De virada, CSA vence o Cruzeiro e segue subindo na Série B
João Carlos Viana
26/09/2021 18:15
Futebol
Augusto Oliveira/CSA
O CSA venceu o Cruzeiro, por 2 a 1, na Arena Independência, na noite deste domingo (26), pela 26ª rodada da Série B. No azulão, Yuri e Iury Castilho marcaram os gols. No lado mineiro, Claudinho balançou as redes.
Na próxima quarta-feira (28), o azulão recebe a Ponte Preta, às 21h30, no Rei Pelé, pela Série B.
O JOGO
A bola rolou na Arena Independência e o Cruzeiro começou melhor.
Felipe Augusto saiu cara a cara com o Thiago Rodrigues, que finalizou em cima do goleiro azulino.
Aos 40 minutos, Matheus Pereira cruzou na área e o meia Claudinho, livre na área, se esticou e mandou para o fundo do gol.
Na segunda etapa, o CSA começou melhor. Gabriel lançou o volante Yuri, que entrou livre e chutou no canto do gol. 1 a 1.
O time azulino seguia melhor. Cristovam cruzou na área e Iury Castilho, sozinho, tocou na saída do goleiro Fábio. 2 a 1.
Mais três ataques de piranhas a banhistas são registrados em Pão de Açúcar
Redação|
Viatura Corpo de Bombeiros / Foto: Corpo de Bombeiros
Novos ataques de pirambebas, ou piranha branca, em banhistas foram registrados durante a deste domingo (26), rio São Francisco, em Pão de Açúcar, Sertão de Alagoas. Três pessoas precisaram ser atendidas pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBM).
Segundo os agentes, um homem de 32 anos, outro homem e uma mulher, de idades não informadas, sofreram ataques de piranhas, ficaram feridas e receberam atendimento.
Após prestar os primeiros socorros, a guarnição orientou que as vítimas procurassem um posto de saúde.
No último domingo (19), seis pessoas também foram atacadas por pirambebas no mesmo local.
Pela lógica, este mês deveria se chamar novembro. Uma vez que se trata do nono mês do ano. Daqui pra frente, os demais, terminarão com o sufixo “bro”. No hemisfério norte, tem-se o início de mais uma estação do ano, a Primavera. Daqui por diante eles passam a ter uma cor. Setembro é Amarelo. Marcado pela campanha de combate ao suicídio.
SETEMBRO E OS CINCO SENTIDOS: Interessante como os meses do ano, por força dos eventos que trazem no seu bojo, imprimem marcas nos nossos sentidos. NO SENTIDO DA VISÃO: As Craibeira [nome popular da Tabebuia aurea] árvores em geral frondosa, que pintam o sertão com suas flores amarelas. Também conhecida como “Ipê-amarelo”. Fonte: significados.com.br É notória também as manifestações de patriotismo, marcada pelas decorações dos prédios públicos com as cores da bandeira brasileira.
NO SENTIDO DA AUDIÇÃO: Temos a oportunidade de relembrar de músicas que marcaram para sempre, a vida, em especial dos jubilados: “Manhãs de Setembro”, interpretada por Vanuza; “Sol de Primavera” Edinardo; “Estão Voltando as Flores” Emílio Santiago. Entre tantas outras. Ressoam ainda nos ouvidos, resquícios das bandas fanfarras e seus clarins. A entoação de hinos pátrios, tão marcantes na década de setenta.
NO SENTIDO DO OLFATO: Dispensaria até comentários. Uma vez que esse é o mês que dá início a estação das flores. NO SENTIDO DO PALADAR: Setembro é do trigo, do pão, e do feijão. Período em que chegavam, no passado, trazidas nos carros de boi, as sacas dessa leguminosa, para comercialização nas feiras livres da região. NO SENTIDO DO TATO: Para nós sertanejos, setembro, dá início ao verão. Época de muito calor. Há um aumento da temperatura. A ciência tem conceitos bem interessantes sobre estes dois termos.
“O calor é a sensação pela qual passa um ser vivo perante temperaturas elevadas. A física considera o calor, como sendo a energia que passa de um corpo para outro ou de um sistema para outro. Uma transferência associada ao movimento de átomos, moléculas e outras partículas. É importante ter em conta que os corpos não têm calor, mas sim energia interna. O calor é a transferência de parte dessa energia (energia térmica) quando os corpos, ou sistema, encontram-se a temperaturas diferentes. Até que ambos os corpos atinjam o equilíbrio térmico, até estarem à mesma temperatura. Sendo assim, a afirmação que o corpo tem mais calor que outro não é uma afirmação correta. É correto afirmar que o corpo humano é sensível ao calor, tanto sensorialmente, quanto fisiologicamente. Quando há muita transferência de calor do corpo para o ambiente, diz-se que há sensação de “frio”. Quando ocorre o contrário, havendo pouca, ou nenhuma transferência de calor do corpo para o ambiente, então tem-se a sensação de “quente”.
Unidades de medida: A quantidade de energia térmica que é trocada mede-se me calorias. Esta unidade diz respeito à quantidade de energia necessária para que um grama de água eleve sua temperatura de 14,5 para 15,5 graus Celsius. No Sistema Internacional de Unidades é conhecida pelo nome de Joule. Uma caloria equivale a 4,184 Joules. Também existe o BTU: Britsh Termal Unit, que me português significa: Unidade Térmica Britânica, aproximadamente: 252,2 calorias. Existem outras acepções para o termo CALOR, geralmente com sentido simbólico ou figurado, por exemplo: “O calor fez sentir-se no estádio do Benfica”; “As suas roupas acabaram por se romper no calor da batalha. FONTE: calor.conceito/Google.com.br
GRATIDÃO. É comum ouvir-se este termo nas orações, nas mensagens de otimismo, compartilhadas nas redes sociais. Mas de onde será que vem este termo? Qual sua origem e etimologia?
