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Auditores do Trabalho resgatam 87 trabalhadores no Agreste

  
Foto: Divulgação / Ministério do Trabalho74d97b90 3be4 45d5 a243 48aca5055971O grupo, que incluía crianças e idosos, cumpriam jornada excessiva sem proteção trabalhista

O Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo encontrou, nesta quarta-feira (2), 87 trabalhadores em situação de trabalho degradante atuando em atividade de produção da farinha de mandioca em duas casas na região de Arapiraca, Alagoas. Entre eles, estavam 13 menores entre 11 e 17 anos. 

Para ampliar seus ganhos, os operários cumpriam jornada de trabalho excessiva, muitos deles iniciando suas atividades por volta da meia-noite e encerrando às 18 ou 19h. O empregador também não fornecia água potável, deixando muitos funcionários sem água por horas. O único banheiro disponível para as duas casas estava interditado, obrigando o grupo a fazer necessidades no mato próximo.

Os trabalhadores laboravam em duas casas de farinha do sírio Massapê, em Feira Grande, no agreste alagoano. Os locais foram interditados pela fiscalização. Este é o maior resgate de trabalhadores desde 2012.

Nas duas casas foram encontradas condições insalubres de trabalho, uso de menores e idosos, a grande maioria sem carteira assinada. Os 13 menores resgatados faziam o mesmo trabalho de adultos, utilizando facas e outros instrumentos para raspar a casca da mandioca.

Além disso, as máquinas utilizadas para a produção apresentavam riscos graves e iminentes aos operadores e aos demais trabalhadores que ali circulavam, sem contar o calor excessivo e o pó característico da moagem e secagem da farinha a que os operários eram expostos.

Dentro da condição encontrada, o coordenador da ação, auditor-fiscal do Trabalho, André Wagner, optou por cessar a atividade e resgatar todos os trabalhadores.

A ação, que tem participação da Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público do Trabalho e Defensoria Pública da União, ainda não foi concluída. O Grupo Móvel busca um acordo com o trabalhador para o pagamento dos direitos trabalhistas de todos os resgatados.

 

 
 
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Alagoas chega a 100% dos presos cadastrados no BNMP

O trabalho feito pelo tribunal alagoano mostrou que há 4.329 detentos no sistema penitenciário estadual

↑ (Foto: Jorge Santos / Agência Alagoas)

Os tribunais de Justiça de Alagoas (TJ-AL) e do Acre (TJ-AC) completaram o cadastramento integral dos presos dos Estados no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).

Com isso, seis unidades da Federação já têm os dados de 100% de suas respectivas populações carcerárias incluídos na plataforma criada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que permitirá maior eficiência no monitoramento das ordens de prisão expedidas, assim como o controle do cumprimento das ordens de prisão e soltura em âmbito nacional em tempo real.

O trabalho feito pelo tribunal alagoano mostrou que há 4.329 detentos no sistema penitenciário estadual. Em Alagoas, a finalização do cadastramento ocorreu na mesma semana em que o secretário-geral do CNJ, Júlio Ferreira de Andrade, esteve reunido com o presidente do tribunal, desembargador Otávio Praxedes, em Macéio, para discutir o andamento dos trabalhos. O Mapa de implantação do BNMP está sendo atualizado para conter os últimos dados.

O desembargador informou, então, que a conclusão do cadastramento ocorreria na próxima semana.  Segundo o secretário-geral do CNJ, o empenho da alta administração do TJ-AL, que encaminhou ofício aos magistrados e servidores do Poder Judiciário local solicitando que a checagem das informações e a inclusão de dados no banco fossem concluídas em 48 horas, foi decisivo para a conclusão do trabalho.

Acre

O TJ-AC também finalizou o cadastramento das 6.643 pessoas privadas de liberdade no Estado. Em março, representantes do CNJ estiveram em Rio Branco para promover o treinamento de magistrados e servidores responsáveis pelo sistema. Na ocasião, a presidente do tribunal, desembargadora Denise Bonfim, falou sobre a importância do cadastro nacional de presos.

