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Juíza mandar suspender construção de barragens no Canal do Sertão

  • Redação
  • 11/08/2021 08:20
  • Jairo Ribeiro
 

E uma decisão da juíza Maria Ester Fontan Cavalcante Manso suspendeu a obra do governo do estado para construção de 25 barragens nos primeiros 65 km do Canal do Sertão.

A magistrada atendeu ao relatório do Ministério Público Estadual (MPE), feito em setembro do ano passado, quando o promotor de Justiça Coaracy Fonseca deu parecer favorável para suspensão da obra, após denúncia do deputado estadual Davi Maia (DEM) sobre a ausência de estudos prévios sobre o impacto ambiental e falta do licenciamento por parte do IMA e/ou IBAMA.

Em sua decisão, a juíza Maria Ester Fontan determinou que não haja o início de qualquer obra de construção das 25 barragens no Sertão alagoano ou que se suspendam as obras já iniciadas, até que sejam precedidas de estudos.

“Vê-se que a realização de tais estudos e o posterior licenciamento ambiental devem ser anteriores ao início das obras, levando em conta contraposição de outras possibilidades com os mesmos fins, principalmente quando, diante da presente demanda, há indicativos de estudos realizados sobre o caráter obsoleto do tipo de obra pretendida”, diz um dos trechos da decisão da magistrada.

Agora, para que as obras voltem a acontecer, o governo estadual deverá proceder estudo em cada uma das 25 localidades, “salvo no caso do órgão ambiental entender pela possibilidade de estudos em conjunto, de forma devidamente justificada e fundamentada, a quem compete o poder de fiscalizar antes, durante e depois, cabendo ao Estado de Alagoas requerer o estudo e licenciamento no órgão responsável, ao tempo em que concedo a tutela de urgência para que a presente sentença seja cumprida imediatamente”, expõe a decisão.

Só para lembrar, o Canal do Sertão, quando estiver pronto, terá 250 km e irá beneficiar 42 cidades, desde o Sertão até o Agreste.

Logo após a decisão ser divulgada, a assessoria da Secretaria de Estado da Infraestrutura informou que irá apresentar a documentação exigida pela Justiça, acrescentando que os estudos e projetos executivos foram elaborados de acordo com o que exige a legislação vigente e na forma aprovada pelo Conselho do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (FECOEP).

Perda de memória, queda de cabelo e pressão alta: alagoanos relatam sequelas pós-covid

Rebecca Moura*|
 Covid-19
Covid-19 / Imagem: Eduardo Anizelli/Folhapress

Você deve conhecer alguém que teve alguma sequela -- seja ela de cunho físico ou emocional -- em decorrência da covid-19. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Observatório Europeu de Sistemas e Políticas de Saúde, a cada dez pessoas infectadas pelo SARS-CoV-2, uma sofre com problemas de saúde que persistem por até 12 semanas. No entanto, em alguns casos as sequelas podem se manter mesmo após o período de recuperação.

Ao Cada Minuto, dois alagoanos que se contaminaram com a Covid-19 relataram o aparecimento de sequelas após a infecção e como estão enfrentando o processo de recuperação.

“A sequela está interferindo muito no meu dia a dia”, disse a gerente Gerlanne Costa, de 42 anos, que se contaminou com a Covid-19 em outubro de 2020. 

Ela conta que o seu caso não foi considerado tão forte. Mas ela teve cansaço e tosse seca. Gerlanne fez o isolamento e usou todos os remédios passados pelo médico.

A gerente relata que sofre com pressão alta em decorrência do coronavírus, mesmo após quase um ano de recuperação. “Antes de ter pego Covid minha pressão sempre foi normal, 10 por 8, e após ter pego minha pressão nunca mais ficou normal e sempre aumenta, já chegou a 16 por 12”, disse.

Ela afirmou que a sequela está interferindo em seu cotidiano, já que além da necessidade de comprar um aparelho para verificar a pressão constantemente, também é preciso ter cuidados extras que antes não eram necessários, como o uso de remédios.

“Hoje nasci de novo”

Um homem que não quis ser identificado contou que após a covid teve perda de memória e queda de cabelo.

“A perda de memória é momentânea, porém, às vezes, acabo esquecendo de coisas simples ao qual eu lembraria sempre. Como por exemplo, a senha do meu celular, o que comi no café da manhã ou até o dia da semana. Isso pode ser um pouco prejudicial e atrapalhar um pouco minha rotina. Isso pode se tornar um problema na saúde mental se continuar com muita frequência”, reforçou.

Ele conta que teve 30% do pulmão comprometido, várias alterações nos exames de sangue e precisou fazer a medição com o oxímetro várias vezes ao dia para saber a situação do nível de oxigenação no sangue.

 “Fiquei 21 dias em isolamento, foram os piores dias que já passei, mas consegui me recuperar depois de tantos dias com sintomas. Hoje posso dizer que nasci de novo!”, comemora.

Durante o processo, o homem não precisou ficar internado, todo o tratamento foi feito em casa, mas os dias passaram e os remédios receitados pelos médicos não estavam resolvendo as dores. 

