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Funcionários da Caixa anunciam paralisação de 24h a partir desta terça-feira (27)

Greve deve abranger toda operação das agências, além dos funcionários em home office, que também estão sendo orientados a paralisar atividades ao longo do dia

↑ Caixa Econômica Federal em Maceió, AL (Foto: Edilson Omena/ Arquivo)

OSindicato dos Bancários confirmou a greve de funcionários da Caixa Econômica para esta terça-feira (27) em todo o Brasil. A paralisação será por 24 horas e deve abranger toda a operação das agências, além dos funcionários em home office, que também estão sendo orientados a paralisar atividades ao longo do dia.

Ainda assim, a entidade afirma que as operações feitas pela internet continuarão funcionando, ainda que de forma reduzida, para atender os beneficiários do auxílio emergencial e de outros serviços.

 

Os trabalhadores protocolaram uma denúncia na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no último dia 20, apontando irregularidades na operação que prevê a venda de 15% das ações de um dos braços do banco estatal. “O que a gente reivindica é o fim da privatização aos pedaços da Caixa”, diz Dionísio. “Todos os IPOs grandes foram cancelados porque o preço está muito abaixo de qualquer expectativa”.

Além do cancelamento da venda das ações, o sindicato também reivindica a urgente contratação dos funcionários que passaram em concurso público promovido pelo banco em 2014 e que não foram chamados pela empresa. “No país inteiro, mais de 120 milhões de pessoas utilizaram a Caixa durante a pandemia para acessar o FGTS, o Bolsa Família e o auxílio emergencial. Falta empregados e o banco está recorrendo à Justiça para não contratar mais”, diz Dionísio.

 

A Caixa foi procurada pela reportagem, mas não havia se manifestado até a publicação desse texto.

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Fonte: CNN Brasil

Distritão vai na contramão da democracia, diz cientista político

Proposta pode eliminar do jogo político as minorias e favorecer os candidatos com mais densidade eleitoral

↑ Câmara dos Deputados. Foto: Agência Brasil

Voltou à cena na Câmara dos Deputados a proposta de adoção do modelo “distritão” para as eleições proporcionais – deputados federais, estaduais e vereadores – no país, mesmo o tema já tendo sido derrotado por duas vezes em Brasília. Para o cientista político Ranulfo Paranhos, o modelo vai na contramão da democracia.

“A ideia do distritão está na contramão dos avanços para democracia porque, se a gente pensar, o processo democrático é de compartilhamento, de ampliação da participação dos indivíduos, mas quando a gente olha para o modelo do distritão, ele vai no sentido da individualização, ele vai no sentido contrário a noção de partido político. Partido político é um grupo de pessoas em torno de uma ideia, o distritão é, aquele mais votado é mais e mais importante do que o partido político”, argumenta Ranulfo Paranhos.

Em sua avaliação, se desta vez for aprovado, o modelo “distritão” eliminará as minorias do cenário político-institucional e tende a fortalecer as candidaturas de “celebridades”.

“O modelo atual [proporcionalidade em lista aberta] permite que a gente aproveite de partidos pequenos que conseguiram juntar esses votos e conquistar uma cadeira legislativa, mas no modelo do distritão, os votos dessas minorias são colocados na lata do lixo”, afirma Ranulfo Paranhos. “Só candidatos muito conhecidos ou com muita estrutura de campanha, ou que controlam partido, ou que tem algum tipo de apoio, é que conseguirão se sobressair e obter positivos em eleições. Perdem os candidatos representantes das minorias, que dependem de partidos pequenos e que esses partidos lançam vários candidatos para conquistar uma cadeira”, completa.

Já a também cientista política Luciana Santana ressalta que o modelo “distritão” favorece os grandes partidos. Contudo, em sua avaliação, eleger celebridades – ou outsiders – dependerá mais das táticas partidárias que do modelo em si.

“O distritão favorece os partidos mais nacionalizados ou estadualizados. A tendência é que eles tenham mais chances de eleger deputados em detrimentos de outros perfis. Se vai eleger mais celebridade ou outsiders depende muito das estratégias que serão adotadas para selecionar candidaturas. Não acho que seria mais do que já temos hoje, até porque os políticos querem ocupar espaços no Legislativo”, argumenta Luciana Santana.