SIGNIFICADO DE GRATIDÃO “Substantivo Feminino, reconhecimento por um benefício recebido; demonstração de agradecimento a alguém, por algo que essa pessoa tenha feito; Obrigado! É uma interjeição [gramática] deriva do Latim “obrigare”, o particípio do verbo “obrigar” flexiona-se em dois gêneros: obrigado e obrigada; a palavra gratidão deriva do Latim: “gratitudo-nis” FONTE: dicio.com.br/gratidão
COMO SE DIZ OBRIGADO, EM OUTROS IDIOMAS: “Thank you! = Inglês; Merci = Francês; Grazie = Italiano; Danke = Alemão; Dank = Holandês; Tak = Dinamarquês; Spasibo = Russo; Shocran = Árabe; Arigatô = Japonês; Duo xiê = Chinês; Todá rabá = Hebraico. FONTE: educacao.umcomo.com.br
UM POUCO DE HUMOR PARA ENCERRAR
TIRINHA: DOIS PERSONAGENS PRÉ-HISTÓRICOS
-O que vai fazer hoje?
-Nada.
-Mas você já fez isso ontem.
-É, mas não terminei.
A palavra “MERDA” em letras soltas na instante.
Com a Legenda: “Era DREAM, mas a arrumadeira não era obrigada a saber Inglês.”
PIADA DUMA TURMA DE CERVEJEIROS
-Sabia que a Heineken é Cerveja criada em Minas Gerais?
-É não...
-É sim. Alguém disse: Eita! Caiu um Raio! Aí o outro perguntou: Rai nin quem?
NO FACEBOOK
“Ficar velho é isso, você esquece chave, celular, máscara. Mas se tocar uma música dos anos 80, você lembra da letra, do cantor e até da coreografia.
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.
Segundo a ABDA (Associação Brasileira de Déficit de Atenção), o distúrbio afeta de 3% a 5% das crianças em idade escolar e sua prevalência é maior entre os meninos. Uma das características mais fortes da síndrome é a dificuldade para manter o foco nas atividades e a agitação motora, o que podem prejudicar o aproveitamento escolar.
TDAH não é um transtorno novo. Já foi descrito em meados do século 19 e sua frequência é igual em todo o mundo. De acordo com o DSM, o manual de classificação das doenças mentais, o transtorno pode ser classificada em três tipos:
TDAH com predomínio de sintomas de desatenção;
TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade;
TDAH combinado.
Em todas as faixas etárias, portadores do transtorno estão sujeitos a desenvolver comorbidades, isto é, a desenvolver simultaneamente distúrbios psiquiátricos, como ansiedade e depressão. Na adolescência, o risco maior está no uso abusivo do álcool e de outras drogas.
Sintomas
Desatenção, hiperatividade e comportamento impulsivo são sintomas do TDAH com reflexos negativos no convívio social e familiar, assim como no desempenho escolar ou profissional dos portadores do transtorno. Esses sintomas podem manifestar-se em diferentes graus de comprometimento e intensidade.
Quando predomina a desatenção, os pacientes apresentam dificuldade maior de concentração, de organizar atividades, de seguir instruções, e podem saltar de uma tarefa inacabada para outra, sem nunca terminar aquilo que começaram.
Nos casos em que prevalece a hiperatividade, os indivíduos são inquietos, agitados e falam muito. Dificilmente conseguem participar de atividades sedentárias e manter silêncio durante as brincadeiras ou realização dos trabalhos.
Na adolescência e na vida adulta, os sintomas de hiperatividade costumam ser menos evidentes, mas as outras dificuldades permanecem inalteradas e os prejuízos se acumulam no dia a dia com reflexos negativos sobre a autoestima.
Tratamento
O TDAH deve ser tratado de modo múltiplo, combinando medicamentos, psicoterapia e fonoaudiologia (quando houver também transtornos de fala e ou de escrita), orientação aos pais e professores e ensino de técnicas específicas para o paciente.
Fontes: Ministério da Saúde, Associação Brasileira do Déficit de Atenção.
Não sei quanto a vocês, mas ao longo da minha experiência como aconselhadora/ouvidora, que assim posso dizer, acabei constatando que DESCOBRIR é uma das coisas mais difíceis pela qual temos que passar.
A descoberta sempre será um caminho, mas o lugar que ela nos leva é que a torna necessária e ambígua, pois a revelação sempre pode nos levar para a alegria como também para a tristeza. Descobrir pode nos levar a certas verdades.
Muitas vezes, não conseguimos nos deparar com a verdade porque ela exige de nós uma mudança de postura, então se eu sei que descobrindo a verdade eu vou ter que tomar uma decisão, então prefiro fugir dessa verdade porque a sua descoberta talvez traga mais danos do que não saber.
Não saber, não significa estar bem ou feliz, não querer saber se enquadra, muitas vezes, na fuga de nós mesmos, na fuga do enfrentamento da realidade e na descoberta de quem somos diante da postura que podemos assumir perante a descoberta.
Sair ou ficar, mudar ou permanecer, não fazer ou permitir, continuar dominado ou libertar-se, falar ou calar, a postura que a descoberta exige de nós, vai nos mostrar quem somos, e é por isso que não sabemos se estamos prontos para nos encontrar conosco, sendo esse o encontro mais difícil para acontecer, pelo fato de não saber se consigo conviver com essa pessoa que descobri ser. Será que vou continuar do mesmo jeito nesse relacionamento comigo mesmo depois de ter descoberto quem sou?
Tem descobertas que tira seu “chão”, que te põe nas nuvens, que te leva ao céu, que faz apodrecer por dentro, que te exalta, que te tritura, que causa alegria, que te causa tristeza, até porque cada descoberta acaba por ter um sentido diferente dependendo de quem está no contexto.
