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PRF inicia nesta sexta-feira (12) a Operação Carnaval 2021

A intensificação das fiscalizações tem como objetivo manter a mobilidade e as seguranças pública e viária

↑ (Foto: Ascom PRF/AL)

APolícia Rodoviária Federal (PRF) efetuará entre os dias 12 e 17 de fevereiro a Operação Carnaval 2021, que faz parte da Operação Rodovida, que acontece desde 2011 entre as festividades de final de ano e o carnaval.

Apesar da pandemia, há expectativa de aumento de fluxo rodoviário, considerando o ponto facultativo. As fiscalizações serão intensificadas nos horários de maior fluxo de veículos e nos pontos com altos índices de acidentes.

Em relação à segurança viária, o objetivo é combater as infrações que mais causam acidentes graves, como ultrapassagens indevidas, falta de atenção e ingestão de bebida alcoólica.

O policiamento terá como objetivo coibir as ocorrências criminais e manter a sensação de segurança nas rodovias que cortam Alagoas.

Orientações para quem vai pegar a estrada:

Antes de viajar, o proprietário do veículo deve verificar as condições do carro. A manutenção deve estar em dia, em especial em relação aos itens de segurança, como sistema de freios, pneus e sistemas de iluminação e sinalização.

A viagem deve ser planejada de modo que o condutor não dirija por mais de quatro horas ininterruptas. Ele deve estar descansado e em condições físicas e psicológicas para conduzir o veículo. Deve haver planejamento para abastecimento e alimentação também.

O veículo só pode levar até a capacidade máxima de passageiros permitida pelo manual. Todos os ocupantes devem usar o cinto de segurança ou, em caso de crianças, o sistema de retenção equivalente.

As bagagens devem ser levadas em compartimento próprio, para evitar lesões em caso de envolvimento em acidentes. Se forem levadas em compartimento de passageiros, elas podem se deslocar e machucar os ocupantes do carro.

Os motoristas devem respeitar a sinalização, a velocidade máxima estabelecida para a via e, em relação às ultrapassagens, devem realizar a manobra somente em locais permitidos e quando houver tempo e distância para concluir a manobra sem colocar o trânsito em risco. Ressalta-se que ultrapassagens mal realizadas são responsáveis por um terço das mortes em rodovias federais.

Em caso de chuva, a velocidade deve ser reduzida, os faróis devem permanecer acesos e a distância de segurança entre os veículos deve aumentar.

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Fonte: Assessoria PRF/AL

Sob protesto da oposição, Câmara aprova projeto de autonomia do BC

 

Projeto foi aprovado com 339 votos, ante 114 contrários e uma abstenção. Deputados falam em “submissão” ao mercado financeiro

 

Com 339 votos a favor, 114 contra e uma abstenção, a Câmara aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 19, originário do Senado, que dá “independência política” ao Banco Central (BC). Enquanto a oposição insistiu no argumento que a proposta significa submissão ao chamado mercado financeiro, o governo falou em modernização. Ou, como afirmou o relator, deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), um “novo padrão de governança e previsibilidade à economia”.

Ele deu parecer contrário às emendas em plenário. Durante a sessão desta quarta-feira (10), a Câmara rejeitou dois requerimentos pela retirada do projeto da pauta. Da mesma forma, foi rejeitado requerimento (314 a 103) para votar cada emenda. Logo após a aprovação do texto-base, às 17h30, começou a discussão sobre destaques, que não devem alterar a proposta.

Para o líder do PT, Ênio Verri (PR), a pauta da Câmara deveria estar voltada para o combate da pobreza, do desemprego e da “ampliação das vacinas”, em um momento de pandemia e crise. E não votar um projeto que, segundo ele, só aumenta a influência do mercado financeiro na política econômica.

“Mercado de verdade é a produção agrícola, a fábrica funcionando, o comércio funcionando”, afirmou o parlamentar. ” O BC já tem autonomia relativa. Mesmo assim, sempre se baseia no Boletim Focus, que é o mercado que monta. Se hoje já somos submetidos à especulação do mercado financeiro, imagine com a autonomia”, acrescentou.