Para valer já nas eleições de 2022, a troca de modelo deve ser aprovada até outubro deste ano. O tema já foi rejeitado pela Câmara dos Deputados por duas vezes, mas desta vez, os apoiadores do “distritão” incluíram o tema numa PEC em que não permite eleições em datas próximas a feriados nacionais. Assim, o assunto não passa pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e segue direto para uma Comissão Especial. No caso, o assunto será relatado pela deputada Renata Aberu (Podemos).

Se aprovado na Comissão Especial, o tema precisa ser aprovado por duas vezes no plenário da Câmara e duas vezes no plenário do Senado.

DISTRITÃO

Só existente em quatro países – Ilhas Pitcairn, Vanuatu, Jordânia e Afeganistão –, no “distritão”, os mais votados para os parlamentos são os eleitos. Ou seja, como se fosse uma eleição majoritária. Para quem defende o modelo, assim não existiria mais os puxadores de votos nos partidos e coligações. O modelo é chamado assim porque cada localidade passa ser um distrito.

O atual modelo é o proporcional em lista aberta. Ou seja, são eleitos os mais votados de um partido – coligações estão extintas para os parlamentos –, mas a quantidade de cadeiras depende do total de votos recebidos pela legenda. Divide-se esse montante pela quantidade de vagas nas respectivas casas legislativas.

 

 

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Aprovar privatização dos Correios é impor apagão postal, afirma presidente do Sintect

Requerimento de urgência para discussão do PL 591/21 foi posto na pauta desta terça-feira (20) da Câmara dos Deputados

↑ Alisson Guerreiro, presidente do Sintect/AL (Foto: Divulgação)

Está na pauta, desta terça-feira (20), da Câmara dos Deputados a votação de um requerimento de urgência para a discussão e votação do PL 591/21, que privatiza os Correios. Se aprovado, o tema tramita praticamente sem debate entre os parlamentares. Para Alysson Guerreiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa dos Correios e Telégrafos em Alagoas (Sintect), a possibilidade de urgência pega a categoria de surpresa e se a venda da empresa for aprovada, o Brasil passará por um “apagão postal”.

“A gente foi pego de surpresa porque, num projeto dessa magnitude, os deputados deviam colocar em discussão maior para que a população entenda o real com a privatização dos Correios”, comenta. “Querem vender a maior empresa de logística da América Latina a toque de caixa sem debater com a população, que vai sofrer muito se isso acontecer. Vários municípios aqui de Alagoas, por exemplo, ficarão sem os serviços postais. Será um verdadeiro apagão postal. Já se vê isso acontecendo em algumas cidades com os bancos. Em Paripueira, tão próxima a Maceió, não tem banco porque os bancos não veem a cidade com potencial de lucro para ter uma agência. Os Correios são o único braço do Governo Federal na cidade. No caso de uma privatização, com certeza, aquela agência será fechada, como algumas outras aqui nas cidades próximas a Maceió e, principalmente, nas cidades mais longínquas estado e desse país”, completa Alysson Guerreiro ao reafirmar que a venda da empresa é um “é um ataque à soberania nacional” ao direito de a população ter um serviço postal de qualidade.

Foto: Edilson Omena

O presidente do Sintect descontrói o argumento de que os serviços postais são privatizados em países considerados mais desenvolvidos que o Brasil.

“No mundo, só há apenas oito países com seu serviço postal privatizado. Desses, dois, Argentina e Portugal, estão reestatizando suas empresas porque a privatização não deu certo. Além disso, o Brasil é um país continental e outros do mesmo porte também possuem uma empresa pública de serviço postal, inclusive nos Estados Unidos. Lá o correio é público, o que é privado é a entrega de E- commerce, algo que já existe no Brasil. Essas empresas concorrem com os Correios, mas não chegam a todas as localidades e nem a toda a população”, relata. “Como empresa pública, os Correios chegam em todas as localidades do país. São 5.570 municípios atendidos pelos Correios e, muitas vezes, nossos concorrentes postam suas encomendas nos Correios se atenda à demanda deles. Quem comprar o Correios não vai querer estar em todos os locais, até porque há cidades em que não haverá lucro”, completa Alysson Guerreiro.