Mas mesmo com tudo isso, a descoberta sempre será benéfica mesmo quando revela a dor, visto que, nada pode permanecer escondido para sempre porque o sempre é um tempo muito longo para ser desperdiçado com ausência de verdade.
Seja o que for que tenha ou venha a descobrir pode ser que doa ou te traga felicidade, o que posso dizer é que tem certas dores que nós temos que decidir quando queremos sentir, agora ou depois, porque as coisas inevitáveis elas podem até demorar, mas acabam nos encontrando. E é por isso que nem sempre vamos estar preparados para descobrir, mas ficaremos mais fortalecidos se porventura essas descobertas virem a nossa vida.
Luciene Amaral da Silva, sou natural da cidade de Paulo Afonso, Bahia e vive toda a minha vida em uma cidade chamada Senador Rui Palmeira, sertão de Alagoas. Sou filha de Ivonete e Cícero, no qual me orgulho muito e sempre serei grata a eles. Tenho três irmãos que tanto amo, sou casada e resido em Santana do Ipanema.
Na educação, onde tenho desde a minha formação inicial que é Pedagogia e as demais especializações, tive a oportunidade de ter passado por vários espaços educacionais. Na função de professora tive experiência na cidade de Senador Rui Palmeira com crianças na Educação Infantil, também alguns anos no 2º ano do Ensino Fundamental, trabalhei com alunos do 6º ao 9º ano com as disciplinas de História, Geografia, Ciências, Química, Física, Artes, Ensino Religioso, Cidadania. Trabalhei como alfabetizadora de Jovens e Adultos na zona rural e também com a 4ª, 5ª e 6ª etapa com o ensino da Língua Portuguesa na zona urbana. Na área de coordenação pedagógica, coordenei espaço do Ensino Religioso durante um ano na secretaria municipal de Senador Rui Palmeira, coordenei por um ano os professores da Escola Estadual de Riacho Grande. Participei do projeto de alfabetização de adultos como coordenadora da ONG Visão Mundial. Também fui alfabetizadora do Programa Alfabetização Solidária. Tive a oportunidade de estar na tutoria de um curso Superior à distância da Universidade Luterana do Brasil- ULBRA, onde pude modificar a visão que tinha sobre o ensino à distância. Atualmente sou professora do Curso Normal médio na Escola Estadual Aloísio Ernande Brandão e atuo na formação de professores.
Gosto do que faço. A educação tanto transformou a minha vida, quanto me possibilitou a transformação da vida dos alunos com os quais trabalho.
Acredito que através da educação a sociedade poderá voltar a se respeitar e a promover a convivência pacifica entre os povos. Um povo educado é um povo livre.
Quando se fala na relação entre ditadura militar e música popular brasileira, os primeiros nomes que vêm à mente da maioria são Geraldo Vandré e Chico Buarque, pelas canções contestatórias que marcaram aquele período e até hoje são lembradas, ou Caetano Veloso e Gilberto Gil, que chegaram a ser presos como “subversivos” por atentar contra “a moral e os bons costumes”. Eles foram perseguidos e vigiados pelo regime, como registra a história. Nenhum outro artista, porém, foi tão censurado — e prejudicado por ser de esquerda — quanto o cantor e compositor Taiguara, que nos deixou há 25 anos.
Tal informação não é nenhuma novidade: está documentada em inúmeras reportagens publicadas na imprensa nacional. O músico, no entanto, segue sendo pouco lembrado, apesar de sua importância para a “canção de protesto” no Brasil e da forma com que sua carreira foi destroçada por razões políticas e ideológicas. Nada indica que o esquecimento ao qual seu nome foi relegado seja mera obra do acaso: enquanto viveu, Taiguara foi monitorado, ameaçado e silenciado pelos militares e seus cupinchas civis dentro da mídia, das gravadoras e do empresariado. A intenção do establishment era, de fato, tirá-lo de cena.
Oficialmente, 68 canções do compositor foram vetadas pela censura ao longo da década de 1970. Mas, segundo a jornalista Janes Rocha, no livro “Os Outubros de Taiguara” (Kuarup), este número pode ter sido ainda maior: em suas pesquisas ela levantou, ao todo, 81 músicas de Taiguara que não chegaram a ser gravadas, executadas ou concluídas por determinação do governo brasileiro. Ninguém precisa ser especialista para concluir que, com isso, a ditadura praticamente inviabilizou a carreira de um dos mais talentosos artistas surgidos na era dos festivais.
Os problemas de Taiguara com o regime começaram antes mesmo de o artista se tornar conhecido como um “artista engajado” ou de se aproximar do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Sua primeira canção vetada, em 1971, chamava-se “Corpos Nus” e não tinha qualquer teor político: falava apenas de uma relação sexual. A música deveria ser apresentada no 6º Festival Internacional da Canção, da Rede Globo, mas a polícia interveio e os organizadores retiraram Taiguara da disputa, à revelia.
Em 1973, montando repertório para um novo disco, Taiguara submeteu uma série de canções ao crivo da censura, como era de praxe. Ele passara por várias situações como esta nos últimos dois anos e não nutria muita esperança de realizar a gravação da forma como idealizara. Dito e feito: das 12 canções programadas para o elepê, apenas uma foi liberada — o que inviabilizou o projeto. O episódio foi a gota d’água que faltava para que o compositor tomasse a decisão de sair do País e se autoexilar em Londres.
