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Coruripe apresenta comissão técnica e elenco para disputa do Brasileirão da Série D

Grupo foi oficialmente apresentado na tarde desta segunda-feira 31, no Gerson Amaral

↑ (Foto: Carlos Azevedo / Ascom AA Coruripe)

Na tarde desta segunda-feira (31), a diretoria da Associação Atlética Coruripe apresentou oficialmente para a imprensa a comissão técnica e o elenco para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série D 2020. Após a apresentação as atividades físicas foram iniciadas pelo preparador Físico Lucas Gonçalves.

O presidente alviverde Francisco Luiz (França da AABB), apresentou primeiro o novo Gerente de Futebol Jorginho Gonzaga que já está comandando as contratações para formação do plantel para o Brasileirão Série D.

Também foram apresentados o técnico Elenilson Santos que estava no Murici. Esta será a quarta passagem dele pelo Hulk Praiano. O preparador físico Lucas Gonçalves que esteve no CSE trabalhará no Coruripe pela primeira vez. O preparador de goleiros Jorge Ferreira, que esteve no Hulk até o encerramento do Estadual, volta ao clube praiano. O massagista Robson também volta após breve passagem nos jogos da retomada do Estadual.

Elenco

Do elenco que disputou o Estadual estão de volta os goleiros Gustavo, Denisson e Gean; o lateral direito Lázaro e o lateral esquerdo João Felipe; os zagueiros Moisés Potiguar e Eduardo Favero; o meia Palhinha e os atacantes Alef Manga, Willian e Everson.

Entre as novidades para a Série D alguns já passaram no futebol praiano, outros estão desembarcando aqui pela primeira vez. Os que voltam a vestir a camisa alviverde são o goleiro Alexandre (ex-Murici); o lateral direito Renato (ex-Itabaiana-SE); o lateral direito Chiquinho Bala (ex-CEO); o volante Jair Amaral (ex-CSE) e o meia Polinho (ex-CEO). Pela primeira vez vão jogar no Hulk o lateral direito João Lucas (Vitória-BA); os zagueiros Marcelo (ex-Globo-RN), Erivelton (ex-Doce Mel-BA) e Rafael Nascimento (ex-Primavera-SP); os meias Tadeu (ex-Murici), Gaspar (ex-Sergipe) e Eduardo (ex-Marília-SP) e os atacantes Alexandre (ex-Atlético-CE), André (ex-Murici), Jean Carlos (CEO-AL) e Leandro Sardinha (ex-CSE).

Amistoso

Durante a preparação para o Brasileiro o técnico Elenilson Santos poderá solicitar ao Gerente de Futebol Jorginho Gonzaga a marcação de um amistoso.

Confira os nomes da comissão técnica e elenco:

Comissão técnica: Técnico: Elenilson Santos / Aux. Técnico: Paulo Sérgio / Preparador Físico: Lucas Gonçalves / Auxiliar de Prep. Física: Thiago Militão / Preparador de Goleiros: Jorge Ferreira / Massoterapeuta: Robson

Elenco: (29 jogadores)
Goleiros: Gustavo, Alexandre, Gean e Denisson;
Laterais: Lázaro, Renato, João Lucas , João Felipe e Chiquinho Bala;
Zagueiros: Moisés Potiguar, Eduardo Favero, Marcelo, Erivelton e Rafael Nascimento;
Volantes: Caio, Jair Amaral
Meias: Palinha, Polinho, Mateus Brito, Tadeu, Gaspar e Eduardo;
Atacantes: Alef Manga, Wilian, Everson, Alexandre, André, Jean Carlos e Leandro Sardinha.

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Fonte: Ascom / AA Coruripe

 
 
 

São Paulo bate o Corinthians com gol nos acréscimos e assume vice-liderança da Série A

Hernanes e Brenner fizeram para o Tricolor; Ramiro descontou

↑ Jogadores do São Paulo comemoram com Brenner (Foto: Rubens Chiri / São Paulo)

Brenner, nos acréscimos do segundo tempo, garantiu a vitória por 2 a 1 do São Paulo sobre o Corinthians na manhã deste domingo, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Antes do jovem são-paulino se tornar herói, Cássio e Tiago Volpi falharam nos gols de Hernanes e Ramiro.

O resultado levou o Tricolor à terceira vitória seguida. O tabu do São Paulo de não perder para o arquirrival no Morumbi desde 2010 pelo Brasileirão também foi mantido. Já o Corinthians conheceu sua primeira derrota em clássico na temporada 2020.