“Desejo que possamos colaborar da melhor forma, com dedicação e compromisso, para que o Acre venha fazer bonito e adaptar-se o mais rápido possível, sendo exemplo para outros Estados da Federação. O BNMP é um avanço considerável e devemos aproveitar ao máximo suas possibilidades”, disse Denise Bonfim.

De acordo com os dados que já constam do sistema, do total dos detentos no Acre, 2.965 são condenados em execução definitiva, 1.108 são condenados em execução provisória, 2.555 estão em regime provisório, 10 estão internados e há ainda cinco presos civis (detidos por falta de pagamento de pensão alimentícia).

 

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Inovação

Com o BNMP, cada preso terá um documento digital, em que serão inseridos dados pessoais, como o número de RG (muitos detentos possuem mais de um documento de identificação), foto, alcunhas, apelidos, nomes de pai e mãe, além de características especiais – se a presa é lactante ou dependente química. Antes de iniciar o cadastro de um novo preso, é realizada uma pesquisa prévia de nomes para evitar a duplicidade de registros.Quanto maior for a precisão das informações do cadastramento, maiores as chances de o preso ser identificado. O Mapa de implantação do BNMP está sendo atualizado para conter os últimos dados.

 

Fonte: Agência CNJ de Notícias / Thaís Cieglinski

Trabalhadores autônomos destacam desafios e conquistas da profissão por conta própria

  
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De acordo com o conceito, autônomo é todo aquele que exerce sua atividade profissional sem vínculo empregatício, por conta própria e com assunção de seus próprios riscos. E foi assumindo os próprios riscos que Douglas Liso, de 31 anos, largou o trabalho com carteira assinada e ingressou no ramo de salgados. 

Ele pegou todo o dinheiro da recisão e investiu em um negócio que está dando certo há 10 anos. "Eu sempre tive a vontade de trabalhar por conta própria. Quando saí do trabalho precisava dar essa oportunidade para mim mesmo e comecei a vender salgados. Hoje não levo nenhum arrependimento", destacou Douglas. 

A jornada de trabalho é suada, mas Douglas garante que todos os dias tem suas tardes livres. Atualmente ele faz a distribuição de salgados em alguns estabelecimentos e até fornece para outros trabalhadores autônomos, como os donos de carrinho de caldo de cana. 

Às 4h da manhã, Douglas sai de casa para iniciar as entregas e depois seguir para o seu "ponto fixo", uma calçada no bairro de Cruz de Almas. "E aqui eu fico atendendo meus clientes que saem cedo de casa, tomam café e seguem para trabalhar. Todos os dias a minha rotina é essa e a tarde ainda sobra tempo para cantar junto com alguns amigos", completou ele. 

Já o autonômo Nilvaldo Costa, de 36 anos, afirma que um dos maiores desafios de ser um trabalhador autônomo é a questão da renda.

"Não tem salário fixo, e isso é muito complicado. Um dia a gente está com dinheiro, no outro não. Diferente de quando você é assalariado, que tem aquele certo todo mês. Outro grande desafio é a questão das datas comemorativas, principalmente nas épocas de feriadão. Eu trabalho com festas e eventos e geralmente não tem nada nesses períodos. A organização com o dinheiro tem que ser dobrada, e se acontece algum tipo de imprevisto, ele falta. Não tem jeito", detalhou. 

Costa conta ainda que escolheu esse ramo porque nunca achou justo trabalhar para "os outros".

"Por exemplo, não tenho um patrão que me pague menos da metade do que ele recebe pelo meu trabalho. Tudo que eu produzo é meu. Meu nível de escolaridade não é alto, então no máximo eu ganharia um ou dois salários mínimos. Já passei por situações de trabalhar em empresa e ter que ir doente, enquanto o chefe não vai quase nenhum dia por mês. Não me sinto confortável nesse tipo de situação e prefiro batalhar por mim mesmo".