Mesmo à distância, Taiguara continuou sendo vigiado pelo Estado brasileiro e suas composições proibidas em solo nacional: em 1974, pouco mais de 40 letras escritas por ele foram vetadas. Para gravar era preciso negociar com os censores alterações que mudavam o sentido original das canções. Longe do Brasil, Taiguara não se reportou à censura para fazer a gravação de um disco na Inglaterra. Achou que, cantando em inglês, fosse burlar a ditadura, mas o álbum teve a entrada proibida em território brasileiro. Nunca mais se soube da matriz.
Em 1975, Taiguara vem ao Brasil para gravar seu trabalho mais ambicioso, “Imyra, Tayra, Ipy“. O processo é longo e tortuoso. Em 1976, menos de 72 horas depois de chegar às lojas, o elepê é recolhido pela polícia e tem todas as cópias destruídas. Somente em 2013 o público brasileiro teria acesso ao disco, quando o selo Kuarup relançou a obra em CD. A conversão de álbum esquecido em clássico da música brasileira foi quase instantânea: pela excelência e originalidade, “Imyra, Tayra, Ipy” virou objeto “cult” e passou a figurar na lista dos melhores discos de todos os tempos. Para o compositor, todavia, era tarde demais: ele havia morrido 17 anos antes, vitimado pelo câncer.
Uruguaio, brasileiro e livre
Taiguara Chalar da Silva nasceu no dia 9 de outubro de 1945, em Montevidéu, capital do Uruguai. Seu nome, escolhido de comum acordo pelo pai, o músico brasileiro Ubirajara Silva, e pela mãe, a cantora uruguaia Olga Chalar, significava “senhor de si” ou “homem livre”, em tupi-guarani. Ainda criança vem para o Brasil com a família. Mora no Rio de Janeiro e, mais tarde, em São Paulo.
Filho de camponeses gaúchos, Ubirajara Silva tocava bandoneón (instrumento de fole similar ao acordeão). Viveu em Buenos Aires e Montevidéu, onde passou parte da vida tocando tangos, murgas e chamamés para sobreviver. Foi a primeira e mais forte influência de Taiguara, tanto musical quanto politicamente — era filiado ao Partido Comunista do Uruguai e, nas palavras do filho, tinha “princípios socialistas inegociáveis”.
Aos 10 anos de idade, Taiguara começa a compor despretensiosamente, mas o marco inicial de sua carreira data de 1964, quando o jovem estudante da Universidade Mackenzie realiza uma série de shows aclamados no Teatro de Arena. Requisitado para se apresentar nas boates do Rio e de São Paulo, abandona a faculdade de Direito (com a qual não se identificava, por ser um ambiente “reacionário”) e passa a se dedicar exclusivamente à música. Em 1965, a convite da gravadora Phillips, grava seu primeiro disco, “Taiguara!”, composto basicamente por sambas com arranjos de bossa nova.
Em 1968, o cantor vence o Festival Universitário da Canção Popular com a balada “Helena, Helena” e seu nome passa a ser comentado nacionalmente. Era questão de tempo para que chegasse às rádios — e isso se dá em 1969, com o lançamento do elepê “Hoje“, cuja faixa-título, de sua autoria, traz versos de grande força discursiva: “Hoje/ Trago em meu corpo as marcas do meu tempo/ Meu desespero, a vida num momento/ A fossa, a fome, a flor, o fim do mundo”.
Um ano depois, em 1970, o elepê “Viagem“, em que se destaca a participação da banda de rock progressivo Som Imaginário, traz ao público “Universo No Teu Corpo”, que viria a ser uma das canções mais regravadas de sua discografia: “Eu desisto/ Não existe essa manhã que eu perseguia/ Um lugar que me dê trégua ou me sorria/ Uma gente que não viva só pra si”.
“Viagem” foi o último trabalho da fase “romântica” de Taiguara, embora faixas como “Universo No Teu Corpo” vislumbrassem, ainda que de modo incipiente, algo de preocupação social em seu trabalho. O recrudescimento da repressão o obrigaria a tocar em temas mais urgentes.
A partir do psicodélico “Carne e Osso”, de 1971, ele passa a ser alvo constante da censura. Se em “Corpos Nus” o veto se deu por questões morais, em “A Ilha” o motivo seria político: apesar de gravada sem contratempos, a execução pública da canção foi proibida por fazer referência a Cuba: “Vou viver na ilha, na ilha/ Onde meus iguais serão minha família, na ilha”. Sem nunca ter sido cantada em shows, a música acabou esquecida até mesmo pelos seguidores do artista.
“Piano e Viola”, de 1972, e “Fotografias”, de 1973, são os últimos discos de Taiguara antes do autoexílio. Retalhados pela censura, não chegaram a sair como ele gostaria, mas deixaram à posteridade um clássico da MPB: “Que as Crianças Cantem Livres“, que também enfrentou problemas de liberação: “Pode não ser esse calor o que faz mal/ Pode não ser essa gravata o que sufoca/ Ou essa falta de dinheiro que é fatal/ Vê como o fogo brando funde um ferro duro/ Vê como o asfalto é teu jardim se você crer/ Que há um sol nascente avermelhando o céu escuro/ Chamando os homens pro seu tempo de viver”.
Taiguara não aceitava calado a perseguição dos generais. Ao contrário, reagia rasgando o verbo nos shows voltados para estudantes e operários, denunciando as arbitrariedades do regime à imprensa estrangeira e compondo sempre mais. Para cada música censurada, fazia outras duas. Em “Tinta Fresca”, escreveu: “Não me queixo do meu fado/ Não se eu quiser me deixar sair/ Me abre essa porta/ E me deixa sair/ Vou dizer o que eu quiser”. A justificativa do censor para proibir a canção não poderia ser mais patética: “Os incomodados que se mudem, pois as portas do nosso Brasil sempre estiveram abertas para sair os indesejáveis”.
