8 de março: Alice Portugal diz que fim da escala 6×1 é parte da luta feminina
A Câmara dos Deputados realizou nesta quarta-feira (4) sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Mulher
Publicado 04/03/2026 17:51 | Editado 05/03/2026 15:30

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher (8 de março), a Câmara dos Deputados realizou, nesta quarta-feira (4), uma sessão solene para comemorar a data. Autora da iniciativa, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) destacou que a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho com apenas um de descanso) são parte da luta pelos direitos da mulher.
“A luta pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salário, pelo fim da escala 6×1, faz parte do corolário de luta pelo direito da mulher, que se extenua, tem dupla jornada, sai cedo para o trabalho e volta extenuada e ainda tem que garantir a comida para a família”, diz a deputada.
Para ela, a data não é só de comemorar vitórias, mas também “abre portal de luta permanente em defesa da igualdade e em defesa de direitos”.
“Por isso, mulheres de todas as áreas, servidoras públicas como eu, mulheres operárias, camponesas, mulheres do cotidiano, ambulantes, mulheres das periferias, mulheres negras, as maiores vítimas da violência, nós precisamos erguer a voz e nos unirmos em torno dessas pautas”, convoca.
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Presidente da Comissão dos Direitos Humanos, Alice também observa o alto índice de violência no país.
“A explosão do feminicídio é algo que nos preocupa e foca as nossas ações. São quatro feminicídios por dia. Hoje, os estados com maior índice de registro são São Paulo (227), seguido de Minas Gerais (133) e Bahia (105). Os dados são do ano passado. As principais vítimas são negras, 66,9%, com idade entre 18 e 44 anos”, lamenta.
Segundo ela, o Brasil também registrou estupro a cada seis minutos em 2023. “Foram 83 mil vítimas e uma taxa de 41,4 entre mil mulheres. Esta semana, ficamos estarrecidas com o caso de um estupro coletivo no Rio de Janeiro. É algo extremamente grave que precisa ser esclarecido. Criminosos presos e a vítima redimida. Portanto, a luta pela paz, por uma cultura de paz, passa por orçamento para políticas públicas para mulheres”, defende.
A deputada, que foi criadora do prêmio Mulher na Ciência Amélia Império Hamburger, ainda fez uma homenagem a todas as pesquisadoras em nome da professora Tatiana Sampaio, que lidera a pesquisa da polilaminina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e também saudou as mulheres e os órfãos da Palestina.