Partidos de oposição, como PT, PDT, PCdoB e Psol, sustentaram que a prioridade, neste momento, deveria ser a discussão do retorno do auxílio emergencial. Para Glauber Braga (Psol-RJ), a votação da autonomia do BC era resultado da aliança “entre a extrema direita bolsonarista e a direita liberal”.

Alice Portugal (PCdoB-BA), por sua vez, disse que o projeto transforma o BC em “agência de bancos privados”. Já Joênia Wapichana (Rede-RR) via méritos no projeto, mas comentou que a proposta tem “problemas estruturais” e deveria ser mais discutida antes de ser colocada em votação.

Pelo projeto, os mandatos serão de quatro anos. Segundo a Agência Câmara, “haverá um escalonamento para que apenas no terceiro ano de um mandato presidencial a maioria da diretoria e o presidente do BC tenham sido indicados pelo mandatário do Poder Executivo”. A indicação ainda depende de sabatina do Senado.

Fonte: Rede Brasil Atual

Após “cancelamento" do Carnaval, lojas do Centro de Maceió abrem em horário normal

  • Redação*
  • 08/02/2021 16:39
  • Economia
Cortesia Ascom Fecomércio
Centro de Maceió

A maioria das lojas do Centro de Maceió estarão funcionando normalmente no período de Carnaval. A informação foi confirmada nesta segunda-feira, dia 08, pela Aliança Comercial de Maceió.

 No entanto, a assessoria de Comunicação pontuou que já foi solicitado aos órgãos competentes segurança e a questão de transporte para quem se dirigir ao local.

Diante desse contexto, na tentativa de alcançar um viés de resposta objetiva à preocupação quanto ao impacto do que está sendo chamado de “cancelamento” do Carnaval, com a abertura das lojas nos dias 15 e 16 de fevereiro, o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estada de Alagoas (Fecomércio AL), Victor Hortencio, se baseia nos números de faturamento diário do setor terciário no Estado, derivado, por sua vez, do Valor Adicionado Bruto (VAB) anual, disponibilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em se tratando de números, em um cenário de mais de 143 mil empresas ligadas ao setor de Comércio e Serviços, entre elas, de acordo com a Receita Federal do Brasil, 81 mil estabelecimentos identificados como microempreendor individual (MEI), 48 mil microempresas (ME), sete mil empresas de pequeno porte (EPP) e mais seis mil estabelecimentos de outros portes, estima-se que a soma do faturamento anual das empresas alagoanas se aproxime dos R$ 21,828 bilhões, registrando, em média, uma receita diária de R$ 59 milhões.

A partir desse cálculo, de acordo com o assessor econômico da Fecomércio, dois dias de abertura das lojas gerariam uma receita de R$ 118 milhões. Entretanto, é preciso considerar que, ainda segundo Hortencio, esses números fazem referência à média de faturamento de dias com plena atividade do Comércio em Alagoas.

“É importante lembrar a complexidade dessa situação, considerando, também, a interferência de questões não tão objetivas – de cunho comportamental – nesse contexto. Como por exemplo, a aceitação e a disponibilidade dos consumidores em aderirem esse novo calendário durante um período que é tradicionalmente de viagens e descanso”, pontuou o assessor econômico, ao observar que um baixo fluxo de clientes nos dias de abertura pode gerar um faturamento muito distinto da média obtida.

Isto porque este será o primeiro ano em que há possibilidade de abertura ampla do comércio no período carnavalesco e, embora não haja como prever o comportamento do consumidor, a expectativa do empresariado é otimista. “Acreditamos que estes dias a mais de venda tragam uma repercussão positiva na economia das empresas e, para o consumidor, a comodidade de realizar suas compras sem precisar esperar pelo fim do carnaval”, destacou Gilton Lima, presidente da Fecomércio.

*Com assessoria

Câmara: Arthur Lira exonera integrantes de 500 cargos comissionados

De acordo com o Ato da Mesa, assinado por Lira, ficam exonerados os ocupantes dos cargos em comissão de natureza especial, ressalvados os da estrutura dos gabinetes de lideranças partidárias

↑ Arthur Lira j(Foto: Divulgação)

Em um anto assinado na última sexta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira (PP-AL), exonerou pelo menos 505 funcionários da Câmara dos Deputados, com Cargos de Natureza Especial (CNE). O ato será publicado na edição de segunda-feira (8/2) do Diário Oficial da Câmara.