“Foram 10 dias de febre e dores insuportáveis, fiz uma consulta já com oito dias de sintomas e medicações sem melhora, e o médico me passou vários exames, tomografia e também outra medicação que fez os sintomas desaparecessem a partir do décimo dia”.

Tratamento 

Um dos tratamentos para quem ficou com sequelas é a Ozonioterapia que é utilizada há mais de 130 anos como uma forma segura de tratamento complementar para os mais diversos tipos de doenças. 

Durante o uso, o ozônio medicinal é aplicado em seres humanos e, nestes tempos de pandemia, tem obtido excelentes resultados no cuidado com as sequelas de pacientes que tiveram Covid-19.

Segundo a fisioterapeuta e especialista em Ozonioterapia, Jaqueline Galvão, desde sintomas mais comuns, como alterações no olfato e paladar até limitações de mobilidade, cansaço sem esforço significativo, dificuldade para respirar e perda de sensibilidade nas extremidades do corpo, desorientação psicológica, confusão mental, má circulação sanguínea, inchaço nos pés e mãos, além de escaras (feridas em função dos longos períodos deitado na mesma posição durante a internação) têm sido relatadas por pacientes no pós-Covid.

“A ozonioterapia é um importante recurso para lidar com as consequências da infecção pelo coronavírus, que vão muito além dos danos respiratórios, atingindo diversos órgãos e funções do organismo e causando problemas vasculares, cardiovasculares, insuficiência renal e comprometimento da coagulabilidade do sangue, que, por sua vez, levam a quadros de embolia e trombose. Sem esquecer dos problemas neurológicos, que em casos mais severos podem desencadear em patologias como a encefalite”, destaca a especialista.

*Estagiária sob supervisão da editoria

 


 

 

Lucro dos 4 maiores bancos sobe 90% em um ano e é o 3º maior da história

UOL|
Por Eduardo Bomfim
Dinheiro
Dinheiro / Foto: Reprodução

O lucro líquido trimestral dos maiores bancos brasileiros com ações negociadas em Bolsa somou R$ 23,161 bilhões no segundo trimestre. O resultado representa alta de 90% em relação ao mesmo período do ano passado, quando Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander lucraram R$ 12,164 bilhões. Na comparação com o primeiro trimestre de 2021 (R$ 18,609 bilhões), o ganho aumentou 24,5%.

Em termos reais, ou seja, considerando a variação da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o lucro recorde ainda é o do quarto trimestre de 2019 (R$ 23,650 bilhões), de acordo com levantamento feito para o UOL pela empresa de informações financeiras Economatica. Depois, vem o resultado do segundo trimestre de 2015, de R$ 23,220 bilhões. E, então, em terceiro lugar, o de agora, do segundo trimestre.

Itaú lidera

No segundo trimestre de 2021, os maiores lucros do grandes bancos brasileiros foram, pela ordem, do Itaú Unibanco, seguido por Bradesco, Banco do Brasil e Santander. Veja os números:

•             Itaú Unibanco: R$ 7,56 bilhões

•             Bradesco: R$ 5,974 bilhões

•             Banco do Brasil: R$ 5,524 bilhões

•             Santander: R$ 4,103 bilhões

Veja abaixo os últimos lucros trimestrais somados dos bancos, em termos nominais:

•             2º trimestre de 2021: R$ 23,161 bilhões

•             1º trimestre de 2021: R$ 18,609 bilhões

•             4º trimestre de 2020: R$ 20,114 bilhões

•             3º trimestre de 2020: R$ 15,582 bilhões

•             2º trimestre de 2020: R$ 12,164 bilhões

 

Voto impresso: Confira como cada deputado federal alagoano votou

Rebecca Moura*|
Foto: Cleia Viana

A Câmara dos Deputados derrubou nesta terça-feira (10) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que torna obrigatório o voto impresso em eleições, plebiscitos e referendos. Para ser aprovada, a PEC precisava de, no mínimo, 308 votos. Foram 229 votos favoráveis, 218 contrários e uma abstenção.

O projeto de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), previa a inclusão de um parágrafo na Constituição para a impressão de cédulas físicas conferidas pelo eleitor. O tema foi levado ao plenário por Arthur Lira e já foi negado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados na última sexta-feira (6), por 23 votos a 11.  

Confira abaixo como votaram os deputados alagoanos:

Arthur Lira (PP): Não votou

Isnaldo Bulhões (MDB): Não

Marx Beltrão (PSD): Sim

Nivaldo Albuquerque (PTB): Sim

Paulão (PT): Não

Pedro Vilela (PSDB): Sim

Sérgio Toledo (PL): Não

Severino Pessoa (Republicanos): Sim

Tereza Nelma (PSDB): Não

O deputado Isnaldo Bulhões usou as redes sociais para falar mais sobre seu voto. “Num país onde temos milhões de desempregados, a escalada da fome e ainda muitas mortes causadas pela COVID-19, é inaceitável que um tema tão irrelevante como este tenha causado tanta comoção. Nosso sistema eleitoral é considerado um dos melhores do planeta, sendo amplamente revisto e melhorado a cada novo pleito, sendo assim a bancada do nosso partido age mais uma vez com coerência e equilíbrio e diz não ao retrocesso. Precisamos avançar!”, disse na publicação.

