O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA - PARTE 1
Quando observamos ao nosso redor, seja em nossas casas, nas ruas, nas estradas, no campo, na cidade, no fundo do solo, na superfície, na água ou no ar, seja no tronco de uma árvore ou em uma rocha dura, em todos os lugares do planeta Terra, é possível encontrar outras espécies além de nós, e podemos nem notar, mais elas estão dando um show. Durante o tempo todo ao nosso lado, nos acompanhando e nem damos conta disso tudo. Neste exato momento, têm até algumas dentro de nós, nos ajudando na digestão, por exemplo. Na verdade, cada espécie tem uma utilidade no planeta, algumas muito esquisitas, outras muito bonitas, outras, ainda, sem nenhuma forma ou cor que chame a atenção, mas nem por isso deixam de ser importantes. Pois é! Esse é o nosso planeta Terra, um grande conjunto de espécies formando como um circo de maravilhas para todas as idades, tal como é um circo. Um local onde todas as espécies são importantes. Nós precisamos desse circo de espécies, pois, se não tivermos mais as atrações, o circo pára.
Nesse espetáculo, a toda hora estão acontecendo apresentações: neste exato momento, de um lado do circo, os espetáculos são de dia, e de outro, à noite. Só tem um problema: o espetáculo não pode parar, mas algumas espécies da biodiversidade são tão poucas que não tem sido possível mais encontrá-las para as apresentações. São as espécies raras e ameaçadas de desaparecerem completamente que acabaram com problemas para sobreviver, pois foram reduzidas a um número tão pequeno que estão quase extintas. Mas elas ainda podem ser salvas: depende de nós continuarmos interferindo no espetáculo. Portanto, não devemos vaiar, espantar, atirar coisas ou simplesmente abandonar o espetáculo: é nossa responsabilidade, pois só nós podemos garantir que o espetáculo nunca vá terminar.
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O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA - PARTE 2
Olhando atentamente à nossa volta: muitas apresentações estão acontecendo o tempo todo. Têm moscas pousando nas nossas casas, de cabeça para baixo: como elas conseguem fazer isso, não têm nem onde segurar. Têm aranhas se equilibrando em finas teias, que nem gostamos que apareça em casa, mas elas voltam e lá estão de novo: se segurando em fios tão finos que nem damos conta que, na mesma espessura, são mais fortes que o aço. Visitando um jardim ou uma praça, então! É uma loucura! Observe um formigueiro: como podem esses insetozinhos ter tanta força? Imagine-se do tamanho de uma formiga, carregando uma folha ou pedaço de galho daquele tamanho. Seria impossível para nós. Elas são um dos animais mais fortes de nosso circo e nem precisam ser grandes. Olhe uma borboleta ou uma ave: como conseguem voar? E dizem que o homem voa como os pássaros! Estamos muito longe disso. Certas coisas do nosso circo da natureza ninguém consegue imitar. Até agora, nenhum outro planeta tem algo assim, só o nosso circo do planeta Terra. E o homem já procura, em outros planetas, faz tempo!
O circo da biodiversidade começou suas apresentações faz muito tempo! Os restos dos atores estão por aí, sendo que tem sempre alguém os encontrando, como fósseis de esqueletos ou plantas petrificadas. Será que, na época dos dinossauros, o circo era mais espetacular, como mostram os filmes? Ou será que nós não gostaríamos de estar vivos naquela época, pois poderíamos ser facilmente almoço desses animais? Pois é, na verdade, estamos na época certa para as apresentações que nos interessam. O apresentador, a natureza, se encarregou de nos colocar no circo na hora certa, e o tempo todo estamos assistindo às apresentações. Mas algumas das cenas não serão mais apresentadas, por que os atores principais estão desaparecendo, e muitos já desapareceram. Foi assim com os dinossauros que, por causas naturais, saíram de cena. Atualmente está sendo assim para muitos seres vivos, sendo que quase mil espécies grandes podem nem existir mais em poucos anos, pois o circo não está dando mais condições delas sobreviverem. Com isso a entrada no circo está ficando mais cara. A natureza quer reagir, mas só pode fazer isso, com a nossa ajuda. Pequenos ou grandes, todos tem o direito à vida, sendo que nós podemos garantir que todas as espécies sobrevivam e continuem seu espetáculo. Quem determina, hoje, quando o espetáculo termina , somos nós.
