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STF decide sobre retirada de invasores de terras indígenas na Amazônia

 

O plenário também decidirá se confirma a liminar dada pelo ministro Luís Roberto Barroso que determinou o governo Bolsonaro a adotar ações de proteção aos povos indígenas durante a pandemia da Covid-19

 

(Foto: Ricardo Stuckert)

O STF (Supremo Tribunal Federal) abre os trabalhos do segundo semestre judiciário nesta  segunda-feira (3), a partir das 15h, com sessão extraordinária de julgamento convocada pelo presidente, ministro Dias Toffoli. Para a sessão, que será realizada por videoconferência, foram pautados a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709, sobre os efeitos da pandemia da Covid-19 nas aldeias indígenas, e outros dois processos. A ADPF foi ajuizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e por seis partidos políticos (PSB, PSOL, PCdoB, Rede, PT e PDT).

O Plenário decidirá se confirma a medida cautelar deferida no início de julho pelo relator ministro Luís Roberto Barroso para determinar ao governo federal a adoção de diversas medidas para combater o avanço da Covid-19 sobre os povos indígenas e suas aldeias.

De acordo com a Apib, manter a liminar é fundamental para evitar uma catástrofe sanitária. Também é importante contemplar o único ponto da ação original não atendido por Barroso: a retirada de invasores de áreas criticamente afetadas pela epidemia – as Terras Indígenas (TIs) Karipuna e Uru-Eu-Wau-Wau (RO); Kayapó, Munduruku e Trincheira Bacajá (PA); Araribóia (MA); e Yanomami (AM/RR).

Para o movimento indígena, o governo é omisso no combate à crise de saúde e estimula invasões aos territórios indígenas, um dos principais vetores da Covid-19. A administração federal paralisou operações de fiscalização, exonerou os responsáveis pelas poucas ações realizadas nas TIs e, agora, ameaça os servidores com processos administrativos.

Com informações da Conjur e Apib

Fantástico faz longa matéria sobre rede de fake news bolsonarista punida pelo Facebook

Programa fez questão de destacar que as informações coletadas pelo Facebook de contas de assessores próximos à família Bolsonaro podem ser adicionadas às ações do STF que pedem a cassação do presidente

↑ (Imagem: Reprodução)

Oprograma Fantástico, da Globo, veiculou em sua edição da noite deste domingo (2) uma longa reportagem mostrando detalhes sobre a investigação do Facebook que derrubou páginas de assessores próximos à família Bolsonaro que são utilizadas para disseminar fake news e promover ataques contra adversários.

Durante a exibição da matéria, o programa procurou evidenciar a proximidade entre assessores que se fingiam de “jornalistas” com o presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e deputados bolsonaristas.

No dia 8 de julho, o Facebook derrubou uma rede de distribuição de fake news e perfis falsos ligados aos gabinetes de Jair Bolsonaro, do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e dos deputados estaduais bolsonaristas Anderson Moraes (PSL-RJ) e Alana Passos (PSL-RJ). Todos tiveram destaque na matéria do Fantástico.

Técnicos da rede social identificaram 35 contas, 14 páginas e 1 grupo, além de 38 contas no Instagram, que pertence ao Facebook. O grupo contava com 350 participantes. Já as páginas no Facebook somavam 883 mil seguidores, e os perfis do Instagram, 917 mil.

Já neste sábado (1º), o Facebook informou que acatou pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) e vai bloqueou, em todo o mundo, as contas de perfis bolsonaristas.

A medida vem após o ministro do STF, Alexandre de Moraes, aumentar o valor da multa diária contra a rede social para R$ 1,2 milhão e cobrar o pagamento de R$ 1,92 milhão por descumprimento da ordem judicial, no âmbito do inquérito das fake news. O ministro também intimou pessoalmente o presidente da empresa no país a cumprir sua determinação.

Dando detalhes de como funcionava a operação das páginas de fake news bolsonaristas, o Fantástico destacou, por exemplo, as notícias falsas criadas sistematicamente contra Fernando Haddad (PT), oponente de Bolsonaro na eleição de 2018.

A reportagem também ressaltou que as informações colhidas pelo Facebook sobre as páginas foram enviadas à Polícia Federal e podem ainda serem anexadas às ações que pedem a cassação de Bolsonaro no STF.

 

Assista a reportagem aqui.

 

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Fonte: Revista Fórum

Padrão de vida dos brasileiros terá queda recorde e voltará ao nível de 2008

Gestão de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes deve entrar para a história como a de maior retrocesso econômico na história do país, mesmo que a causa maior seja a pandemia

↑ Centro de Maceió (Foto: Divulgação)

Aqueda da renda per capita dos brasileiros será tão acentuada em 2020 que fará com que a gestão de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes entre para a história como a de maior retrocesso econômico na história do país, mesmo que a causa maior seja a pandemia.