Através de post nas redes sociais, Tereza Nelma reforçou seu voto contrário à proposta. “Rejeitamos a PEC do Voto Impresso em Plenário por 229 x 218. Vitória para a democracia, para o Brasil. Não se faz um país melhor com ataques, com coação digital ou qualquer outro tipo de intimidação. Se faz um Brasil melhor com ideias e fatos consistentes. Eleições limpas, já!”, escreveu. 

Já Pedro Vilela afirmou: “A apuração mais segura possível é fundamental para a saúde de qualquer democracia. Tudo é passível de aprimoramento. Por consequência, nossa forma de apurar o resultado das eleições também é. Por isso, votei SIM à PEC 135.”

A proposta é defendida por Bolsonaro, que tem feito ataques sem provas ao sistema eleitoral e ameaçou com a não realização das eleições em 2022 caso não fosse aprovada a matéria.

*Estagiária sob supervisão da editoria

 

Municípios alagoanos registram tremores de terra

Ocorrências foram na cidade de Pão de Açúcar no sábado (7) e em Cajueiro, na segunda-feira (9), segundo laboratório sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte

↑ Pão de Açúcar (Foto: Adalberto Gomes / Cortesia)

Em Alagoas, dois municípios registraram tremores de terra nos últimos dias. A primeira cidade a registrar o tremor foi Pão de Açúcar, no sábado (7) e o caso mais recente foi registrado em Cajueiro, na segunda-feira (9).

As movimentações foram aferidas pelo laboratório sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). No entanto, não existe relatos de moradores destas cidades que tenham sentido as ações do fenômeno

E segundo os dados do Laboratório Sismológico (LabSis), o primeiro tremor teve magnitude preliminar de 1.6 mR e o segundo foi um pouco mais forte, 1.7 mR. Ainda de acordo com o laboratório, os registros aconteceram às 7h20 e 0h40, respectivamente.

O especialistas do LabSis, informaram que firmou uma parceria com a Defesa Civil de Alagoas na última semana para a disponibilização de um link de internet na estação sismográfica operada em Anadia.

Com isso, o estado terá uma conexão que enviará em tempo real os dados da estação para a central localizada na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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Fonte: Da redação com agências

Checado: Vacinas são eficazes contra casos graves e mortes pela variante Delta

Mensagem tenta enganar ao sugerir que contágio após vacinação seria sinônimo de ineficácia de imunizantes

↑ Foto: Agência Alagoas

Circula em grupos do WhatsApp uma lista de notícias sobre pessoas vacinadas que foram infectadas pelo novo coronavírus nos Estados Unidos. A mensagem é enganosa. A leitura apenas das manchetes pode causar uma interpretação equivocada. Uma das matérias apresenta, inclusive, a informação de que 97% das novas hospitalizações e 99,5% das mortes por Covid-19 nos EUA ocorrem entre indivíduos não vacinados.

A mensagem, de origem não informada, tenta causar confusão ao gerar interpretações erradas a partir de informações verdadeiras. O conteúdo satiriza e chama de “neurótico” e “palhaço” quem tomou a vacina. Apesar de circular no Brasil, a lista de links apresenta matérias em inglês, uma tática comum em conteúdos falsos e conspiratórios sobre a pandemia.

“Estudo do CDC mostra que 74% das pessoas infectadas no surto de Covid em Massachusetts foram totalmente vacinadas”, diz uma das manchetes. De fato, a informação procede, mas ela não foi contextualizada. Assim como as outras manchetes, os textos se baseiam em casos de contaminação com a variante Delta.

O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) divulgou no fim de julho, em um relatório semanal, informações sobre um surto de casos de Covid-19 na cidade no Condado de Barnstable, Massachusetts, após grandes eventos públicos. Dos 469 casos relatados, a maioria das pessoas foi infectada pela variante Delta e quase 80% dos infectados imunizados desenvolveram a doença de forma assintomática. Apenas cinco foram hospitalizados e nenhum óbito foi registrado.

O fato de ser infectado não significa dizer que a imunização é falha, como sugere a mensagem que é compartilhada. Pelo contrário, dados divulgados por autoridades americanas, mostram que 97% dos hospitalizados por Covid-19 e mais de 99% das mortes pela doença são entre pessoas que não quiseram ser vacinadas.

O CDC reforçou no relatório que a vacinação “é a estratégia mais importante para prevenir doenças graves e a morte”, mesmo diante das variantes como a Delta, que o órgão de saúde considera “altamente transmissível”. Por isso, recomenda o uso de máscara.

“A infecção por Delta resultou em cargas virais de SARS-CoV-2 igualmente altas em pessoas vacinadas e não vacinadas.  A recomendação de uso de máscaras foi atualizada para garantir que o público vacinado não transmitisse o vírus inadvertidamente a outras pessoas, incluindo seus entes queridos não vacinados ou imunocomprometidos”, comunicou o CDC .