Casa do Trabalhador Autônomo

Para facilitar o contato e a intermediação dos serviços prestado por um trabalhador autonômo, a Casa do Trabalhador Autônomo (CTA) vem fazendo a inserção no mercado informal de trabalho. Essa é uma forma de aumentar a procura por serviços qualificados, assim como proporcionar segurança para quem contrata o serviço e para quem presta o serviço. 

Ao fazer o encaminhamento, a CTA envia junto com o trabalhador autônomo um código de segurança e carteira de identificação exclusiva da Central.

"Os preços serão orçados e acertados diretamente entre o Cliente e o Autônomo, inclusive pagamento. No caso da não aceitação do candidato, o cliente pagará apenas a passagem do coletivo de retorno para o Trabalhador Autônomo e, se desejar, poderá solicitar outro trabalhador, iniciando outro processo de intermediação", informa o órgão.

 

*Estagiária

 
 
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Detran não abre na segunda e servidores podem fazer greve de advertência

  
Foto: Assessoria8b414c95 f0fe 4cc6 a1db 6b2b68c09928Sede do Detran

Os serviços do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran/AL) estarão suspensos nesta segunda-feira, 30,  quando os servidores realizam assembleia geral. Além da sede do órgão também não irão funcionar as unidades do interior.

O presidente do Sindicato dos Servidores do Detran de Alagoas (Sinsdal), Roberto Martins disse que na assembleia que terá início às 8h serão colocadas em votação uma série de medidas, entre elas a possibilidade de uma paralisação de advertência até a sexta-feira, dia 04, quando haverá uma nova rodada de negociações entre os servidores e o Secretário de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), Fabrício Marques.

Caso as negociações não avancem e "não sejam apresentadas propostas sólidas por parte do Governo", Martins não descartou a possibilidade de ser deflagrada uma nova greve por tempo indeterminado.

Reivindicações

A categoria pede a equiparação salarial com o piso pago aos soldados que é de R$3.800,00 e  realização de concurso público para o preenchimento de 140 vagas, além da revisão do Plano de Cargos e Carreiras.

Efeito suspensivo libera candidaturas de condenados da Operação Taturana

Três deles conseguiram suspender inelegibilidade e processos de todos seguem para o STJ

↑ Celyrio Adamastor concedeu os recursos a três condenados (Foto: Dicom/TJ-AL)

Pelo visto a brecha na Lei Complementar 135/2010 – Lei da Ficha Limpa –, especificamente no artigo 26-C parece ser o alento para políticos condenados em segunda instância. Uma das principais lacunas da lei é a que permite que a Justiça suspenda a proibição do candidato disputar, caso considere que ele pode reverter a condenação que o deixou de fora das urnas.

O artigo citado estabelece que o órgão colegiado do Tribunal poderá, em caráter cautelar, suspender a inelegibilidade sempre que existir plausibilidade da pretensão recursal. Seria uma espécie de liminar concedida em meio à campanha.

Em Alagoas, três dos nove condenados em segunda instância, acusados supostamente de desvios de verba da na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), que culminou com a Operação Taturana, da Polícia Federal, conseguiram a suspensão da sentença, através da decisão do vice-presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Celyrio Adamastor.

Com essa decisão, os deputados federais Arthur Lira (PP) e Cícero Almeida (PHS) têm condições de disputar a eleição em outubro deste ano. Outro beneficiado é o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Cícero Amélio, que está afastado de suas funções na Corte. Amélio era deputado estadual à época da Operação Taturana.

Arthur pretende ser reeleito para Câmara, enquanto Almeida vai disputar o mandato de deputado estadual. A expectativa era de que o dispositivo também fosse cedido também ao deputado federal Paulão (PT), que vai tentar mais um mandato na Câmara Federal. À reportagem da Tribuna Independente, o advogado do petista, Fernando Maciel, disse que o recurso não deve não ter sido apreciado e que irá requerer junto ao Tribunal o mesmo tratamento.