“A crise causada pelo novo coronavírus deve levar à maior queda do padrão de vida do País desde a década de 1940, quando começa a série histórica. Calculada a partir do Produto Interno Bruto (PIB) per capita, a retração esperada é de 6,7% este ano – e mais da metade dos brasileiros já percebe que está em uma situação pior do que antes da pandemia. Até então, o maior recuo havia sido em 1981”, aponta reportagem de Douglas Gavras, no jornal Estado de S. Paulo.

A queda acentuará o contraste com o período em que os brasileiros mais prosperaram, que foi justamente o período do governo Lula. “De crise em crise, o brasileiro vai perdendo o que havia conquistado na década passada. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), de 2011 a 2020, o PIB per capita deve recuar 8,2% ante uma alta de 28% na década anterior”, aponta ainda a reportagem.

“Segundo pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva a pedido do Estadão, além de mais da metade (54%) dos brasileiros afirmar que seu padrão de vida piorou, seis em cada dez deles estimam que vai levar mais de um ano para reconquistar o que tinham. Além disso, um terço dos entrevistados que têm plano de saúde, pagam escola particular para os filhos ou empregam um trabalhador doméstico afirma que não conseguirá manter ao menos um desses serviços”, revela Gavras, em sua reportagem.

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Fonte: brasil 247

Após decisão do STF, governo Bolsonaro não age para proteger indígenas

 

Em liminar, o ministro Luís Roberto Barroso acatou um pedido da ação formulada pela Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) e seis partidos (PSB, PSOL, PCdoB, Rede, PT, PDT) cobrando um plano emergencial do poder público

 

(Foto: Samuel Tremebé)

Apesar do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso determinar a adoção de um plano emergencial pelo governo Bolsonaro para proteção dos povos indígenas diante da pandemia da Covid-19, nenhuma ação concreta foi efetivada até o momento. A denúncia é da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil).

Na sessão por videoconferência da próxima segunda-feira (3), às 14h, o plenário do STF decidirá se referenda ou não a cautelar de Barroso. Trata-se da primeira sessão após o recesso do judiciário.

No início do mês, em liminar, o ministro acatou um pedido da ação formulada pela Apib e seis partidos (PSB, PSOL, PCdoB, Rede, PT, PDT) cobrando um plano do poder público.

Barroso determinou ações específicas para os povos isolados como criação de barreiras sanitárias; outro de enfrentamento para todo povo indígena; e a instalação de uma Sala de Situação com representantes do MPF (Ministério Público Federal), DPU (Defensoria Pública da União) e dos povos indígenas.

Passados quase um mês, o ministro estabeleceu um prazo de dez dias para as primeiras ações, houve a primeira reunião no 17 deste mês. Segundo a Apib, nesse encontro o governo apresentou um planejamento genérico, sem ações específicas para a realidade de cada território.

Além disso, a entidade reclamou do tratamento “desastroso, humilhante e constrangedor” e “uma clara tentativa de violar sua liberdade de expressão”. A representante Coiab (Coordenação das Organizações dos Indígenas Amazônia Brasileira), Angela Kaxuyana, teve o microfone cortado.

O chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, ministro Augusto Heleno, afirmou que os indígenas que estiverem fora de Terras Indígenas (TIs) homologadas (com demarcação já concluída) serão tratados como “produtores rurais”, indicando que o governo não pretende atendê-los, o que contraria a decisão do STF.

 “Agora, estamos na fase de fazer com que essa decisão da mais alta corte do Brasil seja cumprida. Ainda em relação aos povos indígenas, não houve nenhuma mudança de postura do governo brasileiro no combate à pandemia”, diz Luiz Henrique Eloy Terena, assessor jurídico da Apib e um dos responsáveis pela ação.

O presidente do CNDH (Conselho Nacional dos Direitos Humanos), o defensor público Renan Sotto Mayor, avalia que o diálogo para a construção da estratégia de combate e prevenção à pandemia entre os povos indígenas estava travado e que, a partir da decisão, ele tem de acontecer.

MPF

A subprocuradora-geral da República e coordenadora da Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF, Eliana Torelly, considera que a segunda reunião da Sala de Situação, no dia 24, foi mais positiva, com uma pauta mais objetiva e menos participantes. “O Ministério Público Federal acompanhará atentamente todas as etapas do cumprimento da medida liminar”, garante.