Era o tempo das prisões políticas, das torturas, dos desaparecimentos forçados. Foi nesse contexto que Taiguara percebeu que não haveria outra saída além do aeroporto, visto que até suas canções de amor eram vetadas de antemão. A questão era pessoal. Queriam fazê-lo desistir da carreira artística. Mas o cantor resistiu e continuou produzindo em Londres, onde gravou, em 1974, o elepê “Let the Children Hear the Music”, em inglês. O disco, no entanto, não chegou a ser lançado: a ditadura se antecipou e proibiu a sua entrada no Brasil, apesar de as músicas terem sido inteiramente gravadas num país estrangeiro. As fitas originais deste trabalho estão desaparecidas.
Sem se dar por vencido, o artista volta ao Brasil em 1975, com o intuito de gravar aquele que viria a ser o seu melhor disco, “Imyra, Tayra, Ipy“. Sem alarde, Taiguara consegue reunir em estúdio um time estelar de instrumentistas — a começar pelo maestro Wagner Tiso, responsável pela regência, por Hermeto Pascoal, que assina os arranjos, passando pelo guitarrista Toninho Horta e por uma orquestra sinfônica formada por 80 músicos.
A gravação se arrastou por seis meses, num processo lento, sofrido e conturbado em que não faltaram atritos entre os músicos. O resultado final, porém, superou as melhores expectativas e valeu cada bate-boca e cada arranca-rabo. Os envolvidos sabiam que haviam feito história.
Para Thomas Pappon, jornalista e músico, Taiguara estetizou nessa obra suas impressões do retorno ao País: “O impacto do desembarque num Rio belo e caótico está nas duas vinhetas instrumentais de abertura. Mal o artista chega, logo se engaja nas causas do povo oprimido. (…) Até o fim, o disco é panfletário, mesmo que nas entrelinhas — opção tática para driblar a censura. O próprio Taiguara, sozinho ao piano, na última música, ‘Outra Cena’, alerta para o conteúdo ambivalente das letras (‘Só não entendeu quem não quis’). Em metáforas românticas, o compositor sonha com a unidade latino-americana (‘Como em Guernica’), com o fim da censura (‘Terra das Palmeiras’), com a revolução (‘Sete Cenas de Imyra’) e o fim da ditadura (‘Situação’ e ‘Aquarela de um País na Lua’, uma agressão modal ao ufanismo de Ary Barroso)”.
“Imyra, Tayra, Ipy” é um álbum que combina samba, jazz, bossa nova, rock progressivo e ritmos latino-americanos. Apesar de a gravação ter sido autorizada pelo governo brasileiro, a circulação das músicas foi proibida. Taiguara havia programado o show de lançamento para 1º de maio de 1976, nas ruínas das Missões de São Miguel, no Rio Grande do Sul. Porém, um dia antes do espetáculo, foi avisado que seria preso se subisse no palco.
O disco ficou apenas três dias nas lojas, sendo posteriormente recolhido pela polícia. O prejuízo com o cancelamento do show e o confisco dos elepês foi assimilado por Taiguara como um soco no estômago. A necessidade de mostrar o seu trabalho ao público já não era apenas de ordem moral ou “espirtitual”, mas financeira. Era preciso dar um jeito de pagar os boletos. O compositor decide então se autoexilar novamente. Dessa vez, com a promessa de só voltar ao Brasil quando não houvesse mais ditadura.
África e América Latina: raízes
Sabendo que o educador Paulo Freire havia trabalhado na implantação do seu método de alfabetização em países africanos recém-libertos do colonialismo português, Taiguara pede a ele uma carta de recomendação e empreende uma viagem solitária pela África, em busca de suas raízes.
Opta pela Tanzânia, onde encontra mais facilidade para entrar e se estabelecer. O início de sua estadia é tenso: em Dar Es Salaam, maior cidade do país, Taiguara é espancado por dez homens ao defender uma mulher de uma tentativa de estupro. Recuperado do trauma, deixa a cidade grande e parte para o interior, em busca da vida mais simples. Lá se encanta pela cultura do povo maasai, por sua hospitalidade e sua forma de lidar com a natureza.
É ali que o artista mergulha nos livros e entra em contato com as ideias socialistas do teórico Julius Nyerere e dos revolucionários Amílcar Cabral e Patrice Lumumba. É também tempo de se dedicar ao estudo dos clássicos de Marx e Engels. Dentre os livros que passam a nortear seu pensamento está “O Estado e a Revolução”, de Lênin.
Durante os anos em que mora na Tanzânia, o compositor não grava nenhum disco, mas segue compondo em silêncio, com os olhos voltados para o futuro. Em 1979, quando retorna ao Brasil no ensejo da Anistia e sob o clima de esperança proporcionado pela abertura política, Taiguara vai morar em Tatuapé, distrito operário de São Paulo, visando “ficar mais próximo da classe trabalhadora”.
Apesar da tímida abertura, a vigilância sobre ele se mantém: pessoas desconhecidas, com frequência, seguem sua companheira e suas filhas na rua. Elas passam a receber ameaças de morte e de sequestro. O recado indireto é para Taiguara, o objetivo é amendrontá-lo. Mas ele não se dobra, segue firme na militância e faz de sua casa uma espécie de escritório informal do PCB. Nos documentos do Serviço Nacional de Inteligência (SNI), seu nome aparece citado como “militante comunista da ala Prestes”.
Os agentes da combalida ditadura não deixavam de ter razão: assumindo-se publicamente como um artista “marxista-leninista”, o compositor se alinha à leitura da realidade brasileira feita por Luiz Carlos Prestes e dele se torna “amigo de churrasco e chimarrão”. Quando Prestes rompe com o PCB, Taiguara o acompanha. Enxerga no velho comunista uma espécie de guru intelectual. A convivência com Prestes lhe abriu os olhos para o fato de que “não bastava escrever poesia e canções; era preciso organizar e lutar para promover a revolução socialista.”