O placar levou o São Paulo à vice-liderança, com 13 pontos, e deixou o Corinthians em 13º, com apenas cinco pontos – com um jogo a menos.

Resumo do jogo

Tiago Nunes e Fernando Diniz iniciaram o clássico com novidades nas equipes. No Corinthians, Ramiro voltou a ser titular, enquanto o São Paulo teve Liziero na lateral esquerda.

O resumo do primeiro tempo foi um domínio completo dos mandantes. Apesar disso, o gol saiu em uma cobrança de falta de Hernanes. Cássio foi pego de surpresa, falhou e viu a bola entrar no meio do gol.

O Timão chegou ao empate depois da parada para hidratação. Cantillo teve tranquilidade para receber uma sobra de bola no meio de campo, girar e lançar para Ramiro. O chute mascado e cruzado do volante também contou com a colaboração de Tiago Volpi.

Na etapa final, com a temperatura na casa dos 29ºC, os espaços apareceram e as substituições deixaram a partida aberta e imprevisível. Tiago Nunes aproveitou para promover a estreia de Rómulo Otero.

No fim, quem se deu bem foi o São Paulo, que chegou ao gol da vitória aos 46 minutos. Brenner, livre dentro da área, cabeceou sem chances para Cássio.

Na próxima rodada, o Corinthians vai encarar o Goiás, na Serrinha, em Goiânia, às 19h15 da próxima quarta-feira. No dia seguinte, o São Paulo vai ao Mineirão para pegar o Atlético-MG às 20h.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 X 1 CORINTHIANS

Local: Estádio do Morumbi, São Paulo (SP)
Data: 30 de agosto de 2020, domingo
Horário: 11h (de Brasília)
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (FIFA-SP)
Assistentes: Neuza Inês Back (FIFA-SP) e Alex Ang Ribeiro (SP)
VAR: Márcio Henrique de Gois (SP)
Cartões amarelos: Luciano, Brenner, Tchê Tchê (SP)

GOLS:
São Paulo: Hernanes, aos 13 minutos do 1T, e Brenner, aos 46 minutos do 2T.
Corinthians: Ramiro, aos 35 minutos do 1T

SÃO PAULO: Volpi; Igor Vinícius, Diego Costa, Léo e Liziero; Tchê Tchê, Sara (Igor Gomes) e Hernanes (Luan); Paulinho Boia (Brenner), Luciano (Toró) e Pablo (Bruno Alves)
Técnico: Fernando Diniz

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Gil, Danilo Avelar e Sidcley; Éderson, Cantillo (Otero), Ramiro (Gabriel), Araos (Luan) e Léo Natel (Gustavo Mosquito); Jô (Boselli).
Técnico: Tiago Nunes.

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Fonte: Gazeta Esportiva

CRB tem agenda de quatro jogos seguidos em Maceió

Marcelo Cabo fala do desgaste do elenco e da importância de somar pontos durante este início do Brasileiro da Série B

↑ Marcelo Cabo está preocupado com o desgaste do elenco do CRB (Foto: Ascom/CRB)

OCRB fez 9 jogos em 25 dias. A preocupação é grande com lesões e cansaço. “Temos um grupo bom. Um elenco homogêneo. Quem está entrando está dando conta do recado”, disse o técnico Marcelo Cabo. O zagueiro Ewerton Páscoa e o volante Claudinei serão reavaliados para o duelo de sábado (22), às 19h, no estádio Rei Pelé contra o Vitória-BA. O lateral esquerdo Igor Cariús ainda fica em tratamento. O atacante Léo Gamalho está com 34 anos e vive uma fase especial no Galo. Marcou o 12º gol na temporada e virou a referência ofensiva do time. Mesmo assim a preocupação com ele é grande.

Após a vitória diante do Brasil (1×0), o centroavante falou como conseguiu furar a retranca do adversário. “A equipe deles, defensivamente, teve momentos de maestria. No segundo tempo, a gente conseguiu achar um espacinho ali e deu tudo certo. Agora é descansar porque depois tem o Vitória”.

Cabo sabe a importância de largar bem no início do Brasileiro. “A nossa busca desde início é pelo G-4. A gente tá sofrendo muito, pagando a conta do título estadual. Mas eu sei que a Série B você precisa largar bem, pontuar, para que a gente possa ter uma competição regular”.