Com informações do ISA (Instituto Socioambiental)

Movimento negro pedirá impeachment de Bolsonaro; adesões vão até 6/8

 

Coalização é formada por 150 organizações e coletivos do movimento negro

 

A Coalizão Negra por Direitos vai pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro por crimes de responsabilidade que, conforme o grupo, “agravam a política de genocídio contra a população negra”. Formada por 150 organizações e coletivos do movimento negro, a articulação denuncia que os crimes se intensificaram durante a pandemia de Covid-19, que foi negligenciada pelo governo. O pedido de impeachment, em fase de elaboração, pode receber adesões de entidades ligadas ao movimento negro até 6 de agosto.

“Não podemos admitir a condução de políticas públicas que aumentam a exclusão, a violência e perpetuam o racismo, como faz o atual Presidente da República”, afirma, em documento, a Coalização. “As ações empreendidas e autorizadas por Jair Bolsonaro demonstram que ele não só realiza discursos racistas, como efetiva suas práticas racistas durante o exercício de sua gestão pública.”

Confira a íntegra do documento:

Movimento negro pelo Impeachment

A Coalizão Negra por Direitos, articulação que reúne 150 organizações e coletivos do movimento negro, irá propor um pedido de impeachment contra o atual Presidente Jair Bolsonaro pelos crimes de responsabilidade por ele praticados e de como estes agravam a política de genocídio contra a população negra.

A Coalizão Negra por Direitos pactuou a importância e necessidade de ser realizado um pedido de impeachment proposto pelo olhar reivindicatório da população negra brasileira. No curso de nossa história, o movimento negro brasileiro sempre se fez presente em momentos críticos de defesa aos direitos humanos e de necessidade de construção democrática. E mais um vez agora!

Nosso pedido de impedimento aponta como crimes de responsabilidade práticas do Presidente Jair Bolsonaro que atentam, objetivamente, contra a vida da população negra e suas comunidades.  Especialmente nos atos do Presidente contra a saúde pública no contexto da pandemia COVID 19, a insuficiência das medidas emergenciais que deveriam estar cautelosamente voltadas às famílias negras, empregadas domésticas, trabalhadoras/es informais negros/as, comunidades quilombolas, populações rurais negras, populações negras de nossas favelas, periferias e bairros. Lembramos, em nosso pedido de impedimento que, em 2018, 38,1 milhões de pessoas negras viviam abaixo da linha da pobreza e isso significa 33,0% do total da população negra (PNAD-2018), e que esta situação piorou drasticamente neste período de governo Bolsonaro + Pandemia de Covid-19. Lembramos que a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no país e que o número de mortes decorrentes da brutalidade policial bate recordes no país. Por isso, não podemos admitir a condução de políticas públicas que aumentam a exclusão, a violência e perpetuam o racismo como faz o atual Presidente da República. As ações empreendidas e autorizadas por Jair Bolsonaro demonstram que ele não só realiza discursos racistas, como efetiva suas práticas racistas durante o exercício de sua gestão pública. Nosso pedido também apresenta a relevância de vozes do movimento negro estarem nos processos de discussão dos rumos políticos e democráticos desse país.

Essa ação está em consonância com o nosso manifesto ENQUANTO HOUVER RACISMO NÃO HAVERÁ DEMOCRACIA. Mais do que uma ação de impedimento com o objetivo da defesa da democracia e dos direitos fundamentais, estamos pautando a construção de uma sociedade brasileira verdadeiramente antirracista. Informações adicionais do manifesto e de sua campanha podem ser acessadas em: https://comracismonaohademocracia.org.br.

Movimento negro pelo Impeachment

A Coalizão Negra por Direitos, articulação que reúne 150 organizações e coletivos do movimento negro, irá propor um pedido de impeachment contra o atual Presidente Jair Bolsonaro pelos crimes de responsabilidade por ele praticados e de como estes agravam a política de genocídio contra a população negra.

A Coalizão Negra por Direitos pactuou a importância e necessidade de ser realizado um pedido de impeachment proposto pelo olhar reivindicatório da população negra brasileira. No curso de nossa história, o movimento negro brasileiro sempre se fez presente em momentos críticos de defesa aos direitos humanos e de necessidade de construção democrática. E mais um vez agora!

