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Ninguém conhece a servidora que ganha R$ 9,6 mil da Assembléia Data: 9 Fev 2010 / Autor: santana / Categoria: Destaques da semana}

Ninguém conhece a servidora que ganha R$ 9,6 mil da Assembléia

Nem mesmo o sindicato da categoria sabe quem é a marani Sônia Maria da Silva Cavalcante, que nem comparece ao local de trabalho

DA REDAÇÃO
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O sindicato dos servidores da Assembleia Legislativa ainda não identificou a servidora que percebe gratificação de R$ 7.880,00 de gratificação por dedicação exclusiva. Segundo o presidente do STPLAL, Ernande Malta, apesar de a funcionária descontar mensalmente no contracheque a quantia de R$ 17,46 de contribuição sindical, ninguém a conhece.

Servidores que não quiseram se identificar, porém, dizem que a servidora Sonia Maria da Silva Cavalcanti é a mãe da de-putada Flávia Cavalcanti e ex-esposa de Cícero Cavalcanti, atual prefeito de São Luís do Quitunde. Ela teria ingressado na Assembleia Legislativa quando Francisco Mello era presidente da Casa. Cícero Ca-valcanti era amigo íntimo do ex-presidente.

É SUA? - Membros da atual Mesa Diretora da Assembléia Legislativa ficaram surpresos com a divulgação, pelo jornal EXTRA, do contracheque da servidora Sonia Maria da Silva Cavalcanti. Servidores ouviram diálogo entre o 1º, Jota Cavalcante, e o 4º, Carlos Cavalcante: um perguntando ao outro se a funcionária era da sua relação, isto é, pertencia ao gabinete.

Da redaçãoDa redação
Nem mesmo o presidente do sindicato da categoria conhece a servidora da Assembleia

Por outro lado o jornal EXTRA teve acesso a uma consulta do Imposto de Renda da servidora, com o CPF 310.230.614-49, e verificou que nos anos 2009 e 2008 a servidora teve rendimentos devolvidos pela Receita. Nos anos de 2007 e 2006 foi isenta. O contracheque apresentado com a vantagem de mais de R$ 7 mil foi o de setembro/2008.
Enquanto isto, o presidente da ALE, deputado Fernando Toledo, vem declarando que o Plano de Cargos e Carreira (PCCC) da Assembléia somente será implantado, com vantagens para todos os servidores, se houver aumento do duodécimo no orçamento deste ano, que está empacado nas comissões, esperando que o governador Téo Vilela concorde com o aumento. E no mesmo caminho está o Tribunal de Contas, cujo presidente Isnaldo Bulhões também está exigindo aumento no duodécimo daquele órgão.

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