De acordo com o Ato da Mesa, assinado por Lira, ficam exonerados os ocupantes dos cargos em comissão de natureza especial, ressalvados os da estrutura dos gabinetes de lideranças partidárias, os das comissões permanentes, gestantes e os que estão de férias.

“O motivo foi tentar ter clareza de onde estão os cargos, de quem são, onde estão, indicados por quem. Tinham muitos cargos da Mesa lotados em gabinetes ou lideranças. Apenas para dar uma organizada nestes cargos”, afirmou Marcelo Ramos (PL-AM), primeiro vice-presidente da Câmara.

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Fonte: Metrópoles

Novas empreendedoras: jovens se unem e tiram sonho do papel em meio à pandemia

Fotógrafa, administradora e pedagoga inauguram loja com atendimento online, físico e domiciliar

↑ DE acordo com empreendedoras a loja surgiu em 2020 em meio a pandemia (Foto: Cortesia)

Com a crise por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), muita gente precisou tirar do papel um plano B para tentar minimizar os prejuízos e seguir em frente da maneira que a situação impõe.

Mas, a pandemia também foi uma oportunidade para empreendedoras refletirem e usar a o momento para tirar antigos sonhos do papel.

E foi justamente em maio a pandemia que tomou conta de grande parte do planeta que a Rustikas surgiu. As irmãs Karoline Gomes, Gleyne Gomes e a amiga Danúbia Silvestre, fotografa, administradora e pedagoga respectivamente criaram uma parceria e tiram do papel um antigo sonho.

Loja fica localizada na Rua Jangadeiros Alagoanos, no bairro de Pajuçara – na galeria jangadeiros, em Maceió (Foto: Cortesia)

“A Rustikas é um sonho que se tornou realidade no ano de 2020 em meio a uma pandemia, foi um momento desafiador e que vem dando certo. Somos uma equipe que buscamos evoluir a cada dia. Queremos levar moda amor e carinho aos nossas clientes’’, comentam as novas empreendedoras.

A novidade não é tão nova assim para a pedagoga Danúbia Silvestre que além da pedagogia já empreendia com uma loja virtual, que logo em seguida se tornou física no interior de Alagoas. A loja precisou parar as atividades no momento, mas o espírito empreendedor continua e agora junto com as amigas o sonho volta a sair do ‘’papel’’.

As jovens explicam que a Rustikas é um estabelecimento físico de roupas femininas que atende também as clientes via redes sociais e domiciliar. Espaço que as meninas realizam as divulgações de peças, provadores e promoções.

A loja fica localizada na Rua Jangadeiros Alagoanos, no bairro de Pajuçara – na galeria jangadeiros, em Maceió, mas precisamente  por traz do Colégio Imaculada Conceição.

Outras informações pode ser obtidas através do Instagram: @rustikasmcz.

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Fonte: Tribuna Hoje

Mesmo na pandemia, governo Bolsonaro avança contra direitos das mulheres

 

Publicação do Cfemea aponta as principais proposições legislativas no campo dos Direitos Sexuais e Reprodutivos em 2020

 

O Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea) presentou nesta terça-feira (2) o balanço anual sobre as proposições legislativas no campo dos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Congresso Nacional. A publicação “Mulheres e Resistência no Congresso Nacional – 2020” tem como objetivo compartilhar os resultados do monitoramento de projetos de lei que tenham como foco principal os direitos das mulheres.

O balanço destaca as tentativas de mudança na legislação sobre o aborto, a maioria no sentido de restringir ainda mais os casos em que é permitido – anencefalia, risco de vida para a mulher ou em decorrência de violência sexual.

A publicação mostra que mesmo com a pandemia e a urgência sanitária, o Congresso Nacional e o Governo Federal não deixaram de atuar contra o direito das mulheres decidirem sobre seu próprio corpo. A diferença de 2020 para outros anos é que a atividade parlamentar em torno do tema foi motivada principalmente por ações do próprio governo. Antes, a maior parte das propostas vinham do Legislativo.