JULGAMENTO DOS RECURSOS

O advogado Marcelo Brabo explica que a decisão da condenação não deixa de existir, mas que os efeitos delas se tornam suspensos. Ele diz ainda que não há um prazo para que esses recursos sejam avaliados nos tribunais superiores.

“Existe a possibilidade de suspender o efeito da decisão, emprestando o efeito suspensivo ao recurso que não tem maneira nata, não tem prazo. A tendência natural é que em razão da tramitação normal dos processos eles não sejam julgados este ano”, argumenta.

 

Para Nabor Bulhões, decisão foi acertada

 

Esta é terceira apelação dos nove condenados. Nas outras duas tentativas, os condenados saíram derrotados. Para o advogado do deputado Cícero Almeida, Nabor Bulhões, a decisão do vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Celyrio Adamastor, está absolutamente correta e que compete ao magistrado apenas avaliar a plausibilidade do recurso em questão.

“Ele [vice-presidente do TJ/AL] avalia apenas a plausibilidade que a possibilidade jurídica elevada de na instância superior aqueles fundamentos serem acolhidos pelo Superior Tribunal de Justiça [STJ]. Há duas súmulas do Supremo Tribunal Federal [STF] que atribuem aos presidentes dos tribunais estaduais que não há competência para avaliar a plausibilidade dos recursos especiais interpostos perante a Presidência para efeito de atribuição de efeito suspensivo. E assim ocorreu. O presidente verificou que os recursos são plausíveis e que podem ser apreciados e acolhidos pelo STJ. Ele agregou efeito suspensivo até que o Superior aprecie e decida. Não há um julgamento de mérito e sim de plausibilidade”, detalha Nabor Bulhões.

O advogado explicou ainda que o recurso especial interposto por ele contra o acordão do Tribunal de Justiça apresenta vícios de violação à legislação federal.

“No recurso, nós demonstramos que, inclusive o acórdão violou ao manter a decisão de improbidade administrativa. Por exemplo, o julgamento se deu num contexto em que muito provavelmente já teria havido a prescrição da pretensão punitiva estatal que diz respeito à ação de improbidade. Como se julgar procedente uma ação por improbidade relacionada a fatos que já estão prescritos”, questiona Nabor.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Victor Costa

Divulgação359c5fd1 665e 45e9 9823 720aa6cdfbb4Jornalista Maria Aparecida

O desembargador José Carlos Malta Marques determinou, nesta quarta-feira, 25, a soltura da jornalista Maria Aparecida, 68, concedendo o Habeas Corpus com pedido de liminar impetrado pelo advogado Cleto Carneiro. A expectativa é que ela deixe o Sistema Prisional ainda hoje.

 

Conforme a decisão, o decreto de prisão preventiva cumprido na segunda-feira, 23, foi substituído por medidas cautelares. Maria Aparecida está proibida de se ausentar da comarca, sem autorização prévia do juízo competente e deve comunicar, com antecedência, eventual mudança de endereço. Ela também deve comparecer em juízo entre os dias 1 a 5 de cada mês, para justificar suas atividades.

 

Maria Aparecida foi presa preventivamente na segunda-feira, por determinação da 3ª Vara Criminal de Maceió, em um processo onde é acusada por  calúnia e difamação contra o procurador-geral de Justiça  de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça.

 

No despacho de hoje, o desembargador cita que, extrai-se dos autos que a custódia preventiva foi decretada visando à conveniência da instrução processual, “tendo em vista a paciente ter adotado como prática a mudança constante de endereço residencial, com o objetivo de se furtar à responsabilização penal”.

