FNE terá novas atividades prioritárias para financiamento em 2027
EconomiaAssessoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da Sudene 18/08/2026 - 20h 10min Francisco Mota (CGCOM/Sudene)
Conselho Deliberativo da Sudene ampliou de 258 para 329 as atividades prioritárias para financiamento pelo FNE em 2027. Definição incorpora demandas dos estados
Recife (PE) – O Conselho Deliberativo da Sudene aprovou as diretrizes e prioridades para aplicação dos recursos dos fundos regionais nas operações de crédito contratadas a partir de 2027. A principal alteração está no Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), cuja relação de atividades econômicas prioritárias passa de 258 para 329. A ampliação resultou da consulta realizada com os estados que integram a área de atuação da Sudene, que identificaram 71 atividades econômicas consideradas relevantes para o financiamento com recursos do FNE. A decisão ocorreu durante reunião do colegiado realizada nesta sexta-feira (14).
As novidades reúnem atividades de diferentes segmentos da economia regional. Parte das inclusões está relacionada à infraestrutura e à conectividade regional, incluindo atividades econômicas associadas a transportes terrestres, aquaviários e aéreos, telecomunicações, eletricidade, gás e outras utilidades. Outro conjunto está associado à indústria, mineração, construção, comércio e outras atividades produtivas, incluindo obras de infraestrutura, extração de minerais metálicos e carvão mineral, serviços especializados para construção e fabricação de produtos.
Também aparecem, por indicação dos estados, atividades ligadas às características produtivas dos territórios, aos recursos naturais, à agropecuária e à bioeconomia, como produção de sementes e mudas, pecuária, pesca e pós-colheita. Atividades dos segmentos de economia criativa, turismo e cultura também foram representadas, incluindo alojamento, alimentação, atividades artísticas, criativas e de espetáculo, patrimônio cultural e ambiental e produção cinematográfica. A lista contempla ainda segmentos da economia do conhecimento, inovação e serviços especializados, como tecnologia da informação, pesquisa e desenvolvimento científico, engenharia, serviços profissionais e educação.
De acordo com o secretário executivo do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Valder Ribeiro, a ampliação das atividades amplia a alavancagem de projetos nos estados da área da Sudene e fortalece a atividade de segmentos relevantes para a economia regional, como os microempreendedores.
Além da natureza das atividades, as diretrizes do FNE são estabelecidas com base em critérios territoriais para orientar a aplicação dos recursos. Entre eles estão a localização em municípios polo de regiões geográficas intermediárias, com exceção das capitais; a inserção no Semiárido; a localização em microrregiões classificadas como de baixa renda e a presença em regiões que venham a ser definidas como prioritárias pela Nova Indústria Brasil.
Já as diretrizes de aplicação dos recursos para o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) mantêm o foco em atividades econômicas de maior porte ligadas à infraestrutura, inovação e indústria 4.0, energia, saneamento, recursos hídricos, biodiversidade, bioeconomia, entre outros campos. Também permanecem os critérios territoriais semelhantes àqueles previstos para o FNE. A definição das prioridades considera o PRDNE, a PNDR, avaliações dos resultados e impactos do fundo realizadas pela Sudene, avaliações da política regional, relatório de auditoria do TCU e consultas aos estados e às entidades representativas dos setores produtivos.
Ao comentar a atuação da Sudene na definição das diretrizes, o superintendente Francisco Alexandre destacou a relação entre a programação dos fundos e outras agendas de desenvolvimento regional. Além de formular as estratégias que orientam os fundos regionais, o gestor informou que a Sudene acompanha agendas estruturantes para o desenvolvimento da região, como a viabilização de projetos como a Transnordestina, a reforma tributária e os incentivos fiscais”, afirmou.