Começando pelos pequenos, temos animaizinhos que nem vemos e que estão se apresentando agora à nossa volta. Uma coçadinha leve no braço pode estar arrancando alguns dos menores que vivem comendo restos de nossa pele, um espirro pode ser resultado de uma alergia a alguns desses animais ou plantas. Um mosquito pode estar picando nossa pele. Cuidado: ele pode ser prejudicial à saúde. Um piolhinho pode nos visitar um dia e como incomoda quando ele desliza pelos nossos fios de cabelo. Uma ave pode estar pousando certinho no ninho e alimentar seu filhote. Um camaleão, um bicho-pau ou uma borboleta podem estar se disfarçando no ambiente e se transformar numa folha, num galho ou num outro bicho que, pelo aspecto, podem nos deixar com medo de chegar perto. As árvores podem estar crescendo, há centenas de anos, e nem nos damos conta de tão velhas que são, quando sentamos sob sua agradável sombra: é a “lona” do circo que refresca todo o planeta. Cada planta, animal ou qualquer outro ser vivo garante que a vida é possível na Terra, e a apresentação das maravilhas dessa vida ocorre a cada instante.
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O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA - PARTE 3
Não são só as espécies que fazem parte do espetáculo, mas todas as sua formas, diferenças, habilidades, como convivem com as outras espécies e com o meio ambiente: tudo isso é biodiversidade. Nós também fazemos parte desse espetáculo. Uma baleia-azul, com seus trinta metros de comprimento, é muito grande, mas cabe no circo, pena que sejam tão poucas hoje, pois elas existiam aos milhares. Os macacos de uma forma geral existiam as centenas nos matos, mas hoje estão raros e suas macaquices cada vez menos observadas durante as apresentações: eles são os palhacinhos da natureza. Existem cantores também e que, aliás, são os mais escutados por ai, pois todo dia, tanto faz o lugar, escutamos um pássaro. Existem também os golfinhos que fazem seus malabarismos, um gavião mergulhando para capturar sua presa. E tem o espetáculo das águas! Não só as corredeiras, mas as cascatas, as curvas que a água faz e os animais associados. Existem bichinhos que conseguem caminhar sobre as águas, e outros que mergulham ou nadam nela com uma perfeição que nenhum nadador humano consegue imitar. Existem as plantas flutuam, mergulham, e, principalmente, as que seguram o barranco para que a água sempre siga um mesmo caminho e sempre limpinha. A água é a base para a vida em nosso circo e é ela quem determina o preço do ingresso.
Nada! Isso mesmo: é de graça. Por incrível que pareça, esse é o único espetáculo que não tem limite de tempo, têm milhões de artistas, muitos dos quais, ainda desconhecidos do público, milhares de palco e não precisamos pagar nada por uma cadeira bem confortável que esse circo nos oferece. Podemos até sentar na frente ou escolher o melhor lugar. Só não podemos interferir e prejudicar os astros da biodiversidade. Qualquer interrupção, causada por nós, nas apresentações pode fazer com que toda a sequência de atos fique descontrolada, e isso pode criar um pânico e o circo todo pode vir abaixo. Não tem mais apresentações, os artistas desapareceram e, no sistema solar e talvez no universo todo, podemos acabar ficando a sós. A Terra pode ficar igual aos outros planetas: sem essa exuberância de seres vivos.
Preserve a natureza, só assim poderemos chamá-la realmente de mãe, e é esta mãe que vai nos levar ao grande circo da vida.
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