IML: Agonia está perto do fim. Até fim de junho rabecões devem ser comprados
Diretor confirmou que um dos carros ficará em Arapiraca
por Emanuele Oliveira
(Foto: Agencia Alagoas)
Fatos como o de uma menina quemorreu atropelada na Massagueira e demorou cerca de sete horas para ter seu corpo levado pelo rabecão ou o de um agricultor que morreu de noite em Santana do Ipanema e só teve seu corpo recolhido na manhã do dia seguinte expõe o grave problema por que passa o Instituto Médico Legal de Maceió (IML) do Estado.
Funcionários têm reclamado do corte da alimentação para os plantonistas, que aconteceu em janeiro, e ainda, da dificuldade em atender a grande demanda do Estado, já que o IML possui três rabecões - adquiridos em dezembro do ano passado - que atendem à capital e algumas cidades do interior, só que um está quebrado.
A aquisição de quatro novas viaturas e a normalização da alimentação, que era uma cortesia do Corpo de Bombeiros, depende de processo licitatório.
E a agonia de funcionários e de toda a sociedade parece estar próxima do fim quando o Diário Oficial da última quinta-feira, 4, publicou a convocação dos fornecedores dos veículos, que até 18/06 deverão apresentar suas propostas. Para dar celeridade à licitação, o Conselho Estadual de Segurança Pública foi acionado, já que com a Lei de responsabilidade fiscal o período para a aquisição pode ser demorado.
O diretor do IML, José Kléber da Rocha disse que foram solicitados mais dois rabecões, que junto com os que já existem, seriam suficientes para atender a população da capital e da grande Maceió.
" Uma dessas viaturas será para Arapiraca porque no momento lá só existe uma e a outra está no conserto. Já tentamos atender às reivindicações dos funcionários e da sociedade há um ano e meio".
Em relação à denúncia de que alguns corpos passariam muito tempo para serem levados ao IML, devido a pequena quantidade de rabecões, ele afirmou que "isso dificilmente acontece, uma vez que é preciso aguardar a liberação pela perícia e em casos clínicos, o Serviço de verificação de óbitos (SVO), ligado à Uncisal assume a responsabilidade".
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