Com a vitória, o CRB chegou a sete pontos, pulou três posições e agora é o sétimo colocado. Terá uma sequência de cinco jogos em Maceió. O primeiro já foi. Agora vem pela frente o Vitória (sábado), depois o Cruzeiro pela Copa do Brasil (quarta, 26), o clássico com o CSA (domingo, 30) e finaliza com o Sampaio Correa (quarta, 2).

“É importante que esse momento que estamos sem viagens possa ser aproveitado bem. Recuperação e trabalhos pontuais. Cada jogo tem seu valor e sua importância e por isso o CRB vai escalar sempre o que tem de melhor”, destacou o dirigente Rodrigo Freire.

DEOLA

A situação do goleiro Deola no CRB ainda está indefinida. Ele espera os resultados dos exames médicos para ser oficialmente apresentado. O clube confirmou a contratação, mas o presidente Marcos Barbosa informou que houve um erro. De acordo com o presidente, o anúncio só poderia ter sido feito após o clube receber os resultados dos exames nos quais o jogador foi submetido. “Pedimos desculpas pelo erro e agora vamos aguardar o resultado da bateria de exames que o Deola fez, inclusive o teste de Covid-19. Nesta semana já teremos uma definição sobre esse assunto”, disse Marcos Barbosa.

O comandante do executivo alvirrubro também informou que o atacante Maurinho não faz mais parte dos planos do clube e que já foi feito um acordo entre as partes. O atleta continua treinando no CT até acertar com uma nova equipe.

Sobre o volante Olívio, o dirigente disse que o departamento jurídico regatiano entrará com um pedido na corte maior do futebol para que o jogador possa ser liberado para treinar em setembro.

 

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Fonte: Tribuna Independente

Futebol e violência contra a mulher durante a pandemia

 

A violência contra a mulher se revela nos gestos, mas também em discursos de normalização como o do técnico Renê Simões

 

Camille Cristina, mestranda em História pela UERJ/FFP, e Daniel Pinha, professor do Departamento de História da UERJ   

Reproduzido dos Jornalistas Livres

Na semana passada, o técnico Renê Simões defendeu o retorno dos jogos de futebol durante a pandemia. O motivo: seria uma forma de acalmar os ânimos dos homens que agridem suas mulheres em casa, diante do estresse causado pelo confinamento. Uma declaração repulsiva, vinda de um ex-treinador da Seleção feminina de futebol. Traz à tona uma realidade incômoda, recorrente no contexto brasileiro: não só o retorno do jogo em plena pandemia de Covid e ascendência de mortes, mas o machismo e a violência contra a mulher no mundo da bola.

Também na semana passada voltou à cena uma das figuras mais representativas da violência contra a mulher associada ao futebol: trata-se de Bruno, ex-goleiro do Flamengo, preso pela participação no assassinato brutal de uma mulher, mãe de um filho seu. Foi noticiado que ele seria usado como “garoto propaganda” de um canil, demonstrando altíssimo grau de violência simbólica contra as mulheres. Ele protagonizou o assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samúdio que, segundo as investigações, teve parte de seu corpo entregue a cachorros como forma de sumir e eliminar evidências de crime.

Além de conviver com a liberdade de Bruno, as mulheres teriam de vê-lo usando sua imagem (ainda com as marcas do ídolo de futebol) para fazer a propaganda de um canil. Um gesto cruel, dura e prontamente atacado por mulheres na internet, que tiveram de se mobilizar para de defender o óbvio, o mínimo, isto é, o impedimento do escárnio contra o corpo da mulher.  

Futebol em tempos de Covid  

Há algumas semanas acompanhamos o movimento de torcidas organizadas nas ruas, com objetivo de se contrapor à escalada fascista e antidemocrática imposta pela extrema direita no país. A defesa da democracia faz parte da história de grandes torcidas desde o contexto da Ditadura Militar. O movimento da Democracia Corintiana, sob a liderança de Sócrates, ganhou destaque nacional no início da década de 80, levando para campo a pauta das eleições diretas para presidente da República e a intensificação democrática na gestão do clube, trazendo os jogadores para o centro das decisões internas.  

O futebol mostrou, nestes casos, seu grande potencial mobilizador de importantes causas nacionais. Na última semana, em meio à pandemia de coronavírus, o futebol profissional masculino voltou ao centro do debate. Em primeiro lugar, pela volta do Campeonato Carioca mesmo com o crescimento das mortes no Rio de Janeiro. Durante o jogo do Flamengo no Maracanã, a maior derrota veio no hospital de campanha instalado a alguns metros do campo de jogo: duas mortes por covid-19.

