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Domingo, 26 Setembro 2021 21:53

DESCOBRIR OU ESCONDER: que caminho percorrer? Destaque

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DESCOBRIR OU ESCONDER: que caminho percorrer?

 

Não sei quanto a vocês, mas ao longo da minha experiência como aconselhadora/ouvidora, que assim posso dizer, acabei constatando que DESCOBRIR é uma das coisas mais difíceis pela qual temos que passar. 

A descoberta sempre será um caminho, mas o lugar que ela nos leva é que a torna necessária e ambígua, pois a revelação sempre pode nos levar para a alegria como também para a tristeza. Descobrir pode nos levar a certas verdades.

Muitas vezes, não conseguimos nos deparar com a verdade porque ela exige de nós uma mudança de postura, então se eu sei que descobrindo a verdade eu vou ter que tomar uma decisão, então prefiro fugir dessa verdade porque a sua descoberta talvez traga mais danos do que não saber.

Não saber, não significa estar bem ou feliz, não querer saber se enquadra, muitas vezes, na fuga de nós mesmos, na fuga do enfrentamento da realidade e na descoberta de quem somos diante da postura que podemos assumir perante a descoberta.

Sair ou ficar, mudar ou permanecer, não fazer ou permitir, continuar dominado ou libertar-se, falar ou calar, a postura que a descoberta exige de nós, vai nos mostrar quem somos, e é por isso que não sabemos se estamos prontos para nos encontrar conosco, sendo esse o encontro mais difícil para acontecer, pelo fato de não saber se consigo conviver com essa pessoa que descobri ser. Será que vou continuar do mesmo jeito nesse relacionamento comigo mesmo depois de ter descoberto quem sou?

Tem descobertas que tira seu “chão”, que te põe nas nuvens, que te leva ao céu, que faz apodrecer por dentro, que te exalta, que te tritura, que causa alegria, que te causa tristeza, até porque cada descoberta acaba por ter um sentido diferente dependendo de quem está no contexto.

Mas mesmo com tudo isso, a descoberta sempre será benéfica mesmo quando revela a dor, visto que, nada pode permanecer escondido para sempre porque o sempre é um tempo muito longo para ser desperdiçado com ausência de verdade.

Seja o que for que tenha ou venha a descobrir pode ser que doa ou te traga felicidade, o que posso dizer é que tem certas dores que nós temos que decidir quando queremos sentir, agora ou depois, porque as coisas inevitáveis elas podem até demorar, mas acabam nos encontrando. E é por isso que nem sempre vamos estar preparados para descobrir, mas ficaremos mais fortalecidos se porventura essas descobertas virem a nossa vida.

 

A autora:

 

 

Luciene Amaral da Silva

Luciene Amaral da Silva, sou natural da cidade de Paulo Afonso, Bahia e vive toda a minha vida em uma cidade chamada Senador Rui Palmeira, sertão de Alagoas. Sou filha de Ivonete e Cícero, no qual me orgulho muito e sempre serei grata a eles. Tenho três irmãos que tanto amo, sou casada e resido em Santana do Ipanema.

Na educação, onde tenho desde a minha formação inicial que é Pedagogia e as demais especializações, tive a oportunidade de ter passado por vários espaços educacionais. Na função de professora tive experiência na cidade de Senador Rui Palmeira com crianças na Educação Infantil, também alguns anos no 2º ano do Ensino Fundamental, trabalhei com alunos do 6º ao 9º ano com as disciplinas de História, Geografia, Ciências, Química, Física, Artes, Ensino Religioso, Cidadania. Trabalhei como alfabetizadora de Jovens e Adultos na zona rural e também com a 4ª, 5ª e 6ª etapa com o ensino da Língua Portuguesa na zona urbana. Na área de coordenação pedagógica, coordenei espaço do Ensino Religioso durante um ano na secretaria municipal de Senador Rui Palmeira, coordenei por um ano os professores da Escola Estadual de Riacho Grande. Participei do projeto de alfabetização de adultos como coordenadora da ONG Visão Mundial. Também fui alfabetizadora do Programa Alfabetização Solidária. Tive a oportunidade de estar na tutoria de um curso Superior à distância da Universidade Luterana do Brasil- ULBRA, onde pude modificar a visão que tinha sobre o ensino à distância. Atualmente sou professora do Curso Normal médio na Escola Estadual Aloísio Ernande Brandão e atuo na formação de professores.

Gosto do que faço. A educação tanto transformou a minha vida, quanto me possibilitou a transformação da vida dos alunos com os quais trabalho.

Acredito que através da educação a sociedade poderá voltar a se respeitar e a promover a convivência pacifica entre os povos. Um povo educado é um povo livre.

Ler 624 vezes Última modificação em Domingo, 26 Setembro 2021 21:53
Santana Oxente

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