É Prestes quem sugere o nome do primeiro álbum que Taiguara gravaria no Brasil após o autoexílio: “Canções de Amor e Liberdade”, lançado em 1983 de forma independente pela gravadora Alvorada. Trata-se do trabalho mais politizado da carreira do compositor, em que sua visão socialista de mundo aparece explícita, sem a preocupação de driblar a censura. Na capa, o artista é retratado com barba, pela primeira vez. Atrás dele, o mapa da América Latina e o fundo vermelho.
Se os arranjos de “Canções de Amor e Liberdade” não chegam nem perto da grandiosidade de “Imyra, Tayra, Ipy”, as letras alcançam um patamar superior em sua discografia: o conteúdo político das canções não se limita ao panfleto; antes revela um lirismo amadurecido, vinculado à tradição literária do cancioneiro nacional. A metáfora já não se faz mais necessária como antes, mas continua sendo empregada como recurso estilístico.
As faixas exaltam a união dos povos latino-americanos e suas revoluções, falam da resistência dos povos indígenas ao colonialismo europeu, denunciam a exploração do trabalho, etc. Em “Marília das Ilhas“, o compositor toma lado na Guerra das Malvinas, ocorrida um ano antes, ao defender que as ilhas são argentinas e não inglesas: “E o gringo que invadiu teu lar/ A um índio vai ter que enfrentar/ Tão grande é o meu contingente/ É o meu continente que aprende a lutar”. Nesta gravação, a guitarra de Sérgio Bianchi, representando o gringo invasor, promove um duelo com Ubirajara Silva, pai de Taiguara, cujo bandoneón simboliza o povo argentino.
Em “Voz do Leste“, o compositor escolhe o chamamé (estilo musical de origem indígena, com ocorrência na região dos pampas) para falar da realidade do operário brasileiro, num momento em que Lula despontava como liderança nacional após as greves do ABC: “Sou voz operária do Tatuapé/ Vivo como posso a me deixa o patrão/ E enquanto respira dessa chaminé/ Meu povo se vira e não vê solução”. Na faixa, Taiguara canta ao lado da dupla caipira Cacique e Pajé.
Destaca-se também a canção “Mais Valia“, que recorre a uma metáfora romântica para abordar o conceito de mesmo nome elaborado por Karl Marx. Em linhas gerais, a mais-valia refere-se à diferença entre o valor final de uma determinada mercadoria e a soma do valor do trabalho e dos meios de produção necessários para que ela possa ser fabricada: “Mais valia eu ter-te amado/ Que ter-te explorado tanto/ Mais valia o meu passado a teu lado/ Do que mais luxo e mais encanto/ Fiz capital, te explorando/ Fiz o mal, nos separando”.
Apesar do otimismo que rondava o Brasil pós-ditadura, em meados da década de 1980, “Canções de Amor e Liberdade” não repercutiu como o cantor imaginava. Os anos passados na Europa e na África, sem fazer shows e sem tocar nas rádios, foram cruciais para a não renovação do público de Taiguara. Antigos fãs, por sua vez, estranharam a “radicalização política” de sua carreira. Antes, pelo menos, o discurso de esquerda não era tão explícito e as canções de amor predominavam em seu repertório, diziam os críticos nas entrelinhas.
Em 1984, num comício das Diretas Já, Beth Carvalho chama Taiguara ao palanque. Era a primeira vez que o artista se reencontrava com o povo brasileiro num evento de massa. Microfone em punho, falou à multidão, parodiando a si mesmo: “Depois de proibido pela ditadura durante dez anos, eu digo a vocês que… Eu resisto! Já existe essa manhã que eu perseguia! Um lugar que me deu trégua e me sorria… E uma gente que não vive só pra si…”
Prestes, Beth Carvalho e Taiguara
A partir daí, Taiguara, que desde seu retorno ao Brasil vinha trabalhando como repórter no jornal “Hora do Povo”, tenta retomar a carreira artística. Inicialmente é bem recebido e volta a ser convidado a se apresentar em programas de rádio e TV. Consegue ainda fechar alguns shows. A “trégua”, porém, dura pouco: passada a comoção geral pelo repatriamento do cantor, os convites começam a rarear.
Por parte dos contratantes havia a ressalva pela forma como o artista passou a se dirigir ao público, interrompendo apresentações para discursar a favor da guerrilha sandinista, que tomara o poder na Nicarágua, ou para fazer uma palestra sobre a revolução socialista em Burkina Faso. A censura, dessa vez, não precisava mais do regime militar para se impor. Ela continuava existindo, agora de forma bem mais sutil.
Silenciado, mas não pela história
Em 1994, o compositor viaja a Cuba, onde estivera dois anos antes com a comitiva de Chico Buarque. Numa tentativa de reaprumar a carreira, grava em Havana seu último disco, “Brasil Afri“, que ressalta as suas raízes afrolatinas. É o primeiro trabalho lançado no formato CD. São convidados a participar da gravação o grupo cubano Manguaré e a cantora Zezé Motta. O genial violonista Raphael Rabello, que viria a falecer pouco tempo depois, toca em uma faixa.
Das letras presentes em “Brasil Afri”, uma elogia a Revolução Cubana, outra declara seu amor pela nova esposa e há uma homenagem a Luiz Carlos Prestes. “Cavaleiro da Esperança” nunca havia sido gravada antes, embora estivesse há anos no repertório dos shows: “Pois Ogum guerreiro não morre/ Prestes a encontrar/ Uma estrela d’alva pra nos guiar”.
Em entrevista na época do lançamento do derradeiro disco, Taiguara disse que seu trabalho não se encaixava em nenhum rótulo, mas que, se o obrigassem a classificá-lo, seria algo como “um samba-canção com superestrutura no lado romântico, preservando o lirismo musical e este sonho de um mundo mais livre e fraterno”. O câncer na bexiga já estava em estágio avançado.