Nosso pedido de impedimento aponta como crimes de responsabilidade práticas do Presidente Jair Bolsonaro que atentam, objetivamente, contra a vida da população negra e suas comunidades.  Especialmente nos atos do Presidente contra a saúde pública no contexto da pandemia COVID 19, a insuficiência das medidas emergenciais que deveriam estar cautelosamente voltadas às famílias negras, empregadas domésticas, trabalhadoras/es informais negros/as, comunidades quilombolas, populações rurais negras, populações negras de nossas favelas, periferias e bairros. Lembramos, em nosso pedido de impedimento que, em 2018, 38,1 milhões de pessoas negras viviam abaixo da linha da pobreza e isso significa 33,0% do total da população negra (PNAD-2018), e que esta situação piorou drasticamente neste período de governo Bolsonaro + Pandemia de Covid-19. Lembramos que a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no país e que o número de mortes decorrentes da brutalidade policial bate recordes no país. Por isso, não podemos admitir a condução de políticas públicas que aumentam a exclusão, a violência e perpetuam o racismo como faz o atual Presidente da República. As ações empreendidas e autorizadas por Jair Bolsonaro demonstram que ele não só realiza discursos racistas, como efetiva suas práticas racistas durante o exercício de sua gestão pública. Nosso pedido também apresenta a relevância de vozes do movimento negro estarem nos processos de discussão dos rumos políticos e democráticos desse país.

Essa ação está em consonância com o nosso manifesto ENQUANTO HOUVER RACISMO NÃO HAVERÁ DEMOCRACIA. Mais do que uma ação de impedimento com o objetivo da defesa da democracia e dos direitos fundamentais, estamos pautando a construção de uma sociedade brasileira verdadeiramente antirracista. Informações adicionais do manifesto e de sua campanha podem ser acessadas em: https://comracismonaohademocracia.org.br.

AUTOR

Covid-19: Em dois meses, média de casos praticamente está dobrando

 

Brasil chega a 2,6 milhões de casos e 91,2 mil mortes. Aumento significativo de casos nas últimas semanas deve interromper platô de mortes.

 

Mais de noventa mil mortes espalhadas pelo país já fazem o Brasil parecer um pulmão bastante inflamado.

O Brasil chegou a 2.610.102 casos acumulados de covid-19. Nas últimas 24 horas, foram registradas mais 57.837 pessoas infectadas. Ontem (29), o sistema trazia 2.552.265 casos desde o início da pandemia. Os dados são da atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada no início da noite desta quinta-feira (30).

Também conforme o balanço do órgão, foram 91.263 vidas perdidas desde o início da pandemia. O painel recebeu 1.129 novos registros nas últimas 24 horas. Ainda há 3.591 óbitos em investigação. Ontem, o sistema marcava 90.134 falecimentos em função da doença.

Faltam dois dias para terminar a 31a. semana epidemiológica, mas já dá pra observar um aumento significativo de contágios nas últimas semanas. No início de junho, a média de contágios diários era de cerca de 25 mil casos, e já havia começado o platô de mortes em torno de mil registros, que ainda se mantém. 

Curva de contágios revela aumento significativo de casos em oito semanas

No início de julho, a média de contágios diários já era de cerca de 35 mil, com o mês chegando ao fim em torno de 45 mil casos. Se essa proporção continuar, ainda na primeira quinzena de agosto teremos dobrado o número de casos diários para cerca de 50 mil, em relação a dois meses atrás. Como o platô de mil mortes já dura dois meses, esse número de contágios deve começar a se refletir no número de óbitos diários, também. As mortes costumam refletir os números de contágio cerca de 14 dias depois.

Curva de mortes ainda mantém platô de média de mil casos diários há oito semanas

Ainda de acordo com a atualização diária do Ministério da Saúde, há 694.744 pacientes em acompanhamento. Outras 1.824.095 pessoas já se recuperaram da covid-19.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3.5%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 43,4. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1.242.

Consórcio da imprensa

Segundo os números levantados pela imprensa, o país registrou 1.189 mortes pela Covid-19 confirmadas nas últimas 24 horas, chegando ao total de 91.377 óbitos. Em casos confirmados, já são 2.613.789 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 58.271 desses confirmados no último dia.

Covid-19 nos estados

Os estados com mais mortes são: São Paulo (22.710), Rio de Janeiro (13.348), Ceará (7.661), Pernambuco (6.526) e Pará (5.699). As Unidades da Federação com menos falecimentos pela pandemia são: Mato Grosso do Sul (357), Tocantins (368), Roraima (501), Acre (521) e Amapá (561).

Já em termos de casos, São Paulo lidera (529.006), seguido por Ceará (171.468), Rio de Janeiro (163.642), Bahia (161.630) e Pará (153.350). Os estados com menos pessoas infectadas até o momento são: Acre (19.573), Tocantins (24.278), Mato Grosso do Sul (24.287), Roraima (31.455) e Amapá (36.272).

Mas segundo o boletim epidemiológico divulgado ontem pelo Ministério da Saúde, Roraima teve maior crescimento de mortes e casos na 30ª semana epidemiológica em relação à anterior (80% e 146%, respectivamente). O Amapá teve grande aumento de óbitos no mesmo período (53%), bem como o Tocantins (41%).

