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Novo Decreto: Agreste e Sertão voltam para a Fase Vermelha e demais regiões de Alagoas retornam à Laranja

SAÚDE

Por Severino Carvalho - Agência Alagoas  0

 

As mudanças, impulsionadas pelo avanço da pandemia no estado, alteram horário de funcionamento de estabelecimentos e capacidade de público

Oaumento dos números da pandemia da Covid-19 em Alagoas obrigou o Governo do Estado a regredir as fases do Plano de Distanciamento Social Controlado. O anúncio foi feito na tarde deste domingo (7) pelo governador Renan Filho, acompanhado dos secretários da Saúde, Alexandre Ayres; do Planejamento, Gestão e Patrimônio, Fabrício Marques; do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito; e pelo presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley. A principal mudança é o retorno à Fase Vermelha, dentro do Plano de Distanciamento Social Controlado, do Agreste e do Sertão, que compõem a 7ª, 8ª, 9ª e 10ª regiões sanitárias; e à Fase Laranja do restante do estado, incluindo a capital Maceió.

As novas medidas constam no Confira o decreto Nº 73.518

Crescente ocupação de leitos para Covid reforça necessidade de cumprir medidas protetivas

Taxa de ocupação dos leitos gerais do Estado está em 64%; são 577 pessoas hospitalizadas em tratamento contra o novo coronavírus

↑ Taxa de ocupação de leitos SUS exclusivos para a Covid-19 já chegou a 64% e acendeu o sinal de alerta (Foto: Márcio Ferreira / Arquivo - Agência Alagoas)

ARede Pública de Saúde de Alagoas destinada ao enfrentamento à Covid-19 está estruturada com 896 leitos exclusivos para o tratamento da doença. As vagas estão distribuídas pelo território alagoano de maneira estratégica para atender toda a população, mas, em decorrência do avanço do novo coronavírus e com o aumento na taxa de ocupação de leitos, o número de vagas disponíveis vem diminuindo, e esse percentual já ultrapassou a casa dos 60%.

São 577 leitos ocupados, o que representa 64% do total de vagas disponíveis exclusivamente para pacientes com a Covid-19, segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Os leitos estão divididos em clínicos, intermediários e de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), e estão presentes em 16 cidades de Alagoas, distribuídos em unidades hospitalares e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

A taxa de ocupação dos leitos de UTI, onde os pacientes mais graves são internados, está próxima dos 70%, tendo atingido o percentual de 68%, de acordo com relatório da Sesau.

Para Álvaro Bulhões, coordenador médico do Hospital da Mulher (HM), o aumento do número de pacientes internados tem trazido preocupação para todos que estão na linha de frente contra a Covid-19. “Nos últimos dez dias, tivemos um aumento considerável na quantidade de pacientes, principalmente dos casos mais graves da doença. Tem sido um número acima do que esperávamos. E com todos esses leitos ocupados, pode gerar um colapso na rede de saúde pública e vários alagoanos ficariam sem atendimento”, informou o médico.

Medidas de proteção – O coordenador médico do Hospital da Mulher reforça que a população deve manter todas as medidas de proteção para reduzir o contágio e evitar que o número de vagas disponíveis continue caindo. “A alta na taxa de ocupação de leitos é um reflexo do relaxamento da população em relação às medidas protetivas. A população deve nos ajudar nesse momento de dificuldade, respeitando o distanciamento social, fazendo o uso da máscara e a constante higienização das mãos com água e sabão ou com álcool 70%”, reforçou.

Para se ter uma ideia do aumento do contágio da Covid-19, os socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Alagoas também registraram acréscimo no número de ocorrências com pacientes suspeitos ou confirmados com Covid-19. Nos dois primeiros meses de 2021, o Samu Alagoas atendeu 1.192 casos, e entre os meses de janeiro e fevereiro houve um aumento de 14% nos chamados.

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Fonte: Agência Alagoas / Texto: João Victor Barroso

Alagoas volta à Fase Amarela, suspende eventos e altera horário de estabelecimentos

Novo decreto vale, inicialmente, por sete dias e diminui capacidade de público em locais fechados

↑ Todo o estado volta à Fase Amarela do Distanciamento Social Controlado, a partir de 00h desta sexta-feira (5) (Foto: Márcio Ferreira / Agência Alagoas)

Ogovernador Renan Filho anunciou, nesta quinta-feira (4), novas medidas de enfrentamento à pandemia da Covid-19 em Alagoas. A principal mudança é o retorno de todo o estado para a Fase Amarela do Distanciamento Social Controlado, a partir de 00h desta sexta-feira (5), com vigência pelos próximos sete dias. Estão suspensos eventos e festas em geral, o funcionamento de boates está proibido, e o horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais sofreu alterações para diminuir a circulação de pessoas nos momentos de pico do transporte coletivo.