 

“Por essa razão, além de diversas demandas cíveis, vários outros processos criminais encontraram-se paralisados, pelas sucessivas mudanças de domicílio, operando, inclusive, a prescrição nos autos sob n. 0001183-23.2012.8.02.0044 (atribuindo-lhes a suposta prática também de crimes contra a honra)... Outrossim, é de se destacar que a denunciada praticou seus ilícitos em diversos meios de comunicação de massa, atingindo vários funcionários públicos e fazendo tábula rasa em suas colocações sobre as possíveis repercussões legais de seus atos, fiando-se, certamente, no ardil de mudar constantemente de endereço”, pontua em outro trecho do documento.

 

Coletiva

 

Após o caso ganhar repercussão na imprensa local, ontem à tarde o procurador-geral de Justiça disse, em entrevista coletiva, que não solicitou a prisão da jornalista. Segundo ele, havia um mandado de prisão em desfavor de Maria Aparecida, e depois do cumprimento desta decisão, conversou com os promotores para que encontrassem  uma forma legal que substituísse o encarceramento. 

 

Durante a coletiva, o procurador-geral contou também que  “não existe na Justiça de Alagoas ninguém mais processado do que Maria Aparecida" e que ela burlava as tentativas de citação do Poder judiciário.

 

Judiciário decide que lei que trata de benefícios a servidores do TCE é inconstitucional

Dois artigos da Lei nº 7.204/10 são inconstitucionais porque tratam de ascensão de servidores do TCE em cargos melhores sem aprovação em concurso público

↑ Tribunal de Contas do Estado (Foto: Ilustração)

Uma apelação interposta pelo Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL) foi julgada procedente pelo Poder Judiciário no último dia 5. Nela, a 17ª Promotoria de Justiça da Capital, com atribuição para atuar na área da Fazenda Pública Estadual, argumentou que dois artigos da Lei nº 7.204/10 são inconstitucionais porque tratam de ascensão de servidores do Tribunal de Contas que foram enquadrados em cargos melhores sem a devida aprovação em concurso público.

A apelação foi interposta após o ajuizamento de uma ação por parte de uma servidora do Tribunal de Contas de Alagoas que pediu para ser promovida do cargo de técnica de controle externo para a função de analista de contas, “com todos os seus benefícios legais, inclusive com o pagamento dos valores referentes às diferenças salariais retroativas”. A funcionária já havia conseguido decisão favorável da 16ª Vara Cível, porém, discordando da sentença em 1º grau, o promotor de justiça Coaracy Fonseca resolveu recorrer da decisão.

Para o promotor, como nunca houve concurso público para provimento de cargos efetivos no Tribunal de Contas, os servidores que lá exercem suas atribuições só detêm condições de estabilidade porque isso está garantido na Constituição Federal. “Eles apenas são estáveis no serviço público, mas não titularizam cargos. Assim, não podem ascender na carreira”, alegou.

Segundo o titular da 16ª Promotoria de Justiça da Capital, o que o Ministério Público defende é que esses servidores que adquiriram estabilidade não ascendam em suas carreiras até que possam prestar concurso público, conforme determina a Constituição Federal.

Em razão dessas argumentações, a apelação interposta pediu que fossem considerados inconstitucionais os artigos 4º e 5º da Lei nº 7.204/10. Tal legislação trata da promoção e reenquadramento de funcionários daquela Corte de Contas. Inclusive, com essa decisão recente, o promotor Coaracy Fonseca espera que o mesmo posicionamento seja adotado quando do julgamento de uma ação civil pública, também ajuizada por ele em 2013, que pede, de maneira geral e não apenas fazendo referência a apenas um servidor, que a Lei nº 7.204/10 seja declara inconstitucional nos dispositivos já citados.

A decisão

Foi da 2ª Câmara Cível a decisão sobre dar provimento à apelação do Ministério Público. A relatora do recurso, desembargadora Elizabeth Carvalho do Nascimento, foi acompanhada pela unanimidade dos demais membros do já mencionado Colegiado. “Entendo que, independentemente de maires digressões a respeito do tema, tendo em vista a inconstitucionalidade dos dispositivos invocados pela autora como fundamento do seu pleito, acaba por restar prejudicada a análise a respeito de suposta preterição e omissão administrativa. Do exposto, voto no sentindo de conhecer das apelações interpostas para, no mérito, dar-lhes provimento, reformando a sentença de origem para julgar improcedente o pleito autoral”, diz um trecho da decisão.