O prefeito Marcelo Crivella já anunciou a abertura do futebol ao público a partir de 10 de julho, na direção contrária de vários campeonatos realizados na Europa, em países que revelam diminuição de casos e mortes por coronavirus. Na retórica de Crivella e das direções dos clubes que o apoiam, o objetivo é entreter a sociedade carioca e esquecer o vírus; na prática, esta medida cria uma falsa impressão de que “está tudo normal”, trazendo a normalização das mortes para o cotidiano.  

Cultura do machismo e violência contra a mulher na pandemia

Acompanhamos nos últimos anos o crescimento do interesse do público (feminino e masculino) pelo futebol feminino, sobretudo pela Seleção feminina de futebol. A grande imprensa tem sido bem receptiva a essas pautas, tematizando a diferença salarial e a reprodução do machismo em meio à cultura futebolística e esportiva. O programa Globo Esporte, por exemplo, promoveu uma série de reportagens neste ano sobre a cobertura da imprensa no esporte feminino. Ou seja, revelou o quanto a igualdade de gênero não é uma realidade e caminha a passos lentos; ao mesmo tempo, desnaturalizou a questão, mostrando a urgência e necessidade de avanço.

A fala de Renê Simões, portanto, se insere em um contexto de acomodação discursiva de reprodução e normalização do machismo. Nas palavras de Simões, em entrevista à Rádio Central, de Campinas, na última sexta-feira dia 26: “Vamos discutir o futebol como fator social para ajudar as pessoas que estão em casa enlouquecendo. Eu tenho amigos aqui que já se separaram, outros já bateram na mulher, outros batem nos filhos. Estão enlouquecendo. Então, se colocar futebol, pode ser que ajude em alguma coisa.”

Estamos falando de um contexto marcado pelo aumento da violência contra a mulher. Já em março, no início da pandemia, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro registrou o aumento de 50% das denúncias de violência doméstica. Um número que, apesar de assustador, infelizmente sabemos que não é o real, pois muitas mulheres, por inúmeros motivos, não fazem a denúncia.Na fala de Renê Simões a normalização do machismo se faz presente de diversas formas. Em primeiro lugar, considera que o contexto “enlouquecedor” da quarentena criaria uma condição de estresse capaz de justificar a violência contra a mulher. O futebol – e não importa se em tempos de pandemia há exposição da saúde dos atletas nos treinos e jogos – serviria como uma espécie de “circo”, espetáculo, capaz de entreter e “acalmar” ânimos violentos. Como se o público consumidor do futebol fosse só de homens, algo que contraria o crescimento do esporte entre mulheres, que jogam e assistem. Reforça a máxima do “futebol é coisa de homem”, algo ainda mais grave quando proferido por um ex-treinador da Seleção feminina de futebol. Por fim, ele fala de amigos que já separaram, outros bateram… O grau de naturalização da violência é tamanho que ele fala de crimes cometidos por amigos como se isto fosse normal – pessoas próximas, com quem ele tem relação afetiva. Aliás, se ele soube de agressão a mulheres neste contexto de pandemia, por que não denunciou à polícia? Ou será que ele trabalha com a lógica machista de que em “em briga de marido e mulher não se mete a colher”?

Em suma, a violência contra a mulher se revela nos gestos, mas também em discursos de normalização como o de Renê: “Vamos colocar homens correndo atrás de uma bola, para que outros homens assistam e parem de bater em suas mulheres por causa do estresse da quarentena”. Uma atitude que ainda é muito presente, infelizmente, na cultura futebolística brasileira.

Triatleta olímpico comanda projeto social com 11 centros pelo Brasil

Juraci Moreira é idealizador da escolinha Formando Campeões

↑ Juraci Moreira afirma que focar o trabalho com jovens trará resultados no futuro (Foto: Juraci Moreira/Divulgação)

Oano de 2020 está sendo muito especial para o triatlo brasileiro. Além de nomes jovens que seguem conquistando espaço no circuito mundial, como Manoel Messias (de 23 anos e 45º colocado no ranking), Vittória Lopes (de 24 anos e 23ª no ranking mundial) e Luisa Baptista (de 26 anos e 33ª no ranking mundial), o projeto social escolinha Formando Campeões, do triatleta Juraci Moreira, completa cinco anos.