Também foram suspensas as cirurgias eletivas na rede pública pelos próximos 15 dias, com exceção dos casos de câncer e de doenças cardiovasculares.

De acordo com o novo Decreto Governamental, que será publicado no Diário Oficial do Estado ainda nesta quinta-feira, o horário de funcionamento diário de bares, restaurantes e similares passa a ser autorizado com 50% da capacidade de público e entre as 6h e as 23h. Academias, clubes e centros de ginástica passam a funcionar com 50% de sua capacidade.

Lojas localizadas no bairro do Centro de Maceió poderão abrir das 9h às 17h durante a semana e das 8h às 13h no sábado; lojas de rua e galerias comerciais de todo o estado funcionarão das 10h às 19h, de segunda a sábado; e os shoppings centers de toda Alagoas passam a funcionar das 11h às 21h.

Os templos, igrejas e demais instituições religiosas poderão abrir com 60% da capacidade de público e o transporte intermunicipal e turístico deve operar com 50% da sua capacidade.

“Tomamos a decisão de não restringir drasticamente”, explicou o governador Renan Filho, durante coletiva imprensa. “Não estamos suspendendo de maneira definitiva nenhuma atividade, com exceção de eventos e festas em geral, que estão suspensas, mas estamos no limite máximo do que o equilíbrio permite”, pontuou.

(Foto: Márcio Ferreira / Agência Alagoas)

A alteração nos indicadores da Covid-19 no estado – principalmente a elevação do número de óbitos por semana epidemiológica e da taxa de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) registrada nos últimos 15 dias – obrigou o Governo de Alagoas a publicar o novo decreto que determina a mudança para a Fase Amarela após quase seis meses na Fase Azul.

“O número de casos ativos tem aumentado seguidamente ao longo das últimas semanas e o número de internações tem crescido decisivamente”, alertou o governador. “Entretanto, é fundamental entender que, numa pandemia como essa, a doença não é individual: a doença é coletiva. Cada um precisa fazer a sua parte para que a doença não tome conta do estado como tem tomado de outras partes do país”, advertiu Renan Filho, ao lado do chefe do Gabinete Civil, Fábio Farias, e dos secretários de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, e do Planejamento, Gestão e Patrimônio, Fabrício Marques, além do presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley.

Colaboração de todos

Durante o pronunciamento, Renan Filho reiterou que o enfrentamento à Covid-19 tem duas frentes principais: os investimentos do Governo e colaboração dos cidadãos. “Se o distanciamento social e os cuidados com a higienização das mãos não forem intensificados, nós veremos a nossa taxa de ocupação hospitalar crescer. Ter leito de UTI não significa salvar todas as vidas porque uma parte das pessoas internadas na UTI não sobrevive”, disse.

“Estamos trabalhando duro para oferecer às pessoas a oportunidade de se tratarem e salvarem-se da doença. Vamos seguir abrindo leitos – já estamos com mais leitos de UTI do que no auge da crise da primeira onda –, mas mesmo com os investimentos feitos pelo Governo do Estado, com novos hospitais abertos e parceria com hospitais privados e filantrópicos, temos um limite. Se esse limite chegar, precisaremos tomar outras medidas restritivas”, considerou. “Pode voltar mais fases? Pode. Tem mais duas. A laranja e a vermelha, em que as restrições são bem maiores”, finalizou o governador.

CONFIRA AS MUDANÇAS:

Fase Amarela do Distanciamento Social Controlado

– Proibição de eventos e festas em geral;

– Suspensão de cirurgias eletivas pelos próximos 15 dias, com exceção dos casos de câncer e de doenças cardiovasculares;

– Suspensão do funcionamento de boates;

– Bares e restaurantes com funcionamento permitido entre 6h e 23h e com 50% da capacidade;

– Academias, clubes e centros de ginástica passam a funcionar com 50% da capacidade;

– Lojas no Centro de Maceió com funcionamento permitido entre 9h e 17h durante a semana, e entre 8h e 13h no sábado;

– Lojas de rua e galerias em todo o estado com funcionamento permitido entre 10h e 19h, entre segunda e sábado, e os shoppings centers entre 11h e 21h;

– Templos, igrejas e demais instituições religiosas com capacidade reduzida para 60%;

– Transporte Intermunicipal, receptivos e transportadoras turísticas com capacidade reduzida para 50%.