Outro argumento privatista questionado pelo presidente do Sintect é de que os Correios dão prejuízo ao erário.

“Ano passado os Correios deram lucro de, aproximadamente, um bilhão de reais. Como é que uma empresa com esse lucro não usa esses dividendos para reinvestimento em sua estrutura para melhorar seus serviços com a contratação de mais funcionário e aquisição de equipamentos? A gente precisa entender o motivo e a população precisa cobrar o Governo Federal o motivo de segurar esse dinheiro nos cofres dos Correios? Um bilhão de reais parados, onde poderia ser reinvestido na empresa para melhor atender à população”, argumenta Alysson Guerreiro. “

PL 591/21

O PL 591/2021 foi entregue pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a Arthur Lira (PP) – presidente da Câmara dos Deputados – em fevereiro deste ano.

Segundo a Agência Câmara, pela proposta, a União manterá para si uma parte dos serviços, chamada na proposta de “serviço postal universal”. No caso, encomendas simples, cartas e telegramas. “O motivo, segundo o governo, é que a Constituição obriga a União a ter serviço postal e correio aéreo nacional”.

“O serviço postal universal poderá ser prestado pelos Correios, transformado em sociedade anônima com o nome de Correios do Brasil S.A., ou por empresa privada que receber a concessão. O novo operador (Correios ou concessionário) será obrigado a praticar a modicidade de preços e cumprir metas de universalização e de qualidade definidas pelo governo dentro da política postal brasileira. A proposta abre a possibilidade de haver mais de um operador por região. O projeto também estabelece que a Anatel será a reguladora do mercado de serviços postais no Brasil”, diz o portal da Câmara dos Deputados.

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Fonte: Tribuna Hoje / Carlos Amaral

Após leitura de CPI da Covid, Planalto já vê Pacheco como adversário de Bolsonaro em 2022

Segundo assessores de Bolsonaro, incluindo ministros, Pacheco teria demonstrando suas intenções eleitorais ao instaurar a CPI sem aguardar o julgamento pelo plenário do STF da decisão de Luís Roberto Barroso, que determinou a abertura da comissão

↑ Arthur Lira, Jair Bolsonaro e Rodrigo Pacheco (Foto: Reprodução)

Aleitura do texto que instaurou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 fez com que membros do governo já mudassem sua visão sobre o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que foi eleito com o apoio de Jair Bolsonaro para o comando da Casa Legislativa.

A obsessão eleitoral de Jair Bolsonaro fez com que assessores do Planalto considerem Pacheco como ex-aliado e futuro adversário do atual presidente na disputa eleitoral de 2022, segundo Bela Megale, no jornal O Globo desta quarta-feira (14).

Integrantes do governo acreditam que Pacheco usará a presidência do Senado e a CPI da Covid-19 como forma de ganhar projeção nacional para se lançar à disputa de 2022 como candidato à vice ou até mesmo como cabeça de chapa da candidatura do centrão, que segue em busca de nomes.

Segundo assessores de Bolsonaro, incluindo ministros, Pacheco teria demonstrando suas intenções eleitorais ao instaurar a CPI sem aguardar o julgamento pelo plenário do STF, que acontece nesta quarta-feira (14), da decisão de Luís Roberto Barroso, que determinou a abertura da comissão.

 

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Fonte: Revista Fórum / Plinio Teodoro

Como hackers obtiveram telefones de usuários do Facebook e descubra se seus dados vazaram

Coleta de dados foi realizada em 2019 e obteve 8 milhões de números de telefone brasileiros.

↑ Foto: Mec

Um arquivo contendo informações sobre mais de 500 milhões de usuários do Facebook foi recentemente publicado de graça em um fórum de hackers. Os dados, porém, são de 2019.

Muitos pacotes de dados como este passam por um ciclo comum: depois de ser obtida, a informação é comercializada de maneira particular por preços cada vez menores – até ser disponibilizada de graça.

Isso acontece por dois motivos. Primeiro, porque cada comprador passa a ser um novo vendedor, tendo em vista que dados podem ser copiados sem custo. Segundo, porque a informação vai ficando desatualizada e perde valor ao longo do tempo.

