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Desemprego maior entre os jovens provoca maior perda de renda

 

Desemprego entre os jovens é mais que o dobro da média nacional e perda de renda varia entre 26% e 34%.

 

Levantamento do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social) aponta que  pessoas de 15 a 19 anos foram as que tiveram o maior recuo na renda entre 2015 e 2019, com uma queda de 24%, seguidas por aquelas que tinham entre 20 e 24 anos, cujos rendimentos caíram 11%. Agora, entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, esses grupos perderam 34,2% e 26% da renda, respectivamente.

A queda acentuada do rendimento dos jovens é explicada pelo fato de eles serem os mais atingidos pelo desemprego. No segundo trimestre, enquanto a taxa de desemprego no País chegou a 13,3%, entre a população de 18 a 24 anos, ela alcançou 29,7%.

O desemprego é historicamente mais alto entre os jovens. A questão é que essa distância entre a média do País e a registrada entre eles aumentou na crise de 2015/2016, nunca mais voltou ao patamar anterior e, na pandemia, disparou ainda mais.

Antes de 2015, a diferença da taxa de desemprego entre a população brasileira em geral e os jovens era de 8,3 pontos porcentuais. Em 2017, chegou a 14,2 pontos e, com a recuperação – ainda que lenta – da economia em 2018 e 2019, passou a diminuir. Mas a crise do coronavírus fez essa diferença alcançar 16,4 pontos porcentuais entre abril e junho de 2020. O problema é ainda maior quando se considera o chamado efeito cicatriz, isto é, um efeito de longo prazo na carreira dos jovens que entram no mercado de trabalho em meio a uma recessão .

O economista Lucas Assis, da consultoria Tendências, lembra que, globalmente, os jovens já têm uma dificuldade maior para se inserir no mercado devido a um problema de “assimetria informacional”, isto é, faltam informações para os empregadores sobre a produtividade de quem está no início da vida laboral.

“No Brasil, isso é mais grave por causa da baixa escolaridade. Jovens tendem a ter menos anos de estudo e concorrem com pessoas desempregadas de maior qualificação”, diz Assis.

Nordeste e segmentos mais pobres têm índices maiores de desemprego

O cenário é mais desolador para os jovens nordestinos e das classes mais pobres. A taxa de desemprego entre a população de 18 a 24 anos no Nordeste ficou em 34,5% no segundo trimestre. Nas classes D e E, chegou a 41,3%.

Além de a situação atual já ser bastante ruim, o futuro para o casal não é nada promissor. Estimativas da consultoria Tendências apontam para um crescimento fraco do Produto Interno Bruto (PIB) na próxima década, com uma média de 2,4% ao ano até 2029. O mercado de trabalho deverá responder de modo bastante gradual a isso, com a taxa de desemprego em dois dígitos pelo menos até 2029, quando deverá alcançar 10,3% – hoje está em 13,8%.

“O desemprego vai ficar mais alto no ano que vem, prevemos 15,7%, com pessoas que hoje estão fora do mercado começando a procurar ocupação. Para o mercado de trabalho dos jovens, não vislumbramos um cenário otimista”, diz Assis.

Se o cenário previsto pela Tendências se concretizar, os jovens brasileiros terão enfrentado, até o fim da próxima década, 15 anos de crise laboral, o que poderá marcar toda a trajetória profissional deles. Estudos apontam que as condições iniciais do mercado de trabalho podem interferir no salário e no emprego dos jovens durante toda sua vida. Assim, quanto maior o desemprego no começo da carreira, menor o rendimento futuro.

“O jovem, quando sai da escola, precisa experimentar várias ocupações para saber qual combina melhor com suas habilidades. Se entra no mercado de trabalho numa recessão, ele não tem essa possibilidade de experimentar ou fica desmotivado, perdendo conhecimento”, diz o economista Naercio Menezes Filho, professor do Insper.

O economista afirma ainda que estudos feitos na Inglaterra mostram que recessões no início da carreira profissional também aumentam a probabilidade de os jovens entrarem para o crime, além de reduzirem a produtividade do país. “Ou ele pode começar no crime ou ir trabalhar como entregador de aplicativo, que é o que tem hoje. Ele não vai alcançar a produtividade que teria nem a satisfação pessoal. Vai se acomodar em um nível mais baixo, com salário inferior. O país todo perde.”

O economista Marcelo Neri, diretor do FGV Social, lembra que a crise dos anos 1980 no Brasil foi um dos fatores que levaram a taxa de criminalidade no País a patamares mais altos nos 15 anos seguintes. Segundo ele, o “efeito diploma” também pode perder sua eficácia. “Logo que alguém consegue um título, o ganho de renda costuma ser maior. Se se perde essa janela de oportunidade por causa da pandemia, é possível que não haja uma recuperação depois.”