(Foto: Márcio Ferreira / Agência Alagoas)

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Fonte: Agência Alagoas

Prefeitura de Santana pede colaboração da população para evitar avanço da Covid-19

SAÚDE

Por ASCOM Santana do Ipanema  0

 

 

APrefeitura de Santana do Ipanema divulgou um vídeo pedindo a colaboração da população para evitar o avanço da covid-19 no município. O Poder Executivo alerta para a batalha contra o inimigo invisível: o novo coronavírus.

Para que consigamos segurar a taxa de contágio e salvar mais vidas, a colaboração de todos é fundamental.

O município reforça a orientação a população sobre a importância da prevenção com o uso correto da máscara, lavar as mãos com frequência e usar álcool em gel, evitando aglomerações e mantendo um distanciamento de no mínimo 1 metro, bem como evitar abraços, beijos e apertos de mãos. Ao tossir ou espirrar, use o antebraço para cobrir a boca e o nariz. Higienize móveis e objetos.

Um apelo também foi feito por três personagens. Um deles o pequeno Heitor Félix, de 3 anos. “Faça isso pelos seus filhos”. Já a servidora pública Maria Cláudia, pediu a população para seguir as recomendações e não colocar a sua vida nem a dá sua família em risco. Dona Lurdes, de 84 anos, reforçou o pedido. “Faça isso pelos seus pais e avós.

A mensagem final reforça que se cuidando, você protege a si e a todos à sua volta. “Faça sua parte, pois quanto mais seguimos as orientações médicas, mais cedo voltaremos a vida normal”.

Confira o vídeo na íntegra:

Alagoas recebe mais 28 mil doses da vacina Coronavac e amplia imunização para idosos de 78 anos

  •  
  • 03/03/2021 08:41
  • Coluna Labafero
Foto: Assessoria
CoronaVac

O governador Renan Filho anunciou, na manhã desta quarta-feira (03), que Alagoas recebeu mais doses da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan para dar andamento ao Plano de Imunização. 

As doses chegaram durante a madrugada em um total de 28.800 vacinas. 

“Vamos iniciar a distribuição. Os idosos com 78 anos completos serão todos imunizados. Eles somam pouco mais de 10 mil em Alagoas. Seguiremos a imunização dos profissionais da saúde”, escreveu o governador. 

Ontem, o governador Renan Filho apelou à população, mais uma vez, para que colabore mantendo o distanciamento social, evitando aglomerações e usando máscaras. Ele destacou que o Estado abriu, no último ano, 296 novos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), enquanto nos 30 anos de SUS (Sistema Único de Saúde) Alagoas havia conseguido viabilizar 186 leitos deste tipo.

Em reunião, Ayres defende redução de voos entre estados e instalação de barreiras sanitárias

  • Daniel Paulino*
  • 01/03/2021 08:39
  • Maceió
 
Foto: Carla Cleto
Alexandre Ayres

Durante uma videoconferência realizada na noite deste domingo (28), entre os gestores de saúde dos estados do Brasil, o secretário de Saúde de Alagoas, Alexandre Ayres, que esteve presente na reunião, defendeu algumas medidas para que venham a ser discutidas, visando a tentativa de frear a contaminação do novo coronavírus.

Em suas redes sociais, Ayres disse que defendeu que possa haver uma diminuição de voos entre os estados e a instalação de barreiras sanitárias nas divisas entre as unidades federativas.

O último boletim epidemiológico emitido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), deste domingo (28), confirmou mais dez mortes em território alagoano. Com isso, Alagoas tem 2.999 óbitos por Covid-19.

O boletim destacou ainda que há 11.514 casos em investigação laboratorial, sendo esses, pacientes que procuraram as unidades de saúde com sintomas da Covid-19, realizaram o exame e aguardam o resultado.

Nas últimas 24 horas, 680 novos casos de Covid-19 foram registrados. Dessa forma, o estado tem um total de 131.746 casos confirmados do novo coronavírus até o momento, dos quais 2.930 estão em isolamento domiciliar. Outros 125.307 pacientes já finalizaram o período de isolamento, não apresentam mais sintomas e, portanto, estão recuperados da doença.

Na última semana, o governador Renan Filho (MDB) disse que não pensa - no momento - em fechar o comércio em Alagoas por causa dos casos da covid-19, mas fez um apelo à sociedade. Ainda segundo Renan, apesar dos casos da covid-19 e da nova variante, o Estado não está pensando em promover novos fechamentos.

“Mas precisamos saber que estamos vivendo numa pandemia e que ela precisa ser controlada na ação individual de cada um, e o Estado precisa atender quem adoece. É preciso que cada pessoa faça sua parte. Que os donos de estabelecimentos cuidem dos seus funcionários, que as pessoas não aglomerem ou façam festas”, disse Renan.