No total, sete estados apresentaram alta de mortes: RS, SC, RJ, GO, MS, AC e RR.

Em relação aos dados de quarta (29), TO deixou de ter crescimento de mortes e o RJ tem óbitos subindo.

• Subindo: RS, SC, RJ, GO, MS, AC e RR.

• Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente: PR, MG, SP, DF, MT, RO, TO, BA e SE.

• Em queda: ES, AM, AP, PA, AL, CE, MA, PB, PE, PI e RN.

Dupla é presa suspeita de integrar quadrilha de furto de baterias em AL, PB e PE

  • Redação*
  • 31/07/2020 21:00
  • Geral
PRF-PB

 

 

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal da Paraíba (PRF-PB), dois homens, de 35 e 41 anos foram presos, na tarde desta sexta-feira (31), com oito baterias furtadas em torres de telefonia e internet. As prisões aconteceram em Alhandra, no Litoral Sul da Paraíba. De acordo com a PRF, a dupla integra uma quadrilha interestadual especializada no furto de baterias de telefonia celular e internet com atuação em Alagoas, Paraíba e Pernambuco.

Os suspeitos foram abordados no Km 107, da BR-101, e o material foi encontrado no porta-malas do veículo em que a dupla estava. Sem as baterias, o sistema de comunicação entra em pane e a localidade atingida fica sem transmissão de telefonia celular e internet.

Além das baterias, foram encontrados um conjunto de chaves, dois alicates, um pé de cabra e outras ferramentas utilizadas para o furto dos produtos. Os materiais eram usados para arrombamento dos depósitos nas torres de transmissão e também nas lojas de telefonia celular.

Os suspeitos informaram aos policiais que furtaram as baterias em João Pessoa, no bairro Bancários. A dupla foi detida e encaminhada a uma delegacia de Polícia Civil, onde foi autuada pelo crime de furto qualificado.

A prisão aconteceu por meio de uma ação integrada entre a PRF e Polícia Militar da Paraíba (PMPB).

*Com G1/PB

China versus EUA: um confronto que pode durar décadas

"A China e os Estados Unidos trilharão caminhos divergentes e opostos", escreve José Reinaldo Carvalho.

Foto: Reuters

A última semana foi marcada por uma escalada de conflitos entre os Estados Unidos e a China, desde o campo diplomático ao militar.

Por José Reinaldo Carvalho *

Na sexta-feira (24), a China determinou que os Estados Unidos encerrem as atividades de seu consulado na cidade de Chengdu. Foi uma atitude recíproca à ordem emitida pelo presidente Donald Trump para que o país asiático fechasse o Consulado Geral em Houston (Texas).

Como sempre, seguindo os princípios da prudência, bom senso e equilíbrio, o ministério chinês das Relações Exteriores, limitou-se a dizer que se tratava de uma contra medida “legítima e necessária” ao ato unilateral e injustificado de Washington, não falou em confronto e apelou a que os Estados Unidos revejam a política de hostilidade para evitar uma escalada de tensões. Expressou ainda o desejo de que as coisas voltem à normalidade e as relações percorram os caminhos do entendimento, ainda que cada um mantenha suas próprias visões e interesses.

Os episódios envolvendo os consulados de Houston e Chengdu fazem parte de uma escalada sem precedentes em meio à crescente tensão nas relações entre Washington e Pequim, que se deterioram devido à intensa guerra comercial e tecnológica, disputas sobre a administração da pandemia, ingerências nos assuntos internos chineses a partir da nova legislação de segurança para Hong Kong e posicionamentos militares envolvendo mobilização de belonaves na área do Mar do Sul da China, que podem ter desdobramentos estratégicos

As alegações de Trump para o fechamento do consulado chinês em Houston não encontram respaldo na realidade. O Departamento de Estado não conseguiu demonstrar que funcionários chineses tenham roubado dados da vacina americana. Tudo indica que as autoridades americanas laboram em erro e mais dia menos dia vai se tornar patente a obrigação de rever a decisão. A China participa ativamente da cooperação internacional na pesquisa e desenvolvimento da vacina contra a Covid-19, com respaldo da Organização Mundial de Saúde e parcerias com países, entre eles o Brasil, via estado de São Paulo/Instituto Butantan. Os ensaios de algumas vacinas chinesas estão adiantados e em torno deles há grande expectativa no mundo.