Apesar do quadro desanimador para o jovem, há um fator da pandemia que pode ajudar essa faixa da população. A quarentena imposta pelo coronavírus tem acelerado a transformação digital das empresas e os jovens têm mais facilidade para lidar com essa nova economia. “Mesmo tendo sido mais afetados pela crise, eles dispõe de instrumentos para tentar se inserir dentro das novas tendências”, acrescenta Neri.

Fonte: Estadão

EM 36 municípios, disputa eleitoral será decidida entre dois candidatos em Alagoas

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  • 05/10/2020 06:50
  • Coluna Labafero
Foto: Reprodução / Internet
Urna eletrônica

Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostrou que em Alagoas 36  municípios contam com apenas dois candidatos na disputa pela prefeitura. O levantamento foi realizado em todo o país e mostrou ainda que as cidades aonde só haverá um único candidato. 

De acordo com os dados, a população que decidirá entre dois candidatos nestes 2.069 municípios alcança a 20.9 milhões de pessoas, ou 10% da população brasileira, serão 16,4 milhões de eleitores sendo disputados nestas cidades. Em Alagoas esse percentual é de 35%. 

O Estado com o maior número de embates será o Piauí (137, 61%), seguido do Rio Grande do Sul (275,55%), Paraíba (120,54%) e Santa Catarina (136,46%). 

Quanto aos Partidos que vão duelar, o MDB x PP estarão disputando em 133 cidades, seguidos do PP x PSD em 80, o MDB x PSDB em 77, o MDB x PSD em 60, o PDT x PP com 55, o PP x PT em 52, o DEM x MDB com 49, o MDB x PDT com 47, MDB x PL com 43 e o PSD x PT com 41. 

É bom salientar que os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda são preliminares, pois após este registro dos candidatos, o tribunal vai homologar cada um dos postulantes ao cargo podendo haver indeferimentos que pode alterar estes dados.

*Com informações do CNM. 

Governo quer financiar Renda Cidadã com aperto na classe média

Ministério da Economia pretende extinguir o desconto automático de 20% na declaração simplificada do Imposto de Renda

↑ Paulo Guedes (Foto: Divulgação)

Aequipe econômica de Paulo Guedes está preparando mais uma facada no bolso do contribuinte. Desta vez, com um corte nas deduções de quem opta pela declaração simplificada do Imposto de Renda, que dá desconto automático de 20%. A medida pode prejudicar mais de 17 milhões de pessoas.

A declaração simplificada é vantajosa porque garante um desconto padrão de 20% automático, independentemente de o contribuinte ter ou não despesas a deduzir.

A meta do governo é usar o recurso proveniente desse corte para financiar o programa Renda Cidadã.

Inicialmente, a ideia do ministro Paulo Guedes (Economia) era acabar com as deduções médicas e de educação. Com a extinção da declaração simplificada, essas deduções permanecerão, informa reportagem de Bernardo Caram na Folha de S.Paulo.

A proposta será apresentada pelo Ministério da Economia a Jair Bolsonaro como uma das soluções para o impasse que envolve o novo programa social do governo, que a equipe de Guedes insiste em batizar de Renda Cidadã.

A equipe econômica pretende que a matéria seja aprovada a toque de caixa, antes mesmo de um pacote mais amplo da reforma tributária.

A equipe do ministro Paulo Guedes continua defendendo outros programas sociais existentes hoje sejam condensados para formar o Renda Cidadã.

 

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Fonte: Brasil 247

 
 
 

No ostracismo, Moro recebe R$ 31 mil por mês e não sabe o que fazer

Ex-juiz continuará recebendo salário de ministro, de R$ 31 mil, até o final deste mês

↑ Sergio Moro e Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Oex-ministro e ex-juiz Sérgio Moro ainda não definiu qual rumo profissional irá tomar após o término da quarentena imposta pela  Comissão de Ética da Presidência da República quando deixou o governo, em abril. Até o fim de outubro ele continuará recebendo um salário de R$ 31 mil.

Segundo reportagem do blog da jornalista Bela Megale, apesar de já estar de posse da carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Moro ainda não abriu um escritório de advocacia e também rejeitou um convite para trabalhar nos Estados Unidos. Ele também não respondeu a um convite feito por uma empresa de consultoria de compliance no Brasil.

A ideia do ex-ministro, até agora, é conciliar as aulas que vem ministrando  como professor de Direito, com palestras remuneradas. Nesta linha, ele já recebeu convite para palestrar na Universidade de Oxford.

 

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Fonte: Brasil 247

 
 
 

Novo projeto de Bolsonaro tira verbas da Educação

 

O Fundeb é um fundo que serve para repassar recursos para Estados e municípios, com objetivo de aumentar os gastos em Educação e reduzir as desigualdades de ensino entre regiões que contam com maior ou menor orçamento próprio.