Alagoas Sem Fake

Com foco no combate à desinformação, a editoria Alagoas Sem Fake verifica, todos os dias, mensagens e conteúdos compartilhados, principalmente em redes sociais, sobre assuntos relacionados ao novo coronavírus em Alagoas. O cidadão poderá enviar mensagens, vídeos ou áudios a serem checados por meio do WhatsApp, no número: (82) 98161-5890. Clique para enviar agora.

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Fonte: Agência Alagoas

A história de Bia: O legado que as atletas brasileiras deixam vai além das olimpíadas

Assessoria|

Marta, uma jogadora de futebol alagoana que faz parte da seleção brasileira feminina. Ela foi eleita seis vezes a melhor do mundo pela Fifa e foi às Olimpíadas de Tóquio em busca com as outras jogadoras do tão sonhado título olímpico. Infelizmente não deu, mas o legado que estas atletas deixam vai muito além dessa competição.

A jogadora brasileira é inspiração para a nova geração de meninas que se apaixonam pelo futebol, a exemplo da Anna Beatriz Gomes, a Bia, de 12 anos de idade, que assim como Marta é alagoana. Essa paixão pelo futebol começou quando ela tinha aproximadamente quatro anos. “Quando eu brincava de bola com a minha avó Lourdinha e acompanhava meu pai nos seus jogos, aguardava ansiosa pelo final da partida para brincar de bola com ele no campo, onde dei meus primeiros chutes, passes e toques. Me encantei com o esporte, pois para mim ele representa muita união e trabalho em equipe. É o lugar onde eu realmente me sinto feliz. Para mim, esporte não tem gênero, não importa qual seja”, disse a jovem atleta.

Bia reforça que Marta é sua grande inspiração e gosta muito da história de vida da atleta e do incentivo que ela dá às meninas, inclusive para si. “Gosto muito do jeito que ela luta por igualdade. Para minha família ela é um exemplo de humildade e força, por isso, quando eu me encontrei com ela estava tão surpresa e feliz que não conseguia falar uma palavra, foi realmente um sonho, assim quando ela começou a me acompanhar nas redes sociais, parecia que eu ia explodir de tanta felicidade”.

A mãe da Bia, Anna Fernanda, é uma grande incentivadora da filha. É uma menina que respira futebol e fez todos da família viver esse sonho junto com ela. No começo parecia que era apenas uma fase e que por ser tão apegada ao pai queria algo em comum para dividir seus momentos com ele. Mas, a brincadeira foi ficando séria e fomos percebendo que ela tinha recebido esse presente de Deus que é a vocação, o dom de jogar bola como uma menina. Tentei ginástica e outros esportes, entretanto ao descobrir que no intervalo da escola ela jogava com os meninos futebol com bola de papel não deu mais para impedi-la de viver esse sonho”, revelou a Anna.

A mãe da jovem atleta contou que não é fácil lidar com alguns olhares preconceituosos quando se trata de meninas jogando futebol. “Tivemos muitos medos e preocupações por ela ser menina, driblamos várias vezes o preconceito e a falta de apoio e estrutura na cidade onde moramos em relação ao futebol feminino. Hoje não sinto apenas o orgulho por ter uma filha tão habilidosa para o esporte como também ela passou a incentivar muitas meninas, inclusive de outros lugares do País que falam com ela diariamente pelas redes sociais, que se inspiram nela ou que não tem o apoio que ela tem e que sonham em jogar também. E ela sempre tem uma palavra carinhosa e motivadora para todas que procuram ela. Queremos que ela seja feliz, é apenas uma criança mas muito focada e determinada no que quer apesar de não sofrer nenhuma pressão da nossa parte para ser jogadora, pelo contrário, sempre, quase que diariamente falamos para ela que ela continuará enquanto ela quiser no futebol e ela fala que quer continuar para sempre”.

O sonho da Bia é tão grande que ela quer ir além e mesmo nas dificuldades como todos os pais que querem a felicidade de seus filhos, eles tentam dentro do possível ajudá-la. Recentemente, a Bia foi para São Paulo, onde participou de sua primeira avaliação no Centro Olímpico. Ela continua sendo avaliada e precisará voltar para São Paulo em agosto a fim de concluir o processo e saber se entrará ou não para o time.

Um pai orgulhoso, este é o Thiago Lopes! Ele afirmou que estará ao lado da Bia sempre. “Ela e o futebol feminino me tiraram da depressão e tenho uma gratidão profunda por esse esporte. Sinto que além de ajudar minha filha também consigo ajudar outras mães e meninas com o mesmo sonho.

Orgulho muito grande em saber que minha menina tão pequena tem tanta coragem e determinação para lutar por um esporte que ainda é muito preconceituoso em nosso País. Apesar da pandemia ter prejudicado muito o ritmo de treino das pessoas que praticam o esporte, nela surtiu efeito contrário. Treinou ainda mais em casa, no campo do condomínio para não perder o ritmo e eu sempre apoiando e auxiliando no que aprendi e sei sobre o esporte. Sempre falo que o papel dela dentro do esporte vai além do futebol. Futebol é apenas um detalhe. O papel dela e faz com grande maestria é de inspirar outras meninas a fazerem o que amam, independente do que as pessoas irão dizer ou pensar. Um conselho aos pais, não deixem de apoiar seus filhos, pois os que criticam agora, vão aplaudi-la lá na frente”.