*Sob supervisão da editoria

Médico alerta população para aumento de casos de Covid-19 no Sertão alagoano; veja vídeo

  • Redação - Fonte: CadaMinuto
  • 27/02/2021 16:50
  • Municípios
 
Foto: Reprodução
Médico Jacob Medeiros alertou população em vídeo divulgado nas redes sociais.

Com o aumento do número de casos de Covid-19 em Alagoas, inclusive no Sertão. O crescimento da taxa de ocupação de leitos preocupa os profissionais de saúde. Com o intuito de alertar a população, o médico Jacob Medeiros, que atende no município de Santana do Ipanema, usou as redes sociais para fazer um aos moradores da região.

Medeiros ressaltou a importância de a população manter as medidas necessárias para evitar a contaminação pelo coronavírus, enfatizou que os cuidados devem ser redobrados e lembrou o número de mortes diárias no estado.

"A pandemia está em um crescimento preocupante. Aqui em Alagoas, mais de 10 pessoas estão perdendo suas vidas diariamente. [...] fiquem em casa e só saiam em caso de extrema necessidade. Usem máscaras de forma adequada e usem álcool em gel o tempo inteiro", pediu o médico.

Jacob Mendonça, que é clínico geral, também citou os números estão aumentando na cidade sertaneja, “Em Santana do Ipanema os casos tem aumentado assustadoramente", frisou.

Veja o vídeo:


De acordo com a Secretaria de Saúde de Santana do Ipanema, o município tem um total de 2.756 casos confirmados da Covid-19. Há 104 casos suspeitos e 43 óbitos, conforme o boletim divulgado nesta sexta-feira (26).

Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) apontam que tanto os leitos clínicos, quanto os de UTI do Hospital Clodolfo Rodrigues, em Santana do Ipanema, estão com 90% de ocupação. Dos 10 leitos de UTI, 9 estão com pacientes e dos 18 leitos clínicos, 18 estão ocupados.

Opas diz que impacto de vacinas na pandemia vai levar meses

Organização pede que fabricantes acelerem entrega na região

↑ Vacinação contra o coronavírus (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Os casos e mortes de covid-19 nos Estados Unidos (EUA) caíram 30% na última semana em comparação com a semana anterior, e a maioria dos países sul-americanos registra queda em novos casos, mas serão necessários meses até que as vacinas afetem a taxa de infecções, disse a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) na quarta-feira (24).

A diretora da Opas, Carissa Etienne, fez um apelo aos governos e fabricantes para acelerar a entrega de vacinas na região, onde 1 milhão de pessoas adoeceram e 34 mil morreram nos últimos sete dias.

Até esta semana, 78 milhões de pessoas foram vacinadas nas Américas, a grande maioria na América do Norte, e apenas 13 milhões na América Latina e Caribe, disse ela.

“Isso não é suficiente e não é aceitável”, declarou Etienne, em entrevista coletiva virtual, de Washington.

Para a diretora, um sinal de esperança é oferecido pelo consórcio Covax, liderado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Gavi para fornecer acesso equitativo às vacinas, com centenas de milhares de doses para serem entregues nas próximas semanas aos países que se inscreveram no programa.

A queda nos casos nas Américas foi, em grande parte, impulsionada pela redução de novas infecções nos Estados Unidos, como resultado de medidas de saúde pública mais rígidas, com maior adesão do público e melhor coordenação na vacinação.

Um ano após o início da pandemia, quase 50 milhões de pessoas foram infectadas com o vírus nas Américas, ou o equivalente a quase toda a população da Colômbia, de acordo com a Opas.

“Embora os meios de comunicação estejam relatando grandes quedas nos casos de covid-19, quero enfatizar que certamente não estamos fora de perigo”, afirmou Carissa.

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Fonte: Reuters / Texto: Anthony Boadle

Câncer bucal: Metade dos pacientes morre em menos de dois anos do diagnóstico em Alagoas

Situação crítica acende alerta e profissionais se engajam em projeto para mudar realidade

↑ Câncer de boca pode afetar língua, lábios e o interior da cavidade oral (Foto: Cortesia/Ilustração)

Em Alagoas mais de 85% dos casos de câncer de boca são diagnosticados em estágios tardios da doença, isso porque, além da falta de informação de pacientes quando o problema é identificado, eles passam até oito meses para iniciar o tratamento no estado. Para mudar essa realidade, profissionais da saúde, professores e alunos de uma universidade se engajaram num projeto para aumentar as chances de cura da enfermidade.