 

Das 62 proposições apresentadas no campo dos direitos sexuais e reprodutivos em 2020 na Câmara dos Deputados e Deputadas, 46 tratam especificamente da questão do aborto. Foram 14 Projetos de Lei, 15 Requerimentos de Informação, 14 Projetos de Decretos Legislativos e 3 Indicações Legislativas. O Cfemea monitora 114 projetos em tramitação sobre o tema.

Ao todo, em 2020 foram apresentadas 19 proposições tratando de medidas adotadas pelo governo federal. Nelas, foram diretamente citados o Ministério da Saúde, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e o Itamaraty, por causa da postura conservadora do Brasil em espaços internacionais. A maior parte delas são projetos de decretos legislativos e requerimentos de informações, para sustar ou questionar as portarias e decretos.

“O alvo do atual Governo são os programas que asseguram a interrupção da gravidez nos casos atualmente autorizados em lei, especialmente os de saúde sexual e reprodutiva e violência sexual, minando a já pouca capacidade do Estado em assegurar atenção básica e integral para as vítimas”, destaca trecho da publicação.

 

Em 2020, além das propostas que tratavam mais diretamente do tema do aborto, foram apresentadas outras 11 propostas no campo dos direitos sexuais e reprodutivos, destas, cinco tratam de questões ligadas a maternidades/paternidades e outras três tratam do tema do planejamento familiar.

Com a eleição de aliados de Bolsonaro à presidência do Senado e da Câmara, a tendência é que pauta conservadora e fundamentalista ganhe força nos próximos dois anos no Congresso Nacional. Especialmente se a possível indicação da deputada federal Bia Kicis (PSL) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) for confirmada.

O Cfemea foca na produção de informações sobre o legislativo para subsidiar as estratégias coletivas de monitoramento e incidência dos movimentos e organizações de mulheres.

 

Além do balanço anual, o Cfemea também produz semanalmente uma publicação que tem como foco o monitoramento dos direitos das mulheres, com especial atenção aos direitos sexuais e reprodutivos. É elaborado pelo CFEMEA, a partir das informações fornecidas pela Contatos Assessoria Política e dos sites da Câmara e do Senado. As publicações estão disponíveis no site do Cfemea.

Deputado alagoano Arthur Lira é eleito presidente da Câmara em 1º turno

Lira determinou que ocorra nova eleição para escolha da Mesa Diretora

↑ Foto: Reprodução

Odeputado Arthur Lira (PP-AL) é o novo presidente da Câmara dos Deputados. O parlamentar foi eleito nesta segunda-feira (1º), em primeiro turno, com 302 votos e comandará a Casa no biênio 2021-2022. Em segundo lugar ficou o deputado Baleia Rossi (MDB-SP), com 145 votos.

Ao todo, 503 deputados votaram. Oito candidatos disputaram a eleição para o cargo de presidente da Câmara. Em seu primeiro ato como presidente, Arthur Lira anulou a votação dos demais cargos da mesa diretora. O parlamentar determinou a realização de uma nova eleição para a escolha de seus integrantes nesta terça-feira (2), às 16h.

Pelo ato de Lira, a escolha dos candidatos terminará às 11h desta terça e o registro das candidaturas vai até as 13h. A definição dos nomes para os cargos segue o critério de proporcionalidade, dessa forma considera o tamanho das bancadas. A mesa diretora é composta por 11 cargos: presidente, dois vice-presidentes, quatro secretários e seus suplentes.

“Considerando que neste momento apenas o cargo de presidente foi apurado, cargo excluído da proporcionalidade partidária, permitindo a candidatura de qualquer deputado e que nenhuma candidatura apresentada a este cargo foi indeferida. Considerando que ainda não é conhecida a vontade deste soberano plenário, quanto à parte equivocada, relativas aos demais cargos, decide tornar sem efeito a decisão que deferiu o registro do bloco”, argumentou.