Fonte: Assessoria do Ministério Público de Alagoas

INSS: mais de 8 mil revisões foram realizadas em Alagoas

Quase 6 mil segurados tiveram benefícios cortados; órgão quer revisar mais de 33 mil benefícios no estado

↑ Mais de 5 mil auxílios-doença e 448 aposentadorias por invalidez foram cessadas em Alagoas (Foto: Sandro Lima/arquivo)

Em quase dois anos de “pente-fino” o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) realizou 8.581 perícias em Alagoas, sendo 6.801 de auxílios-doença e 1.780 de aposentados.

Após as revisões, foram cancelados 5.702 benefícios em Alagoas. Isto corresponde a 5.254 auxílios-doença e 448 aposentadorias por invalidez cessadas por não atenderem mais aos critérios, segundo o órgão. Isso o que significa dizer que 77% dos auxílios foram cancelados e 25% das aposentadorias.

O objetivo do INSS é analisar se os beneficiários que recebem há mais de dois anos sem reavaliação ainda se encaixam no perfil necessário a receber o auxílio. O procedimento caracterizado como ‘pente-fino’ foi anunciado em 2016. A revisão nos auxílios-doença e nas aposentadorias por invalidez foi suspensa em novembro do mesmo ano, voltando a vigorar com a publicação da Medida Provisória (MP) 767 no dia 6 de janeiro de 2017.

De acordo com o INSS, o processo de revisão dos benefícios já gerou uma economia de R$ 97,8 milhões nas revisões de auxílio-doença.

Mais de 33 mil benefícios serão periciados, 17.497 auxílios-doença e 16.421 aposentadorias por invalidez. A estimativa é que até dezembro as revisões sejam concluídas.

Em todo o país foram 422 mil cancelados, sendo 228 mil auxílios-doença, 43 mil aposentadorias por invalidez e 151 mil benefícios de Prestação Continuada (BPC).

CONVOCAÇÃO

Na semana passada o INSS convocou 152,2 mil beneficiários de todo o país para agendamento das perícias revisionais. O procedimento é adotado em casos onde o beneficiário não é encontrado por inconsistências no endereço, por exemplo. A lista foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) do dia 12 de abril.

O agendamento da perícia pode ser feito pelo atendimento telefônico do INSS pelo número 135 até o dia 4 de maio. Não é necessário ir às agências do INSS para fazer a marcação da perícia.

Caso o beneficiário não agendar a perícia ou não comparecer a uma perícia marcada, o benefício será suspenso e o cidadão terá prazo de 60 dias para regularizar a situação. Com o não cumprimento do prazo o benefício é cancelado.

A expectativa do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) é realizar 1,2 milhão de perícias até o fim de 2018.

 

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

Colégio Militar de Arapiraca anuncia primeira promoção de alunos

Condecoração vai contemplar 44 estudantes do Ensino Fundamental

↑ Solenidade reunirá familiares e convidados dos alunos Foto: Reprodução

 

Em solenidade marcada para as dez horas desta quarta-feira (18), 44 alunos do Colégio Militar Tiradentes de Arapiraca participam da primeira formatura de promoção.

O evento será comandado pelo diretor do colégio, tenente-coronel Carlos Azevedo, e contará com a presença de familiares dos alunos, bem como de representantes da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), por meio da 5ª Gerência Regional de Ensino (Gere)

A formatura é o reconhecimento à dedicação dos alunos pelo mérito intelectual, comportamento e participação nas atividades escolares, desenvolvidas na unidade de ensino.

