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A questão do Senado Data: 15 Mar 2010 / Autor: santana / Categoria: Colaboradores, Bau}

A questão do Senado

Nas eleições de outubro próximo creio que quase ninguém tem mais dúvidas sobre a intenção do voto popular que será sufragado nas urnas, carregado de um nítido caráter plebiscitário.
No entanto, o que parece óbvio para a população em geral torna-se complicado às forças políticas e coalizões que se defrontarão nesse pleito que se revestirá como um embate de proporções históricas.
Porque às oposições não interessa essa dimensão sobre o julgamento da sociedade acerca de qual projeto deverá optar em 3 de outubro. Porque elas levam uma nítida desvantagem nesse quesito fundamental.
Em primeiro lugar a era neoliberal no Brasil encarnada pelos dois mandatos do presidente Fernando Henrique Cardoso ficou conhecida como desconstrutora das empresas estratégicas do Estado nacional através de privatizações maciças e de redução das conquistas sociais promulgadas na constituição de 1988, logo após a extinção da ditadura.
Nesse mesmo período de exaltação do Estado mínimo e endeusamento das virtudes do mercado como solução aos graves problemas da sociedade brasileira, as políticas públicas implementadas pelos governos FHC não só foram desastrosas como conduziram a economia nacional à estagnação geral.
Levando em consequência ao desemprego generalizado, à paralisia do crescimento da riqueza do País, ao endividamento externo, ao sucateamento do parque industrial nacional, à inanição do comércio e à crise da agricultura brasileira além da total ausência de obras fundamentais em infra-estrutura, básicas ao Brasil.
Esse é em resumo o legado dos dois mandatos do presidente Fernando Henrique Cardoso. Foi na verdade um período de ascensão de uma elite política, consagrada pela mídia como a era dos tucanos, e a fina flor dos financistas, em especial aquela aquartelada nos quarteirões da majestosa Avenida Paulista.
O Brasil mudou substancialmente em relação ao desenvolvimento, mas persistem algumas heranças de um Estado anêmico e impotente, resultante das orientações neoliberais. E é no Senado da República onde estão entrincheirados os quadros mais destacados das políticas minimalistas do Estado.
Por isso é onde haverá uma das lutas mais renhidas nas próximas eleições. Não é por acaso que a atual eleição ao Senado tem assumido na mídia uma magnitude só inferior à da campanha à presidência da República.



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Eduardo Bomfim é alagoano de Maceió, advogado, iniciou a militância política na Ação Popular (AP) em 1970 em Alagoas, ingressou no Partido Comunista do Brasil – PCdoB em 1972, presidente do PCdoB (Secretário Político) em Alagoas de 1974 a janeiro de 2003 e a partir de outubro de 2009, Membro do Comitê Central do PCdoB a partir do 6º Congresso (1983 a outubro de 2005 e a partir de novembro de 2009). Secretário Geral do Diretório Central dos Estudantes – DCE da Universidade Federal de Alagoas – UFAL (71-72),fundador e presidente da Sociedade Alagoana de Defesa dos Direitos Humanos (78 a 80).Deputado Estadual (83 a 86), tendo sido líder da oposição ao regime militar na Assembléia Legislativa de Alagoas (83/84), deputado federal constituinte (87 a 91), tendo sido vice-líder do PCdoB na Câmara dos Deputados em 1989, vereador em Maceió (93 a 96 e 99). Presidente da Fundação Cultural Cidade de Maceió (97/98), Secretário de Estado de Cultura de Alagoas (2003 e 2005/2006), Secretário Adjunto da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais da Presidência da República, de 2004 a abril de 2005. Atualmente Presidente da Fundação Cultural Cidade de Maceió desde janeiro de 2009.

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