte (85), Matriz do Camaragibe (82), Passo de Camaragibe (75), Olho d´Água das Flores (59), Girau do Ponciano (55), Anadia (52), Paulo Jacinto (51), Penedo (51), Coqueiro Seco (49), Messias (44), Pão de Açúcar (44), Batalha (43), Barra de São Miguel (41), Flexeiras (40), Barra de Santo Antônio (40), Colônia Leopoldina (38), Quebrangulo (37), Maribondo (37), Joaquim Gomes (37), São José da Tapera (36), Japaratinga (36), Piaçabuçu (36), Paripueira (35), Cajueiro (34), Delmiro Gouveia (33), Viçosa (32), Campo Alegre (29), Porto de Pedras (29), São Miguel dos Milagres (25), Major Izidoro (26), São Brás (21), Ouro Branco (21), Campestre (20), Cacimbinhas (19), Igaci (18), Jacuípe (17), Tanque d´Arca (16), Roteiro (16), Campo Grande (15), Carneiros (14), Taquarana (14), Dois Riachos (13), Porto Real do Colégio (13), Monteirópolis (12), Santana do Mundaú (12), Branquinha (12), Limoeiro de Anadia (11), Lagoa da Canoa (11), Senador Rui Palmeira (11), Pindoba (10), Traipu (9), Piranhas (9), Olivença (9), Maravilha (9), Olho d´Água Grande (8), Coité do Noia (8), Estrela de Alagoas (8), Ibateguara (8), Feliz Deserto (7), Chã Preta (7), Poço das Trincheiras (7), Novo Lino (6), Igreja Nova (6), Olho d´Água do Casado (5), Mar Vermelho (4), Pariconha (4), Inhapi (3), Canapi (3), Jundiá (3), Minador do Negrão (3), Palestina (3), Belém (2), Belo Monte (2), Jacaré dos Homens (2), Jaramataia (1) e Água Branca (1). As outras 56 pessoas que testaram positivo para a Covid-19 em Alagoas eram naturais de Pernambuco, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Santa Catarina, Maranhão, Minas Gerais e Paraná.
Óbitos
Até hoje, foram confirmados 557 óbitos por Covid-19 em território alagoano, mas quatro deles eram de pessoas residentes em Pernambuco, São Paulo, Santa Catarina e Bahia, tendo como vítimas três homens e uma mulher. Dos 553 residentes em Alagoas, 320 eram do sexo masculino e 233 do sexo feminino. Trezentas e cinquenta e quatro vítimas residiam em Maceió e as outras 199 em Rio Largo (20), Arapiraca (19), Marechal Deodoro (12), União dos Palmares (14), Coruripe (8), Satuba (6), Maragogi (6), Joaquim Gomes (5), Pilar (4), São Miguel dos Campos (4), Murici (4), Messias (4), Atalaia (4), Paripueira (4), Santana do Ipanema (4), Piaçabuçu (4), Palmeira dos Índios (3), Ibateguara (3), Jequiá da Praia (3), Paulo Jacinto (3), Barra de São Miguel (2), Teotônio Vilela (2), Campestre (2), Delmiro Gouveia (2), Penedo (2), Porto Calvo (2), Matriz do Camaragibe (2), Boca da Mata (2), Craíbas (2), Passo do Camaragibe (2), Lagoa da Canoa (2), Santa Luzia do Norte (2), São Luís do Quitunde (2), Junqueiro (2), São Miguel dos Milagres (1), Viçosa (1), Anadia (1), Limoeiro de Anadia (1), Maribondo (1), Campo Alegre (1), Batalha (1), Cacimbinhas (1), Flexeiras (1), Japaratinga (1), Novo Lino (1), Campo Grande (1), Pão de Açúcar (1), Barra de Santo Antônio (1), Cajueiro (1), Feliz Deserto (1), Major Izidoro (1), São Sebastião (1), Santana do Mundaú (1), Poço das Trincheiras (1), Belém (1), Jundiá (1), Canapí (1) Tanque D´Arca (1), São José da Tapera (1), Capela (1), Olho d´Água das Flores (1), Piranhas (1), Pindoba (1), e Jacuípe (1), segundo o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs).
Leitos de Covid-19 do Estado
Dos 1.066 leitos criados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para atender, exclusivamente, pacientes com suspeita e confirmação de infecção pelo novo coronavírus, 674 estavam ocupados até as 11h desta sexta-feira (05/05), o que corresponde a 63% do total – 178 pacientes estão em leitos de UTI, 09 em leitos intermediários e 487 em enfermaria.
O médico Marden Washington Pires Cavalcante faleceu nesta quinta-feira (4), em decorrência de complicações da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Ele era ortopedista e traumatologista e atendia no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), localizado em Arapiraca, no Agreste de Alagoas.