Em uma das mensagens enviadas pela jogadora Marta à sua conterrânea pelas redes sociais foi: “A geração futura já está trabalhando incansavelmente, a Bia é um exemplo disso. Deus te abençoe e que seu caminho seja repleto de sucesso”.

Acidentes de trânsito: culposo ou doloso? Advogado explica a diferença

Redação*|
Acidente na Avenida Fernandes Lima
Acidente na Avenida Fernandes Lima / Foto: Cortesia

Rotineiramente somos noticiados ou presenciamos acidentes no trânsito, como o que ocorreu no último dia 23 de julho, na Avenida Fernandes Lima. Quando o acontecimento leva à morte é natural que a responsabilidade do condutor seja questionada, afinal ele quem causou o acidente. A primeira coisa a ser discutida neste sentido é se o condutor pode ser responsabilizado e qual seria o limite dessa responsabilidade. No Direito penal brasileiro existem duas formas de responsabilizar o responsável pelo fato: dolo (doloso) ou por culpa. 

Leia mais: Motorista invade contramão na Avenida Fernandes Lima e atropela motos; uma pessoa morreu

O professor de Direitiro, Rodrigo Ferro, explica que o dolo ocorre quando o agente tem a vontade de cometer o crime (dolo direto) ou quando assume o rico sem se importar com o resultado (dolo eventual). 

“Dolo, em sua essência é o ato movido pela vontade de praticar o ato criminoso, ou seja, o criminoso age com a vontade de matar, age com a vontade de roubar. No entanto, há outra possibilidade de dolo, é quando o agente não tem a vontade de praticar o ato, mas não se importa se o ato vai ocorrer, esse seria o dolo eventual", explica.

Já a culpa, o agente age faltando com seu dever de cuidado, sendo irresponsável. “A culpa pode ser consciente ou inconsciente. Na inconsciente, o agente é irresponsável, mas não consegue prevê o resultado. Já na culpa consciente, o agente continua até prevê a possibilidade de um possível resultado, no entanto, acredita que ele não vai ocorrer”, continua o professor.

Em se tratando de acidente de trânsito é inevitável que se tenha a culpa e não o dolo. O agente age com irresponsabilidade (seja ao dirigir em alta velocidade, ao ultrapassar um sinal vermelho ou ao beber e dirigir) e deve ser punido. “No caso da direção sob o efeito de álcool, temos algo até mais específico no direito brasileiro, pois temos uma qualificadora da culpa lá no código e trânsito, e a pena que seria de 2 a 4 anos por prática de homicídio culposo na direção de veículo automotor muda para 5 a 8 anos de prisão”, finaliza Rodrigo.

*Com Unit AL

Sertões promete disputa intensa nas Motos e Quads. Prova volta a valer pelo Mundial

Maior rally das Américas volta a fazer parte do calendário do Mundial FIM

↑ Largada acontece dia 13/08 da Praia da Pipa (RN) (Foto: Donizete Castilho)

Como maior rally das Américas, o Sertões, por si só, é um desafio único para quem o encara, pelas distâncias, variedade de terrenos e o nível técnico elevado. Para as motos e quadriciclos, a edição 2021 da prova, entre 13 e 22 de agosto, traz um tempero a mais: volta a valer pelo Mundial de Rally Cross-Country FIM depois de sete anos. Com isso, vencê-la será sinônimo de triunfo numa etapa do principal campeonato da modalidade. Nos 3.615km de percurso por sete estados do Nordeste, a promessa é de uma prova intensa e bastante técnica, exigindo da navegação e do equipamento. No total, são 65 Motos e 3 Quads na disputa.

Se candidatos à vitória são vários, o favoritismo não pode fugir do vencedor de 2020. O catarinense Ricardo Martins (Yamaha IMS Rally Team) mostrou ser um piloto completo numa edição em que a chuva e a lama trouxeram condições complicadas para a caravana. Desta vez, no entanto, ele terá um rival à altura também no próprio time. Bastante experiente com resultados de destaque nas principais provas de rally cross-country, o francês Adrien Metge viu a participação no ano passado frustrada pelo diagnóstico positivo de Covid-19. Desta vez acelera para se tornar mais um estrangeiro a vencer a prova (o quarto depois de Cyril Despres, Marc Coma e Paulo Gonçalves).

A principal oposição às motos azuis vem das máquinas vermelhas da Honda. A equipe alinha três nomes capazes de levar na geral, a começar pelo maior vencedor da história do Sertões, Jean Azevedo (sete títulos). O gaúcho Gregório Caselani, melhor em 2016, está de volta, depois de uma lesão o tirar da edição 2020. E o paulista Júlio Zavatti, o Bissinho, mostrou em sua primeira chance com uma moto da principal categoria estar pronto para brigar pelo alto do pódio (vice-campeão ano passado).