A identificação por patentes visa incentivar nos alunos a disciplina, tanto na questão do estudo quanto no comportamento, com a promoção aos postos de aspirante, sargento, capitão e tenente.

Com um ano e quatro meses de atividades, o colégio vem obtendo resultados expressivos nas avaliações de seus alunos em competições no âmbito regional e nacional.

Mantido pelo governo de Alagoas, por meio de parceria entre a Polícia Militar e Secretaria de Estado da Educação (Seduc), o estabelecimento público de ensino tem como marca registrada a sua disciplina diferenciada e um moderno projeto pedagógico.

Inaugurado pelo governador Renan Filho e pelo vice-governador Luciano Barbosa, o Colégio Militar Tiradentes de Arapiraca tem estrutura com 12 salas de aula, quadra poliesportiva e toda uma infraestrutura adequada para atender os mais de 400 alunos do Ensino Fundamental.

Além dos benefícios da implantação do Colégio Militar Tiradentes, para a comunidade em Arapiraca, com a excelência na qualidade do ensino, a presença do colégio deu mais tranquilidade para os moradores do bairro Bonsucesso, em Arapiraca.

Fonte: TribunaHoje / Davi Salsa

 
 
 

Tribuna vence prêmio SST de Jornalismo com matéria sobre professores

Evento foi realizado no Espaço Armazém, no bairro do Jaraguá

↑ Thayanne Magalhães e Ana Paula Omena, da Tribuna, foram premiadas na noite deste sábado (14) (Foto: Edmilson Teixeira)

A Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos de Alagoas (Jorgraf) saiu premiada na noite deste sábado (14) durante a 5ª Edição do Prêmio Braskem SST de Jornalismo, realizado no Espaço Armazém, no bairro do Jaraguá, em Maceió. A reportagem “Mestres sob pressão: quando o sonho de lecionar vira um pesadelo”, das jornalistas Ana Paula Omena e Thayanne Magalhães, publicada no jornal Tribuna Independente, ganhou o troféu de segundo lugar na categoria ‘Jornalismo Impresso / Texto’.

A jornalista Thayanne Magalhães diz que “ter reconhecimento pelo trabalho é algo maravilhoso”. “Quando você é premiada por escrever sobre temas que te inquietam de verdade, a felicidade é ainda maior”, disse. Já a jornalista Ana Paula Omena afirmou que “está muito feliz com a premiação e o momento é de celebrar a conquista”.

Confira, abaixo, todos os vencedores da noite de premiação:

REPORTAGEM ESPECIAL
1º – OPERÁRIOS DO CÁRCERE – Maria Esther Carvalho Carnaúba, Lucas Malafaia, Gésia Malheiros e Wellinton Soares – TV Pajuçara;
2º – FUMO: PROGRAMADO PARA MATAR – Porllanne Silva dos Santos e Flávio da Silva Santos – TV Mar;
3º – CASAS DE FARINHA: O FIM DA TRADIÇÃO O INICIO DA ESCRAVIDÃO – Thiago Correia, Esther Carvalho e José Pereira – TV Pajuçara.

REPORTAGEM DE TV
1º – DE PATRIMÔNIO IMATERIAL DE AL À EXPLORAÇÃO DE CATADORES… – Fabyane Almeida, Marcus Toledo e Rodrigo Rocha – TV Ponta Verde;
2º – REFORMA TRABALHISTA: OS IMPACTOS NA SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHADOR COMEÇAM A SER SENTIDOS – Ludmila Calheiros de Melo Santos e Rodrigo Montenegro – TV Ponta Verde;
3º – AS VÍSCERAS DO TRABALHO INFANTIL  – Thiago Correia, Esther Carvalho e José Pereira – TV Pajuçara.