 

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta segunda-feira, 28, a intenção de criar o Renda Cidadã como substituto do Bolsa Família e do auxílio emergencial que termina em dezembro. Não informou detalhes, custo ou valor do novo benefício, mas já antecipou que parte dos recursos serão desviados da educação – mais precisamente, pretende usar 5% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), recentemente aprovado no Congresso à revelia do governo. As entidades sindicais da área de educação repudiaram a iniciativa governamental.

O senador Marcio Bittar (MDB-AC), da base de apoio bolsonarista, disse que o novo projeto vai incorporar os R$ 34,8 bilhões previstos para o Bolsa Família em 2021, além da verba de precatórios e da educação. Segundo ele, esses recursos serviriam “para ajudar essas famílias que estarão no programa a manterem seus filhos na escola”. O Bolsa Família, porém, já atua nesse sentido, condicionando o recebimento do benefício ter todas as crianças da família matriculadas na escola. Bittar é o relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) Emergencial (186/2019) que busca criar gatilhos para redução de despesas da União, inclusive com corte de salários dos servidores, e da PEC do Pacto Federativo (8/2019). O Renda Brasil integraria essas PECs.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) emitiu nota considerando a medida “um ataque aos recursos da educação pública de nosso país e, não nos iludamos, é um revide à derrota do Governo Bolsonaro à aprovação do Novo Fundeb no Congresso Nacional, que comprometeu a União a realizar um aporte maior de recursos ao novo Fundo”.

A coordenadora-geral em exercício da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), Madalena Guasco Peixoto, acusou que o Governo Bolsonaro “demonstra mais uma vez sua intenção em acabar com a educação pública, gratuita e de qualidade. Primeiro, colocou-se contrário à aprovação do Fundeb permanente; depois, tentou destinar verbas do Fundeb para fundo social e foi derrotado; agora, volta a atacar a educação básica, anunciando que retirará verba da educação para o seu fundo social eleitoreiro . Nós defendemos maior atuação do estado na garantia de diretos e também em programas sociais, mas não vamos admitir que essa verba seja tirada da educação. Nos uniremos e lutaremos contra esse novo ataque”.

Proposta derrotada anteriormente

Segundo o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, trata-se de uma tentativa de “mascarar” uma mudança no teto de gastos. “Inflar o Fundeb para, em seguida, dele tirar 5% para financiar outro programa, é rigorosamente o mesmo que inserir mais uma exceção no parágrafo 6º do art. 107 [da Constituição, incluído pela Emenda Constitucional 95, que trata do teto de gastos]. Por que não fazê-lo às claras?”, questionou. O uso de verba do Fundeb, “pode representar bypass (drible) no teto de gastos”, considerou Felipe Salto, diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI).

O presidente da Comissão de Educação do Senado, Flavio Arns (Podemos-PR), que foi relator do Fundeb na Casa, alertou que “a possibilidade de usar recursos do Fundeb para o Renda Cidadã já foi derrotada nas votações do Congresso Nacional. Políticas de promoção social, em qualquer país do mundo, são essenciais, mas com recursos da assistência social. Desenvolvimento tem que estar baseado na educação do povo. A área tem que ser priorizada. E prioridade significa orçamento”.

O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), deplorou que “num momento em que o Ministério da Educação lava as mãos e deixa 50 milhões de brasileirinhos sem educação básica, o governo quer ‘tesourar’ recursos da educação: isso é mais que tirar dos pobres para dar aos paupérrimos. É sacrificar o futuro do país a troco de populismo barato”.

Também Fabiano Contarato (Rede-ES) considerou que “a utilização do Fundeb para custear um outro programa está desviando a finalidade dessa rubrica. A Educação deve ser prioridade no Brasil, porque é por meio dela que outras áreas serão também aperfeiçoadas, uma vez que o investimento obrigatório na Educação mitiga problemas diversos no país”.

O líder da Minoria na Câmara, José Guimarães (PT-CE), classificou a proposta bolsonarista como “nefasta. É pura demagogia eleitoral. É querer fazer festa eleitoral com a situação de emergência sanitária e de crise aguda que o Brasil está vivendo”. Tabata Amaral (PDT-SP) acusou o presidente de “desviar recursos” do Fundeb. “O governo precisa ter coragem de enfrentar privilégios e propor uma reforma tributária justa para financiar a #RendaBásica”, manifestou.

O líder do PSB na Câmara, Alessandro Molon (RJ), afirmou não fazer sentido “retirar dinheiro da educação dos mais pobres para financiar um programa voltado aos mesmos. O caminho é manter intactos os recursos do Fundeb e buscar recursos para uma renda básica na reforma tributária. O que fica claro é que o governo não quer tirar os recursos dos super ricos, mas sim da educação dos mais pobres”. A líder do PSOL, Sâmia Bomfim (SP), lembrou que “menos recursos no Fundeb significa que não vamos conseguir cumprir com os compromissos feitos de maior desenvolvimento da educação básica no Brasil”.

