UM PÉ GRANDE NO IRAQUE
(Clerisvaldo B. Chagas. 29.7.2009)
Falamos anteriormente na crônica “Conquistando”, da ofensiva brasileira em busca de mercados; das viagens presidenciais com inúmeros empresários ao Oriente Médio, a China, a Rússia, a Índia, ao México, a África subsaariana, a África do Sul e muito mais. Pois bem, recentemente a revista ”Isto é Dinheiro”, publicou uma entrevista com o senhor Fawzi Hariri, ministro da indústria do Iraque. Datada de 8 de julho, a revista retrata bem o que pensam os dirigentes daquele país a respeito da economia iraquiana e o Brasil. Segundo o ministro, o país prepara-se para a retirada americana. Após uma grande festa que farão como país independente, eles pretendem reerguer o Iraque. Afirma Fawzi que a sua terra é um dos países potencialmente mais ricos do mundo e quer comprar de tudo. Escolheram o Brasil como um dos três parceiros para a reconstituição do Iraque, tanto pelo que o Brasil representa hoje para o mundo, quanto pela simpatia daquele povo pelo nosso país.
O ministro disse, em sua entrevista no Brasil, que logo de saída o Iraque adquiriu 250 caminhões brasileiros. O interesse, entretanto, vai para tudo que possa comprar por aqui. Tem exemplos na construção civil, no setor de petróleo, na aviação, em autopeças e em diversos outros setores. O Iraque tem no seu subsolo o tão precioso “ouro negro” que será acionado nessas ações e em diversas outras mencionadas pelo ministro da indústria. O Iraque pretende ainda a visita oficial do Presidente Lula, como o primeiro parceiro representante da América do Sul. Por aí se vê que diversas nações estão seguindo o exemplo dos emergentes na caminhada renhida pelo desenvolvimento.
Sobre o Iraque, o ministro afirmou ainda, que na fase de reconstrução, o país será um dos mais seguros do mundo. Cremos que em havendo paz e segurança, haverá trabalho produtivo com o iraquiano sendo o operário mais disciplinado do Oriente Médio.
Bagdá sempre foi um ponto de referência importantíssimo na sua região. O soerguimento do país pós-guerra, também vai depender do vizinho Irã. Uma invasão americana naquele polêmico lugar, não seria boa coisa. Ou cedo ou tarde — esperamos que seja o mais cedo possível — será criado o estado oficial palestino. Em havendo paz no Oriente Próximo, ninguém tenha dúvida: todos desejarão investir em lugares com tudo por fazer. Nesse caso, o Brasil será peça importante nas novidades econômicas que se definirão aos poucos ao passar a crise mundial.
Com as declarações do ministro da indústria, Fawzi Hariri, o brasileiro coloca definitivamente um pé grande no Iraque.
| 