A decisão cancelou a formação do bloco de Baleia Rossi, formado por 10 partidos (PT, MDB, PSDB, PSB, PDT, Solidariedade, PCdoB, Cidadania, PV e Rede). Segundo Lira, o bloco foi protocolado após o término do prazo. Segundo o PT, o sistema da Câmara dos Deputados travou 20 minutos antes do fim do prazo, inviabilizando o protocolo no prazo.

Atuação harmônica

Ao iniciar seu discurso como presidente, Lira pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da pandemia de Covid-19. O parlamentar afirmou que a pandemia deve ser enfrentada com uma “atuação harmônica dos poderes sem abrir mão da independência” entre Legislativo e Executivo.

“Precisamos urgentemente amparar os brasileiros que estão em caso de desespero econômico; analisar como fortalecer nossa rede de proteção social; vacinar, vacinar e vacinar a população; e buscar o equilíbrio das contas públicas”, argumentou.

Ao discursar antes da votação, Lira afirmou que haverá reunião de líderes partidários às quintas-feiras para construir a pauta de votação. Além disso, serão definidos os relatores das propostas, respeitada a proporcionalidade partidária.

“Quando um deputado ou deputada atinge a presidência [da Casa], é imposta automaticamente a perda da mais fundamental prerrogativa parlamentar, a de votar”, disse. “Isso quer dizer que o presidente não pode ter posições pessoais.”

Votação

O deputado Fábio Ramalho (MDB-MG) ficou em terceiro lugar com 21 votos; Luiza Erundina (PSOL-SP), com 16 votos; Marcel van Hattem (Novo-RS), com 13 votos; André Janones (Avante-MG), com 3 votos; Kim Kataguiri (DEM-SP), com 2 votos; e General Peternelli (PSL-SP), com 1 voto. Também foram registrados 2 votos em branco.

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Fonte: Agência Brasil

Espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é adiado para 2022

Evento, que estava previsto para o período de 27 de março a 3 de abril de 2021, será realizado de 9 a 16 de abril de 2022, por causa da pandemia da Covid-19

↑ Crucificação de Cristo (Foto: Joalline Nascimento/G1)

O espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Brejo da Madre de Deus, no Agreste de Pernambuco, foi adiado para 2022, por causa da pandemia da Covid-19. O anúncio foi feito pela Sociedade Teatral de Fazenda Nova na sexta-feira (29).

O espetáculo, que estava previsto para o período de 27 de março a 3 de abril de 2021, será realizado de 9 a 16 de abril de 2022.

Através de nota, a Sociedade Teatral de Fazenda Nova (STFN) informou que decidiu remarcar o espetáculo deste ano tendo em vista a necessidade de intensificar os esforços de enfrentamento dos efeitos da pandemia de Covid-19. Tal decisão foi tomada devido à adoção de medidas para reduzir riscos de contágio e para preservar a saúde e a vida das pessoas.

Em 2020, as apresentações do espetáculo haviam sido reprogramadas para o período de 2 a 7 de setembro. Porém, em julho, a Sociedade Teatral de Fazenda Nova informou o cancelamento.

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Fonte: G1

Henri Castelli diz que teve mandíbula fraturada ao ser agredido "de forma gratuita e de surpresa" em Alagoas

  • Mara Santos*
  • 11/01/2021 22:04
  • Geral
Foto: Reprodução
Henri Castelli

Ao dar entrada na Casa de Saúde de Maceió, no último dia 30 de dezembro, com uma fratura na mandíbula, o ator Henri Castelli, que estava em Alagoas participando de festas de pré-réveillon de “alto nível” na Barra de São Miguel, não revelou como teria se machucado. Haviam especulações de que o ator teria sofrido uma queda ou se envolvido em uma briga em terras alagoanas.

Nesta segunda-feira (11), Castelli revelou em suas redes sociais que não houve briga, mas que foi agredido “de forma gratuita e de surpresa”. O ator relatou que foi puxado pelo pescoço, jogado no chão e agredido com chutes e socos.

“Não houve briga, eu fui agredido covardemente, puxado pelo pescoço, por trás, sem que tivesse antes sequer conversado com qualquer uma das pessoas que me agrediram. Não me parece que isso seja briga, eu não consegui nem reagir, fui jogado no chão e recebi chutes e socos”, contou o ator.