Com muita gente querendo vender e poucos interessados em comprar informação velha, o preço do arquivo acaba chegando a zero. Disponibilizar o arquivo de graça, porém, ajuda os hackers a melhorarem sua reputação no mundo do crime.

É por isso que pacotes de dados “ressurgem” como algo aparentemente novo muito depois.

Mesmo não sendo uma novidade, o pacote agora está nas mãos de muitas pessoas, e vale a pena saber entender do que se trata.

Quais dados estão no vazamento?

A informação predominante é o número de telefone, presente em todos os 530 milhões de registros.

Outras informações estão presentes em volume menor. De acordo com o especialista em segurança digital Troy Hunt, apenas 2,5 milhões de registros têm o endereço de e-mail, por exemplo.

Alguns perfis também incluem dados de relacionamento e emprego. No geral, as informações devem corresponder ao que estava disponível publicamente nos perfis na data da coleta, em setembro de 2019.

Cerca de 8 milhões de registros foram atribuídos ao Brasil, mas isso não significa que todos esses perfis tinham dados de localização.

Como os números de telefone foram registrados com o código de país (no caso do Brasil, é o +55), a atribuição da nacionalidade do perfil independe da cidade.

O meio utilizado para obter as informações não dava acesso a senhas, o que significa que não há senhas no pacote.

Como os dados foram obtidos em 2019?

Os hackers utilizaram a “raspagem de dados“. É uma técnica de pouca sofisticação, em que o “raspador” baixa muitas informações de consultas ou páginas separadas para associá-las.

Veja um exemplo: o Facebook não disponibiliza uma página pública que mostre todas as publicações que você já curtiu ou comentou. Mas, se alguém obtiver todas as bilhões de publicações da rede social, essa pessoa poderá filtrar as curtidas e descobrir o que você já curtiu.

A diferença é que o alvo nesse caso não foram as curtidas, mas sim o número de telefone. Os hackers utilizaram o “importador de contatos”, uma função do aplicativo do Facebook que encontra amigos a partir dos números na agenda do telefone.

Para se aproveitar disso, o raspador “fingiu” que o telefone dele tinha uma agenda com milhares de contatos aleatórios e anotou quais números o Facebook associava a algum perfil. É como se ele tivesse encontrado milhares de “amigos” no Facebook.

O hacker então consultava o perfil identificado para pegar informações disponíveis publicamente, como o nome e a cidade, criando um banco de dados que associa os números de telefone às informações públicas dos perfis.

Dessa forma, o hacker obteve um dado normalmente oculto do perfil (o número de telefone) desviando a finalidade de um recurso do aplicativo (a busca de amigos pelo número de telefone).

Esse processo, embora pareça trabalhoso, pode ser realizado com um software. Tudo é automático.

As etapas são repetidas com poucos contatos por vez, mas sempre com números diferentes, até que seja obtido o máximo de correspondências possíveis. Nesse caso, foram 530 milhões.

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Fonte: G1

Com fome e auxílio menor, organizações se mobilizam por doações

 

Na segunda onda da pandemia, a demanda por cestas básicas está maior, enquanto os preços dos alimentos dispararam e as doações diminuíram

 

Ação da Cidadania lançou campanha Brasil Sem Fome, para ampliar doações - Foto: Divulgação

Além do medo de ser contaminado e da dor do luto enquanto crescem casos e mortes por Covid-19, milhões de brasileiros enfrentam também a dor da fome. Um levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede Penssan) mostrou que, no final de 2020, 19 milhões de pessoas conviviam com insegurança alimentar grave. Mas é uma realidade que vai além da documentação em números, e é acompanhada de perto por quem trabalha com ações sociais.

Representantes de entidades da sociedade civil ouvidos pelo Portal Vermelho relatam que a demanda por ajuda na forma de cestas básicas ou outros itens explodiu mais uma vez, após ter recuado em meados do ano passado, quando houve uma diminuição no número de casos do novo coronavírus. Dessa vez, no entanto, a situação está mais cruel. Os preços dos alimentos dispararam e as doações caíram, seja porque as pessoas estão empobrecidas, seja porque a disposição para doar arrefeceu em comparação com o período em que o vírus chegou ao Brasil, em fevereiro de 2020.