A coordenadora do Mestrado Profissional de Pesquisa em Saúde do Centro Universitário (Cesmac), professora doutora Sonia Ferreira, diz que a situação é absurda nos dias de hoje, ela afirma que a metade das pessoas diagnosticadas com câncer de boca morre em menos de dois anos após o diagnóstico em Alagoas. “Na boca… Basta abri-la, o dentista ou qualquer pessoa identifica, não precisa ter grandes coisas. Fica difícil imaginar que uma lesão tão fácil de notar leve a óbito”, frisou.

Sonia Ferreira explicou que estudos comprovam que a demora no diagnóstico se deve a três fatores: dificuldade do paciente em procurar atendimento; acesso para seguir o tratamento; e o próprio Sistema Único de Saúde (SUS). Ela diz também que a maioria dos pacientes, em 85% dos casos não sabe nem ler e nem escrever. “O trabalho de identificação é importantíssimo, quando ficamos sabendo, que as pessoas diagnosticadas, eram analfabetas, tratamos de providenciar cartilhas ilustrativas (desenhos) para orientar mais facilmente”, destacou.

“Muitos pacientes nunca foram ao dentista”, frisa professora Sonia Ferreira (Foto: Sandro Lima)

Pesquisas chamam a atenção quando se trata da doença epidemiológica. De acordo com a professora doutora, grande parte dos pacientes é idoso, com até 80 anos de idade. E que muitas vezes, segundo ela, nunca tinham ido ao dentista na vida, além de fumarem desde os 10 anos de idade e chegarem com a lesão em estágio muito avançado da doença.

Outro aspecto dito pela especialista diz respeito também à dependência do álcool, doença paralela ao câncer bucal. Conforme Sonia Ferreira, a hipótese é de que o álcool faz uma analgesia na ferida, tendo em vista, que, o câncer pode começar com uma simples ferida na boca, que pode ser confundida, por exemplo, com uma afta, um trauma de prótese, entre outros.

Foto: Cortesia

“Quando o álcool já não dá mais conta da dor, e a doença está em estágio avançado, é que os pacientes na maioria homens e do interior do estado procuram atendimento”, afirmou.

Uma mulher de 52 anos, que aceitou conversar com a reportagem, porém em troca do anonimato, convive com um câncer de boca há 2 anos. Ela contou que a ferida veio mascarada de uma afta na língua, que passou pomada e tomou medicamentos por cerca de três meses e nada de sarar. A mulher que estava acompanhada da filha mais nova numa consulta de retorno após as sessões de radioterapia no Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), disse que procurou um dentista e o profissional pediu que fosse feita uma biopsia.

“A biopsia foi feita no Centro Odontológico da Ufal e dois meses após a descoberta foram feitos novos exames, e quatro meses depois começou a radioterapia. Após isso foi marcada a cirurgia da língua, que só aconteceu no ano passado, depois fiz mais outra no pescoço. Se não fosse tão demorado a minha chance de cura aumentaria”, disse a paciente que mudou sua rotina após a doença.

“Parei de fazer radioterapia, mas venho sentindo muitas dores; fiz uns exames e estou trazendo de volta para saber o que houve talvez o câncer tenha progredido”, lamentou. A mulher deixou de trabalhar e busca pela fé em Deus superar o momento vivido.

Outra mulher que não quis se identificar, alegando que muitos não sabem que ela tem câncer de boca, disse que as consequências das cirurgias foram muitas cicatrizes e deformações no rosto e pescoço. “Nós somos guerreiros. Faz três anos que fiz a cirurgia. Tenho muita dificuldade de falar, me alimento só pela sonda e nem água eu engulo”, revelou.

HPV é uma das principais causas do câncer de orofaringe

 

A professora Sonia Ferreira também chamou a atenção para o HPV genital, uma das principais causas do câncer de orofaringe – pequeno espaço da cavidade bucal compreendida entre a raiz da língua, o palato mole e a epiglote. Conforme ela, uma parcela da população é de jovens, que não estão dentro do fator de risco, mas que estão sendo acometidos pela doença no Brasil.

Em Alagoas, Sonia revelou que há pacientes mulheres na faixa etária de 30 anos, que nunca beberam e fumaram, mas estão com câncer de orofaringe. “Como em Maceió não temos como confirmar, a gente suspeita que tenha sido infecção por HPV. Sendo também mais difícil de diagnosticar por está mais escondido. Quando a gente descobre está na metástase. Porque muitas vezes o paciente tem a lesão, porém não sente dificuldade de engolir, falar, nada…”, observou.

“Uma parcela de pessoas está sendo acometida pela infecção do HPV – papiloma vírus pela orofaringe que também é o maior causador do câncer de útero, e que para isso, já temos vacina aplicada nas adolescentes”, lembrou.