Para além das estratégias diferentes – os EUA apostando no unilateralismo e perseguindo lucros, a China investindo na cooperação e prometendo tornar sua vacina bem público da humanidade – ficou patente uma disputa ideológica que tem a ver com interesses geopolíticos e cosmovisões distintas. Os Estados Unidos enveredaram pelo caminho da politização e estigmatização da pandemia, designando o novo coronavírus como “vírus chinês”, enquanto exibiam a vulnerabilidade do seu sistema sanitário, incapacidade para lidar com um problema complexo de saúde pública e o obscurantismo do inquilino da Casa Branca, que preferiu se eximir de responsabilidades adotando a postura negacionista. Os chineses, por seu turno, foram tempestivos, precisos, enérgicos e abrangentes no enfrentamento da pandemia, conseguindo contê-la em pouco tempo e enfrentando o problema com visão ampla. Combinaram a defesa dos seus interesses nacionais com ciência e visão política internacional baseada no multilateralismo.

Quanto ao Mar do Sul da China, tudo indica que será problema agudo nos próximos anos, e sobre Hong Kong a China mais uma vez deixou claro que se trata de um problema interno e rechaçou qualquer tipo de ingerência.

Paralelamente, o país asiático, que ocupa cada vez mais espaços econômicos e políticos com a assertividade de sua diplomacia, consegue dar novos passos em áreas sensíveis.

Sobre a delicada questão do Oriente Médio,o presidente Xi Jinping conversou por telefone com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas e reafirmou o engajamento na criação do Estado Palestino independente, com as fronteiras anteriores à expansão da ocupação israelense em 1967, em conformidade com o direito internacional e resoluções da ONU.

Relativamente à América Latina e Caribe, o chanceler chinês Wang Yi se comprometeu, durante uma videoconferência, a trabalhar com os países da região para enfrentar os múltiplos desafios apresentados pela Covid-19 e contribuir em conjunto para a recuperação econômica mundial.

A China apresentou na conferência propostas para avançar na cooperação com a América Latina, incluindo a ajuda mútua para salvaguardar a economia e a subsistência das pessoas, avanço da construção conjunta da iniciativa de comércio e investimentos em infraestrutura denominada Cinturão e Rota, além do fortalecimento da cooperação para melhorar o ambiente internacional.

Doravante, a China e os Estados Unidos trilharão caminhos divergentes e opostos. Tudo leva a crer que nas próximas décadas a rivalidade sino-americana estará no centro dos contenciosos internacionais. A China tem uma política de paz e desenvolvimento, o que requer contornar os conflitos com a superpotência do norte e evitar que se transformem em confrontação trágica. Mas objetivamente, será assertiva e defenderá seu lugar no mundo. Já os Estados Unidos tendem a reagir com violência no seu longo mas irreversível declínio.

 

*Jornalista, editor da página Resistência, membro do Comitê Central e da Comissão Política do PCdoB

 
As opiniões expostas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do Portal PCdoB
 
 

“Agora eu estou curado”, diz Raoni após tratar da saúde no Mato Grosso

 

A internação do cacique de 90 anos, considerado um dos maiores líderes indígenas do mundo, causou surpresa e repercutiu no Brasil e no exterior, principalmente devido à pandemia do coronavírus, mas Raoni testou negativo para a infecção

 

O cacique Kayapó regressou para sua aldeia Piaruçu, na Terra Indígena Capoto Jarina, em avião do governo do Mato Grosso (Foto de Patxon Metuktire)

“Agora eu estou curado”. Com essa frase o líder indígena Raoni Metuktire, de 90 anos, se despediu dos nove dias em que ficou internado em tratamento de saúde decorrente de problemas gastrointestinais e anemia. Ao receber a alta no sábado (25), o cacique Kayapó viajou da cidade, em avião do governo estadual, para sua aldeia Piaruçu, na Terra Indígena Capoto-Jarina, onde passa este domingo com seus familiares.

A internação do cacique de 90 anos, considerado um dos maiores líderes indígenas do mundo, causou surpresa e repercutiu no Brasil e no exterior, principalmente devido à pandemia do coronavírus, mas Raoni testou negativo para a infecção. Em coletiva, ainda no hospital Dois Pinheiros, onde o líder ficou internado, ele explicou o impacto de uma doença repentina e pediu respeito.

 “Queria falar para vocês que a doença chega a qualquer dia e ataca alguém da nossa família. Queria que todas as pessoas pensassem nisso, e poder gostar, amar… poder respeitar o outro, porque a gente não sabe o dia de amanhã, se nossos amigos vão ficar doentes. Isso que eu penso, que a gente deve estar juntos, porque doença não marca dia quando ela vem”, disse. 