A Organização Não-Governamental (ONG) Ação da Cidadania contra a Fome e a Miséria pela Vida, conhecida por liderar uma campanha nacional contra a fome após ser fundada em 1993 pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, lançou este ano a campanha Brasil Sem Fome buscando alavancar as doações. Segundo a ONG, nos três primeiros meses de 2021 a média mensal de cestas compradas e distribuídas foi de 8 mil, 90% a menos do que e média de 80 mil registrada em 2020.

“A gente está em um momento muito difícil. A gente viveu do final de dezembro até agora sem o auxílio emergencial, em um momento em que o desemprego bate todos os recordes e as doações reduziram de uma forma brutal”, afirma Rodrigo Kiko Afonso, diretor executivo da Ação da Cidadania. Segundo Rodrigo, após o lançamento da campanha a tendência de queda nas doações começou a ser revertida. Mas, com o valor baixo do auxílio, ele vê poucas perspectivas de melhora.

“A gente entende claramente que o auxílio emergencial é muito pouco. É algo que não vai impactar significativamente essa população, pois mal dá para comprar uma cesta básica completa e retira as pessoas que recebem Bolsa Família. [O auxílio] era uma esperança dessas famílias e foi entregue algo que não as atende. Não há horizonte no curto prazo de retomada da economia por conta da vacinação lenta e o governo não está fazendo sua parte em termos de prover condições de sobrevivência”, avalia o diretor executivo.

Segundo Rodrigo, é falsa a noção de que os brasileiros em situação de vulnerabilidade social não temem o vírus. Ele afirma que eles temem, sim, ir às ruas, mas não há condições para fazer isolamento. “Um mecanismo que o governo adota é não oferecer ferramentas para que as pessoas fiquem em casa. Não há um planejamento, uma visão conjunta. É uma ilusão [dizer] que as pessoas mais pobres, em vulnerabilidade social, não tenham medo de se contaminar. Elas têm um medo absoluto. Mas elas vivem no limiar da morte. ‘Ou morro do vírus, ou morro de fome’”, comenta.

Distribuição de cestas básicas da Ação da Cidadania – Foto: Divulgação

Empobrecimento real

Um dos fundadores da Rede Urbana de Ações Socioculturais (Ruas) , Max Maciel também relata uma queda nas doações na área de atuação da entidade, nas periferias do Distrito Federal. “O empobrecimento aqui é real. A demanda que a gente tem hoje é maior que a quantidade de doações. No ano passado a galera ainda tinha um pouquinho, dividia. Hoje não tem mais. Em 15 dias, entreguei 426 cestas. A minha fila agora é de 500 cestas e todo dia chega alguém. Nós temos que sentar, ver quem pode esperar um pouquinho e quem tem urgência”, conta.

Segundo Max, para aliviar a situação, um grupo de assistentes sociais começou a atuar de maneira voluntária junto à Ruas. Esses profissionais levantam informações sobre as famílias e verificam quem pode receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Bolsa Família, por exemplo.

“A gente nunca fez isso [distribuir cestas] porque a gente acredita na autonomia popular. E é muito dolorido, está todo mundo cansado. As grandes empresas não entraram mais em contato, no ano passado estavam mais fortes. A real é a vacinação, é o único jeito de frear isso”, comenta.

Para doar para a Ruas, basta acessar a página de doações do Fundo de Apoio às Periferias do DF ou, se preferir, enviar um Pix para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Além da vacina, Max Maciel defende um auxílio emergencial maior e um debate nacional sobre uma renda básica universal. “Você freia a questão da desigualdade e começa a discutir equidade. [A renda básica universal] é possível se você taxar os super-ricos, fizer um sistema tributário mais eficiente”, afirma. Max diz ainda que é preciso usar os bancos estatais para ajudar os pequenos empreendedores, que geram a maior parte dos empregos e são os mais impactados pela crise.

Sem previsão orçamentária

O presidente da Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), Getulio Vargas de Moura Júnior, afirma que é preocupante o fato de o Orçamento 2021, aprovado em março pelo Congresso Nacional, não trazer previsão de créditos extraordinários para o auxílio emergencial.