REALIDADE TERRÍVEL

Sonia Ferreira reforçou que a realidade da doença em Alagoas é preocupante e terrível, já que além da metade dos pacientes morrerem em menos de dois anos do diagnóstico, 85% são diagnosticados em estágio tardio, e muitos quando não veem a óbito, desenvolvem um segundo tumor em, no máximo, cinco anos. “Então, o prognóstico é muito ruim. Por isso, temos que intensificar ações e qualificar os profissionais”, alertou.

Ela explicou que quando o paciente chega aos estágios 1 e 2 ainda passa por cirurgia, porém no mais avançado é necessário fazer quimioterapia, radioterapia e tentar a cirurgia, entretanto salientou que terá morbidade e mortalidade maiores.

LINHA DE PESQUISA

Em função deste índice, o Centro Universitário de Maceió (Cesmac) trabalha com uma linha de pesquisa com câncer de boca, que vem se desenvolvendo por meio de financiamentos levando a cartilha ilustrativa citada pela professora para quase todos os municípios do estado de Alagoas.

Ela explicou que num segundo momento, foi feito também um DVD informando aos dentistas como era a lesão, como se correlacionava com o histopatológico, e agora, a professora Sonia mencionou que o projeto ficou bem maior. “Eu e Vanessa Santos que trabalhamos nessa área, estamos convidando os dentistas para a dissertação de mestrado da médica oncologista Andrea Tatiane, e nessa parceria promovendo cursos de qualificação para os profissionais dentistas de todo o estado, já vamos para o terceiro módulo, em junho teremos dois momentos, sendo um em Maceió, que abrange a macrorregião 1, e outro em Arapiraca com a macrorregião 2”. “O trabalho é voltado para o diagnóstico precoce mostrando como identificar as lesões de início, o tratamento e manejo do paciente oncológico”, detalhou.

Equipe leva qualificação para os dentistas em Alagoas (Foto: Sandro Lima) 

De acordo com a professora, o trabalho é de ‘formiguinha’ na intenção de que todos os dentistas da rede SUS (Sistema Único de Saúde), Atenção Básica e Atendimento Regular sejam treinados. Em média são 700 profissionais a cada evento.

“O estudo tem outra perna, ou seja, a gente quer aumentar o diagnóstico precoce, porque nós temos uma dificuldade grande de acesso, embora tenha a lei que diz que após o diagnóstico deve-se iniciar o tratamento, a gente sabe que não funciona em Alagoas”, lamentou Sonia Ferreira. “Atendendo o SUS de forma geral fazendo cirurgias de cabeça e pescoço não chegamos nem a quatro profissionais. Então, o que acontece, a gente faz o diagnóstico precoce, porém se leva oito meses para achar o tratamento”, revelou.

Foto: Cortesia

“Imagine, em oito meses do diagnosticado, o paciente de estágio 1 já passou para 2, ou de 2 para 4, ou de 1 para 3. Aqui no estado temos essa dificuldade, por isso que estamos fazendo projetos há mais de 10 anos, trabalhando para melhorar o diagnóstico e assistência ao paciente enfermo. Já fizemos muita coisa, fórum interdisciplinar, visitas e rastreamento de câncer em todo o estado, e agora estamos trabalhando com a informação tanto com pacientes quanto com profissionais”, mencionou.

Um dos eventos grandiosos que Sonia Ferreira colocou é o 45º Congresso Brasileiro de Estomatologia e Patologia Oral (http://www.estomatologia.com.br/congresso-sobep2019?l=programacao), que acontece na capital alagoana, de 17 a 19 de julho, realizado pela Sociedade Brasileira de Estomatologia – SOBEP, cujo encontro a tem como presidente. “Estamos preparando programação científica rica com mais de 50 profissionais de destaque, nacionais e sete deles internacionais”, avisou.

Conforme a professora, o congresso ocorre pela primeira vez em Maceió, como reflexo de todos os estudos e pesquisas que o Cesmac tem desenvolvido, trazendo visibilidade em suas produções. Ela também trabalha no PAM Salgadinho no Serviço de Estamatologia do Cesmac, que proporciona o acontecimento.

“A parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) se dá pelo meu trabalho, mas também por todo o apoio das coordenações de saúde bucal do município e estado, bem como a Coordenação de Doenças Crônicas do município. Trabalho no Centro de Apoio à Pacientes com HIV-Aids e tenho um espaço aberto dentro desse programa para fazer esse serviço, então o munícipio proporciona condições para que aconteça. O Cesmac é primordial, faço todas as radiografias dos pacientes e exames histopatológico, dando apoio a esses eventos”, mencionou.