Por falar em nome que ganha espaço na disputa, o também paulista Vítor Siqueira está de volta. No ano passado, em sua estreia, ele foi a revelação, com um ritmo consistente e sem erros. Foi bem além do primeiro objetivo, que era vencer na classe Maratona (que não permite a troca do motor e outros componentes) e concluiu o desafio como o terceiro melhor na geral.

Self by Motul

Mais uma vez a categoria Self by Motul será uma atração à parte. Nela, os 11 inscritos são os únicos responsáveis pela manutenção das máquinas, num clima em que a camaradagem é tão grande quanto a rivalidade. Melhor em 2020, o mineiro Marco Antônio Pereira volta para buscar o bi, mas não terá facilidade.

Três mulheres alinham no pelotão. Moara Sacilotti larga para sua 22ª participação. Laura Lopes, da Guiana Francesa, está de volta, depois de completar a prova no ano passado. E Janaína Fagundes de Souza está inscrita na Self by Motul.

Quads

Nos quadriciclos, Marcelo Medeiros, atual campeão e dono de quatro títulos do Sertões terá pela frente dois dos maiores nomes da modalidade, o que promete um rally emocionante. Vencedor da prova em 2010 (quando também valia pelo Mundial), o polonês Rafal Sonik está de volta. E o campeão do Dakar 2021 também se junta à caravana. O argentino Manuel Andujar larga de Pipa em busca de uma vitória que tornaria sua temporada ainda mais impressionante.

O que eles disseram:

Ricardo Martins

“Estou muito bem fisicamente, a moto bastante ajustada e a equipe preparada. Estamos em um ritmo bom, corremos outras provas na temporada. O Sertões deste ano vai ser diferente, com um piso diferente por ser todo disputado no Nordeste, mas não existe Sertões fácil. Vou batalhar pela vitória mais uma vez. Vamos pra cima!”

 Júlio Zavatti, o Bissinho

“A prova será dura e difícil. Estou muito feliz e preparado para encarar novamente esse desafio. Me dediquei bastante e chego muito focado e cheio de vontade”.

 Jean Azevedo

“As etapas este ano não serão tão longas, mas os dias prometem ser intensos e disputados. Do roteiro, a etapa chave será o primeiro dia da Maratona, com chegada em Xique Xique, em que teremos muita areia. Treinamos intensamente para chegar bem preparados a mais esse desafio, que é o principal da temporada”.

 Marcelo Medeiros

“Todo ano é um rally diferente. A logística ficou muito boa com deslocamentos mais curtos e em uma região com piso que gosto de pilotar, mais arenoso e bem técnico. Não vejo a hora de acelerar!”

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Fonte: Assessoria

Estou vacinado. O que muda com a chegada da variante delta do coronavírus?

Ítalo Timóteoagosto 10, 2021

 

O aumento recente de casos em países que já viam a flexibilização total no horizonte, como Estados Unidos e Inglaterra, acende um alerta para o afrouxamento de regras no Brasil.

 


 

A vacinação no Brasil avança a passos largos, com centenas de milhares de brasileiros recebendo a primeira ou a segunda dose das injeções contra a Covid-19 todos os dias. Com a chegada da variante delta ao país, porém, especialistas afirmam que é preciso cuidado, principalmente com indivíduos não imunizados ou imunizados de forma parcial. O aumento recente de casos em países que já viam a flexibilização total no horizonte, como Estados Unidos e Inglaterra, acende um alerta para o afrouxamento de regras no Brasil.

Os temores em relação à delta foram confirmados em um relatório interno do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) norte-americano, divulgado recentemente, que compara a transmissão dessa variante à da catapora. Um outro estudo, ainda sem revisão por pares, indica que a delta gera uma carga viral 1.260 vezes maior do que a cepa original.

Além disso, a proteção contra a delta só é desenvolvida após 15 dias da aplicação da segunda dose das vacinas em uso hoje no Brasil.

Veja abaixo o que os especialistas dizem sobre como se proteger, quais medidas tomar e o que é possível fazer ou não, mesmo após as duas doses da vacina, frente ao risco de infecção pela variante.

Se estou vacinado, por que devo me preocupar com a variante delta?

As vacinas não garantem 100% de eficácia contra o coronavírus Sars-CoV-2 –nenhum imunizante ou medicamento tem esse poder. Assim, a alta circulação do vírus no Brasil e as novas variantes fazem o risco de infecção crescer. Em países com mais de 60% da população imunizada, como é o caso da Inglaterra, de Israel e dos EUA, os casos voltaram a subir em julho após meses de queda. Essa alta é atribuída à variante delta.

A maioria dos novos casos foi registrada em indivíduos não vacinados. Nos EUA, por exemplo, os estados que tiveram maior alta são também os que apresentam a menor taxa de indivíduos completamente imunizados, e mais de 97% dos novos casos surgiram em pessoas não vacinadas. Infecção em indivíduos totalmente imunizados, apesar de rara, ainda pode ocorrer. Isso porque a maioria das vacinas desenvolvidas até agora protege contra os sintomas, o agravamento do quadro ou o óbito pela doença, mas não tem o poder de conter totalmente o contágio em si.