“Não prevê créditos nem para a saúde, nem para o auxílio, que não é o de R$ 600. O movimento comunitário tem feito diversas ações no aspecto local. Já começam a se reorganizar os mutirões que foram feitos no ano passado, mas com um fôlego muito menor, não por menos vontade, mas por menos capacidade, mesmo. E no momento em que a necessidade se torna muito maior”, comenta.

Segundo ele, o auxílio no valor de R$ 600 ajudou a dar um fôlego às famílias no ano passado. “No segundo semestre [de 2020] veio menor, mas conseguiu segurar as pontas. Mas esse auxílio de 2021, para nós, causa grande preocupação. O relato que a gente recebe é que muitas comunidades estão passando fome, com muitas dificuldades. Por isso, vão surgindo diversas mobilizações contra a carestia. Parece que a gente está vivendo o final da ditadura militar. A tendência é que se intensifiquem tanto as ações solidárias quanto as mobilizações pressionando os poderes públicos.”

AUTOR
Mudanças no Código de Trânsito começam a valer neste mês

Alterações entram em vigor no dia 12
Por: Agência Brasil  
 
 Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Entram em vigor no dia 12 de abril as alterações promovidas no Código Brasileiro de Trânsito. As mudanças foram sancionadas pelo presidente Jair Bolsonaro em outubro do ano passado, quando ficou definido que a vigência passaria a ocorrer 180 dias após a sanção. 

A partir de agora, os motoristas devem ficar atentos aos novos prazos de renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), ao número de pontos que podem gerar a suspensão de dirigir e à punição de quem causar uma morte ao conduzir o veículo após ter ingerido bebida alcoólica ou ter usado drogas.

Os exames de aptidão física e mental para renovação da CNH não serão mais realizados a cada cinco anos. A partir de agora, a validade será de dez anos para motoristas com idade inferior a 50 anos; cinco anos para motoristas com idade igual ou superior a 50 anos e inferior a 70 e três anos para motoristas com idade igual ou superior a 70 anos.

Haverá mudanças também na quantidade de pontos que podem levar à suspensão da carteira. Atualmente, o motorista que atinge 20 pontos durante o período de 12 meses pode ter a carteira suspensa. Agora, a suspensão ocorrerá de forma escalonada. O condutor terá a habilitação suspensa com 20 pontos (se tiver duas ou mais infrações gravíssimas na carteira); 30 pontos (uma infração gravíssima na pontuação); 40 pontos (nenhuma infração gravíssima na pontuação).

As novas regras proíbem que condutores condenados por  homicídio culposo ou lesão corporal sob efeito de álcool ou outro psicoativo tenham pena de prisão convertida em  alternativas.

Cadeirinhas

O uso de cadeirinhas no banco traseiro passa a ser obrigatório para crianças com idade inferior a dez anos que não tenham atingido 1,45 m de altura. Pela regra antiga, somente a idade da criança era levada em conta.

Recall

Nos casos de chamamentos pelas montadoras para correção de defeitos em veículos (recall), o automóvel somente será licenciado após a comprovação de que houve atendimento das campanhas de reparo.

 

 

Após corte do Orçamento, IBGE suspende provas de concurso para o Censo 2021

  • Redação
  • 06/04/2021 10:56
  • Maceió
 
Foto: Reprodução/Internet
IBGE

Após o corte do Orçamento que reduziu a apenas R$ 71 milhões o valor destinado para realização da pesquisa, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou  nesta terça-feira (6) que suspendeu a realização das provas dos concursos para o Censo 2021.

A suspensão vale para 181.898 vagas de recenseador e 22.409 vagas para agente censitário municipal e supervisor.  Segundo o IBGE, o valor que foi reduzido “inviabiliza a realização do Censo”.

Novas datas poderão ser definidas posteriormente, a depender da liberação de recursos.

"O IBGE informa, ainda, que avaliará com o Cebraspe [organizador do concurso] um novo planejamento para aplicação das provas, a depender de um posicionamento do Ministério da Economia acerca do orçamento do Censo Demográfico", diz o Instituto em nota.