Para a líder do PCdoB, Perpétua Almeida (AC), o governo quer dar um “calote” na educação básica. “Além de minar os recursos da educação, o governo quer adiar os pagamentos de suas dívidas para os próximos governos. Esse governo é uma pedalada só”, disse.

A parlamentar avaliou que as medidas propostas pelo governo são uma burla ao que o Legislativo estabeleceu na Constituição em relação ao financiamento do ensino e um calote nos credores da União.

Perpétua disse que o partido está disposto a lutar por um programa de renda básica, mas não admitirá a redução de percentuais de recursos já destinados a outros investimentos sociais. “Vamos convocar o povo a se posicionar contra esses cortes”, assinalou.

O Fundeb é um fundo que serve para repassar recursos para Estados e municípios, com objetivo de aumentar os gastos em Educação e reduzir as desigualdades de ensino entre regiões que contam com maior ou menor orçamento próprio. A proposta para o Orçamento de 2021 prevê um aporte de R$ 19,6 bilhões da União para o fundo. O Fundeb foi promulgado no mês passado e amplia, nos próximos anos, de 10% para 23% a participação da União no financiamento da educação básica.

O debate sobre o Fundeb, na Câmara, foi boicotado pelo então ministro da Educação de Bolsonaro, Abraham Weintraub. Mas, na véspera da votação, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou destinar R$ 8 bilhões do fundo para um voucher de R$ 250 para creches particulares, mas não conseguiu mudar o texto, que já havia sido articulado. Agora, com o mesmo objetivo, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), argumenta que o fundo é “extra-teto”, uma vez que não é levado em consideração no cálculo que anualmente define o teto para os gastos do governo. “O Fundeb já fura o teto. Nós estamos aproveitando algo que já foi decidido antes — e que o governo foi contra, inclusive — para completar parte do Renda Cidadã.”

Calote dos precatórios

Bolsonaro pretende também financiar seu programa social limitando pagamento de precatórios (títulos da dívida pública reconhecidos após decisão definitiva da Justiça). A ideia é criar um limite anual para os gastos com precatórios equivalente a 2% da Receita Corrente Líquida da União, o que liberaria parte dos R$ 55 bilhões previstos para essa despesa na proposta de Orçamento para 2021. A medida foi interpretada como não pagamento dessas despesas obrigatórias. Roberto Ellery Júnior, economista e professor da Universidade de Brasília, afirmou que “não pagar precatórios para financiar aumento de gastos é muito parecido com calote”. Randolfe Rodrigues acusou ser um “calote nos que aguardam décadas para ser indenizados em vitórias judiciais contra o governo”.

A Comissão Especial de Precatórios do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) considerou a proposta “inconstitucional. O Supremo Tribunal Federal já declarou inconstitucional por duas vezes a ampliação do prazo para entes que estavam inadimplentes – no julgamento da constitucionalidade da EC 30/00 e no caso da EC 62/09. Essa PEC, portanto, já nasceria inconstitucional. Não cumprir decisão transitada em julgado fere vários preceitos constitucionais, como o direito de propriedade, a segurança jurídica, o direito adquirido, ofende a coisa julgada, o princípio da isonomia”.

A OAB também afirmou ser ela “injusta socialmente. Os credores são pessoas físicas e jurídicas que esperam há anos o encerramento de uma discussão judicial para fazer jus ao pagamento dessas dívidas. São trabalhadores, microempresários, famílias, idosos que têm verbas alimentares a receber e que, agora, caso a proposta do governo se concretize, levarão um calote que acarretará danos sociais gravíssimos”.

AUTOR

Aplicativo Pardal permite denunciar propaganda irregular a partir deste domingo (27)

ELEIÇÕES 2020

Assessoria de Imprensa TRE/AL  0

 

Em 2018, o aplicativo recepcionou, em Alagoas, 741 denúncias e, este ano, foi aprimorado e apresenta diversas novidades objetivando tornar seu uso ainda mais funcional.

Com o fim do prazo de registro de candidatura neste sábado, 26 de setembro, volta a funcionar o aplicativo Pardal, criado pela Justiça Eleitoral para receber denúncias da sociedade sobre irregularidades na propaganda eleitoral. Em 2018, o aplicativo recepcionou, em Alagoas, 741 denúncias e, este ano, foi aprimorado e apresenta diversas novidades objetivando tornar seu uso ainda mais funcional.

Para o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), desembargador Pedro Augusto Mendonça de Araújo, “o objetivo principal do aplicativo é facilitar o trabalho de apuração por parte dos Tribunais e do Ministério Público Eleitoral, que passam a contar com os cidadãos para atuar como fiscais da eleição e no combate à corrupção eleitoral”, explicou.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as versões anteriores do aplicativo ofereciam um espectro muito amplo, com todas as irregularidades envolvendo eleições. Este ano, o aplicativo Pardal passou por uma reformulação e receberá apenas denúncias relacionadas aos ilícitos cometidos na propaganda eleitoral.