Qual é o risco real de contrair Covid mesmo após a imunização completa? Esse risco aumenta com a variante delta?

Segundo Esper Kallás, infectologista e professor da Faculdade de Medicina da USP, as vacinas contra a Covid-19 oferecem alto grau de proteção, que é mantida para quadros graves da doença e mortes, mas há um leve escape na proteção oferecida contra contágio pela variante delta. Um estudo recente publicado na revista científica Nature mostrou que a efetividade das vacinas para bloquear a entrada do vírus nas células é reduzida, mas ainda fica acima de 60% após duas doses da Pfizer/BioNTech e da Oxford/AstraZeneca. Já um artigo recente publicado no periódico The New England Journal of Medicine indica que, após apenas uma dose da vacina dessas fabricantes, a proteção por resposta humoral (de anticorpos) cai de 49% para 30,7% e, com as duas doses, de 93,7% para 88%, no caso da Pfizer, e de 74,5% para 67% com a Oxford/AstraZeneca.

Esses dados mostram que, apesar de ser menos frequente, a infecção após imunização completa, conhecida como escape vacinal, ainda pode ocorrer. Em geral, contudo, os sintomas tendem a ser mais brandos.

"A pessoa pode ter uma infecção por Covid com nariz escorrendo, um pouquinho de febre que vai embora. O fundamental é pensar que a vacinação é uma estratégia coletiva, não individual, e quanto mais pessoas tivermos vacinadas na comunidade, maior será o grau de proteção geral", diz Kallás.

A máscara é útil contra a variante delta?

Especialistas afirmam que, independentemente do tipo de variante em circulação, as medidas de proteção devem permanecer as mesmas, isto é, distanciamento social, uso correto de máscaras, higiene das mãos e vacinação.

Para Vitor Mori, físico e pós-doutorando da Universidade de Vermont e membro do Observatório Covid-19 BR, o foco não deveria ser a variante em si, mas o possível aumento no número de novos casos e hospitalizações.

"Com relação à delta, é fundamental entender que as medidas de prevenção não mudam e que tudo o que fazíamos antes continua funcionando. Temos que redobrar o cuidado de prevenção dentro do que é factível", diz.

Mesmo pessoas vacinadas com as duas doses devem continuar usando as máscaras até que toda a população esteja vacinada, afirma a imunologista Cristina Bonorino. Além disso, ela lembra que já há um consenso na comunidade científica que as máscaras do tipo PFF2 são as que oferecem a melhor proteção e devem ser priorizadas, sobretudo em espaços fechados.

A variante delta interfere nos planos de voltar a frequentar espaços fechados, como bares, restaurantes, academia e salas de aula?

Espaços fechados ampliam o risco de contágio porque uma pessoa infectada que esteja no ambiente pode liberar o coronavírus em partículas menores que ficam suspensas o ar.

"Em ambientes fechados e sem ventilação, é possível ter essas partículas como nuvens no ar, o que favorece a transmissão, principalmente quando se tem máscaras de baixo poder de filtração", afirma Raquel Stucchi, infectologista e professora da Unicamp.

Recentemente, o CDC reorientou a população a utilizar máscaras de proteção em locais públicos e fechados devido ao aumento no número de infecções pela delta.

A recomendação é preferir espaços abertos, bem ventilados, com distanciamento social e uso de máscaras de qualidade, coo as do tipo PFF2.

Em locais em que é preciso tirar a máscara para se alimentar, como restaurantes e bares, é recomendado ficar em local aberto. Também é importante manter distanciamento social de outras pessoas e pôr de volta a máscara sempre que possível para evitar exposição desnecessária.

Como me proteger da delta em ambientes abertos?

Espaços abertos criam risco bem menor se comparados a locais fechados, mas a alta capacidade de propagação da delta altera esse cenário. "Nós já temos várias descrições sobre transmissões [pela delta] em ambientes abertos, algo que antes era desprezível para outras variantes", diz Stucchi.

A recomendação, então, é sempre utilizar máscaras, manter o distanciamento social e higienizar as mãos mesmo em locais abertos e bem ventilados. Nesses casos, além das máscaras de alto poder de filtração, é possível utilizar duas máscaras, sendo uma cirúrgica por baixo de uma de pano, para evitar infecções ao ar livre.

É seguro viajar de avião? Devo evitar o lanche oferecido e ficar de máscara durante todo o voo?

Segundo Stucchi, mesmo que os aviões contem com sistemas de renovação de ar que diminuem o risco de transmissão, desde o início da pandemia existem casos de infecção em viagens aéreas.

É importante sempre utilizar máscaras com alta capacidade de filtragem e retirá-la somente em situações de extrema necessidade.

Tendo em vista que a variante delta pode levar somente alguns segundos para entrar no organismo, é necessário considerar o comportamento de outros passageiros ao redor para avaliar o risco.

Quão seguros são ônibus, trens e metrôs para pessoas vacinadas?