Sábado, 03 Abril 2021 12:22

Um feriadão para refletir o momento atual

Escrito por

Um feriadão para refletir o momento atual

Páscoa acontece em meio ao pior momento da pandemia; médica alerta sobre necessidade de medidas para evitar cenário ainda grave

↑ Momento pede reflexão sobre ponto que atingiu a pandemia no país, com mais de 300 mil mortes pela Covid e mais de 3.500 somente em Alagoas (Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil)

Esta é segunda Páscoa em que o mundo vai passar em isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus. A celebração acontece no pior momento da pandemia da Covid-19 no país, que já soma mais de 300 mil mortes pela doença, com recordes diários de óbitos. Na última quarta-feira foram 3.950, de acordo com consórcio de veículos da imprensa.

E em Alagoas não é diferente, são mais de 3.500 óbitos. O Governo do Estado renovou a fase vermelha diante do aumento do número de óbitos pela doença infecciosa. O novo decreto tem validade de 14 dias, contados a partir da 0h da última quarta-feira (31/04).

Por esta razão, famílias tiveram que se reinventar para não deixar de lado a tradição cristã mesmo diante do longo período da quarentena. Marcela Maria que mora em Traipu sempre costumava passar o feriadão da Páscoa com a família em Maceió. Ela, que é bastante religiosa, participa de missas e reflete muito sobre o sacrifício de Jesus Cristo que se encarnou como humano com o objetivo de morrer pelos pecados da humanidade.

“Já são duas Páscoas distante da família querida da capital. Mas tem um propósito maior. Estamos sofrendo demais com a distância dos entes queridos e mais ainda por tantas mortes não somente no Brasil, mas como no mundo”, destaca Marcela.

“Transportando a celebração para 2020, parece que descobrimos – ou melhor, redescobrimos – um pouco da importância de ainda termos comemorações como essa na atualidade, mesmo distantes”, acrescentou.

Rosinalva Lamenha é totalmente contra aglomeração em qualquer data festiva que seja. “Não é o momento, infelizmente tem muita gente morrendo. Quando não, ficando com sequelas por causa do coronavírus. Já discuti com membros da família por essa desobediência, porque têm muitos que insistem em participar de almoços, festas, etc”, contou.

“Eu mesma vou passar na minha casa com meus filhos e esposo, quem quiser que se junte, mas depois não chore pelas consequências. Não satisfaz apenas uma videochamada. No entanto é o máximo que podemos fazer para poupar a nossa vida e do próximo. Tenhamos mais empatia neste momento”, pondera.

A infectologista e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Raquel Stucchi, alerta que diante do colapso na saúde brasileira é necessário evitar um cenário ainda pior e isso depende da adesão das pessoas às medidas de isolamento social.

Stucchi enfatiza que no feriado da Páscoa a recomendação é para bque a população fique em casa, não viaje nem faça festa ou confraternização. “O que vivemos hoje é reflexo do que fizemos três semanas atrás, e, se houver muitos deslocamentos na semana que vem, vão faltar leitos, insumos e veremos milhares de mortes diárias”, reforça.

Em Alagoas, o índice de ocupação das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) para pacientes com Covid-19 na rede pública de saúde, está em 85%. Durante o período dos 14 dias, pessoas estão proibidas de circular nas ruas das 21h às 5h, o acesso às praias também está proibido; bares, restaurantes e similares só poderão atender pelos sistemas de delivery ou pague e leve.

Paixão de Cristo é apresentada por grupo na Cidade de Maria

Encenado por grupo de São Miguel, espetáculo gravado na Cidade de Maria será exibido nesta sexta, às 20h (Foto: Cortesia)

Um grupo de São Miguel dos Campos, interior de Alagoas, vai apresentar nesta sexta-feira (2), a encenação da Paixão de Cristo, às 20h, em uma live pelos canais Ataf e Portal Alagoas NT no YouTube.

O espaço cedido para a apresentação foi o Complexo Teatral Cidade de Maria, localizado no povoado Folha Miúda, município de Craíbas, Alagoas, onde todo o ano acontece tradicionalmente a Paixão de Cristo, mas que precisou ser interrompida em decorrência da pandemia. Só para ter uma dimensão do local, cerca de 30 a 40 mil pessoas são atraídas pela encenação da morte e ressurreição de Cristo.

André Vieira, diretor e produtor geral do espetáculo, salienta que o momento requer cuidados. Em respeito ao povo miguelense, alagoano e de todo o Brasil, que acompanha o grupo, desde o mês de janeiro foram iniciados os trabalhos de produção e gravação do espetáculo na Cidade de Maria, em Craíbas, Alagoas.