“Havia uma enorme quantidade de denúncias que não conseguiam ser apuradas a contento para reunir provas e elementos materiais, como testemunhas, fotos, vídeos e tudo que pode comprovar as irregularidades. Ou seja, nem todos os ilícitos eram apurados por conterem poucos elementos de provas”, ressaltou o corregedor regional eleitoral, desembargador Otávio Leão Praxedes. A Corregedoria é a responsável pela gestão do aplicativo em Alagoas.

Na nova versão do Pardal, além da foto, o denunciante deverá enviar um relatório demonstrando qual a irregularidade a ser apurada. Além disso, quando as denúncias tratarem de outro tema que não seja a propaganda, o aplicativo vai oferecer o contato da Ouvidoria do Ministério Público Eleitoral.

Novidades

Entre outras novidades para este ano, haverá ainda um detalhamento maior na fase de identificação dos denunciantes, para evitar: notícias de irregularidades que utilizem dados de terceiros, inclusão da autenticação de dois fatores para encaminhamento da notícia via Sistema Pardal e impedimento do envio da denúncia sem o preenchimento integral dos campos relativos à denúncia e aos dados do denunciante.

O aplicativo também oferecerá uma melhor qualificação do denunciante, que receberá um e-mail de confirmação após o envio da denúncia.

Mineração em terras indígenas pode causar prejuízo anual de US$ 5 bi, diz estudo

Por Hyury Potter, Naira Hofmeister
Fiscalização do Ibama em garimpo ilegal na Terra Indígena Munduruku, no Pará, em maio de 2018

Fiscalização do Ibama em garimpo ilegal na Terra Indígena Munduruku, no Pará, em maio de 2018

Uma área na Amazônia quase do tamanho da Venezuela pode ser devastada, resultando em prejuízos econômicos bilionários por ano, caso um projeto de lei que autoriza mineração dentro de terras indígenas no Brasil seja aprovado. É o que concluiu um estudo realizado por pesquisadores brasileiros e australianos que analisou os impactos ambientais do PL 191/2020, apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional em fevereiro deste ano. Hoje uma prática ilegal, a exploração mineral nessas áreas protegidas, que abrigam a maior porção de floresta intocada do bioma, passaria a ser possível.

“Se todas as ocorrências minerais que conhecemos hoje fossem desenvolvidas, tanto dentro como fora das terras indígenas, o impacto chegaria a 863 mil km²”, calcula o professor Britaldo Soares-Filho, coordenador do Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e um dos autores do estudo, publicado neste mês na revista científica One Earth.

Caso o projeto de lei seja rechaçado, a área máxima afetada pela mineração na Amazônia brasileira seria de 700 km², um número 23% menor, mas ainda assim uma extensão equivalente ao dobro do território da Alemanha, aponta a pesquisa.

Essa porção de floresta afetada seria substituída não apenas pelas cavas das minas e por suas usinas de beneficiamento, mas também por estradas, linhas de energia e infraestrutura de serviços ligados à atividade. A perda de biodiversidade vinculada aos projetos de mineração afetaria cadeias produtivas locais, como a da madeira e a da borracha, além da extração de castanha-do-pará, que garante a subsistência de muitos povos da floresta.

O desmatamento de uma área com essas dimensões traria ainda alterações no regime de chuvas – não apenas da Amazônia, mas do Centro-Oeste e até do Sul, regiões onde está concentrado o agronegócio do país, responsável por 21% do PIB nacional, segundo a Confederação Nacional de Agricultura. O estudo aponta ainda que, sem chuva, as lavouras perderiam produtividade.

Na ponta do lápis, o resultado seria uma prejuízo total de ao menos 5 bilhões de dólares por ano (cerca de R$ 28 bilhões na cotação atual), o equivalente ao lucro líquido de um dos maiores bancos do país em 2019. Trata-se de uma estimativa do valor que a área de floresta  potencialmente afetada pela mineração fornece à economia global, ao produzir alimentos, mitigar as emissões de CO2 e regular o clima para a agrigultura e a produção de energia.

“E esse é um valor extremamente conservador, porque conseguimos medir apenas alguns serviços ecossistêmicos. Financeiramente, há muito a se perder com o desmatamento”, alerta Soares-Filho.

O cálculo foi feito considerando os danos ambientais na vegetação e em rios em um raio de 70 quilômetros a partir do local de extração do minério e inclui desmatamento e degradação da floresta.

“Este estudo está baseado em outros dois artigos prévios, publicados na Nature, nos quais medimos a extensão do impacto da mineração, sobretudo o indireto, e chegamos a essa área”, explica o professor da UFMG.

O novo estudo alerta ainda para a pressão populacional decorrente de uma eventual liberação da mineração em terras indígenas, cuja consequência imediata seria uma ameaça aos povos e aos ecossistemas presentes na floresta, muitos ainda nem conhecidos por cientistas.