Marden estava internado desde o dia 19 de maio após apresentar sintomas da Covid-19. Conforme informações do HEA, o médico chegou a apresentar uma melhora do quadro clinico, mas não resistiu e veio óbito nesta quinta, no Hospital Veredas, em Maceió.
Em nota, o HEA lamentou a morte do médico, assim como o Hospital Regional de Arapiraca, onde Maden também já havia trabalhado.
Leia as notas na íntegra:
HEA
NOTA DE PESAR
O Hospital de Emergência Daniel Houly lamenta profundamente o falecimento do médico Marden Washington Pires Cavalcante.
Neste momento de grade dor, rogamos a Deus que ilumine no descanso eterno e, ao mesmo tempo, nos solidarizamos com a família, pacientes, amigos médicos e todos os colegas de trabalho que tiveram a oportunidade de conviver com o Dr. Marden.
Arapiraca, 04 de junho de 2020
Hospital Regional
O Hospital Regional Nossa Senhora do Bom Conselho lamenta a morte do médico Marden Washington Pires Cavalcante, que fez parte da nossa equipe médica.
Solidários a essa perda, enviamos nossos sentimentos a familiares, amigos e demais colegas de profissão, que também tiveram a honra de trabalhar e viver com ele. Que todos sejam consolados na certeza da misericórdia de Deus e na convicção de eu ele foi um grande homem e excelente profissional.
OBrasil registrou nesta segunda-feira 12.247 novos casos e 623 novas mortes em decorrência do coronavírus, o que eleva as contagens totais no país para 526.447 infecções e 29.937 óbitos, informou o Ministério da Saúde.
Os números são inferiores aos recordes da última semana, quando o Brasil chegou a ultrapassar as marcas diárias de 30 mil casos e mil óbitos, mas os registros das segundas-feiras costumam ser menores por causa do represamento de testes nos finais de semana.
O Brasil é o segundo país com maior número de casos de coronavírus no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que possuem 1,8 milhão de infecções, segundo contagem da Reuters.
Em relação às mortes, o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking global, abaixo somente de EUA, Reino Unido e Itália.
A divulgação diária dos números da Covid-19 no Brasil pelo Ministério da Saúde não indica que as infecções e óbitos tenham necessariamente ocorrido nas últimas 24 horas, mas sim que os registros foram inseridos no sistema no período.
De acordo com os número da pasta, São Paulo continua sendo o Estado mais afetado pela doença no Brasil, com 111.296 casos e 7.667 mortes.
O Rio de Janeiro vem na sequência, com 54.530 infecções e 5.462 óbitos. A prefeitura da capital fluminense anunciou nesta segunda-feira um plano de reabertura gradual com seis fases, que entrará em vigor na terça-feira, embora o Estado tenha prorrogado as medidas de isolamento social até o final desta semana.
O Ceará aparece em terceiro no ranking por Estados, contando com 50.504 casos e 3.188, enquanto o Amazonas soma 41.774 infecções e 2.071 óbitos.
Ainda de acordo com o ministério, 211.080 pacientes se recuperaram da Covid-19 no Brasil, enquanto 285.430 estão em acompanhamento.
Alegislação brasileira define que medicamento é todo produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico; sendo um conjunto de substâncias elaboradas que auxiliam na cura de doenças ou ferimentos. E para que esse produto possa ser comercializado no Brasil, primeiro é necessário passar por uma série de avaliações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Como esse processo pode levar algum tempo ou o valor do medicamento pode não ser muito atrativo, esses fatores podem gerar dois problemas: o contrabando e a falsificação.
Um exemplo desta situação, foi a apreensão realizada pela Polícia Rodoviária Federal no estado de Goiás, na última quarta-feira (27/5). Os agentes encontraram mais de três mil comprimidos de hidroxicloroquina contrabandeados do Paraguai para o Brasil. A carga estava escondida em uma caminhonete abordada próximo à Uruaçu, no norte do estado. “Esse é um trabalho permanente em que as abordagens têm atenção especial no narcotráfico e contrabando de produtos ilegais”, explica o inspetor Newton Morais Souza, que é chefe do Setor de Comunicação Social da PRF em Goiás.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a carga ilícita foi descoberta por acaso, durante uma abordagem de rotina em que os policiais pararam a caminhonete. “Pelo estado de Goiás estar no coração do Brasil, com diversas rodovias que cortam o estado e levam para todas as partes do país. Então, é comum realizarmos esse trabalho de fiscalização”, relata o inspetor da PRF.
Mas essa apreensão demonstra que o combate ao tráfico não é o único problema a ser enfrentado. Existe ainda a questão da saúde pública, uma vez que o contrabando pode colocar em circulação remédios falsificados.