Chorando, Castelli continuou o relato afirmando que não conhecia os agressores até o momento em que as testemunhas fizeram a identificação dos mesmos e confirmou que teve a mandíbula quebrada. “A impressão que eu tinha é de que minha boca estava pendurada naquele momento", lembra.

Segundo Henri Castelli, o médico e sua equipe optaram por amarrar sua boca com um fio de aço para que ele fizesse a cirurgia em São Paulo e pudesse cumprir seus compromissos de trabalho. "Minha assessora me ligou perguntando por que eu havia ido ao hospital. Decidimos falar sobre o acidente na academia para não assustar a minha família. Minha mãe só soube de tudo quando eu voltei do hospital", diz

A assessoria do ator divulgou que um boletim de ocorrência já foi registrado, que imagens do local e momento das agressões, depoimentos de testemunhas e exame de corpo de delito e dos procedimentos realizados estão documentados para serem entregues á polícia.  A defesa de Henri também anunciou que alterações no quadro clínico do ator serão documentadas e que solicitou à polícia  que requeresse filmagens do local, assim como comprovantes de consumo de Castelli e dos agressores.

Nas redes sociais, bastante emocionado por diversos momentos, o ator agradeceu a equipe médica que o atendeu em Alagoas. “O médico e sua equipe foram espetaculares, agradeço aqui publicamente” frisou Henri Castelli.

Ainda em Alagoas, no dia seguinte após ser atendido na Santa Casa, o ator foi a um restaurante assistir a um jogo do São Paulo. Na ocasião, o ator divulgou fotos ao lado do ex-jogador alagoano Aloísio Chulapa e do ex-jogador Amaral.

 

*Sob supervisão da editoria

Sexta, 08 Janeiro 2021 15:48

Brasil chega a 200 mil mortes por Covid-19

Escrito por

Brasil chega a 200 mil mortes por Covid-19

Mais 1.524 vítimas fatais da doença foram registradas nesta quinta no país, elevando o total para 200.498

↑ Foto: Reuters

OBrasil atingiu a trágica marca de 200 mil vidas perdidas pelo novo coronavírus e, apesar da expectativa pela chegada da vacina ao país, epidemiologistas e médicos na linha de frente temem uma explosão de casos após as festas do final do ano, com o registro nesta quinta-feira de um novo recorde diário de infecções e o segundo maior número de mortes em um dia desde o início da pandemia.

Mais 1.524 vítimas fatais da doença foram registradas nesta quinta no país, elevando o total para 200.498, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Também foram registrados quase 88 mil novos casos de Covid-19 no país.

O Brasil voltou a registrar índices de transmissibilidade da doença similares a períodos críticos, e o sistema de saúde tem novamente se aproximado de um possível colapso, sem que tenham sido impostas medidas rígidas de isolamento social como aquelas adotadas no início da pandemia para conter o vírus.

Depois que os casos e óbitos tiveram uma queda em setembro e outubro, os números voltaram a subir novamente em novembro e dezembro, e começaram este ano ainda mais elevados.

“Infelizmente estamos vivendo o período de transmissibilidade igual ao pior momento da pandemia, julho e agosto do ano passado”, disse Alexandre Naime, chefe do departamento de Infectologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

“Era fundamental que fossem impostas restrições em diversos setores, mas na verdade cada um tem que se cuidar, porque aparentemente não teremos mais nenhuma medida nesse sentido por parte dos governos”, acrescentou.

Sem o controle mais rígido da movimentação das pessoas e do funcionamentos dos estabelecimentos, diversas cenas de festas e aglomerações se espalharam pelo país, frequentadas principalmente por jovens de classes sociais mais abastadas, que passaram a concentrar grande parte dos casos de Covid-19 no país.

“Foi uma sacanagem o que aconteceu agora no verão. O que a gente espera é que depois do dia 15 de janeiro vamos, infelizmente, voltar a enfrentar esse estado crítico novamente nos hospitais”, disse o médico Rafael Deucher, presidente da Sociedade de Terapia Intensiva do Paraná (Sotipa), cujo Estado enfrenta um surto grave da doença, com 80% de leitos de UTI ocupados na rede pública.