REPORTAGEM CINEMATOGRÁFICA
1º – OPERÁRIOS DO CÁRCERE – Wellinton Soares – TV Pajuçara;
2º – ARTESÃS DE ALAGOAS: PRODUZIR ARTE NO ESTADO PODE SER UM RISCO A SAÚDE! – Rodrigo Rocha – TV Ponta Verde;
3º – CASAS DE FARINHA: O FIM DA TRADIÇÃO O INCIO DA ESCRAVIDÃO – José Pereira – TV Pajuçara.

JORNALISMO  IMPRESSO/TEXTO
1º – ENTRE A TERRA E O MAR – Thiago Gomes e Larissa Bastos – Gazeta de Alagoas;
2º – MESTRES SOB PRESSÃO: QUANDO O SONHO DE LECIONAR VIRA UM PESADELO – Ana Paula Omena e Thayanne Viana – Tribuna Independente;
3º – POR NECESSIDADE – Thiago Gomes e Regina Carvalho – Gazeta de Alagoas.

FOTOJORNALISMO
1º – CATADOR ALPINISTA: TRABALHADOR SE ARRISCA SEM EQUIPAMENTOS EM MEIO A ‘MONTANHA’ DE LIXO QUEIMADO – Jonathan Lins – Gazetaweb;
2º – FLAGRA DE RISCOS  – Pablo Alfredo De Luca – O Dia Alagoas;
3º – TATU-HOMEM (ESGOTADOS: REFLEXO DA FALTA DE SANEAMENTO BÁSICO) – Dayane Laet – Portal TNH1.

WEBJORNALISMO
1º – ESGOTADOS: REFLEXO DA FALTA DE SANEAMENTO BÁSICO – Dayane Laet – Portal TNH1;
2º – PESCADORES: OS RISCOS DE QUEM PRECISA PESCAR PARA SOBREVIVER – Raíssa Albuquerque de França – Cada Minuto;
3º – CONES HUMANOS: AGENTES DE TRÂNSITO ENCARAM ÓDIO NAS RUAS E TRABALHAM NO LIMITE – Jamylle Bezerra e Madysson Weslley – Gazetaweb.

RADIOJORNALISMO
1º  – DE TRABALHO ESCRAVO A LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA: AS MUDANÇAS NO SETOR DO CORTE DE CANA EM ALAGOAS – Giuliano Porto e Carlos Madeiro – Rádio Difusora de Alagoas;
2º – ASSÉDIO SEXUAL: UMA VERDADE INCONVENIENTE – Daniela Sarmento e Thiago Correia – Rádio Pajuçara;
3º – PERIGO NA PALMA DA MÃO: USO INDEVIDO DE CELULAR NO AMBIENTE DE TRABALHO PODE CAUSAR ACIDENTES – Maria Maciel – Rádio Pajuçara;
Menção Honrosa – A ÚNICA DIFERENÇA É A OPORTUNIDADE: ALAGOANOS COM SÍNDROME DE DOWN VENCEM O PRECONCEITO E ENTRAM NO MERCADO DE TRABALHO – Abdias Martins – Rádio CBN Maceió.

ASSESSORIA DE IMPRENSA
1º – FPI DO SÃO FRANCISCO – Janaína Ribeiro Soares, João Dionísio Soares, Thayanne Magalhães e Jonathan Lins – Ministério Público Estadual de Alagoas;
2º  – SAAE DE PENEDO: SERVIÇO AUTÔNOMO DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHADOR –  José Roberto Mendes de Miranda – Prefeitura de Penedo.

ESTUDANTE
1º – O AMARGO DA CANA-DE-AÇÚCAR – Graziela França da Silva e Lucas Thaynan – Ufal;
2º  – PEIXE PEQUENO: PARECE MENTIRA – Alice Renise Araújo Cavalcante, Bruno César Ataíde Oliveira da Silva e Iago Gomes dos Santos – Unit;
3º – ENFERMEIROS: A INSEGURANÇA DA PROFISSÃO QUE TEM A FUNÇÃO DE CUIDAR – Rafael Guedes e Ana Clara Mendes – Unit.

Fonte: Texto: Rívison Batista

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