Pessoas completamente vacinadas podem ser reinfectadas, mas raramente desenvolvem formas críticas da doença. Segundo o CDC, somente 0,1 a cada 100 mil pessoas imunizadas que são infectadas devem desenvolver um quadro que demande hospitalização. No caso de ônibus, metrôs e trens, os principais pontos que devem ser levados em consideração são a vacinação dos passageiros, máscaras adequadas, ventilação do ambiente, o tempo nesses meios de transporte e a quantidade de pessoas.

Para Stucchi, um ônibus com as janelas abertas é mais seguro que um metrô com pouca circulação de ar. "No entanto, se você utiliza o metrô, mas por um período curto de tempo, como de uma estação para outra, o risco vai ser pequeno", afirma.

Posso encontrar meus amigos e familiares? Qual a forma mais segura? Posso abraçá-los?

Caso seja indispensável, o ideal é encontrar outras pessoas em ambientes abertos, bem ventilados, com todos utilizando máscaras de boa qualidade e mantendo distanciamento social.

Contatos próximos, como abraços e beijos, com pessoas que não moram na mesma casa não são recomendados. Segundo Stucchi, evitar essa aproximação é mais necessário entre pessoas de grupo de risco ou que já tenham sido imunizadas há mais de seis meses.

Após ter tomado as duas doses, posso encontrar pessoas não vacinadas ou não totalmente imunizadas?

As recomendações de proteção são as mesmas: preferir espaços abertos e ventilados, usar máscaras de boa qualidade, manter distanciamento e sempre higienizar as mãos.

Pessoas vacinadas podem se infectar novamente por qualquer variante e transmitir o vírus para quem não se vacinou. Como a delta tem uma taxa de transmissão mais alta, a chance de uma pessoa vacinada se infectar e contaminar alguém ainda não imunizado existe e preocupa.

Estudos preliminares em alguns países, como Canadá e Escócia, indicam que a delta pode ser responsável por quadros mais graves da Covid-19 em pessoas ainda não vacinadas.

Mas, segundo o infectologista Esper Kallás, é difícil avaliar esses dados considerando populações como um todo. "O que sabemos é que há uma aceleração na cadeia de transmissão das pessoas infectadas com delta em relação às outras variantes", diz.

E se eu perder o prazo para tomar a segunda dose, perco o efeito da vacina?

A maioria das vacinas contra Covid-19 disponíveis foram desenvolvidas para garantir proteção total com duas doses e apresentam intervalos diferentes para aplicação entre elas. Porém, devido à escassez de doses em algumas cidades, algumas pessoas podem tomar a segunda dose fora do prazo.

Segundo Kallás, a perda do prazo da segunda dose não elimina o efeito da vacina, pois sempre haverá algum grau de proteção. Ele ressalva, porém, que o grau de proteção com apenas uma dose é menor contra a variante delta.

"Quão menor vai ser essa proteção ou qual o risco inerente não temos como calcular, porque não é um fator único, depende de quanto risco aquele indivíduo tem. É claro que uma pessoa mais idosa, com maior predisposição a desenvolver doença grave, com algum tipo de imunodeficiência, vai ter um maior risco. Isso vai depender também [do nível da] taxa de transmissão naquela comunidade", diz.

Kallás defende que haja uma avaliação por parte dos gestores sobre evetual antecipação do calendário das pessoas que receberam apenas uma dose, permitindo que sejam imunizadas totalmente.

Se a delta é tão contagiosa, faz diferença eu me vacinar?

A variante delta continua sendo o mesmo vírus que causou a pandemia, com a mesma capacidade de infectar e invadir as células do hospedeiro, diz a imunologista Cristina Bonorino. A diferença é que a delta consegue driblar a proteção conferida pelos anticorpos, seja por infecção natural, seja por vacinação.

"Em uma pessoa que se infecta com a variante delta, ela consegue burlar a resposta imune muito mais rapidamente, o que faz com que mais cópias do vírus sejam produzidas no organismo, aumentando a chance de aquele indivíduo transmitir o vírus", diz.

No entanto, apesar de haver maior probabilidade de pessoas vacinadas transmitirem o vírus, Bonorino reforça que as vacinas protegem contra quadros graves da Covid. Dados recentes divulgados pelo CDC mostram que a incidência de mortes em vacinados nos Estados Unidos é de 0,04 a cada 100 mil indivíduos, enquanto a mesma taxa é de 0,96 para cada 100 mil nas pessoas não vacinadas (ou 25 vezes maior).

Como eu sei se estou infectado com a delta?

A variante delta já está com transmissão comunitária em diversos estados do país, embora a falta de sequenciamento genômico em massa e uma ação coordenada nacional dificultem saber qual a sua participação nos novos casos. Na última quarta-feira (4), a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro afirmou que a delta corresponde a 45% das amostras analisadas na capital e 26% das do estado. Em São Paulo, um boletim divulgado pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) apontou a delta em 23,5% das amostras sequenciadas no instituto.

Segundo Kallás, da USP, essas porcentagens não devem balizar estratégias de diagnóstico individual. Até o momento, a identificação da delta e de outras variantes é feita em laboratório por sequenciamento genético ou com a utilização de testes específicos.

De todo modo, quanto mais aumenta a frequência de uma variante na população, maiores são as chances de os novos casos confirmados decorrerem dela.

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