O CRIME E O BAITOLA
FÁBIO CAMPOS
Ao acessarmos um site de notícias, ou mesmo qualquer página das redes sociais, nos dias atuais. Se o assunto tratar de algum sinistro, e se o texto fizer uso de palavras como: “arma de fogo”, “facada”, “estupro”, “presos” etc. Uma particularidade é observada. Estes e outros termos afins, são, digitados com uso de outros caracteres, tipo: “4rm4 dE f0g0”,“f4c4d4”, “esTvpr0”, “pr3s0s”.
Por que isso acontece? De acordo com a enciclopédia da rede mundial de computadores, o motivo pelo qual, os sites de notícias estão alterando palavras, e até substituindo por outras, seria para: “evitar restrições nas redes sociais.” Esta seria a causa principal. Por exemplo, se um indivíduo foi “executado”, este termo é substituído por “desvivido”; a palavra “drogas”, digitada com outros caracteres: “dr0g4s”, “narco”, palavra formada por derivação, e que vem de “narcotráfico”, é escrita assim: “n@rco”. O próprio termo “crime” chega-se ao cúmulo de se discriminar, se digitando dessa forma: “cr1m3” Essa prática, é conhecida, no meio midiático, como “algospeak” [linguagem algorítmica], uma forma de driblar os algoritmos das redes sociais, e, com isso aumentar o tráfego das publicações.
Mas, afinal o que seriam algoritmos? E por que precisamos criar artifícios, na escrita das palavras dos nossos idiomas para “driblá-lo”, ou “enganá-lo”? Se, não fomos nós mesmo que os criamos? A enciclopédia mundial, respondeu-me, através de I.A. claro! É um longo texto que resumimos: “Algoritmo é um conjunto de instruções sequenciais, bem definidas e finitas que são seguidas para resolver um problema, ou realizar uma tarefa específica.”
Pronto. Dei-me por satisfeito, só com essas duas linhas da explicação. Com relação ao tema abordado, entendi que os algoritmos estão programados para restringir, dificultar ou simplesmente barrar, qualquer conteúdo que use termos relacionados a crime e a violência. Essa semana, vi uma página no Instagram, um vídeo de um professor, que falava sobre, palavras que estão sendo problematizadas, exclusivamente pelo uso e contexto, e acho que tem tudo a ver com isso.
Dizia ele, a respeito da palavra “Denegrir”, atualmente sugere-se que se evite o uso, por ter se tornado um termo racista. O que é um absurdo. A etimologia do termo diz que vem do Latim, “denigrare” significa literalmente “tornar escuro” ou “escurecer”. Usada nos primeiros séculos d.C. nas academias de artes, na pintura de quadros. O sentido figurado de associar ao fato de “manchar a reputação de alguém” é algo recente, remete ao século XVI. E mais recente, século XX, o estereótipo negativo que liga a cor da pele.
De onde vem o termo crime? “Vem do Latim “crimen” que significa “acusação” ou “pecado mortal”. Essa palavra tem raízes no verbo latino “cernere”que significa “decidir” ou “flitrar” e está ligada a idéia de discriminar ou distinguir algo. A partir do século XIII “crime” começou a se referir a infrações das leis de Deus. E posteriormente a ações consideradas maldades ou transgressões.
“Discriminação, do Latim “discriminatio”, significa “separação” ou “distinção” refere-se a ações que tratam indivíduos de maneira desigual com base em características pessoais. Significado atual: é entendida como uma ação preconceituosa, que resulta em tratamento desigual de indivíduos ou grupos, com base em características de raça, gênero, orientação sexual, religião nacionalidade, entre outros. Essa prática é considerada uma violação dos direitos humanos.”
Origem da palavra Baitola. Confesso, caros leitores, que sempre conheci a origem desse termo que associado a um relato folclórico. Durante a construção das primeiras ferrovias no estado do Ceará, um engenheiro britânico chamado Francis Reginald Hull que supervisionava os trilhos, ao pronunciar o termo “bitola”, na sua língua de origem, e com sotaque dizia: “baitola”. Os trabalhadores cientes de sua homossexualidade, passariam a chamá-lo por esse termo.
Através do Instagram, acabei de descobrir que existe, outra versão, e que me parece, fazer mais sentido. “Pode ser que tenha raízes no Tupi, através da palavra “baito” que designava um espaço reservado a jovens indígenas, que eram separados para aprendizado, e convivência exclusivamente masculina. Com o acréscimo do sufixo “la” ou “lo”.” Para os que ali viviam tal experiência de iniciação, do jovem índio à vida adulta. Significado hoje: Baitola, é termo pejorativo, no português brasileiro, em determinadas regiões, especificamente no nordeste, usado para se referir a um homossexual passivo, conforme dicionários como Michaelis e Houaiss.
Outros assuntos. O termo “torcer”, no futebol. Surgiu no Brasil, no início do século 20. Ele está ligado à presença feminina nas arquibancadas. As mulheres iam aos estádios, em trajes de passeio que incluía grandes chapéus, longos vestidos, e luvas. Durante os jogos, em momentos de tensão, elas descalçavam as luvas, e começavam a torcer essas peças do vestuário. O gesto tornou-se reconhecido e popularizado pelo escritor Henrique Coelho Netto. O termo “torcedor” passou a designar todos aqueles que apoiavam seus times de futebol, homenageando, ao mesmo tempo, a participação feminina no esporte. Fonte: copilot search.
COISAS COM NOMES INTERESSANTES. Uns eu já sabia, outros aprendi com a Tathi [no seu Instagram: Curiositathi] RALO VAPORIZADOR: nome do ralinho do cuscuzeiro; EIVA: Rachadura numa xícara de louça; EMETROPIA: O sentido da visão em situação saudável; FOSFENA: Padrão de cores e luzes que vemos quando fechamos os olhos; COLUMELA: Cartilagem que divide as duas narinas; FÍLULA: A marca deixada pela folha depois de caída; TONSURA: O corte de cabelos dos monges e frades, tipo o de São Francisco de Assis; DEFENESTRAR: Atirar com força qualquer coisa, pela janela.
Você saberia conjugar a 1ª Pessoa do Presente do Indicativo destes Verbos? CABER: Eu Caibo; COMPETIR: Eu Compito; GERIR: Eu Giro; MAQUIAR: Eu Maquio; COSER: Eu Coso; DESPIR: Eu Dispo; EXPELIR: Eu Expilo; MOER: Eu Môo; MEDIR: Eu Meço; OUVIR: Eu Ouço; POLIR: Eu Pulo.
UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR
NOMES DE ESTABELECIMENTOS QUE AINDA NÃO EXISTEM [PARTE 2]
Restaurante Vegetariano Na Praia: NAVEGANO
Espetinho do Antonio: ESPETONHO
Papelaria da Larissa: PAPELARISSA
Sushi do Francisco: SUCHICO
FILHA DESNATURADA.
-Pai Sabe A ÚLTIMA DO VESTIBULAR?
-Não. Qual?
-EU.
CONVERSA DE BÊBO.
Tudo que Você Faz depois que Bebe, Não é Mais Você É Uma I.A. Inteligência Alcoólica.
PIADA VELHA.
NO HOSPÍCIO
-O Que Aquele Doido Tá Fazendo Trepado Naquela Corda?
-Ele Disse que é UMA LÂMPADA.
-E por que Não o Tiram de LÁ?
-OXE! PRA Gente Ficar No ESCURO?
BEM VINDO MÊS DE MAIO. MÊS DE MARIA SANTÍSSIMA!