Raoni apresentou sintomas de desidratação, anemia e fraqueza e foi internado, no dia 16 de julho, em um hospital do município de Colíder (MT), a 260 quilômetros do território Capoto-Jarina, na bacia do Rio Xingu. O quadro de saúde se agravou com os problemas gastrointestinais e uma hemorragia. O cacique foi removido para o hospital Dois Pinheiros, em Sinop (a 317 quilômetros do território). Na unidade de saúde, o exame de endoscopia digestiva alta apresentou duas úlceras em atividade. A liderança passou por transfusão de sangue para controlar o quadro de anemia.  “Quero agradecer a todos vocês que me apoiaram, que estão escutando todo dia sobre mim, sobre a minha saúde”, disse Raoni.

O neto Patxon, Raoni e os médicos do hospital em Sinop (Foto da Mídia Índia)

Durante a coletiva, o médico Douglas Yanai disse que o quadro de saúde de Raoni está controlado. “O quadro infeccioso já está praticamente debelado. A gente acredita que ele encontra condições de ir embora para a aldeia dele”, afirmou. 

Yanai ressaltou que o adoecimento do cacique foi uma mistura de acontecimentos, e também teve relação com a morte da esposa, Bekwykà Metuktire, no último dia 23 de junho. “[O falecimento] gerou esse quadro de tristeza profunda do cacique. Ele tem tido uma alimentação bastante regular por causa desse quadro de tristeza e se agravou com as úlceras que ele tem. Ele fez sangramento digestivo baixo, além de sangramento pelas úlceras que acabaram se agravando ao longo da semana”, explicou. 

O médico lembrou que Raoni chegou ao hospital num estágio bastante preocupante de saúde. “Um estado de quase choque. Ele estava bastante desidratado e apresentava uma anemia importante. Havia sim risco de morte para ele, porque era um quadro que inspira bastante cuidado”, observou ao acrescentar que foram feitas duas transfusões de sangue no líder dos Kayapó por causa das hemorragias. 

Cuidados com a nutrição

Raoni recebe alta (Foto Diego Souza/ Hospital Dois Pinheiros)

Mesmo na aldeia Piaruçu, na Terra Indígena Capoto-Jarina, o tratamento da saúde de Raoni vai continuar à distância, com um trabalho contínuo para melhorar o seu quadro nutricional. Segundo o médico Douglas Yanai, se houver necessidade o cacique será internado de novo. No momento, a equipe médica continua investigando o resultado de uma biópsia que apontou, preliminarmente, para uma “possível doença inflamatória intestinal”, disse o médicos. O exame será encaminhado para São Paulo para a confirmação do diagnóstico da equipe do hospital Dois Pinheiros. 

“Estabelecemos um canal direto de contato com a saúde indígena [Dsei] para que possamos ajudar a manejar esse quadro de saúde dele a distância e, claro, se a gente perceber que algum momento há necessidade que ele retorne , essa reavaliação será agendada, e se não houver condições de atendê-lo in loco, a gente traz ele aqui [hospital] para que se façam os exames necessários”, concluiu o médico Douglas Yanai. 

Assim que foi informado sobre a alta do cacique, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), colocou um avião à disposição para levar o grande líder de volta a sua aldeia. Raoni saiu do hospital por volta das 13h40 e foi direto para o aeroporto de Sinop. O embarque ocorreu por volta das 14h, com a chegada do cacique à sua aldeia as 16h deste sábado (25). 

“Ele já está lá na aldeia. Tomando todas as precauções, todas as medidas de segurança sanitária, e ele saiu do hospital direto para o aeroporto. Estamos todos felizes”, disse à Amazônia Real por áudio de Whatsapp o sobrinho-neto de Raoni, Patxon Metuktire. Nas últimas semanas, ele acompanhou o avô no hospital.

Aritana está internado com Covid-19

Líder Aritana Yawalapiti (Foto da AYA – Associação Yawalapiti -Awapá)

Mesmo com a alta do líder Raioni Metuktire, o movimento indígena continua apreensivo com internações de grandes lideranças. No dia 20 de julho foi transferido para um hospital de Goiânia (GO), o líder Aritana Yawalapiti, que tem 71 anos de idade. Eles está internado em tratamento de Covid-19 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular, cujo nome não foi divulgado para preservar o paciente.

Neste sábado (25),  em nota à imprensa, a organização Uma Gota no Oceano desmentiu uma notícia divulgada na imprensa nacional dando conta de que o cacique havia morrido. A informação, segundo a organização, foi prontamente desmentida pelo filho, Tapi Yawalapiti. Ele também informou que o estado atual de saúde do pai é estável.

“Estou muito triste e preocupado. Sei que todos querem saber notícias do meu pai e a informação é: ele está internado em quadro estável. Peço a todos os jornalistas que, ao divulgarem notícias sobre meu pai, entrem em contato conosco quando quiserem informações que nós passamos a informação correta. Não aceitamos que informações falsas sejam divulgadas”, advertiu Tapi Yawalapiti em trecho da nota. 