“Agora o pessoal ainda está na praia, infelizmente lá pelo dia 15 a 20 de janeiro vai aumentar muito o número”, acrescentou.

A primeira morte por Covid-19 no Brasil foi anunciado por autoridades de saúde no dia 17 de março. Foram praticamente três meses para chegar em 50 mil mortes, e mais 50 dias para se chegar a 100 mil, em 8 de agosto. Desde então, foram mais 5 meses para somar mais 100 mil óbitos.

O número de casos desta quinta-feira –87.843– ficou bem acima do recorde anterior, de 70.574 em 16 de dezembro, e o registro diário de óbitos só é superado pelas 1.595 mortes registradas em 29 de julho.

O Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes por Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, e o terceiro na contagem de casos, depois de EUA e Índia.

“BASTANTE PREOCUPANTE”

Depois de atingir um pico no final de julho, com quase 70.000 casos novos e mais de 1.500 óbitos em um único dia, a Covid-19 parecia estar sendo controlada ao cair para o patamar de 20 mil casos e 425 mortes por dia em outubro.

No entanto, a antepenúltima semana do ano passado foi a que registrou o maior número de casos semanais desde o início da pandemia, com 70.574 casos registrados em um único dia.

No último dia do ano também foram identificados no Brasil os dois primeiros casos de uma nova variante do coronavírus identificada inicialmente no Reino Unido que é mais contagiosa do que as outras, o que pode ampliar ainda mais a disseminação no país.

“O cenário mais provável é bastante preocupante”, disse Naime, na Unesp.

“Temos o cansaço e o abandono da população em relação às medidas de prevenção por conta da extenuação psicológica, mas também por falta de uma unidade do discurso político. Tem muitas pessoas que estão trabalhando contra a ciência e a saúde pública, contra a máscara, favorecendo aglomeração. Irresponsabilidade tremenda.”

Segundo o Índice de Isolamento Social brasileiro, que utiliza dados de localização de aplicativos instalados em telefones celulares, menos de 40% da população tem permanecido em quarentena, bem abaixo dos 60% vistos no início da pandemia.

Esse cenário pode ficar ainda pior com o fim do auxílio emergencial pago pelo governo federal aos vulneráveis, o que pode levar muitas pessoas de volta às ruas em busca de renda.

A cidade de Manaus, que foi uma das primeiras do país a sofrer um colapso do sistema de saúde devido à Covid-19 no ano passado, decretou nesta semana estado de emergência por 180 dias para tentar conter uma segunda onda da doença na cidade.

Com medo de viver a mesma situação, Belo Horizonte decidiu reforçar a quarentena a partir da próxima semana, permitindo o funcionamento apenas dos serviços essenciais, à medida que a ocupação dos leitos de UTI se aproxima dos 90%.

“A realidade é dura”, disse o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em pronunciamento à imprensa nesta quinta-feira, reconhecendo que o Brasil atravessa um “segundo ciclo” da pandemia.

Em nota, o Ministério da Saúde prestou solidariedade às vítimas em nome do presidente Jair Bolsonaro e do governo federal.

VACINAS

Além do preocupante quadro epidemiológico, o Brasil ainda não conseguiu iniciar sua campanha de vacinação contra a Covid-19, ao contrário do que já acontece em mais de 40 países do mundo, incluindo Argentina, Chile e México.

O país não conta sequer, até o momento, com um pedido formal de uso emergencial de um imunizante, mediante atrasos e problemas de planejamento.

Nesta quinta-feira o Instituto Butantan anunciou que a CoronaVac teve eficácia de 78% em ensaio clínico realizado no país, e espera-se ainda para esta semana que apresente à Anvisa pedido de uso emergencial. Também está previsto para esta semana pedido à Anvisa da Fundação Oswaldo Cruz.

Mesmo quando a vacinação começar, no entanto, será necessário um longo período até se alcançar a chamada imunidade de rebanho, de acordo com especialistas.

“Talvez no meio do ano os grupos prioritários estejam vacinados, se tudo der certo”, disse Naime, ressaltando que a população terá que se proteger ainda por um bom tempo.

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Fonte: Reuters

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