Apenas na Amazônia Legal vivem 222 etnias, e há 332 terras indígenas oficiais e 92 em estudo, com 655 mil famílias que falam 160 línguas. E tudo isso está ameaçado com o PL 191/2020.

“O prejuízo cultural é muito difícil de ser calculado”, afirma Juliana Siqueira-Gay, doutoranda e pesquisadora da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), que também assina o artigo publicado na One Earth.

Garimpo ilegal

O projeto de lei examinado pelos pesquisadores prevê uma compensação financeira aos indígenas potencialmente afetados pela mineração. “Mas é muito difícil que esse valor chegue a 5 bilhões de dólares anuais. O que o estudo faz é colocar uma pergunta: vale a pena abrir [para mineração]?”, diz Siqueira-Gay.

Uma convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) determina que os povos indígenas sejam consultados sobre qualquer projeto que possa afetar seu modo de vida tradicional – e que a decisão deles tem poder de veto. O PL traz menção à oitiva das comunidades indígenas afetadas, mas sem trazer detalhes sobre como isso aconteceria, o que é criticado por pesquisadores.

Até dezembro de 2019, a Agência Nacional de Mineração registrava cerca de 4 mil requerimentos minerários protocolados dentro de terras indígenas da Amazônia. Embora seja ilegal minerar essas áreas, não há vedação para que elas sejam requeridas formalmente. A orientação do Ministério Público Federal para a agência é que esse tipo de pedido seja negado imediatamente, mas na prática não é o que ocorre, ainda que a maior parte deles não se reverta em autorizações de pesquisa ou de lavra.

O temor dos pesquisadores é que, diante do volume de riscos que pode representar uma operação minerária em terra indígena – inclusive reputacionais –, o PL atraia não as grandes mineradoras, que podem sofrer pressões de investidores, mas sim garimpeiros ilegais. Uma preocupação que é compartilhada pelos índios.

“O garimpo é uma sentença de morte para o índio. Com o garimpo vem a pressão populacional, e isso traz violência, alcoolismo e uma série de outros problemas. Agora na pandemia de covid-19, a falta de fiscalização faz com que muitos garimpeiros ilegais circulem em terras indígenas, e eles podem infectar esses povos”, denuncia Tito Menezes, advogado indígena de etnia Sateré-Mawé e assessor jurídico da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).

A falta de barreiras sanitárias em oito terras indígenas da Amazônia, que poderiam impedir contato de garimpeiros com os povos, foi apontada em um relatório entregue pela Funai ao Supremo Tribunal Federal (STF) em julho. Até esta quinta-feira (24/09), o Brasil registrou 826 mortos e 33.226 casos confirmados de covid-19 em 158 terras indígenas, de acordo com levantamento feito pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

“Passar a boiada”

O receio dos pesquisadores cresce diante da postura do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, desde o início do governo. Em maio, a divulgação de um vídeo de uma reunião ministerial revelou o titular da pasta sugerindo “passar a boiada” e derrubar regulamentações da área ambiental.

Defensor da mineração em terras indígenas, Salles visitou em agosto um território Munduruku, em Jacareacanga, no Pará, e falou em discutir a proposta de “maneira aberta” com os povos originários. No dia seguinte, teria levado sete índios em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para uma reunião em Brasília. O Ministério Público Federal no Pará abriu uma investigação após ser informado por lideranças Munduruku de que os índios que foram a Brasília não representavam a etnia e eram garimpeiros ilegais.

“Verificam-se, no presente caso, fortes indícios de desvio de finalidade na utilização de aeronaves da Força Aérea Brasileira, as quais, a princípio, deveriam ser destinadas para efetividade da Operação Verde Brasil 2 no combate à mineração ilegal”, diz o MPF no despacho que abriu a investigação, em 20 de agosto.

Premiado pela Fundação Alexander von Humboldt em 2015 por um trabalho anterior, no qual demonstrou a contribuição de políticas públicas para a redução do desmatamento histórico no Brasil, Soares-Filho observa que hoje o efeito é o inverso.

“O impacto final de um projeto de lei como esse depende muito do cenário de governança ambiental. No caso atual, de falta governança ambiental. Há um esforço de desconstrução de ganhos ambientais do passado”, diz Soares-Filho.

Atualmente, apenas 2% dos projetos de mineração do país exigem relatórios de impacto ambiental, no restante dos casos bastando apenas relatórios simplificados, que não exigem reparação ambiental. “E a tendência é de simplificação no processo de licenciamento”, alerta Siqueira-Gay.

A expectativa do grupo de pesquisa é que os dados fornecidos pelo estudo possam qualificar o debate público. “Queremos contribuir de forma científica para melhorar a tomada de decisão, as políticas públicas. É uma perspectiva colaborativa, uma visão de mais longo prazo que está fazendo falta”, conclui a pesquisadora da USP.