“Era um sonho que tinha para o pós-carreira, oferecer a chance de crianças e adolescentes praticarem esporte de forma gratuita. Estou conseguindo consolidar esse trabalho. Implantamos o núcleo inicial em Curitiba, e hoje já são 11 deles pelo Brasil (7 em São Paulo, 2 em Curitiba e 2 no Ceará). Atendemos 500 crianças, de oito a 16 anos”, afirma Juraci.

“Dá muito trabalho. Mas é uma alegria chegar lá no núcleo e ver o sorriso das crianças e conversar com os pais. A maioria nem sabia o que era o triatlo. E agora estão praticando o esporte. Esse é o maior ganho que tenho nesse projeto. São realidades bem diferentes. No Ceará temos 50 vagas em cada um dos dois núcleos em comunidades carentes. Já no Paraná as necessidades são diferentes. Mas não fazemos nenhuma distinção. É uma soma de conhecimento e uma troca de experiências que vale muito a pena”, declara Jurai.

Atualmente, com a pandemia do novo coronavírus (covid-19), o foco principal da escolinha está no curso de formação de treinadores, que acontece em Curitiba até o próximo 21. “O objetivo é preparar os novos núcleos da escolinha e aprimorar os antigos, deixando tudo pronto para o retorno às atividades presenciais”, diz Juraci Moreira. Também participam da atividade o coordenador do projeto, Ricardo Júnior Cardoso, os professores Ronaldo Mateus, Fábio Marturano, Jéssica Rodrigues, Rodolfo Desinho, Carlos Oliveira e Hélcio Kricky, além do bombeiro Carlos Ernesto Borges de Macedo.

Futuro do triatlo

Apesar de focar o trabalho com jovens dentro do projeto, o ex-atleta diz que, começando cedo, a tendência é que talentos apareçam: “Nosso objetivo não é o alto rendimento. Mas os atletas acabam surgindo de graça. Começando cedo, e de forma séria, com essas crianças o trabalho tem tudo para dar certo”.

Juraci, que esteve nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008, usa o exemplo do próprio Manoel Messias: “Ele é do Ceará e é oriundo de um projeto social. Aos 23 anos, já está praticamente classificado para os Jogos de Tóquio. É um caminho parecido com o meu. Fui para os Jogos de Sydney com 20 para 21 anos. A Luísa e a Victória Lopes também são jovens e estão quase classificadas também. Isso mostra que o trabalho da base vem sendo bem-feito”.

Ele usa a própria experiência para ressaltar a importância desse apoio. “O funil no alto nível é muito estreito. Só os 50 melhores do mundo chegam à Olimpíada. Realizei o meu sonho com 20 para 21 anos, e me mantive no topo por quatro ciclos, já que estive até a última seletiva para os Jogos de Londres. Também foram 15 anos de circuitos mundiais. Foram muitos momentos incríveis. Mas tive o apoio de muitas pessoas e quero ser lembrado por esses jovens como o cara que os ajudou a ter sucesso no esporte”, declara.

Em relação aos resultados dos brasileiros no ano que vem, Juraci considera que um top 10 seria algo a ser extremamente comemorado: “A equipe é bem jovem. O auge deles não deve ser agora. Acredito muito que, para Paris 2024, a equipe estará ainda mais forte”.

A principal novidade desse ciclo é a estreia da prova do revezamento misto. Com o trio Manoel, Vittória e Luisa já bem encaminhado, o país precisaria de mais um homem para fechar o time. E Juraci tem uma aposta: “O Kauê Willy. É um garoto também. Tem 24 anos. Torço muito para que ele consiga chegar lá. É meu conterrâneo aqui de Curitiba, saiu do meu projeto social. Mas ainda faltam algumas etapas para o fechamento do ranking, e ele precisa se manter bem. Ele treina com o meu técnico, o Homero Cachel, que me acompanhou na Olimpíada. Tomara que dê certo”. Confirmando essa participação do revezamento misto, o Brasil repetiria o feito do time de Sydney 2000: “Com algumas alterações nas regras e no número de atletas, o Brasil só levou 3 homens e 3 mulheres naquela oportunidade. Poder repetir isso agora seria espetacular”.

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Fonte: Agência Brasil

Justiça determina penhora de premiação do Corinthians por vice do Campeonato Paulista

Processo movido por faculdade resulta em bloqueio de R$ 1,5 milhão

↑ Jogadores do Corinthians durante as cobranças de pênaltis na final do Paulistão (Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians)

Se não bastasse perder o título paulista para o rival Palmeiras, o Corinthians também não conseguirá embolsar o valor total da premiação pelo vice-campeonato estadual.