“Infelizmente nós não temos dentro de Maceió um espaço para que possibilite tudo que estamos querendo fazer”, enfatizou em tom de tristeza. “E no Cesmac existe um auditório e sala invertida que juntos comportam mais de 300 pessoas, então estamos procurando e espero mudar a realidade, é um sofrimento grande, contando você não acredita. Talvez precisa visitar mais vezes, e é essa provocação que estamos fazendo aos dentistas por isso estamos batendo tanto na tecla da qualificação”, explicou a professora.

Diagnóstico precoce é o caminho     

 

Segundo a coordenadora de Saúde Bucal do Estado de Alagoas, Lourdes Mota, o diagnóstico precoce é o caminho para que se possa atuar de maneira efetiva no controle da doença. “Essa é a razão do curso, da pesquisa e da qualificação, proporcionar exatamente um atendimento cada vez mais qualificado para que o paciente seja diagnosticado precocemente”, afirmou.

Para Andreia Barboza, gerente de Atenção às Doenças Crônicas da Secretaria Municipal de Saúde, Maceió atua com cinco doenças preconizadas pelo Ministério da Saúde para que todos os governos possam dar uma maior atenção nesses casos, causando maior adoecimento na população, dentre elas o Câncer. Andreia destaca ainda a importante parceria estabelecida com a academia, como é o caso do Cesmac. “Quando falamos em câncer, qualificação profissional, entender o caminho do paciente, entre outras questões, o Cesmac é um forte aliado nesse processo”.

“É angustiante porque a gente faz o diagnóstico e passam meses para iniciar o tratamento. Temos uma lista de pacientes que ligamos para saber se foi para o médico, se foi tratar. Tenho uma auxiliar no PAM Salgadinho que é um anjo, ela mesma marca pelo Cora (Complexo Regulador de Maceió), encaminha para o paciente vir. Mas são pacientes de origem pobre, do interior, que não sabem se quer pegar um carro. São poucas as cidades que dispõe de alguém fazendo esse tipo de trabalho”, comentou.

 

Gerência de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) promove mutirão para detectar casos de câncer bucal (Foto: Ascom SMS)

Ela ressalta que apenas 10% dos alagoanos tenham plano de saúde, uma mudança de realidade que deveria acontecer rapidamente. “A triagem oncológica melhorou muito pelo SUS, o paciente até faz, mas quando volta se for cirúrgico esse enfermo terá muita dificuldade de acesso. Atualmente existe uma cirurgiã de cabeça e pescoço que faz cirurgias na boca, tireoide, orofaringe, tudo que tiver nessa região está sob responsabilidade dela, ou seja, não somente câncer de boca”.

“Então, tem uma lista de espera de no mínimo seis meses, de pendendo do estágio aquele paciente não aguenta esperar. Dai vem outro problema que é um leito com UTI, que dê suporte e nós não temos. Muitos hospitais não atendem pelo SUS, fora que uma cirurgia dessas se passa o dia todo para ganhar R$ 300, quem quer?”, indagou angustiada durante entrevista.

Para Sonia Ferreira a única saída é treinar os dentistas para visitar as residências e diagnosticar a doença o quanto antes. “É neste sentido que iremos mudar esse índice tão crítico. Tenho profissional que hoje é do A.C. Camargo, a intenção é treinar para espalhar as pessoas e resolver a situação, mas precisa de uma ação pública eficaz, o paciente tem a dificuldade de entrar para iniciar o tratamento, mas também tem a dificuldade de sair. Quando chega no último cuidado, que são aqueles paliativos, ele também não tem, e morre em casa na maioria das vezes. O paciente de câncer de cabeça e pescoço é muito desassistido, agora quando ele vai para a radioterapia ou quimioterapia, por exemplo, tem chance”, salientou.

Foto: Cortesia

A professora diz ainda que tem paciente vivo há 10 anos que passou somente pela radioterapia. “O caminho é a precisão da orientação do tratamento correto para aquele paciente em particular e mais profissional. Estávamos até bem, mas quando o dinheiro não chega vão embora, não ficam em Alagoas”, frisou a dificuldade.

“Não é igual ao câncer de útero, mas as pessoas com câncer de boca estão sub diagnosticadas, maltratadas e assim aumenta o problema, mas estamos na luta para ensinar. E é uma coisa nossa, voluntária, não é o governo”, concluiu.

Prevenção pode diminuir casos da doença em até 25% até 2025 

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que a prevenção é fundamental para diminuir os casos da doença em até 25% até 2025. O câncer de boca acometeu cerca de 14,7 mil pessoas no Brasil só no ano de 2018, sendo 11,2 mil em homens e 3,5 mil em mulheres. Os dados são do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Ainda de acordo com o Instituto mais de 5 mil mortes foram registradas em 2018 por câncer de boca. Os números expressivos resultam em pacientes que muitas vezes ignoram os fatores de risco, como o autoexame.