Liga das escolas de samba do RJ adia desfile de 2021 devido à pandemia e ainda busca data

Carnaval de 2021 está marcado para o mês de fevereiro, mas como até lá não há perspectiva de vacina ou remédio em larga contra o coronavírus, a decisão foi pelo adiamento da festa

↑ Reprodução

ALiga Independente das Escola de Samba (Liesa) decidiu adiar os desfiles das escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro na Marquês de Sapucaí do ano que vem por conta da pandemia de Covid-19.

O Carnaval de 2021 está marcado para o mês de fevereiro, mas como até lá não há perspectiva de vacina ou remédio em larga contra o coronavírus, a decisão foi pelo adiamento da festa, em reunião realizada na noite desta quinta-feira.

As escolas ainda não definiram em que data o desfile poderá ocorrer no ano que vem. A definição dependerá da descoberta e disponibilidade de vacina ou remédio para a população. O cancelamento da festa não foi descartado.

A cidade de São Paulo já havia anunciado a postergação dos desfiles para uma data indefinida em função da pandemia.

A doença provocou uma paralisia na produção do Carnaval do ano que vem e barracões e quadras estão praticamente parados.

Algumas escolas sequer conseguiram definir o enredo para 2021 e houve demissões e desligamentos de funcionários das agremiações.

“É cada vez mais difícil ter Carnaval sem vacina. Desde julho não temos segurança de que haverá e não tem como falar em Carnaval sem segurança”, disse o presidente da Liga, Jorge Castanheira, a jornalistas. “Não temos como fazer em fevereiro, as escolas já não vão ter tempo nem condições financeiras e de organização de viabilizar até fevereiro.”

“Temos que ter uma perspectiva até janeiro… porque senão atrapalha a festa de 2022”, acrescentou Castanheira

Para o carnavalesco Edson Pereira, é “difícil falar de uma festa” com milhares de pessoas morrendo da doença no país.

“Mas eu, como artista, não posso pensar em expectativa negativa porque eu preciso pensar em gerar felicidade às pessoas… acho que tem que ter Carnaval sim, com todas as regras e cuidados”, disse Pereira à Reuters.

O Carnaval de rua na cidade, que reúne dezenas de blocos e milhões de pessoas, também está ameaçado. As associações e diretores de blocos devem anunciar uma decisão mês que vem à prefeitura.

A prefeitura do Rio de Janeiro já havia anunciado mudanças para o reveillon. A tradicional queima de fogos com milhões de pessoas na praia de Copacabana não acontecerá.

A ideia é promover uma virada de ano com shows de luzes e apresentações musicais sem público e com transmissão pela internet e meios de comunicação.

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Fonte: Reuters

Pantanal tem maior número mensal de focos de incêndios desde início de série histórica

Em comparação a 2019, quando setembro teve 2.887 focos detectados em 30 dias, o mesmo mês de 2020 já apresenta uma alta de 109%

↑ Foto: Mayke Toscano/Secom MT

OPantanal já registra o número mensal mais alto de focos de incêndio desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998: foram 6.048 pontos de queimadas registrados no bioma desde o dia 1º de setembro até quarta-feira (23), o dado mais recente. O recorde mensal anterior era de agosto de 2005, quando houve 5.993 focos de incêndio no bioma.

Em comparação a 2019, quando setembro teve 2.887 focos detectados em 30 dias, o mesmo mês de 2020 já apresenta uma alta de 109%. O número de focos neste mês está 211% acima da média histórica do Inpe para setembro, que é de 1.944 pontos de incêndio.

 

Este mês já era o setembro com mais focos de incêndio no bioma. Em agosto, foi registrado o segundo maior número de queimadas para o mês; julho também registrou um recorde mensal.

A região enfrenta uma falta de chuvas que contribui para o problema dos incêndios: é o maior período de estiagem em 47 anos, de acordo com o diretor-executivo da SOS Pantanal Felipe Augusto Dias. Ele avalia que a chuva é a única perspectiva de melhora na situação. Apesar dos registros de chuvas nos últimos dias, elas não foram suficientes para apagar definitivamente os incêndios, segundo o diretor.

Três meses antes de terminar, 2020 também ultrapassou o recorde de queimadas em um ano para o bioma: foram 16.201 focos registrados desde janeiro até quarta-feira (23). Antes, o número mais alto havia sido registrado em 2005, com 12.536 focos em todo o ano. A alta é de cerca de 29%.

O fogo já destruiu 85% do Parque Estadual Encontro das Águas, refúgio das onças pintas-pintadas. Dados do Inpe também apontam que, até 31 de agosto, havia uma perda de 12% do bioma neste ano – foram 18,6 km². Esse levantamento é divulgado mensalmente.