Neste domingo (26), o hospital onde Aritana está internado divulgou um boletim médico informando que “é gravíssimo o estado de saúde do paciente, que está contaminado pelo novo Coronavírus”.

O boletim médico disse também que Aritana “é do grupo de risco e está em UTI desde terça-feira, dia 21”. “O líder indígena foi transferido de Canarana, no Mato Grosso, e precisou do auxílio de 4 tanques de oxigênio para fazer a viagem, acompanhado de seu médico, o Dr. Celso Correia Batista”, disse o site do jornal Diário do Estado.

Aritana é uma das maiores e mais antigas lideranças do Alto Xingu, território que fica entre os estados do Mato Grosso e Pará. “Ele é um dos últimos falantes do idioma materno de seu povo, o Ywalapiti, mesmo nome da etnia. Além de guardar a memória de seu idioma tradicional, Aritana também fala português e outras quatro línguas indígenas. É um grande defensor da luta pela preservação e perpetuação da cultura de seu povo para as novas gerações”, disse a nota da Gota no Oceano.

O Xingu é o segundo território indígena mais contaminado pela Covid-19, conforme a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). Já são 83 casos confirmados e seis mortes em decorrência do vírus, de acordo com o boletim epidemiológico da secretaria, divulgado na sexta-feira (25). 

Os indígenas Xavante são os mais atingidos pela pandemia no estado do Mato Grosso, com 313 casos e 30 mortes. Já A campanha “A’uwe tsari: S.O.S. Xavante”, que também monitora os casos da doença, registrou mais de 40 mortes na maior etnia do estado do Mato Grosso, com mais de 22 mil pessoas. 

Fonte: Amazônia Real

Fundeb aprovado: entidades celebram “vitória histórica da educação”

 

Projeto eleva investimentos da União no ensino público e mantém o piso de 70% para pagamento de professores e demais trabalhadores da Educação

 

Entidades ligadas à educação comemoraram a aprovação na Câmara Federal, em primeiro turno, do novo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). O projeto – que teve como relatora a deputada Professora Dorinha (DEM-TO) – eleva os investimentos da União no ensino público e mantém o piso de 70% para pagamento de professores e demais trabalhadores da Educação.

Tão logo saiu o resultado expressivo pró-Fundeb – 499 votos a favor e apenas sete contrários –, a Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) celebrou no Twitter: “Vitória Histórica da Educação! Câmara dos deputados aprova agora Novo Fundeb Permanente”. Segundo a entidade, “apesar do governo Bolsonaro e suas tentativas constantes de impedir a renovação do Fundeb, conquistamos uma aprovação ampla. #AprovaFundeb é realidade”.

A UNE (União Nacional dos Estudantes) também comentou a conquista desta terça. “Mais uma vez uma demonstração prática de que a Educação é uma das pautas que mais mobilizam a sociedade e exercem pressão sobre o Governo Bolsonaro. Tsunami da Educação, #AdiaEnem e agora #AprovaFundeb, só pra usar alguns exemplos”, tuitou a entidade.

“Momento histórico! #NovoFundeb maior e mais redistributivo foi aprovado no 1º turno da @camaradeputados. Este avanço da PEC 15/2015 significa um financiamento educacional fortalecido e em benefício dos alunos mais pobres!”, avaliou a ONG Todos pela Educação.

“Este #NovoFundeb significa na prática: 7,3 milhões de alunos de redes de ensino mais pobres recebendo recursos adicionais; mais de 2.700 redes de ensino mais pobres recebendo mais recursos; sai de R$3,7 mil para R$5,7 mil o mínimo de investimento por aluno/ano entre 2020 e 2026.”, agregou a ONG.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) destacou o apoio do conjunto dos movimentos à luta em defesa do Fundeb. “A CTB, demais centrais sindicais, entidades de profissionais do ensino e de estudantes se mobilizaram junto à comunidade e aos parlamentares para garantir a vitória na votação”, afirmou a central, em matéria no Portal CTB. “O relatório apresentado por Dorinha é fruto da atuação de entidades da educação e muitos parlamentares vinculados ao tema. Foram realizadas mais de 100 audiências públicas para debatê-lo.”

Na opinião de Heleno Araújo, presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), é hora, agora, de atentar-se aos “próximos passos da mobilização”. Segundo ele, passada a aprovação do Fundeb na Câmara e com a PEC chegando aos senadores, “não podemos baixar a guarda”. O governo “pode tentar alterar” o projeto no Senado.

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