Taiguara Chalar da Silva morreu no dia 14 de fevereiro de 1996, aos 50 anos de idade, esquecido pelo público, desprezado pelas gravadoras e boicotado pela mídia. Ainda que tenha voltado do exílio a tempo de gravar dois belos discos de música brasileira, o estrago causado pela ditadura era maior do que se pensava. A abertura democrática não representou a abertura de portas para ele.
Janes Rocha, biógrafa do artista, não tem dúvidas de que Taiguara seria hoje muito mais conhecido e lembrado se não houvesse passado pela censura e pela perseguição do regime militar. Os dez anos em que se viu obrigado a ficar longe da cena musical e do público cobraram um preço altíssimo. Até hoje não é tarefa simples acessar toda a sua discografia: nos serviços de streaming ela está incompleta e seus elepês são vendidos a preço de ouro nos sebos. Fora da imprensa há pouco material escrito sobre sua vida e obra.
O jornalista gaúcho Gustavo Rolim compara a trajetória de Taiguara com a do própio País: “Um uruguaio brasileiro, um negro indígena, que visitou e se encantou pela África revolucionária, que volta ao Brasil e acolhe o comunismo. Entretanto, diferente do que o senso comum prega, não saltou do comunismo à censura; saltou da censura ao comunismo. Transformou a violência que sofria em motivo para tentar ler o mundo à sua volta, compreender as suas raízes e, essencialmente, superá-la. Esta não é qualquer trajetória. Poderia ser, mesmo, a trajetória de nosso país, sua tentativa desesperada de gerações e gerações em compreender-nos a nós mesmos”.
Taiguara morreu convicto de que o mundo deve ser transformado e de que a música pode cumprir um papel nessa tarefa. Sua última letra, escrita no leito do hospital, dias antes do fim, reverencia o povo brasileiro: “O morro desce sambando frente aos mares/ E um afrocanto banto nos devolve/ A luta que cresceu com Zumbi dos Palmares/ Milhões, Zumbi, saberão/ Povo novo e livre, o brasileiro viu/ Sua língua nascer dos quilombos”.
Colunista de Cultura da Revista Opera, foi repórter e crítico de música no jornal Correio Popular e secretário municipal de Cultura de Campinas (SP). É autor de A Suprema Elegância do Samba (Pontes, 2005), Helenira Resende e a Guerrilha do Araguaia (Expressão Popular, 2007) e outros livros.
A Seção Brasilidades do Portal Bonifácio registra, neste 19 de setembro, o aniversário de 100 anos de nascimento de Paulo Reglus Neves Freire (Recife-PE, 19 de setembro de 1921 – São Paulo-SP, 2 de maio de 1997).
Paulo Freire foi um pedagogo brasileiro de renome internacional, traduzido em todo o mundo e detentor de dezenas de títulos de Doutor Honoris Causa em universidades em todos os continentes. Por lei sancionada em 2012, foi declarado Patrono da Educação Brasileira, título contestado por aqueles que atribuem ao educador baiano Anísio Teixeira um papel mais relevante na construção do projeto educacional do Brasil contemporâneo.
O fato de ter sido perseguido pelo regime militar ajudou a projetar Paulo Freire no Brasil e no exterior. No retorno ao País foi professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e secretário da Educação na gestão da prefeita Luiza Erundina (PT).
Armado com facão e espingarda soca-tempero, homem é preso após furtar celular e televisão na zona rural de Maravilha
Redação
23/09/2021 17:14
Polícia
7° BPM
Um homem foi preso na tarde desta quinta-feira (23), após furtar um aparelho celular e televisão em uma residência no Povoado Cedro, zona rural do município de Maravilha, Sertão de Alagoas. A prisão se deu após policiais militares flagrarem o suspeito ainda pela manhã desta quinta, pela BR 316, de posse do celular e da televisão.
Ao ser abordado, o homem, de 30 anos de idade, estava de posse de uma espingarda soca-tempero além dos itens roubados. Questionado pela polícia, ele teria confessado a prática do furto e levado os policiais até a residência em que se consumou o crime. O criminoso confesso foi encaminhado para o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), da cidade de Batalha, onde foi autuado por furto, constrangimento ilegal e porte ilegal de arma de fogo.
"O Rio merece um novo recomeço", diz Heloísa Helena sobre apoio da Rede a Marcelo Freixo
Coluna Labafero|
Heloísa Helena (REDE) / Foto: Correio do Seridó
Foi por meio das redes sociais que a ex-vereadora por Maceió, Heloísa Helena parabenizou o pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (PSB), que agora conta com o apoio do partido Rede Sustentabilidade para a disputa.
Heloísa afirmou que estar junto com Freixo nesse momento, “na certeza que o Rio merece um novo recomeço e merece caminhar com você semeando justiça social”.
“Não pudemos estar presencialmente, mas participamos pela internet com imensa emoção, por ele aceitar uma dura tarefa, provando a sua coragem diante dos desafios e seu imenso amor pelo Rio", escreveu ela nas redes sociais.
Passaporte de vacina: municípios aguardam próximos decretos
Comissão de Saúde da AMA deve discutir assunto na segunda; caso prefeitos adotem obrigatoriedade, devem seguir moldes do RJ
↑ Rio começou a exigir passaporte da vacina no último dia 15; em AL, possibilidade segue em meio à polêmica (Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil)
Nenhum decreto que torna obrigatória a comprovação de vacinação contra Covid-19 foi publicado em Alagoas, e os municípios, mesmo independentes, ainda aguardam um posicionamento geral para tomar uma decisão a partir dos próximos decretos do Governo do Estado. Mas a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) adiantou que, quando a entidade se posicionar sobre a obrigatoriedade ou provável uso do passaporte da vacina, seja nos moldes do Rio de Janeiro.