Em decisão proferida na última terça-feira, o juiz Fernando Luis Nardelli, da 3ª Vara Cívil de São Paulo, determinou a penhora de R$ 1,59 milhão que o Timão tem a receber da Federação Paulista de Futebol pela segunda colocação.

O bloqueio judicial é devido a um processo movido pelo Instituto Santanense de Ensino, a mesma faculdade que em 2018 e em 2019 conseguiu a penhora da taça do Mundial de Clubes de 2012.

O Corinthians ainda pode recorrer da decisão. Procurado por meio de assessoria de imprensa, o clube não se manifestou até a publicação dessa reportagem.

A Federação Paulista de Futebol paga R$ 1,65 milhão ao vice-campeão estadual. Assim, num primeiro momento, o Timão só deve ficar com aproximadamente R$ 60 mil.

A disputa judicial entre as partes começou em 2008, quando o Instituto Santanense de Ensino acionou o Corinthians na Justiça com o argumento de que o clube dificultava o acesso a alunos e funcionários a um campus que funcionava no Parque são Jorge.

Na primeira decisão, de 2010, o clube foi condenado a indenizar a instituição em R$ 2,48 milhões. Desde então, o valor passou por correções.

Além da taça do Mundial, a faculdade tentou bloquear rendas de bilheterias, da venda de Rodriguinho e a premiação pelo vice-campeonato da Copa do Brasil de 2018.

Quando o troféu foi penhorado, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, reclamou de que se tratava de uma “ação midiática” da instituição que processa o clube.

O Timão obteve uma liminar suspendendo a penhora da taça, no fim de 2018. Após isso, em novembro daquele ano, diretores do clube e da faculdade chegaram a dar uma entrevista coletiva juntos, na qual disseram que as desavenças tinham ficado para trás.

O processo, porém, continuou até que a nova penhora fosse expedida na última terça-feira.

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Fonte: Globo Esporte / Texto: Bruno Cassucci e Leonardo Lourenço

Após mais 9 positivos, CSA tem 18 atletas com Covid-19 e jogo com a Chape é adiado

Clube tem 31 jogadores inscritos na Série B e teria apenas 13 disponíveis para a partida

↑ CSA tem 18 jogadores com Covid-19 (Foto: Ascom CSA)

Oresultado dos testes de Covid-19 nos jogadores do CSA confirmaram na manhã desta terça-feira (11) mais nove jogadores com a doença, totalizando 18 com os nove já testados antes da partida de estreia do time na Série B contra o Guarani, ocorrida no último sábado (8). Com isso, a partida da segunda rodada da competição que aconteceria com a Chapecoense na quarta-feira (12) em Chapecó foi adiada para data a ser confirmada futuramente pela CBF.

O CSA informou que os testes com o elenco para os segundo jogo foram realizados no domingo (9). O clube divulgou que todos os atletas estão clinicamente bem e sendo acompanhados pelo Departamento Médico da agremiação.

Com 31 inscritos na competição, o time alagoano teria apenas 13 jogadores para utilizar no jogo em Santa Catarina. O clube vai realizar novos testes nos atletas que testaram positivo antes da estreia para saber se existe a possibilidade de ser realizada a partida da terceira rodada contra o Cuiabá, jogo marcado para o próximo sábado (15).

Chapecoense expressa apoio

Em nota, a Chapecoense comunicou que recebeu a confirmação do adiamento da partida através da CBF após o resultados dos exames no CSA.

“Diante da situação, a Chapecoense afirma a sua compreensão, expressa o apoio ao CSA e reitera o desejo de rápida recuperação de todos os contaminados”, afirma o clube em seu informe.

CBF ainda definirá data para a partida

A Confederação Brasileira de Futebol comunica que a partida entre a Associação Chapecoense de Futebol e o Centro Sportivo Alagoano, válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro da Série B 2020, que seria realizada nesta quarta-feira, 12, na Arena Condá, em Chapecó, foi adiada em virtude dos resultados dos testes realizados no elenco do CSA, que constataram, em prova e contraprova, a contaminação por coronavírus de nove jogadores. Estes se somam a outros nove atletas da equipe que haviam sido afastados da primeira rodada da competição por terem testado positivo, totalizando 18 dos 31 inscritos na competição. A viagem do CSA para a cidade catarinense foi cancelada. Oportunamente, a Diretoria de Competições da CBF informará a nova data para realização da partida.“, comunicou a Confederação Brasileira de Futebol em seu site.

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Fonte: Tribuna Hoje

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