“Janeiro e fevereiro foram as gravações e março a parte de edição para exibirmos a live desta sexta-feira. Nos reinventamos nesta pandemia, respeitando todos os protocolos sanitários e de segurança, com distanciamento e redução do número de figurantes. No ano passado não apresentamos e esse ano tomamos essa iniciativa para manter viva e passar a mensagem através da arte”, explicou André.

Espetáculo foi gravado no município de Craíbas

O diretor e produtor geral do espetáculo diz que foi uma experiência única gravar na Cidade de Maria, que o trabalho acontece geralmente com mais de 200 pessoas durante os últimos 25 anos em São Miguel dos Campos, porém este ano, foram 120 delas divididas por cenas e dias de gravação em Craíbas. André Vieira é o fundador da Associação Teatral Arte e Fé (Ataf), do município de São Miguel dos Campos, em Alagoas.

No ano passado não houve espetáculo; este ano, encenação foi gravada com número reduzido de figurantes (Foto: Cortesia)

O fundador da Cidade de Maria, o ex-deputado Givaldo Carimbão, disse que as gravações do grupo foram realizadas em dois meses e meio com toda a estrutura e responsabilidade para a live.

“As igrejas estão abrindo com 30%, mas resolvemos por bem não realizar o espetáculo este ano, até fizemos uma gravação com a Rede Vida da TV há uns quatro anos, que reprisa. Estamos fechados para visitação e Paixão de Cristo, assim como Pernambuco que tem o maior espetáculo ao ar livre do mundo”, explica.

Nossa Senhora Aparecida vai ganhar espaço

Uma novidade que precisou ser adiada na Cidade de Maria diz respeito ao espaço construído em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, bem semelhante ao local onde está a imagem original encontrada por pescadores no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo.

homenagem a Nossa Senhora Aparecida

(Foto: Cortesia)

Carimbão revelou que a construção que ficou pronta no dia 12 de outubro do ano passado, mas ainda não foi inaugurada por conta da pandemia. “Em respeito às pessoas, às vidas perdidas, não inaugurei, o que fiz foi rezar um terço com minha família, esposa e filhos. Mas está belíssima a construção, bem parecida com a de Aparecida do Norte”, concluiu.

Espaço na Cidade de Maria em homenagem a Nossa Senhora Aparecida (Foto: Cortesia)

MISSAS

A Arquidiocese de Maceió divulgou os horários das celebrações na Catedral Metropolitana de Nossa Senhora dos Prazeres, localizada no Centro de Maceió. Nesta sexta-feira (2) tem o Ofício da Agonia às 12h e Paixão do Senhor às 15h; no sábado (3), haverá a Celebração da Vigília Pascal às 19h; e no domingo (4) a Celebração da Páscoa do Senhor, às 9h e às 17h.

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Fonte: Tribuna Independente / Texto: Ana Paula Omena

Exército antecipa Operação Pipa e distribuição de água começa nesta sexta

  • Assessoria
  • 26/03/2021 15:18
  • Cidades
 

Após forte articulação da AMA e dos parlamentares alagoanos, as atividades da Operação Pipa retornam e Exército antecipa para esta sexta (26), o inicio do abastecimento aos sertanejos.

Com a sansão do PLN 01/2021, pelo presidente Bolsonaro, a operação que havia sido suspensa por questões orçamentarias, passa a ter recursos garantindo e retorna a captar e distribuir água para os mais de 137 mil alagoanos de 42 municípios do sertão e agreste do estado, que ficaram desabastecidos por quase 30 dias.

O presidente da AMA, prefeito Hugo Wanderley, comemorou o retorno do programa e afirmou que a operação pipa é essencial para a sobrevivência dos sertanejos e agradeceu ao deputados e senadores alagoanos pelo empenho em e esforço realizado para conseguirem garantir os recursos do programa.

“Foi dado mais um passo importante para a retomada da Operação Pipa. Quero agradecer o empenho da bancada federal alagoana que esteve ao lado do municipalismo e cobrou o retorno dessa operação tão importante”, destacou Hugo Wanderley.

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