O médico infectologista José David, diretor Científico da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, aponta o problema no consumo de medicamentos falsificados no Brasil. “Ou estão adulterados com componentes que, na maioria das vezes, são tóxicos ou simplesmente não têm o princípio ativo na sua formulação”.
Como consequência, segundo o médico, a pessoa pode ter o “avanço da doença uma vez que, na verdade, ela não está usando medicação alguma”, destaca. “O pior desse processo é que muitas vezes a pessoa está tomando uma medicação para um problema que ela acha que tem. Isso pode levar a consequências leves ou até casos mais graves e mesmo a morte do paciente”, diz o infectologista.
Além disso, a hidroxicloroquina e a cloroquina foram enquadrados pela Anvisa como medicamentos de controle especial, para evitar que pessoas que não precisam desses medicamentos provoquem um desabastecimento no mercado. E nisso, chegamos a uma prática comum no Brasil da automedicação, ou seja, consumir medicamentos sem a devida orientação de um profissional de saúde. Muitas vezes uma doença pode ter sintomas parecidos a de outra enfermidade e, por isso, tomar remédios sem a correta orientação pode agravar o estado de saúde ou esconder sinais importantes para combater a real doença.
Contrabando e falsificações em tempos de Covid-19
No atual momento em que o mundo enfrenta o novo coronavírus, cada possibilidade de cura ou tratamento são vistos com grande esperança para o fim da pandemia. Apesar disso, é preciso atenção para evitar que outros problemas comecem a surgir como, por exemplo, o frenesi decorrente da hidroxicloroquina como tratamento à Covid-19. Mesmo sem ainda possuir uma eficácia comprovada para combater a doença, o Governo Federal liberou a prescrição médica e o uso. Com isso, a compra desse medicamento aumentou 67% de janeiro a março deste ano, em comparação ao mesmo período de 2019, segundo dados do Conselho Federal de Farmácia.
Amanda Gonzaga tem 28 anos e há cerca de quatro anos foi diagnosticada com Lúpus Discoide, uma doença inflamatória autoimune, que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos, como pele, articulações, rins e cérebro, e que em casos mais graves, se não tratada adequadamente, pode matar. Uma das formas de tratamento está baseada no medicamento hidroxicloroquina, que a jovem sempre conseguiu comprar sem dificuldades. Mas agora não está mais sendo “tão fácil” assim. “Não consigo encontrar mais aqui, nas farmácias perto de casa. A última vez em que precisei ir a uma farmácia procurar o medicamento, cheguei a percorrer 25 km, porque a procura está tão grande que não se acha mais”, lamenta Gonzaga.
Para a presidente da Associação de Lúpus e Outras Doenças Reumáticas do Vale dos Sinos, Izabel Teresinha de Souza, a situação é “preocupante” e levanta a questão de necessidade de elaborar formas de proteção aos pacientes que precisam dessa medicação. “Precisamos de mais informações sobre essa entrada de medicamentos ilegais no Brasil, pois se o paciente receber um medicamento que não tem nenhum controle da Anvisa, é um risco à vida”, alerta a médica.
“São várias especialidades médicas que me acompanham para que eu possa tomar essa medicação. Então, me assusta estar em uma época na qual muitas pessoas estão estocando essa medicação em casa, sem necessidade e sem prescrição médica, enquanto existe quem precisa desse remédio para sobreviver”, ressalta Amanda.
Apesar da apreensão realizada pela Polícia Rodoviária Federal, essa é a primeira ocorrência relacionada a esse tipo de medicamento. “Não é incomum ter apreensão de outros tipos de produtos sem regulamentação no Brasil, a maior parte vem dos países vizinhos, que fazem fronteira com a gente”, explica o inspetor Newton Morais Souza. “É mais comum encontrarmos contrabando como cigarros, drogas e, principalmente, produtos oriundos do Paraguai. Em relação a medicamentos, as maiores ocorrências que nós temos são de produtos veterinários e de anabolizantes de academia”, afirmou o chefe do Setor de Comunicação Social da PRF em Goiás.
Automedicação
Medicamentos são feitos com substâncias químicas. Mesmo os produzidos apenas com produtos naturais, quando ingeridos de forma incorreta, podem causar males à saúde. “As pessoas não têm a formação e conhecimento suficiente para compreender os riscos ou benefícios dos medicamentos em cada situação”, explica o médico infectologista José David.
Desta forma, o Ministério da Saúde recomenda que os pacientes sempre procurem uma unidade de saúde antes de ingerir qualquer medicamento e faça o uso de forma como prescrito pelo profissional de saúde, evitando ingestão por tempo ou quantidade acima do necessário ou mesmo interromper o tratamento antes da hora. Além disso, é importante não se automedicar ou comprar de produtos sem uma consulta prévia com um médico. Por fim, nunca compre ou use medicamentos vencidos, de procedência duvidosa ou falsificados.