Conforme a AMA, o assunto em Alagoas deve ser pauta da próxima comissão da saúde, na segunda-feira (27), que acontece de 15 em 15 dias de forma on-line. “Ainda não fizemos ou recebemos orientações, por parte do Cosems [Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas] ou Sesau [Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas], sobre o assunto”, frisa a entidade por meio da assessoria de comunicação.
O Rio começou a exigir, no último dia 15, que os cariocas e turistas apresentem o comprovante de vacinação contra a Covid para entrar em locais de uso coletivo. Segundo o prefeito Eduardo Paes (PSD), o “passaporte de vacinação” é uma preparação para a abertura do município.
“Se a pessoa é de uma parte do Brasil e quer visitar o Rio para passar férias, agora em setembro ou outubro, será muito bem-vinda. Mas saiba que, para frequentar a cidade, será cobrada a sua carteira de vacinação”, afirma Paes.
Em Alagoas, o chamado “passaporte da vacina” segue rodeado de polêmica e ainda não há perspectivas de que medidas similares ocorram, pelo menos em curto prazo. Organizadores de eventos e comércio já propõem ao Governo do Estado o retorno das atividades e como condição para acesso, a apresentação do cartão de vacinação físico ou eletrônico.
Além das outras medidas de prevenção já conhecidas pela sociedade, como álcool 70%, obrigatoriedade do uso de máscara de proteção e aferição de temperatura, limpeza e desinfecção frequentes dos ambientes, vendas de ingressos on-line, entre outros.
As entidades querem tudo isso já para o mês que vem (outubro), com 50% de público; em novembro com 80% e dezembro com 100%.
A medida pode ser adotada também em outros setores, como consultórios médicos e escritórios, cinemas, teatros, escolas e muito mais.
Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que 235 cidades confirmaram que pretendem ou já exigem a vacinação para o regresso ao trabalho presencial.
Em nota, a Secretaria Municipal de Maceió, informou que, nesse primeiro momento, Maceió vai distribuir o selo de segurança sanitária para os estabelecimentos comerciais que comprovarem a vacinação de 100% dos funcionários.
“Trata-se de um estímulo para que o setor produtivo cobre a imunização de seus funcionários, de modo que os clientes dos estabelecimentos possam optar por aqueles locais que primam pela segurança e saúde”.
Abrasel desaprova exigência do documento em estabelecimentos
Para Eutímio Brandão Junior, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Alagoas (Abrasel/AL), a vacinação é sem dúvida o caminho para uma retomada segura, mas não faz sentido algum direcionar essa responsabilidade aos empresários.
“Não podemos distinguir nossos clientes, na porta dos estabelecimentos, pela apresentação ou não de um cartão de vacina. Até porque o acesso à mesma sequer está disponível em todas as regiões do país, para toda a população, e nosso setor recebe grupos, famílias de diferentes idades e lugares do Brasil”, diz Brandão Júnior.
A Abrasel Alagoas externou a sua insatisfação acerca do passaporte da vacina. A entidade acredita que essa medida não apresenta garantia efetiva na contribuição da segurança da população e ressalta ainda que a mesma, se tratada como uma exigência acarretará novos transtornos aos estabelecimentos e sociedade em geral.
Para finalizar, a entidade reforçou seu compromisso em seguir contribuindo para vencer a pandemia, exigindo o uso das máscaras, distanciamento social, higienização das mãos e orientando quanto à importância da vacinação.
EVENTOS
Sérgio Feitosa, diretor da Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape) em Alagoas, destacou que o setor está parado há 18 meses e que os prejuízos giram em torno de no mínimo R$ 200 milhões. “Precisamos que a retomada seja imediata e o planejamento sugerido envolve a realização de todos os tipos de eventos, como feiras de negócios, shows, exposições e até arenas esportivas, com exceção do futebol, que está sendo tratado diretamente pela federação específica”, ressaltou.
CONSTITUCIONAL
O defensor Público e professor doutor em Direito, Othoniel Pinheiro, afirmou que é constitucional a exigência do chamado “passaporte da vacina” por parte do poder público, que pode determinar que as pessoas apresentem comprovante de vacinação contra a Covid-19 para entrar em locais públicos e privados de uso coletivo, com o objetivo de proteger as demais pessoas da sociedade e combater a propagação do vírus.
A adoção dessas restrições fica a critério de cada Estado ou Município, desde que respeitados o direito à informação, a disponibilidade de vacinas gratuitas e tenham como base evidências científicas e análises estratégicas pertinentes.
De acordo com Othoniel Pinheiro, o Supremo Tribunal Federal já decidiu na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 6.586 que o poder público pode tornar a vacinação compulsória estabelecendo medidas indiretas de restrição de direitos, desde que razoáveis e proporcionais, contra as pessoas que não queiram tomar a vacina, uma vez que o exercício das liberdades das pessoas não pode prejudicar a vida e a saúde de outras.
“Além de estar em sintonia com a nossa Constituição Federal, o passaporte da vacina possui uma legitimidade acrescida, uma vez que fará com que mais pessoas procurem os postos de vacinação para serem imunizadas, situação que ajuda a sociedade no combate à pandemia”, afirmou o Defensor.
ENTENDA A POLÊMICA
As prefeituras do Rio de Janeiro e São Paulo anunciaram que iriam exigir dos cidadãos um “passaporte” que comprove que as pessoas se vacinaram contra a Covid-19 para terem acesso a locais públicos e privados de uso coletivo, como shows, cinemas, academias, circos, museus, centro de convenções, teatros e estádios de futebol. Bares e restaurantes estão fora dessas restrições. (com assessoria)