Alta na Amazônia

A Amazônia também já registrou mais focos de incêndio neste mês do que em todo o mês de setembro do ano passado. Em setembro de 2019, foram 19.925 focos de calor; neste ano, até quarta-feira (23), houve 28.279 focos, uma alta de cerca de 42%.

Há, ainda, uma alta no total anual de focos de incêndio. De janeiro até 30 de setembro de 2019, haviam sido registrados 66.749 pontos de fogo na floresta. Neste ano, de janeiro até o dia 23 deste mês, eram 72.292, aumento de 8,3%.

Somando Amazônia e Pantanal, o Brasil perdeu 53.019 km² de mata nativa devido às queimadas até 31 de agosto. O número é equivalente a 34 cidades de São Paulo, ou quase a soma das áreas dos estados de Sergipe e Alagoas.

Embates com governo

Os dados do Inpe têm causado embates com membros do governo federal.

Na terça-feira (22), em discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil era “vítima” de uma campanha “brutal” de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal. O presidente disse que a floresta amazônica é úmida e só pega fogo nas bordas, e que os responsáveis pelas queimadas são “índios” e “caboclos”. A declaração, entretanto, é falsa, conforme apuração do G1 junto a especialistas no assunto.

No mesmo discurso, Bolsonaro disse, ainda, que “as grandes queimadas [no Pantanal] são consequências inevitáveis da alta temperatura local, somada ao acúmulo de massa orgânica em decomposição”. Essa afirmação, no entanto, também é falsa, conforme checagem do G1 com especialistas na questão.

Na semana passada, o vice-presidente, Hamilton Mourão, afirmou que “alguém” no instituto que faz “oposição” ao governo de Bolsonaro prioriza a divulgação de dados negativos sobre queimadas na Amazônia.

Mourão também disse que desconhecia que os dados das queimadas são públicos e pediu uma análise qualitativa ao instituto.

No dia 11, o vice-presidente declarou que o Inpe estava “se contradizendo” quanto aos dados de queimadas na Amazônia. A fala foi proferida após ele ser questionado sobre uma reportagem publicada pelo jornal “O Globo”, que mostrava um aumento no número de queimadas de janeiro a 9 de setembro deste ano em comparação ao ano passado.

Em entrevista ao G1, Alberto Setzer, coordenador do programa de monitoramento de queimadas do Inpe, alertou que não há contradições e que são “períodos diferentes” sendo comparados. (Entenda detalhes neste link). Setembro, ele explica, é o mês em que a floresta mais queima.

“Setembro é o mês que mais tem focos. Temos que esperar o mês de setembro para poder dar uma análise um pouco mais sólida. Não adianta deixar o mês mais marcante de todos fora dos cálculos”, disse Setzer.

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Fonte: G1

Quase 100% do efetivo dos Correios segue trabalhando

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, na segunda-feira (21), no julgamento do dissídio coletivo, o retorno dos trabalhadores, sob pena de multa diária de R$ 100 mil às entidades representativas, em caso de descumprimento.

Nesta terça-feira (22), a maior parte dos empregados dos Correios que havia aderido à paralisação parcial retornou ao trabalho. Segundo sistema de monitoramento da empresa, 92,7% dos empregados dos Correios estão trabalhando normalmente.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, na segunda-feira (21), no julgamento do dissídio coletivo, o retorno dos trabalhadores, sob pena de multa diária de R$ 100 mil às entidades representativas, em caso de descumprimento.

Com a compensação das horas não trabalhadas, medida também determinada pelo TST, a empresa pretende ampliar a capacidade operacional do plano de continuidade do negócio e normalizar o mais rápido possível o fluxo de entregas de cartas e encomendas, em todo país. Mutirões de entrega continuarão sendo realizados com o apoio dos empregados das áreas administrativa e operacional, unidos em prol da manutenção dos serviços da estatal.

A rede de atendimento permanece aberta e os serviços, inclusive o SEDEX e o PAC, continuam disponíveis. As postagens com hora marcada permanecem temporariamente suspensas – medida em vigor desde o anúncio da pandemia.

Para mais informações, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 3003-0100 e 0800 725 0100 ou pelo endereço http://www.correios.com.br/fale-com-os-correios.

Sentença normativa –  o julgamento do TST decidiu por manter as cláusulas propostas pela empresa, entre elas vale alimentação/refeição, com a inclusão de outras cláusulas de caráter social. O tribunal também determinou a correção salarial em 2,6%.

Os Correios continuam com a missão de promover o saneamento de suas finanças, consonante com determinações do Ministério da Economia, preservando empregos, salários e todos os direitos previstos na CLT, bem como outros benefícios do seu efetivo.

A empresa agradece os esforços dos empregados que se mantiveram firmes no propósito de servir a sociedade e o país, especialmente neste momento de pandemia, em que a atuação dos Correios é ainda mais essencial para o Brasil.

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Fonte: Assessoria

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