Um estudo atual, feito com orientação da bióloga e geneticista do A.C. Camargo e da  Universidade Estadual Paulista (Unesp), Sílvia Regina Rogatto, apontou que em casos de câncer de amídala a incidência do HPV cresceu de 25%, registrados há 20 anos, para 80%.

O levantamento mostrou ainda que entre 25% e 50% das mulheres e 50% dos homens  estejam infectados pelo HPV em todo mundo. Também de acordo com pesquisas feitas entre homens norte-americanos, mexicanos e brasileiros, ao menos 2% da população adulta tem o vírus HPV e não apresenta nenhum sintoma.

Já em outra pesquisa, comandada por Kowalski, os médicos detectaram que 32% dos casos de câncer de boca em jovens adultos eram em portadores do vírus. Em pacientes acima de 50 anos, a presença do vírus foi detectada em apenas 8%.

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Fonte: Tribuna Hoje / Texto: Ana Paula Omena

 
 
 

Lacen explica métodos para identificação de nova variante da Covid-19

↑ Antes de enviar amostra à Fiocruz, Lacen faz o sequenciamento genético (Foto: Agência Alagoas)

Com o surgimento da variante da Covid-19, Alagoas se tornou mais um Estado brasileiro a ter o registro da nova cepa do vírus em circulação. Para a identificação da variante P1 do novo coronavírus, o Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL) realiza a análise da amostra e, confirmando o caso, utiliza métodos de seleção antes de enviar o material para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, laboratório de referência nacional indicado pelo Ministério da Saúde (MS).

Um dos critérios é a busca ativa de pacientes que viajaram para algum dos estados em que a nova cepa está em circulação ou que tiveram contato com alguém que esteve em alguma dessas localidades. De acordo com Anderson Brandão, gerente do Lacen/AL, outra frente de trabalho feita pelo órgão é a busca aleatória, no qual alguns diagnósticos feitos pelo laboratório alagoano são selecionados e enviados para a Fiocruz.

“Esses exames são encaminhados para a Fiocruz, local onde será feito o sequenciamento genético para indicar quais variantes estão presentes naquelas amostras. Nos exames da busca ativa vamos confirmar ou não da suspeita da infecção daquele paciente pela nova cepa. E na busca aleatória, nós vamos conhecer, de uma forma amostral, quais são as variantes que estão em circulação no Estado”, explica o gerente do Lacen/AL.

A seleção dessas amostras enviadas pelo Lacen/AL à Fiocruz é feita com base na carga viral, que deve ser alta para que o sequenciamento genético aconteça de maneira eficaz. “Quando os exames para a detecção da Covid-19 chegam até o Lacen/AL, todas as amostras são processadas, e separadas seguindo alguns critérios, e a identificação dessa variante só acontece quando é possível isolar esse vírus, e para isso é preciso que a carga viral do paciente esteja alta. E nos casos em que os pacientes positivos apresentarem uma carga viral baixa, não será possível isolar o vírus e o sequenciamento não poderá ser feito”, explicou Anderson Brandão.

O Ministério da Saúde definiu o laboratório da Fiocruz como referência para fazer esse monitoramento. Todas as amostras são processadas seguindo um mesmo critério, passando pelos mesmos profissionais e utilizando os mesmos equipamentos. A estratégia do ministério foi utilizada para evitar qualquer tipo de divergência no resultado de identificação das variantes.

Pacientes manauaras – O Lacen/AL também solicitou a análise para a detecção da nova cepa da Covid-19 em todos os pacientes que vieram de Manaus (AM) para serem tratados em Maceió, após o colapso da rede hospitalar da capital amazonense.“Vale ressaltar, que esses pacientes já estavam em um período mais avançado da doença e muitos deles já não possuíam partículas virais ativas, que pudessem contaminar outras pessoas. Mas, apesar disso, o Estado de Alagoas buscou fazer o sequenciamento genético para saber se esses pacientes possuíam ou não a nova variante da covid-19”, disse o gerente do Lacen/AL.

Sintomas iguais – De acordo com Anderson Brandão a variante P.1 da Covid-19 possui os mesmos sintomas clínicos da antiga cepa do vírus. “A única diferença que estamos notando até agora é a transmissibilidade do vírus, que está tendo um poder de disseminação maior, com isso ele consegue se espalhar muito mais rápido do que a variante anterior. Por isso precisamos reforçar os cuidados de higiene, do uso da máscara e manter o distanciamento social, respeitando o isolamento social”, finalizou.

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Fonte: Agência Alagoas

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