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Sexta, 03 Janeiro 2020 17:54

Abaixo-assinado tenta barrar reajuste na tarifa de ônibus em Maceió Destaque

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Abaixo-assinado tenta barrar reajuste na tarifa de ônibus em Maceió

Manifestações estão marcadas para segunda (6), na intenção de impedir que tarifa do transporte público na capital alagoana aumente

↑ Para Antônio Rodrigo, valor atual é alto, tendo em vista o tempo curto do percurso e a má qualidade dos ônibus ofertados para os cidadãos (Foto: Edilson Omena)

Há dois anos, a capital alagoana não registra aumento na passagem do transporte coletivo, já considerada abusiva no atual valor de R$ 3,65. Por isto, diante da aprovação do reajuste para R$ 4,10 por parte do Conselho Municipal de Transporte de Maceió, manifestantes contra o valor da tarifa promovem ações desde a semana passada para impedir o acréscimo. A primeira delas está sendo o recolhimento de assinaturas para impedir o acréscimo.

Antônio Sabino, diretor de Educação e Formação Comunitária da Federação das Associações de Moradores e Entidades Comunitárias de Alagoas (Famecal), explicou que membros da entidade passaram pela Rua do Comércio, principal via de acesso aos ônibus em Maceió, coletando assinaturas do abaixo-assinado, junto à população.

“Mas não parou por lá, a intenção é na próxima segunda-feira, dia 6, fecharmos vários pontos de acesso do transporte coletivo para chamar a atenção dos passageiros e sociedade em geral contra o aumento da passagem”, avisou Sabino.

Segundo ele, o documento coletivo será encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE), ao Ministério Público de Contas de Alagoas (MPC/AL), Câmara Municipal de Maceió, Defensoria Pública e ao Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas (TJ/AL), solicitando que as autoridades impeçam o aumento considerado ‘abusivo’ da passagem de ônibus da cidade de Maceió.

PONTOS DE BLOQUEIO

A população maceioense deve ficar atenta quanto aos pontos de bloqueio na próxima segunda-feira (6), diante do protesto que tem previsão para começar às 7h. O Terminal de Ônibus do Benedito Bentes estará fechado. Como também a Avenida Durval de Góes Monteiro, nas imediações da Bomba do Gonzaga, em frente à Escola Rotary. Outro local que será bloqueado é a Avenida Major Cícero de Góes Monteiro, no Mutange, em frente ao Campo de CSA. Também o Terminal de Ônibus do Conjunto Residencial Graciliano Ramos também.

Além da Avenida principal do Clima Bom 2, a rodovia AL-101 Norte estará interditada nas imediações da Garça Torta e entrada do Alto de Ipioca. A avenida principal de acesso ao Aterro Sanitário de Maceió, no Conjunto 1° de Junho, próximo ao Conjunto Carminha, no Benedito Bentes II, também ficará interditada.

Para Antônio Rodrigo Fecci, o valor cobrado é considerado alto para a realidade de Maceió, tendo em vista o tempo curto do percurso e a má qualidade dos ônibus ofertados para os cidadãos. “A frota não traz nenhum conforto, sem falar no tempo que se passa aguardando o transporte. Para falar a verdade, para se ter um valor justo teria que trabalhar na qualidade dos serviços, além da Prefeitura de Maceió cair em campo para fiscalizar os clandestinos e lotação”, pontuou.

“Não preciso tanto andar de ônibus, porque trabalho em dias alternados, mas quem precisa de ônibus todos os dias, sofre bastante com o descaso e acaba recorrendo ao transporte ilegal”, opinou.

Yara Costa também concorda com Antônio. Embora ela seja estudante e só pague meia passagem, diz que acha cara e concorda com a permanência em R$ 3,65. “O trabalhador sofre, porque não é somente passagem, são muitas despesas, muitos vivem de aluguel, tem alimentação, escola de filhos, saúde, tudo isso encarece no orçamento. Para se cobrar por um transporte caro é mais digno primeiro investir em qualidade das estradas e do transporte”, colocou.

Aumento representaria um índice de 12% no valor atual

Yara Costa também avalia que o valor atual da passagem é alto e concorda com o não reajuste (Foto: Edilson Omena)

No dia 26 de dezembro passado, o Conselho de Transporte Municipal aprovou os cálculos da nova tabela paramétrica realizada por uma empresa de consultoria contratada pela Prefeitura de Maceió, que sugere o aumento de R$ 3,65 para 4,10 no preço da passagem de ônibus na capital, representando um reajuste de 12,16% no valor que é cobrado atualmente. Foram dez votos favoráveis e três contrários ao aumento.

Durante a reunião extraordinária, as entidades favoráveis ao aumento citaram a diminuição do número de passageiros e o aumento das gratuidades como fatores importantes para a elevação no preço da passagem. Para eles, o custo deveria ser subsidiado entre estado, município e sociedade.

O presidente da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), Antônio Moura, falou na ocasião que o aumento só ocorreria se a frota de ônibus fosse renovada em 2020, a partir deste mês de janeiro.

Duas mil assinaturas foram contabilizadas até esta quinta (2)

 

O diretor da Famecal disse que foram contabilizadas até o momento cerca de duas mil assinaturas, mas a coleta segue na próxima semana. “Segunda-feira, faremos um grande ato pelas ruas do Comércio da capital e em vários bairros da cidade, a exemplo do Conjunto Graciliano Ramos, Grota do ‘Andraújo’ e Conjunto 1° de junho, no Clima Bom 2. Várias comunidades vão buscar assinaturas”, mencionou Antônio Sabino.

Para ele, embora o número já seja bastante expressivo, a quantidade de assinaturas deve ser significativa para a Câmara de Vereadores de Maceió e para o Tribunal de Justiça.

Movimento colhe assinatura de usuários do transporte coletivo (Foto: cortesia)

“Queremos juntar o máximo possível de assinaturas para protocolar na Câmara de Vereadores de Maceió. Caso o prefeito Rui Palmeira dê o aumento, a Famecal vai entrar com uma ação na Justiça”, emendou.

O representante da Famecal frisou ainda que os advogados da Federação já estão trabalhando na causa. No entanto, a luta continua nas ruas e nos locais de moradias, sobretudo em toda periferia de Maceió, onde os cidadãos mais precisam de condução para o seu deslocamento.

A Famecal defende a manutenção do atual valor da tarifa de transporte coletivo de Maceió, em R$ 3,65 e conta com o apoio da Confederação Brasileira das Federações de Associações de Moradores e Entidades Comunitárias (Confamec). Em alguns momentos a Federação trava luta conjuntamente com o Movimento Estudantil que compõem o Comitê Pela Redução da Passagem de ônibus de Maceió.

A Prefeitura Municipal de Maceió por meio da assessoria de comunicação informou que o prefeito Rui Palmeira ainda não tomou a decisão acerca do reajuste, bem como não disse qual seria a previsão para sancionar o reajuste da passagem.

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Fonte: Tribuna Independente / Ana Paula Omena

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